A pasta Kinder

A referência à média de idades do Governo, e respectiva experiência política de cada Ministro, é conversa para entreter. Qualquer um daqueles nomes pode revelar capacidades e talentos que ninguém poderia adivinhar sem eles terem sido postos à prova. Tal como um outro elenco feito com dinossauros cavaquistas não garantiria sequer siso, quanto mais eficácia, se estes últimos anos de oposição vil servem de critério.

Só há uma figura que me desperta as maiores suspeitas: Paula Teixeira da Cruz. Ela tem pautado as suas prestações públicas por uma constante expressão do ódio. Se continuar nesse descontrolo emocional – ou melhor, ético – enquanto Ministra da Justiça, as disfunções e perversões serão muitas e muito graves.

9 thoughts on “A pasta Kinder”

  1. Habitualmente oiço rádio de manhã e ouvi nos últimos tempos essa pessoa utiizar a tribuna da Antena 1 para atirar os maiores petardos em quase todas as direcções. Numa espécie de regresso a «1926», com recurso a expressões como os «desvarios» da República (que tem as costas largas) dessa pessoa teme-se o pior. Eu temo o pior.

  2. Ja somos dois amigo :)), embora não partilhe do seu desespero. Aguardemos quanto ao resto porque a procissão ainda vai no adro. Entretanto os incensadores de serviço já começaram o seu trabalho.

  3. Caro Val,

    Parafraseando a máxima do popular filósofo da bola Manuel José, os ministros são como os melões – só depois de abertos é que se sabe se são bons… De qualquer forma, concordo contigo quando referes que a idade, ou o facto de se ser mais ou menos independente, não nos diz imediatamente se estamos em presença de um bom ou mau… melão…

    Há, ainda assim, na minha opinião, pelo menos três ou quatro critérios que utilizo para procurar antever a qualidade dos novos Ministros… Antes de mais, admitamos, magnanimamente, que o Ministro está de boa fé, é honesto e tem (nem que seja) uma vaga ideia do que pretende fazer… (atenção que, às vezes, o contrário, não é necessariamente mau, desde que não atrapalhe o normal funcionamento das instituições :-))… Vamos, então, agora, às tais três ou quatro questões chave para ver se esse Ministro vai ser ou não um flop…

    Qual é o seu grau de conhecimento sobre a estrutura da Administração Pública que irá dinamizar as Políticas Públicas que pretende empreender? Admitindo que desconhece, esse Ministro tem a humildade suficiente para ouvir essas instituições no sentido de procurar encontrar as melhores soluções operacionais para concretizar a sua estratégia de acção (ou até para a corrigir, se necessário)? Esse Ministro tem a credibilidade, determinação e, muito importante, a sensatez necessárias para mobilizar os actores chave das políticas públicas que pretende desenvolver? O Ministro tem efectivo poder político – trata-se, na prática, de poder pegar no telefone e, depois, de uma conversa persuasiva, nem que seja, utilizando meia dúzia de f#### e c#######, resolver um problema com outro Ministério (normalmente, as Finanças) que ameaça eternizar-se?

    Ao aplicar estes critérios, a minha previsão de risco retumbante de flop é, Senhoras e Senhores… Álvaro Santos Pereira. Sem qualquer experiência executiva, inchado pela gravidade das suas novas funções e num mega-ministério impossível que mistura economia, energia, turismo, emprego e formação profissional, obras públicas, telecomunicações, privatizações e parcerias público-privado, antecipo-lhe um regresso rápido, não apenas à sua desconhecida Universidade Canadiana, mas, sobretudo, ao mundo bem menos exigente do palpite político-económico tipo Professor Bambo…

    Paula Teixeira da Cruz, Nuno Crato ou Miguel Relvas, ou se tornam, de repente e insuspeitadamente, pessoas sensatas e equilibradas, ou, então, contribuirão para aumentar ainda mais a balbúrdia em que vive actualmente a Justiça, a Educação e Ensino Superior e a Administração Pública, ainda por cima sem retirar daí nenhum dividendo para o País ou até piorando a situação actual… Vítor Gaspar tem credenciais, mas vamos ver qual será a sua reacção quando, inevitavelmente, tiver que engolir os primeiros “sapos orçamentais” resultantes de decisões de outros Ministérios – ou seja, aí veremos se estamos ou não em presença de mais um “Campos e Cunha”…

    Espero estar enganado, mas a coisa pode mesmo piorar – daqui a um ano poderemos estar a falar de um Governo do Bloco Central entre o Passos Coelho e “Tó-zé” Seguro…

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