Na janela

Tão oculto na janela a passar
Mais veloz por baixo do avião
Teu rosto, sua medida e lugar
Ocupa nesta cidade o coração

Sucedem-se as várias imagens
Mais nítidas nesta velocidade
E porque iguais às carruagens
Não percebo onde a claridade

Que rodeia o quadro do teu rosto
E ilumina este lado da carruagem
O escuro do túnel no lado oposto
É a sombra do olhar e da viagem

Depois do intervalo no meu dia
Regresso às tarefas repetidas
Ao esplendor da monotonia
Pronta a ocupar as nossas vidas

7 thoughts on “Na janela”

  1. Esta Maria é engraçada. Traz-me boa disposição, é engraçada, não manda recado, diz logo.

  2. Lembra-me a estação de Santa Apolónia, onde depois de pagar o bilhete e de entrar no comboio para uma viagem de longo curso, mandava o bilhete pela janela fora. Gaita, era cada sarilho.

  3. «não me apetece dizer o nome», é a melhor maneira de chamar certas pessoas à razão. Pena que elas não queiram…

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