Desonestidade, mentira e estupidez natural

Apesar de já se terem apercebido que existe uma grave crise internacional, o desporto favorito da direita continua a ser acusar os governos socialistas pela situação em que nos encontramos. Alguns não sabem mesmo fazer mais nada, como é o caso do ministro não se sabe bem do quê, de seu nome Álvaro, que ontem no Parlamento lá disse para quem quis ouvir que a economia portuguesa está doente desde os anos 90, e que a culpa foi das obras públicas e do endividamento. Quem tenha acabado de chegar, vindo de Marte, e ouça uma coisa destas, fica a pensar que, nos anos 90, Portugal era um país rico e desenvolvido e que os socialistas uma vez chegados ao poder desataram a gastar o dinheiro dos contribuintes porque sim, porque lhes está na massa do sangue. Não sei o que é pior, se é ouvir estas atrocidades da boca desta e doutras aventesmas, se é o facto de ninguém, nem mesmo do PS, lhe lembrar qual era a realidade do País há vinte anos atrás. E a realidade é que, apesar de termos sido governados durante dez anos por um génio da Economia, quando os socialistas chegaram ao poder estava quase tudo por fazer, estradas, hospitais, escolas, redes de esgotos e respectivas estações de tratamento, todo o tipo de equipamentos desportivos e culturais, habitação social, etc., etc. A verdade é que tínhamos décadas de atraso em relação aos nossos vizinhos europeus. A pressão exercida pelas populações e partidos da oposição para que o Estado arrepiasse caminho era mais do que muita, e justificada. Portanto, o tal investimento público tinha mesmo de ser feito, sob pena de nenhum Governo sobreviver, não foi só por se pensar que essa seria a melhor forma de dinamizar a economia, como agora dizem estas bestas. Além disso, não investir também implicaria recusar os fundos europeus, recusar alinhar naquilo a que se poderia chamar parcerias público-públicas, já que os projectos com direito a financiamento europeu implicam que o Estado também invista, ou seja, que se endivide. E o que diriam todos, os europeus, que nos acusam de endividamento excessivo, e as mentes iluminadas da direita que acusam os governos socialistas de tudo e mais alguma coisa, se as tais obras públicas não tivessem sido feitas, evitando assim o endividamento? Com toda a certeza os socialistas seriam acusados de total incompetência, de terem tido oportunidade de modernizar o País e de não a terem aproveitado, e muito provavelmente, perguntariam para que servem as contas em dia se Portugal continua a ser um dos países mais atrasados do mundo ocidental. O taralhouco do Álvaro diria que tinha vindo do Canadá, século XXI, portanto, prestar os seus magníficos serviços a um País ainda a viver na época medieval. Que, por acaso, seria exactamente onde nos encontraríamos caso a direita tivesse governado desde os anos 90.

56 thoughts on “Desonestidade, mentira e estupidez natural”

  1. Tratemos de saber BEM ao serviço de quem e de que interesses está o sôr Alvaro. Vamos deixar-nos de interpretações simplistas sobre o papel de analfabeto funcional que ele desempenha, a avaliar por quem o comenta, com pleno êxito.
    Este tipo é bem mais um vendido que o tó-tó que quer parecer ser.

  2. Que o Álvaro é taralhouco, estamos de acordo. Que este governo tem um modelo que só nos pode conduzir à miséria, já toda a gente percebeu.
    Mas, parece-me demasiado simplista continuar a isentar os governos PS do descalabro económico que estamos a viver.
    Na realidade, há duas “crises”: a do “subprime” que teria tido “início” em 2007/2008 (nos EUA) e que mais não é do que uma crise de um “sistema” que deixou de gerar margens de lucro elevadas através da produção (devido à mão-de-obra barata da China) e optou pela especulação pura e dura (a economia de casino) mesmo que isso represente a ruina de países. E a crise portuguesa que, de facto, se agravou em finais dos anos noventa, quando entrámos no Euro e a nossa economia deixou de crescer. Basta dizer que o crescimento médio da nossa economia, para o período 1995-2010, nunca ultrapassou 1% do PIB em média; e que a dívida pública passou de 60% do PIB para 120%, no mesmo período!
    Portanto, as dívidas contraídas para “modernizar” o país, só parcialmente são explicáveis.
    É verdade que os financiamentos europeus exigem uma contrapartida portuguesa (daí o recurso ao crédito fácil), mas não explicam investimentos em projectos faraónicos e dispensáveis, como dezenas de auto-estradas, “expos”, estádios (10!), para já não falar das famigeradas Parceria Público-Privadas que serviram apenas para dar dinheiro às construtoras, que depois o “investem” nos partidos.
    Parece-me que, mais do que falar das “culpas” do PSD/CDS ou do PS, devemos julgar e culpar a cultura de patrocinato e clientelismo larvar instalada na sociedade portuguesa, que originou toda este clima de corrupção generalizada (o qual é transversal a todas as forças partidárias). Aqui têm especial culpa os partidos do “arco governamental”, o célebre bloco central de interesses: PS/PSD/CDS. Quanto mais não seja, porque foram estes partidos que sempre estiveram no poder e foram eles que tiveram acesso aos fundos e os distribuiram pelas suas clientelas. São as clientelas que mantém os partidos e assim sucessivamente.
    Não compreender, ou não querer ver estas coisas evidentes, só por cegueira partidária.

  3. Mas qual direita qual esquerda? PSD e PS desde o Cavaco foi sempre tudo a mesma merda de politicas de pão e circo até a desgraça final. Mas a taça leva o PS pois a roubalheira é proporcional aos inscritos nas maçonarias.
    Agora apareceu o palhaço do Passos para fechar a loja ( não a maçónica que essa esta de boa saúde) e vender tudo que deixaram hipotecado.

  4. rui mota, não são só as auto-estradas, expos e estádios que são projectos faraónicos. Por exemplo, as redes de esgotos que foram construídas neste período foram um autêntico projecto faraónico, e dispensável, pois se as pessoas já estavam habituadas a viver sem, não é? E acabar com as lixeiras a céu aberto? Outro projecto faraónico, e dispensável, eram tão castiças. E por aí fora, o que não faltam são projectos faraónicos.

