Um amor de sindicalista

“São imposições da Troika.” (suspiro) parece desabafar agora, resignado, Mário Nogueira, este cordeirinho.

Se dúvidas ainda houvesse de que as lutas organizadas pela FENPROF no governo anterior eram mera guerrilha política contra o PS servindo-se do descontentamento dos professores com as novas exigências, estas palavras de Mário Nogueira ao Expresso de hoje (sem link, sorry) desfazem-nas completamente, sendo muito elucidativas.

“Cada um tem o seu estilo. Lurdes Rodrigues era duríssima, de difícil relação nas reuniões [já Mário Nog. era de uma afabilidade que comovia…]. Com Isabel Alçada não havia qualquer problema de relacionamento, mas percebia-se que era extremamente frágil do ponto de vista político [Ah, esta já estava a prazo]. Agora há uma coisa que temos a certeza, é que cada vez mais as ideias estão condicionadas às regras da troika [Jura!]. Eu não sei se este ministro acha bem fazer mega-agrupamentos, presumo até que não, mas o certo é que já anunciou que vai fazer mais. As políticas hoje são impostas por fora.”

Ai são? Que conformismo, que conformismo, senhores. Em que acreditava, em que acredita este homem afinal? Até me faz pena, porque suspeito que seja no regresso do PS ao poder para olear de novo as espingardas!
Como se conclui claramente, estes comunas adoram ter cá a troika. Não são mesmo umas crianças? Com gente desta, como podemos indignar-nos que venham aí uns alemães puxar-nos as orelhas e obrigar-nos a ajoelhar, ameaçando com a cana?

Uma última nota:
Depois de tanta azáfama, o que conseguiu o PCP com o seu sindicalista? Que os professores votassem maciçamente no PSD. Missão cumprida, portanto.

9 thoughts on “Um amor de sindicalista”

  1. Um raio me parta se este cabrão desavergonhado não se anda a fazer a um lugarzinho de assessor, especialista ou merda assim, para também se lambuzar no “pote”.
    E os camaradas dele, lá no PC e na Inter, não tem vergonha das figuras que este moinante anda a fazer?
    E depois ainda há quem se admire de eles se terem aliado à direita para deitar o outro abaixo.
    Ah Cunhal, Cunhal, tanta volta que deves dar lá na tumba.

  2. …este « marito nogueira» é uma espécie de sindicalista…tipo ajj… há 30 ‘honestíssimos’ anos a comandar as tropas…agora é hora da troyka…e as tropas descansam…

  3. Bagonha, não tenha ilusões. Cunhal estaria do mesmo lado da barricada desde que o inimigo fosse o PS. Que falta de memória. Veja o Jerónimo, Carvalhas…Estiveram, neste anos de assalto ao poder por parte da direita, de que lado? A direita, quanto mais caceteira, mais seguro de vida ou sobrevivência significa para a esquerda que nunca pensou em governar em democracia.
    Enfim…

  4. Gostei imenso do post Penélope. Está bom para além de ser verdadeiro.

    O trafulha do Nogueira
    sempre cheirou muito mal,
    sai dali só caganeira
    ou diarreia mental!

    O Nogueira é retrete,
    nada nele se aproveita,
    e o que fez foi um frete
    para pôr lá direita!

    Manifs já não convoca,
    a berrar ninguém o vê,
    aquela cabeça oca,
    bem se vê é do pc.

  5. De facto, como já foi assinaladoaqui, Mário Nogueira ñão fez mais do que aquilo que o PC sempre fez, ou seja, erigir o PS como inimigo principal.
    Acresce que o dito sujeito é uma personagem simplesmente repelente é no passado foi até, puramente mal educado.

  6. Coitado do sindicalista. Tudo contestou, não acompanhou a evolução dos tempos e manipulou professores para manifestações irrealistas.
    Fico admirada com os professores que não tugem nem mugem. Coitados, estão entroicados.

  7. Conheci pessoalmente o Mário Nogueira, e devo confessar que não é um homem iluminado pela inteligência. Mas o Valupi também não é, e pelos vitos há quem o ache um ídolo. É o Portugal que temos. O Mário nunca os teve no sítio, por isso, era de esperar que se entendesse bem com outro não-homem – o Passos Coelho. “Ah, afinal foi a troika que mandou!…” – que nojo. O BE e o PCP têm motivos para estarem orgulhosos da linda m***a que fizeram, ao estender a carpete vermelha a um governo de direita. Estava agora a ouvir o Louçã na TV, que parece mesmo um ânus a falar. E agora estou a ouvir o Jerónimo. O mesmo discurso, agora com a direita no governo. Isto até podia fazer sentido: se o BE e o PCP tivessem procurado cativar o PS para algumas medidas de esquerda. Mas não: é preferível não ter nada, do que ter (só) alguma coisa. E quem sabe se eles não têm razão…

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