Assim não vamos lá

Não há promessa eleitoral ou meta orçamental que o Governo respeite. Hoje ficámos a saber que em 2010 tivemos o dobro do crescimento previsto e ficámos abaixo do défice indicado. É que não acertam uma, estes cabrões.

13 thoughts on “Assim não vamos lá”

  1. “Nestas três dimensões a comparação entre o resultado e o que era a previsão dá uma folga orçamental de cerca de 800 milhões de euros, ou 0,5 por cento do PIB”, explicou, salvaguardando que o apuramento final ainda não está feito. No entanto, esta folga é na óptica da contabilidade pública, que não é a utilizada pelo Eurostat para calcular os défices públicos. O valor final, na óptica da contabilidade nacional, será apurado pelo INE e reportado ao Eurostat em Março, explicou ainda..”

    vou esperar até março para ver….como diz o querido líder. podias por o link para a notícia meia verdade ? por confirmar , já agora. o que parece certinho é a vinda do FMI (que já cá está , já agora), só falta dizer a data em que desembarcaram.

  2. Para que não fique no tinteiro, nunca é demais lembrar que os cabrões da Oposição, esses pulhas e mentirosos, também nunca acertam nenhuma.

  3. Bis

    Seguindo a passada do opinadores de serviço, isto é, não me desligar do “bando” como nas corridas de meio fundo, devo acrescentar ao tom geral um ângulo de análise sobre o qual ainda ninguém elaborou.
    Na primeira eleição de Mário Soares, já existiam várias cabeças muito brilhantes no PS, apresentou-se também um “irmão inimigo” de seu nome Salgado Zenha. Se o Soares tivesse perdido as eleições, seguramente que o destino do país seria bem diferente, é ciência segura que as duas correntes iriam cada uma para seu lado. E que muito boa gente não chegaria nunca a lado algum, muito menos a ministro.
    Só um milagre salva o país deste calvário, estamos perante um dilema, cadeia ou hospital? Venha o diabo e escolha.
    O Alegre vai seguramente fazer a vida negra a muito boa gente dentro do PS, o que até não é nada mau, depois da derrota bem amarga e bem merecida. Não há quem diga a este génio da comunicação oral, para deixar o “fantasma em casa” e escrever e ler uns poemas, é o melhore que sabe e pode fazer.
    O PS que fabricou este candidato está podre, pode ser tudo menos um partido político, aquilo é de alguns, são os “pais de Alegre” mais os que “deixam correr o marfim”, são todos culpados, devem ser julgados e condenados pelo mal que conscientemente provocam.
    Eles fabricam a seu belo prazer os líderes, os candidatos para isto e aquilo, eles jogam no mal menor, não querem brigas, o tempo é dinheiro e este é poder, a máquina não pára de auto-manter-se, é uma lástima, raramente acertam.
    É só definhar em simpatia popular e ampliar o castramento de vontades.
    É lamentável.

  4. Ninguém se entende, de facto: como conciliar a informação do governo, com a do Banco de Portugal, que prevê a economia a crescer “negativamente” a 1,3% e uma recessão económica em 2011? Parece que, em 2012, vão ser apenas 0,6%…
    Uns “desmancha-prazeres”, estes supervisores.

  5. Se, pois de mera suposição se trata, o FMI vier e mandar para a cadeia toda a tralha cavaquista, com Cavaco, Montes, o genro, à frente, mais o Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Duque, Coimbra e Cia…eu sou a favor.
    Bora lá aí cu FMI!

  6. Mas ó Val, se virmos bem até é chato. As pessoas (todas) a desdobrarem-se em esforços para sacudirem para cima do mesmo bacano a água do capote quanto ao estado da Nação e depois aparecem estes números foleiros em cima da mesa e lá tem a malta que se esmifrar toda para ir à procura de uma previsão qualquer ou uma merda assim para restaurar a fachada do raciocínio…
    É desagradável para quem tem o dedo prontinho a apontar, até tu tens que concordar.

  7. É assustador, shark. Qualquer dia estes gajos do Governo ainda acabam mesmo com a crise e depois sempre quero ver o que resta para nos podermos queixar. Estou muito preocupado com estes números.

  8. lol
    estes gajos acabar com a crise
    nem o valter lemos com o seu ilusionismo estatístico consegue
    já agora val, e uma vez que tem informação privilegiada,faça uma resenha das promessas eleitorais do engenheiro e sus muchachos,nomeadamente deficit 2 semanas antes das eleições,aumento de impostos e taxa de desemprego, e da respectiva taxa de cumprimento
    até devia ser engraçado

  9. A coisa não está mesmo a correr de feição aos adeptos do ‘quanto pior, melhor’. Tantas esperanças que depositavam no dia de hoje, e lá voltou a correr mal… :)

  10. Concordo: assim não vamos mesmo lá, de todo, com tanta má-fé (bem traduzida na maioria destes comentários) somada à já proverbial arrogância, que se revela sempre estéril quando rima com ignorância.

    Mas o pior, senhores, o pior de tudo é o Grande Sonso, que mesmo perante estas evidências, que se espraiam e reluzem hoje em toda a Comunicação Social europeia (até a D.ª Ângela já nos felicitou a todos neste dia memorável!), continua a balbuciar, notóriamente incomodado e engolindo a espuma da sua raiva (oxalá se engasgasse de uma vez por todas…), que “parece que são boas notícias”, mas que ainda “é apenas o começo”, logo emendado para “esperemos que seja mesmo o começo” e rematando, em grande, com um sibilino “se o Governo está mesmo a fazer todos os possíveis, enfim, pelo menos diz que está, convém não atrapalhar…”. De facto, com uma alimária destas a representar-nos ao mais alto nível nos próximos meses, ou anos, assim é que não vamos mesmo lá: confirma-se que o nosso maior “problema estrutural”, afinal, reside em Belém desde há quase cinco anos (depois de ter deixado de ser “um mísero” Professor, coitadito…)!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.