    Mas tens razão no que diz respeito às Parcerias Público-Privadas, tens de ter, se toda a gente diz que são ruinosas é porque devem ser. Mas mesmo assim gostava de saber quanto custaria agora ao País não ter feito essas obras, ter mantido o isolamento do interior, não ter construído os hospitais, etc. Tu é que me podias esclarecer. Para ti, é tudo tão evidente, e como a cegueira partidária não te afecta…

  5. Guida,

    Tens razão quando escreves que as redes de esgotos, ou acabar com as lixeiras a céu aberto, são obras necessárias. Ninguém o contesta. Por isso, não as referi.
    Referi-me, e tu sabe-lo bem, às empreitadas sem qualquer funcionalidade, com o único objectivo de ajudar os construtores civis que pagam as campanhas aos partidos do poder. Ou não é assim?
    Ou tenho de lembrar-te as “derrapagens” (sem excepção) em todas as obras públicas de envergadura e dos negócios ruinosos das PPP e das “scuts”, que estamos todos a pagar?
    Obviamente que o PS não é o único mau gestor. Também o referi no comentário acima. Para mim, neste capítulo, não há diferenças fundamentais. Entre a parolice do Cavaco e o CCB (sem dinheiro para programação) e a parolice do Sócrates e os 10 estádios (dos quais metade não tem espectadores), que venha o diabo e escolha…
    Lamento desiludir-te, mas apesar de todas as auto-estradas e “scuts” construídas nos últimos 25 anos, o interior continua tão isolado como dantes. Como deves saber, a desertificação já vem dos anos sessenta (com o abandono progressivo da agricultura e com a emigração para o litoral e para o estrangeiro) e ainda não parou…Neste momento, 3/4 da população portuguesa já vive no litoral. Basta consultares a Prodata (Barreto dixit) para confirmares o que estou a dizer.
    Como cada vez nascem menos portugueses e só ficam velhos nas aldeias, os sucessivos governos fecham as escolas, os centros de saúde, os correios, as linhas de combóio e tudo o que não seja rentável. Não é de esperar uma inversão desta tendência. Portanto, quanto a isto, estamos conversados.
    Sobre a cegueira partidária, também tens razão: não me afecta.

  6. rui mota, não, não estamos conversados. :)
    Se não se tivessem construído as estradas, que dizes serem inúteis, as críticas aos governos anteriores eram mais do que muitas. Ninguém perdoaria o facto de não se ter feito nada para inverter, ou travar, a desertificação do interior. E não se fizeram só estradas, creio que houve incentivos para que as empresas se fixassem no interior.

    Foi tudo bem feito? Pois parece-me que não há nada que não possa ser melhorado. Cometeram-se erros? De certeza. Mas daí a dizer que se fizeram obras só com o intuito de ajudar os construtores civis que financiam os partidos, não sei, nunca fiz parte de partido nenhum, não faço a mínima ideia de como se financiam. O que sei é que nos últimos anos tiveram de se fazer muitas obras, o País precisava delas, e é um facto que não podiam ter sido executadas por médicos ou advogados, tiveram mesmo de ser os construtores civis. Embora estejam longe de ser os únicos a terem negócios com o Estado, ou são?

  7. guida, cuidado com o simplismo. rui mota, cuidado com as imprecisões. O texto e os vossos comentários dariam “pano para mangas”, se houvesse tempo…

    Mas comecem por aceitar estas duas críticas principais: nem o desenvolvimento português moderno começou com Guterres (guida), nem o Sócrates é responsável por tudo o que hoje simplóriamente se associa a “despesismo” do Estado (rui). Por exemplo, o Sócrates não tem nada a ver com os Estádios do Euro (que aliás foi em 2004, no tempo do Santana – e o Sócrates só ganhou as primeiras Legislativas em 2005…).

    No fundo o vosso raciocínio é correto e intelectualmente honesto. Há é que procurar um pouco mais de rigor em termos factuais e históricos. Para não aumentar a desinformação colossal de que todos os dias se alimentam os tablóides e as televisões mercantis…

  8. Rui Mota: Pensa bem se não estarás a dizer inanidades. Tens ido recentemente ao “interiror”? E a cidades como Viseu e Castelo Branco? E Elvas e Évora e Vila Real, até mesmo Lamego! Se não, pensa nisso. Ia fazer-te bem. O facto de as aldeias se terem desertificado não quer dizer que não tenha sido em vantagem desse mesmo interior, só que das cidades.

  9. Marco Alberto Alves, não sou eu que digo que o investimento público só começou com Guterres, o ministro, no que está acompanhado por muita gente de direita, é que diz que os problemas da nossa economia começaram nessa altura, exactamente por causa do investimento público. Como se o investimento público não fosse necessário e como se a economia não tivesse já problemas, e muitos. No tempo de Cavaco estiveram mascarados devido à enxurrada de dinheiro que entrou no País, sendo que a maior parte foi desbaratado em tudo menos no que devia. E houve algum investimento, mas é um facto que deixou quase tudo por fazer.

  10. Sim, guida, nós já estamos fartos de saber da enxurrada de mentiras e imprecisões grosseiras que a Direita e os atuais governantes utilizam no seu arraial de propaganda maciça. Não devemos é cometer erros do mesmo tipo.

    Tens toda a razão no que dizes e apenas te chamei a atenção para o facto de o surto de desenvolvimento económico e, sobretudo, SOCIAL que Portugal conheceu no último quartel do Séc. XX, após o 25 de Abril, portanto, não ter começado só com Guterres. Em especial no domínio da Educação e também no do Saneamento Básico, que referes, o essencial do trabalho mais urgente já estava feito antes da entrada na União Europeia (excepto no tocante aos resíduos perigosos, cuja resolução definitiva foi aliás a primeira grande contribuição de José Sócrates para o desenvolvimento português). O mesmo se diga da questão da Habitação Social, que já estava a meio de ser resolvida por essa altura, sobretudo nos Concelhos mais expostos a essa chaga (Lisboa e Porto).

    Já quanto às infra-estruturas viárias, foi no tempo de Cavaco e Ferreira do Amaral que mais se avançou, muito embora se tenha continuado, a um ritmo quase comparável, nos Governos posteriores.

