Vinte Linhas 630

Para ver «Quem vai à guerra» só mesmo indo ao cinema

O filme «Quem vai à guerra» de Marta Pessoa estreou a 16-6-2011 em Aveiro (Fórum Aveiro), no Porto (Mar Shoping) e em Lisboa (City Classic Alvalade) ali à Avenida de Roma. Já foi mais fácil para mim falar de filmes: as minhas primeiras idas a uma tipografia foram na União Gráfica (ali a Santa Marta) para revisão de provas dos programas do Cine Clube Católico de Lisboa. Nesse tempo eu era assinante do magazine trimensal «Sight & Sound» de Londres e também da revista da Federação Francesa dos Cine Clubes de Paris que todos os anos mudava de nome: «Cinema 70», «Cinema 71», assim por diante.

Este documentário de Marta Pessoa começa por se organizar num discurso apenas feminino. Coerente do primeiro ao último minuto, não há cedências e tudo se intercala no depoimento das diversas mulheres. Noivas, mães, viúvas, irmãs, esposas, madrinhas de guerra, enfermeiras – há, no seu discurso e nas suas memórias, a amargura de quem sofreu muito nos bastidores da guerra e nunca teve quem revelasse o seu espanto, os seus fantasmas e as suas lágrimas.

A sua revolta também. Num dos depoimentos se revela a fala revoltada de uma mãe: «este não é o meu filho, este é outro!». O chamado «stress» de guerra só muitos anos depois passou a ser tomado a sério; o pânico perante os foguetes das festas populares e perante as portas a fechar, só agora começa a ser bem percebido.

Não é fácil ser espectador deste espantoso documentário de Marta Pessoa. Nele nenhum fotograma se perde, nenhum som se desperdiça, nenhum olhar se deixa distrair.

7 thoughts on “Vinte Linhas 630”

  1. quem vai à guerra dá e leva, mas tu nem o filme foste ver ou na melhor das hipóteses foste para lá ressonar impropérios aos cabrões dos anónimos, quais sucedâneos da pipoca. ficámos a saber que o poeta rústico tomou contacto com o cinema numa tipografia e pela descrição somos levados a crer que deve ter sido fora de horas e sem o consentimento paternal. para a sua educação cinéfilla e constante actuaização sobre a sétima arte, o tosco da benedita assinava revistas estrangeiras à época e ainda hoje, como sight & sound e uma outra francesa que mudava o ano regularmente todos os 365 dias e irregularmente aos 366, sobre os cardernos de cinema não faz menção, quiçá soporíferos e vulgares.

    sobre o filme da marta, ficámos a saber que se trata de um depoiamento de mulheres, noivas, mães, viúvas, irmãs, esposas, madrinhas de guerra, enfermeiras e que o autor da criitica entrou na merda com fantasmas anónimos, foguetes, portas a bater e a renegar o filho da visinha.

    oh xico! vai depoiar pra outro lado.

  2. Espero que se mantenha em cartaz até Agosto, altura em que irei a Portugal, gostava muito de ver o documentário da Marta Pessoa. Ou talvez passe aqui por Bruxelas, quem sabe. O seu texto e o tema despertaram-me a curiosidade. :)

  3. Só ao fim de muitos anos se começou a falar da guerra colonial.

    Mas ainda se está a escrever a medo.

    Até parece que somos covardes, para enfrentar a dureza duma guerra.

    Mas não é por covardia do povo , não.

    É por conveniência de quem manda.

  4. eu também devo ter o stress da guerra cá por dentro porque odeio foguetes. foguetes que os pariu. e se o documentário tem foguetes de morte, dispenso – mas congratulo a Marta e o Zézinho por exaltar a Marta. :-)

  5. ó zeca galhão vou-te ensinar uma coisa pá, não mudes o parágrafo quando a ideia continua, trambolho. Exemplo, pá, «Noivas, mães, viúvas, irmãs, esposas, madrinhas de guerra, enfermeiras – há, no seu discurso e nas suas memórias, a amargura de quem sofreu muito nos bastidores da guerra e nunca teve quem revelasse o seu espanto, os seus fantasmas e as suas lágrimas.A sua revolta também.»
    agora sim mudas a coisa, pá e continuas, meu palhaço. « Num dos depoimentos se revela a fala revoltada de uma mãe: «este não é o meu filho, este é outro!» Claro que tinhas de acrescentar algo pra identificares o depoimento, entendes ó grilo?

    Depois pá, não dias «ali à Avenida», ó pá tira o «ali», é bimbo, é sopeiro, pá. finalmente pá, ninguém quer saber se és assinante do caraças, deixa de falar de ti, pá. não há cu que taguente pá.

  6. o zeca galhão deve ser alvo de uma grande questão: porque razão é que este personagem, que reune tais características como vaidade, narcisismo, complexo de inferioridade, agressividade, projecção, factos que retrata em cada caracter de uma escrita forçada, porque sem alma, é apresentado como um analgésico em jeito de aspirina?

    o gajo é um comprimé para um ataque cardiaco, tendo já liquidado o diccionário e a gramática com as suas investidas da escola para gajos que não tinham capacidade pó liceu, ó pá, já tou com as vírgulas à porta, fogo cada manifestação contra ti, meu trambolho.

  7. Aprende, zézinho, aprende que o «antipassos coelhon» não dura sempre! E depois vem dizer que os teus comentadores «não são nada, não sabem nada de nada»! É notório e grave o teu erro na pontuação! E apontas tu, constantemente, erros aos outros…

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