    A grande questão, como muito bem referes, é que, nos primeiros tempos da adesão (Governos de Cavaco Silva), o forte crescimento do PIB, assoprado a todo o pano por um factor absolutamente EXTRAORDINÁRIO (o enorme volume financeiro dos Fundos Estruturais), mascarava a nossa extrema fragilidade económica, que já vinha do Estado Novo, constitui o nosso grande problema estrutural e que, concordarás comigo, nenhum Governo conseguiu, até agora, resolver decentemente, se bem que o primeiro de Sócrates tenha sido indiscutívelmente o que mais fez por isso.

    O outro lado desta questão, que continua a ser absolutamente menosprezado e escondido da discussão pública, foi o ABSURDO AUMENTO DOS NÍVEIS DE CONSUMO DOS PARTICULARES, esse sim, totalmente ingovernável e que, mais ainda do que o défice público, ameaça arrastar o País para a completa ruína, não só pelo endividamento incomportável das Famílias e das Empresas, como sobretudo pelo esforço (inglório?) dispendido em tentar salvar a Banca deste colapso!

    Como decerto concordarás, esquecer este “elefante” gigantesco no meio da sala e continuar a discutir os custos das Parcerias Público-Privadas e os excessos da Parque Escolar é investir, mas a sério, na desinformação e na grosseira manipulação dos portugueses!

    Espero que ao menos aqui se continue a lutar contra esta calamidade…

  11. E, já agora, a Penélope tem toda a razão: como é que seriam os “números da Prodata” se não tivessem sido os investimentos em infra-estruturas viárias de ligação ao Interior? Claro, talvez radicalmente diferentes e para muito pior… Ó seu rui mota, não conclua também, como o tal “cisntista”, que “a pulga sem patas não ouve”, ora bolas…

    A propósito de rui mota, concordo bastante com esta sua frase:

    «Aqui têm especial culpa os partidos do “arco governamental”, o célebre bloco central de interesses: PS/PSD/CDS. Quanto mais não seja, porque foram estes partidos que sempre estiveram no poder e foram eles que tiveram acesso aos fundos e os distribuiram pelas suas clientelas. São as clientelas que mantém os partidos e assim sucessivamente.
    Não compreender, ou não querer ver estas coisas evidentes, só por cegueira partidária».

    É verdade, mas está longe de ser toda a verdade. Por isso digo que concordo com esta frase, mas apenas se lhe acrescentar o seguinte, por uma questão de justiça:

    Aqui têm especial culpa os partidos do “arco governamental”, o célebre bloco central de interesses: PS/PSD/CDS. Quanto mais não seja, porque foram estes partidos que sempre estiveram no poder e foram eles que tiveram acesso aos fundos e os distribuiram pelas suas clientelas. São as clientelas que mantém os partidos e assim sucessivamente. MAS NÃO SÓ! TAMBÉM O PCP É UM PARTIDO DE PODER E TEM CLIENTELAS, PORQUE GOVERNOU INÚMERAS AUTARQUIAS, ONDE O INVESTIMENTO PÚBLICO TAMBÉM NÃO TERÁ SIDO PRÓPRIAMENTE EXEMPLAR, A JULGAR PELA INFINIDADE DE PISCINAS, AUDITÓRIOS E PAVILHÕES GIMNO-DESPORTIVOS ÀS “MOSCAS” POR ESSE ALENTEJO FORA. E TAMBÉM FORAM TODOS ERGUIDOS POR CONSTRUTORES CIVIS, PRESUMO EU. JÁ PARA NÃO FALAR NAS ESCANDALOSAS ADMISSÕES DE PESSOAL (cala-te, boca)…

    DA MESMA MANEIRA MUITOS SINDICATOS TÊM CULPAS NO CARTÓRIO EM RELAÇÃO AO DESBARATAR DOS FUNDOS EUROPEUS, OU JÁ NÃO SE LEMBRAM DOS CÉLEBRES MEGA-PROCESSOS DA “FORMAÇÃO PROFISSIONAL” COM AS VERBAS DO FSE?

    Não compreender, ou não querer ver estas coisas evidentes, só por cegueira partidária.

    Assim, plenamente de acordo…

  12. há práqui uns gajos que ainda não perceberam que o mundo vive a crédito e os que pagam a pronto são os que emprestam o dinheiro.

  13. Marco Alberto Alves,

    “Em especial no domínio da Educação e também no do Saneamento Básico, que referes, o essencial do trabalho mais urgente já estava feito antes da entrada na União Europeia…”

    Foi mesmo isto que quis escrever?! Os problemas mais urgentes da Educação ficaram resolvidos antes da adesão à UE? E quanto ao saneamento básico, em grande parte só avançou graças aos fundos europeus e mesmo assim nos anos 2000 havia inúmeras estações de tratamento (ETAR) sem funcionar ou a funcionar deficientemente. E ainda hoje o problema não está completamente resolvido. Lembrar que uma das últimas obras inauguradas por Sócrates foi exactamente uma ETAR, a de Alcântara, que passou a tratar os esgotos de uns largos milhares de lisboetas.

  14. Guida,

    A maior parte das auto-estradas foi construída durante o Cavaquismo (a “política de betão”). Construiram tantas que, quando o PS voltou ao poder com Guterres, já Portugal tinha uma das maiores densidades de auto-estradas por habitante na UE. Não se compreende, por isso, porque é que Sócrates continuou com esta política. A única explicação plausível é dar dinheiro a ganhar aos construtores, que são uns dos maiores apoiantes dos partidos. Aos construtores e às concelhias e às distritais, onde são recolhidos os “fundos” e os votos do aparelho partidário. Lá por não saberes estas coisas, não quer dizer que elas não existam. De resto, o escândalo, a determinada altura foi tanto, que o ex-presidente da EP (general Garcia dos Santos?) “pôs a boca no trombone” e ia caíndo o “carmo e a trindade”. Sobre o mesmo fenómeno da corrupção na construção (auto-estradas, habitação, obras públicas, etc.) o Cravinho pai, não só denunciou a escandaleira como disse que era impossível combater o “polvo”. Ainda fez um projecto-lei para combater a corrupção, mas a bancada do PS chumbou-o, vê lá tu. Como prémio, ofereceram-lhe um exilío dourado no BEI e nunca mais se ouviu o homem falar disto. Agora vem à televisão semanalmente falar mal do governo (o que de resto não é difícil).
    Eu não escrevi que as auto-estradas eram “inúteis”. Eu escrevi que as auto-estradas não contribuiram para a fixação das pessoas no interior. Por uma simples razão: a agricultura já tinha sido abandonada na década de sessenta e setenta (emigração para a Europa) e, nos anos oitenta, o Soares e o Cavaco acabaram com o resto, a troco de subsídios para deixarmos de cultivar a terra, pescar e manter a nossa industria base. Vai lá ler o Barreto, se não acreditas em mim.

    Marco Alberto Alves

    Eu nunca escrevi que o “despesismo” todo se devia ao Sócrates, mas ele contribuiu e muito para as obras de fachada (típico de governantes parolos, como deves saber). Estás errado, relativamente aos estádios: foi precisamente o Sócrates (quando era secretário da juventude e do desporto) que – juntamente com Miranda Calha, Madaíl e Carlos Cruz – foi apresentar a candidatura ao euro em 1999 (governo de Guterres). O próprio Sócrates justificou o elevado número de estádios (entrevista ao Expresso) como condição imposta para organizar o torneio, o que é uma redonda mentira. A Holanda e a Bélgica (países ricos) tinham-no feito com 6 estádios e, posteriormente, a Suiça e a Austria (países ricos) também só necessitaram de 6 estádios. Vai lá controlar os dados e deixa-te de paternalismos que só te fica mal.

    Penélope,

    Conheço relativamente bem todo o país. Fiz inclusivé o meu “trabalho de campo” no Barroso (Trás-os-Montes) em 1979 e voltei lá nos anos oitenta, noventa e nesta década e continua tudo na mesma! O mesmo relativamente às Beiras interiores e ao Alentejo. A zona serrana do Algarve também está desertificada! Tens de me explicar, porque é que a maior parte das auto-estradas no norte e centro do país, têm uma taxa de utilização baixíssima. Nalguns troços passa um carro de 10 em 10 minutos…
    As “Parcerias Público-Privadas” nas pontes e nas “scuts” (iniciadas com o Ferreira do Amaral e continuadas com o Cravinho pai e com o Jorge Coelho) só agora começam a ser pagas, mas quando foram construídas era tudo “de graça”. Está-se a ver…
    Que interessa Viseu, Castelo Branco ou Vila Real, terem muitas rotundas e casas novas, se as pessoas não se mudam para lá? Ainda não percebeste que o movimento é em sentido contrário? Não é de admirar: há menos empresas (as poucas que há, fecham), menos escolas, menos clínicas, menos correios, menos tribunais, menos postos da GNR e da polícia…Cada vez há menos médicos, as grávidas vão a Badajoz ter os filhos, o que é que me estás a contar? Imaginas uma espanhola vir a Portugal ter um filho? Não me faças rir…

  15. Rui Mota: No que me respeita, pelo menos, continuas a dizer disparates, mostrando não saber do que falas. A A25, a A23 e a A24, por exemplo, são autoestradas muito movimentadas. O IP3, um erro de previsão, pois desde o início devia ter sido autoestrada, é um movimento constante. Viseu cresceu imenso em população, apesar das rotundas, que deviam levar qualquer um a pensar duas vezes. Idem para Castelo Branco, Vila Real e Lamego. Para mim, que nasci aí em pleno “condado portucalense”, são uma surpresa constante. Claro que, nas aldeias, há menos gente, mas isso não acontece só em Portugal, believe me. Em ELvas, não é que houvesse mais população antes do fecho da maternidade e que a cidade, dantes pujante, tivesse entrado em declínio. Não foi isso. A cidade cresceu. Chegou-se foi à conclusão que, mesmo com mais mulheres, o número de partos (atenção que as mulheres contemporâneas têm menos filhos) continuaria a não justificar a manutenção da maternidade, ainda por cima com Badajoz, uma cidade do interior (lá está), a crescer mais.

  16. o mota, além de mentir, fala de coisas que desconhece com o à vontade de quem ouve concertos para violino de chopin ou outro gajo assim. atão a decisão de fazer os estádios foi do governo e não dos clubes ou dos presidentes das câmaras. aliás os desvios nas obras dos estádios, as aldrabices urbanísticas e imobiliárias envolvidas e as sociedades constituídas para acompanhamento da construção e posterior exploração serviram para financiar o ps através das estruturas locais do psd, só pode. é só conferir as presidências das câmaras e as contrutoras dos estádios. betão bom é o do cavaco, o dos outros é corrupção.

  17. pronto, cá está, ignatz, um esclarecimento que se entende. É isso que procuro. Agora vai lá ver na outra caixa, que ainda estou à espera de respostas…if you please, também se usa.

  18. Penélope,

    Confundes modernidade (auto-estradas, pavilhões, rotundas e afins) com desenvolvimento (índices de crescimento sustentado, emprego, educação, saúde e bem-estar).
    Porque é que pensas que há esta enormidade de fogos todos os anos? Porque não há população no interior e não há quem cuide das terras. O interior está cada vez mais despovoado e as pessoas não são estimuladas a ficar, porque não lhes oferecem condições dignas para tal. Olha para o Alentejo: 1/3 do território nacional às “moscas” (cerca de 700.000 habitantes em toda a província!). O mesmo em toda a raia fronteiriça e em Trás-os-Montes. Portugal é, de há muito, um país de crescimento desigual, típico do Terceiro-Mundo, com populações concentradas nas grandes metrópoles e com um interior deserto.
    O que me interessa haver três auto-estradas paralelas entre Coimbra e Porto, se foram destruídos 900km de linhas férreas nos últimos 25 anos? Não viste o documentário do Jorge Pelicano (SIC) “Páre.escute e olhe!”, sobre a linha do Tua? Vai ver e não te esqueças de ouvir bem a conversa entre o Mexia e o Sócrates a propósito do “cimento”…
    Explica lá como é que com esse “desenvolvimento” todo, Portugal caíu mais uma vez no índice do PNUD deste ano e já estamos abaixo do 30º lugar? Não percebes que nos últimos 15 anos caímos dez lugares e continuamos com a maior iletracia da Europa, o maior absentismo escolar, os piores índices no PISA, os salários mais baixos e uma agravada dívida pública que cresceu exponencialmente nos últimos 15 anos?
    Se o país evoluiu tanto como dizes, como explicas este atraso?
    Nota: eu não estou a dizer que a culpa é só do Sócrates. Estou a dizer que, independentemente da modernidade que apregoas, continuamos no “fim da linha”. Porque será?…

  19. Ignatz,

    Eu não necessito de mentir sobre a questão dos estádios, pois as declarações são do Sócrates, numa primeira entrevista (“Eu sou um animal feroz”) dada ao Expresso em 2005, quando ele ganhou as eleições. Posteriormente, em entrevista na TV (Judite de Sousa) voltou a repetir que os 10 estádios eram uma condição da UEFA para Portugal poder organizar o campeonato. Foi ele que o disse. E é mentira.
    De resto, eu não isento o PSD (Madail e câmaras PSD) desta corrida ao betão e da corrupção generalizada, como toda a gente sabe.
    O que eu afirmo é que não há diferenças fundamentais de actuação entre estes dois partidos, enquanto tu afirmas que só o PSD é que é mau. No PS, são todos uns anjinhos…
    Give me a break!

  20. oh mota! não há paciência para aldrabões como tu que vão corrigindo o tiro à medida que a conversa avança. todo o trabalho que eu possa ter a repôr a verdade será enviezado com nova imprecisão, mentira ou aldrabice de conveniência, portantes aprender a discutir honestamente, até lá vai-te foder*.

    *give me a break! (tradução)

  21. este ignatz é cá uma abécula, grande otário crl.Sempre a chutar para canto e nunca responde á letra, como um homem.Parece mais uum menino que mija nas cuecas pela conversa dele

  22. Rui Mota: Se não referisses tanto o António Barreto, talvez tivesses alguma credibilidade. O facto de haver território nacional “às moscas”, como dizes, não é necessariamente mau. O turismo da natureza tem aí um grande nicho de mercado, no interior bonito do país, e muita gente já viu isso. E a agricultura pode renascer noutros moldes. Se o mundo fosse estático, os primeiros homens não teriam saído da savana africana (ou outro local que venha a revelar-se mais correto), o que seria uma pena, no que me toca; aliás, não teria sequer havido primeiros homens.
    Detesto miserabilismos. Até porque, quem saiu, usou a liberdade de decidir o seu próprio destino e sentiu-se feliz com isso (não, a Terra não é o regaço acolhedor do género humano. A cada esquina há agressões, insatisfações e perigos). Mas também há quem faça o trajeto inverso. Pelos vistos tu não te incluis nesse grupo.

  23. Penélope,

    Se referi o António Barreto é porque parti do princípio que era conhecido da maioria dos portugueses que se interessam por estas coisas. Além disso, está actualizado. Basta lembrar os ensaios que escreveu sobre assuntos tão diversos como a emigração (tese), a Reforma Agrária em Portugal (diversos volumes publicados sob a sua direcção), as séries televisivas sobre o Portugal dos últimos 50 anos (RTP) e, mais recentemente, a criação do PORDATA (Portugal em números) que falam por si.
    Mas, podia ter mencionado dezenas deles. Queres uma lista de nomes?
    Experimenta ler o Albert Silbert, o Henrique de Barros, o Afonso de Barros, o Castro Caldas, o Oliveira Baptista, o Carvalho Cardoso, o Hugo Fernandes, o Álvaro Bandarra, o Manuel Villaverde Cabral, o José Avillez, o António Cortez, etc. e compara os estudos, os números a evolução das zonas rurais e o despovoamento contínuo do interior. Posso também dar-te títulos, mas como és suficientemente inteligente poderás procurar por ti mesmo.
    Já sobre o desenvovlvimento (não confundir com “progresso”) podes sempre entreter-te com as estatísticas e os censos do INE (o último publicado é de 2001, mas já há números parcelares relativos a 2011), os estudos da Eurostat (são periódicos), os estudos da ONU (PNUD) e compara com outros países.
    Se quiseres ficar com a “picture” completa, aproveita para dar uma vista de olhos nos últimos números do observatório da “corrupção internacional”. Ao contrário dos índices de desenvolvimento (onde estamos a cair) no índice de corrupção estamos a subir. Mau sinal.
    Perguntarás: mas, o que é que tem isto a ver com o “post” da Guida?
    Tem tudo a ver, porque as coisas não podem ser separadas. Para o bem e para o mal, as políticas seguidas pelos partidos, que nos governaram nos últimos 38 anos, colocaram-nos em muito má situação. Claro que é tudo relativo. Comparativamente ao Burundi estamos muito melhor. Mas, eu vivi 30 anos no (actualmente) 3º país mais desenvovlvido do Mundo (relatório PNUD de 2001). Tás a ver? Eu quero o melhor para o meu país e por isso critico o que está mal. À direita e à esquerda. Não tenho partido e quero que os partidos se fodam todos.
    O meu ponto é que o mal não está nos partidos, mas no “sistema” que permite esta merda toda: no clientelismo, no patrocínio, no tráfico de influências, na corrupção generalizada, na impunidade para os poderosos, nas “lojas maçónicas”, na “Opus Dei”, no poder de meia-dúzia de famílias, que contnuam a fazer de Portugal a sua “quinta”.
    Como somos um país pobre (de meios, de instrução e de mentalidade) somos mais facilmente corrompidos. Por isso, não vale a pena ter ilusões e dizer que o PSD é pior que o PS e vice-versa. É mentira. São todos portugueses. Não percebes isso?
    Não, de facto não partilho da tua visão idílica do “campo” e por isso não me íncluo nesse grupo.

    Não me contento com prados idílicos e turismo rural para

  24. Errata:

    O ano do relatório do PNUD é 2011 e não 2001, como está bem de ver.
    A última frase devia ter sido apagada e não faz parte do texto.

  25. depois do sô àlbaro professor no conadá temos dótor mota taxista na holanda a apresentar curriculo na net, teses psd e quando a apresentação não corre bem são todos uma merda a bem da nação, porque eu quero o melhor para o meu país. se calhar era melhor perguntares ao país se te quer para alguma coisa, é que só fazem falta os que cá estão, os outros já estão a tratar da vida.

    achas que os bancos holandeses emprestam dinheiro ao pingo doce baseados em números da pordata?

  26. Ignatz,

    Vê lá se consegues escrever um comentário com argumentação, senão fico a pensar que fizeste o curso nas “novas oportunidades”…

  27. “O meu ponto é que o mal não está nos partidos, mas no “sistema” que permite esta merda toda: no clientelismo, no patrocínio, no tráfico de influências, na corrupção generalizada, na impunidade para os poderosos, nas “lojas maçónicas”, na “Opus Dei”, no poder de meia-dúzia de famílias, que contnuam a fazer de Portugal a sua “quinta”.
    Como somos um país pobre (de meios, de instrução e de mentalidade) somos mais facilmente corrompidos. Por isso, não vale a pena ter ilusões e dizer que o PSD é pior que o PS e vice-versa. É mentira. São todos portugueses.”

    é esta conversa de taxista que chamas de argumentação? adjectivas, baralhas , concluis inevitabilidades e voltamos ao princípio. se ovalizasses o discurso, dáva para disfarçar.
    se já ouviste falar em democracia, deves saber como funciona e quanto custa ou então andas deslumbrado com o 3º. lugar no pnud e achas que cai do céu.

  28. rui mota,

    “A maior parte das auto-estradas foi construída durante o Cavaquismo (a “política de betão”).”

    Escreves com muita convicção, só é pena a realidade não confirmar o que dizes. Vai lá procurar por ti mesmo quantos quilómetros de auto-estrada existiam em 1995 quando Cavaco deixou o poder, e quantos já tinham sido contruídos até 2005. Guterres, para além de ter terminado as que já estavam programadas pelo governo anterior, lançou um ambicioso plano, muito debatido na altura, para construir 1000km das ditas cujas. E apesar de já existir uma vasta rede quando chegou a vez de Sócrates ainda havia populações e respectivos autarcas a exigirem o mesmo que os outros já tinham. É assim a espécie humana, não podem ver nada. Havia até um distrito, o de Bragança, que não tinha um metro de auto-estrada, disto deves lembrar-te, foi há pouco tempo. Portanto, a política de Cavaco ficou conhecida pela “política de betão” não por ter sido o governo que mais auto-estradas construiu, mas porque não fez mais nadinha. Ou melhor, fez. Tal como dizes, acabou com a agricultura e as pescas e trocou tudo por subsídios que distribuiu pela malta amiga. Havia tanto dinheiro a circular que obviamente a economia crescia, mas sustentada apenas pelo consumo interno. E Cavaco, que gosta tanto que ouçam os seus avisos, fez ouvidos moucos a quem o avisou que mais tarde pagaríamos todos esse erro. E estamos a pagar. E como uma desgraça nunca vem só, a tal malta amiga ainda teve disponibilidade para se dedicar a uma ‘obra’ que, essa sim, nos está a sair mais cara que as auto-estradas e os estádios, e que, vá lá saber-se porquê, ainda não incluiste na vasta lista de erros que se cometeram nos últimos anos: o BPN.

  29. Ignatz,

    Lamento contrariar a tua opinião, mas eu já vi a democracia a funcionar. E não se parece nada com o Portugal actual. Acredita. Também não ando deslumbrado com o 3º lugar do PNUD. É um dado objectivo. Não fui eu que o inventei. Só lamento que tenhamos caído 10 lugares no mesmo “ranking” desde 1996. Mas, que raio, já passaram 16 anos e 7 governos desde então (dois do Guterres, dois do Sócrates, dois do Barroso/Lopes e um do Passos/Portas) e não melhoramos no índice do desenvolvimento. Porque será?

    Guida,

    A frase que citas, não é um elogio ao Cavaco. Não sou a favor de nenhuma política (exclusiva) de betão, como deves calcular. É uma crítica. A tua constatação, mais à frente, que todos os autarcas querem a “sua” estrada (porque sim) só confirma a minha afirmação de que todos (todos!) os governos estão presos do clientelismo endémico que existe na sociedade portuguesa. O patrocinato é isso mesmo: eu protego-te (dou-te votos) se me construires uma estrada. Na Sicília, é um “modo de vida” desde 1860. Quem não cumpre o acordo, ou bate com a língua nos dentes, leva um tiro. Nós, como somos mais brandos, fazemos um “favor” e contamos com a retribuição (tráfico de influências). Se alguém levanta a lebre, aparece logo a chantagem: se dizes mal de mim, eu ponho a boca no trombone. Olha para a justiça e vê lá se há alguém influente preso.
    Tens toda a razão sobre os favores do Cavaco aos amigos e o escândalo (um caso de polícia) do BPN. E porque é que estes crimes passam impunes? Vá lá, só mais um esforço…

  30. “Não fui eu que o inventei. Só lamento que tenhamos caído 10 lugares no mesmo “ranking” desde 1996.”

    acredito que sim, até 1996 entravam toneladas de dinheiro diáriamente para distribuir pelos amiguinhos do psd, depois o efeito cavaco começou a reduzir até ser corrido por esse motivo. se calhar até caímos pouco, mas isso só depois de conhecer a informação que referes e disponibilizares o link, se é que consultaste alguma coisa. mas como é hábito não respondes às questões, pegas numa vírgula e saltas para outra. volto a perguntar como é que resolvias a magna questão “de sermos todos portugueses e corruptos” caso a generalização taxista fosse verdadeira. a velha propunha a suspensão da democracia, mas tu e a tua experiência de podium pnud devem ter uma solução diferente para o problema.

    “Lamento contrariar a tua opinião, mas eu já vi a democracia a funcionar. E não se parece nada com o Portugal actual.”

    tás a comparar o quê? se é que tens alguma coisa em mente. talvez os subornos que os holandeses pagam aos ditadores a quem vendem armamento de candonga, aos saldos fiscais que praticam com os alexes merceeiros e o outras manobras dilatórias para se manterem no tal 3º lugar. na minha opinião, moralidades à parte, a corrupção está muito mais democratizada em portugal que na holanda e apesar de não haver números oficiais que suportem isto, acho que os holandeses ganham em volume de negócios mas perdem em participação democrática no gamanço.

    continuo a não perceber porque é que defendes as ideias do actual governo e depois sentes necessidade de te demarcar da coisa, é para dar convicção ou falta de fé?

  31. Não, não. Era uma constatação do número de kilómetros construídos pelo PSD, que o Ferreira do Amaral apregoava na época. Se bem me lembro (eu não estava a viver cá nessa altura), ele dizia qualquer coisa como: “comigo os mapas das estradas estão sempre desactualizados”.
    E a verdade é que, quando cheguei a Portugal em 1996, fiquei espantado com o número de auto-estradas (mais a Norte do que a Sul) tinham, entretanto, sido construídas.
    Que o Guterres (o homem da paixão pela educação) tenha continuado a “obra” fontista do Cavaco, é de lamentar. Mas, à posteriori, percebe-se porquê: por alguma razão o Jorge Coelho (então ministro das obras públicas) foi parar à Mota Engil. Os amigos são para as ocasiões, não é verdade?
    Como é que se chama a isto? clientelismo.

  32. “… por alguma razão o Jorge Coelho (então ministro das obras públicas) foi parar à Mota Engil.”

    prova lá isso com volume de negócios feito com governos ps e psd. ou tás à espera que eu vá somar para depois dizeres… não… não era uma constatação de uma apregoação. oh motinha, és um aldrabilhas incorrigível, lamentas cavaco para culpares os governos socialistas.

  33. oh mota! o duarte guedes e a somague dizem-te alguma coisa em termos de financiamento partidário ou não estavas cá nessa altura e tens uma vaga ideia de qualquer coisa com o partido socialista.

  34. Ignatz,

    A resposta acima é para a Guida, como deves perceber.
    Dizes que eu tenho de provar o que digo e tenho de indicar o “link”. Porra pá, julgas que sou teu criado? Pensava que fosses mais assertivo.
    Ora vai lá ver:
    janela > “human development report 2011”
    Já agora faço-te a “papa” toda:

    Dados comparativos entre a Holanda e Portugal:

    Lugar no ranking: 3 versus 41
    Saúde: 80.7 versus 79.5 (estamos a falar de longevidade)
    Educação: 0.931 versus 0.739 (pessoas escolarizadas)
    Rendimento: $36.402 versus $20.573
    Assimetria social: 0.846 versus 0.726
    Pobreza: não há dados (!?)
    Sustentabilidade: 11.6 versus -1,8%
    Claro que podes procurar outros indicadores e ir mais atrás, até ao ano de 1980.
    Afinal, a queda de Portugal ainda é maior do que eu pensava. Quando cheguei a Portugal (consulado do Guterres) estávamos à volta do lugar 30 e chegámos a estar nos primeiros 26 lugares. Portanto, a média da queda deve rondar os 15 lugares. É obra!
    Sobre os holandeses, há muito a dizer: sim, foram piratas e são negociantes. Com certeza que compraram muitos ditadores corruptos. E o que fizeram e fazem os portugueses nas ex-colónias? O que é que tens a dizer dos negócios com Angola (uma ditadura)?
    Sobre eu defender o regime actual, essa não lembra ao careca! Não consegues entender que uma crítica ao PS não significa necessariamente ser-se de direita? É pá, desculpa lá, mas falta-te cultura democrática. E eu a pensar que estava a falar com um democrata!

  35. és um ganda cromo! o que te pedi foram os dados de portugal referentes a 1996 para comparar com os de 2010 ou 2011 , o tal retrocesso de 15 posições (no comentário anterior eram 10) desde que o cavacóide deixou o governo. és especialista em desentendimentos e falta de objectividade na defesa dos teus pontos de vista, o que inviabiliza qualquer discussão séria. porra será que não entendes isto ou cagando & andando que não interessa. mais uma vez, antes de esgotar a paciência, cadê os dados de 1996 para comparar com os actuais e com o cacau que entrava e deixou de entrar. escusas de encher isto de copy paste para comparar com a holanda, porque isso é outra história. as tuas críticas ao ps são coincidentes com as do psd na desculpabilização de 1 ano de desastre governativo e branqueamento de vários anos de fartar de vilanagem direitola, aquelas famílias dos sempre-os-mesmos que tu imaginas socialistas.

  36. oh anoRRmal, de que cor eram as cuecas da velha quando assinou o contrato com o city bank?

    quanto ao guterres? pergunta-lhe tu, tens aí o telefone, podes dizer que vais da minha parte

    +41 22 739 8111 (automatic switchboard).
    Working hours are from 8:30 to 17:30 (7:30 GMT to 16:30 GMT) Monday to Friday.

  37. ele falou num tal de pantano ignatz, a que é que ele se referia? quanta á velha,dou-te a mesma resposta que me deste: liga-lhe a ela para saberes disso.

  38. eu diria que este é o período cor de rosa do psd e sobretudo do cds: tiveram e têm be, pcp e ps a fazer-lhes o joguinho todo. O discurso da “opsição”, TODA, não é contra estes trastes, é contra o outro que já nem digo o nome, ou contra todos os PSs passados e vindouros. E com isto o senhor dos passos sobe nas sondagens e nós descemos ao abismo.

  39. oh anoRRmal! és um papagaio do caraças, repetes tudo, especialmente o que não percebes.
    o gajo falou num pântano! se calhar era caspa e queria dizer panténe, telefona ao variações, acho que ele ia lá cortar o cabelo e tamém podes ir à merda com a conversa da treta.

    dona edie, passos desce e seguro sobe:

    Eurosondagem, 11-17 Abril, N=1036, Tel.

    PSD: 35.3% (-0.7%)
    PS: 30.5% (0.9%)
    CDS-PP: 10.7% (-1.3%)
    CDU: 9.1% (+0.6%)
    BE: 6.4% (-0.5%)

  40. senhor ignatz,

    porque será que não fico feliz com essa “evolução” dos resultados?
    Esta oposição TODA, incluindo o PS do Seguro tem de assumir as virtudes do “expansionismo” (em linguagem normal, política de desenvolvimento) e deixar de fazer oposição ao passado. Essas variações são ilusórias. Objectivamente, estes crápulas-palhaços ganhariam as eleições hoje.

  41. não é para ficar feliz, é para chatear o massamá e insuflar o ego do tótó. o que vem a seguir deve ser de partir o carolo a rir, tou a ver os histéricos do psd a malhar na ameaça e o segurolas a fazer queixa em prime time c.c. a belém.

  42. pois, mas o massamá chateado e o tótó inchado , enfim, torna-se uma combinação que não nos traz nada de bom, como explicaste…

  43. Ignatz

    Só agota cheguei a casa e vi a tua verborreia.
    Com que então querias que eu fizesse o trabalho por ti?
    Vai a http://www.pnud.com e procura tu, que não trabalho para mandraços. Depois confirma se eu tinha razão, ou não.
    Agora vou dormir que já é tarde.

  44. oh mota! já tenho emprego e nunca me passou pela cabeça ir trabalhar para o dubai, mas agradeço o link e aproveito, mais uma vez, para esclarecer que continuas a fugir da questão que levantaste e que só te pedi para botares aqui o link para o ranking de 1996 que referiste. quem vai ter o trabalho de mostrar a evolução comparativa dos fundos que entraram com a evolução dos índices de desenvolvimento sou eu, mas se tu achas que é verborreia e que te estou a pedir para trabalhares para mim, olha vai tu e podes começar pelo link que me enviaste.
    para matar a questão e uma vez que não queres conversar como adulto, só tenho para te dizer que o milagre de desenvolvimento que atribuis ao cavaco foi o desbaratar dos fundos que a comunidade enviou para desenvolvimento de portugal e a destruição do que existia.

  45. Ignatz

    Se fores ao “link” que eu enviei, podes abrir todos os relatórios do PNUD publicados desde 1990 (ano do seu início) e comparares os índices. Verás que Portugal oscilou entre o 27º lugar (melhor classificação) e o 41º lugar (pior classificação). Também poderás confirmar que a melhor classificação foi em 2001 (período Guterres) e a pior em 2010 (período Sócrates). O ano de 2011 é um ano de transição (intervenção da Troika) e a queda no “ranking” era esperada.
    Também podemos “ler” o leque da comparação de outro modo e chegar à conclusão que em 22 anos de relatórios (1990-2011) o “ranking” de Portugal caíu 14 lugares. Neste período fomos governados 9 anos pelo PSD/CDS e 13 pelo PS. Agora extrai as tuas próprias conclusões.
    Outra questão que para mim é central: gosto tanto do Cavaco como tu e nunca escrevi que o modelo de desenvolvimento dele fosse um milagre (!?). Pelo contrário, foi mau e nem sequer falo do desbaratar dos dinheiros da CEE e dos compadrios e falcatruas conhecidas e citadas por toda a gente neste blogue. Estamos de acordo nesse ponto.
    Mas, como já escrevi, isso não impede de ver os erros da governação socialista e por isso faço as minhas críticas. Também nos governos PS houve desbaratar dos fundos (UGT de Torres Couto, certo?) e compadrio à fartazana. Trabalhei 5 anos para administrações socialistas e sei bem o que foi o esbanjar de dinheiro (para além de contas pouco transparentes) entre 1996 e 2001. Não me faças rir. De resto, já agora aproveita para consultar o índice da “transparency” no site do PNUD e vê a evolução da corrupção em Portugal para o mesmo período. É sempre a subir!
    Continuo a pensar que os principais problemas da sociedade portuguesa não são os partidos, ainda que estes sejam um mal necessário. Os problemas da sociedade portuguesa vêm de longe e assentam na pouca instrução, muita miséria material e moral, a pesada herança do Fascismo e (lá mais para trás) da Inquisição. Junta estes factores todos à pouca tradição democrática e será mais fácil chegar a conclusões menos “clubistas”. Tenho o privilégio (desculpa o pretensiosismo) de ter vivido numa sociedade mais evoluida, porque mais instruida e mais democrática. Não tenho culpa de poder comparar e tu não.
    O teu mal é, de resto, comum a muitos portugueses: vêem a política como o futebol (se o gajo fala mal do Porto, deve ser do Benfica e se critica o PS deve ser de “direita”). Como todos os males fossem da direita e os socialistas só fizessem o bem…Como explicas, então, que os portugueses tenham votado contra Sócrates nas últimas eleições? Estarão enganados? Se calhar, estão.
    Não estás interessado em provar nada, mas apenas contestar a opinião dos que têm uma opinião diferente da tua. Aliás, isso está bem expresso no sarcasmo dos teus comentários em geral, sempre a coberto de um “nick” (primeiro eras anónimo e agora és ignatz). Coisa de putos, estás a ver? Tens medo de quê, pá? Ninguém te come. Falta de traquejo democrático, é o que é…
    Fica bem.

  46. já estás melhorzinho na correcção do tiro, apesar do link ir dar a uma agência de empregos. o que acabas de dizer confirma o que eu já tinha dito sobre a evolução dos rankings estar relacionada com os fundos estruturais e não fruto de políticas cavaquianas como sugeriste. bates e foges para outra, sempre na defesa dos ideais cavaquianos, com a desculpa de não te identificares com a seita, larga experiência profissional com os sacanas dos socialistas e complexos de superioridade legitimados pela condição de emigrante em país do podium pnud. se não fosses parvo e soubesses do que falas, assumias-te como psd e defendias a cambada com orgulho e convicção. quanto a nicks, anonimos, clubes de futebol, faltas de coragem e de democracia, aconselho-te um espelho e até pode ser retrovisor para não teres de voltar a cabeça para trás.

  47. oh pnudo! não podes teclar resposta porque tens os dedos ocupados com as fissuras do dique económico holandês. na volta foi obra do socrates e o próximo primeiro ministro ainda corre com os emigras.

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