Arquivo da Categoria: Valupi

Revolution through evolution

Parental alienation, partner abuse: Two sides of same coin, says social psychologist
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Infants exposed to domestic violence have poorer cognitive development
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It is not just Sharia law: The Taliban, Pastunwali and Afghan Women
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People only pay attention to new information when they want to
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Consuming fruit and vegetables and exercising can make you happier
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No, stress isn’t always bad. Here’s how to harness it
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When Republicans control state legislatures, infant mortality is higher
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Dominguice

O que é a saúde mental? Ninguém sabe. Porque, a montante e jusante, não se consegue estabelecer inequívoca e definitivamente o que seja “ter saúde” nas diferentes dimensões que nos constituem biológica e psicologicamente. Apenas conseguimos chegar a diagnósticos, mais ou menos objectivos, e sempre subjectivos, do que seja não ter esta ou aquela doença. Mas o que seja aquela ou esta doença, mesmo o que seja uma doença ou estar doente, pode igualmente não ser consensual. Tal decorre da natureza fatalmente superficial e fragmentária do conhecimento científico, o qual só nasce quando filtrado e moldado empiricamente. Não importa quão extenso e profundo esse conhecimento se revele, está condenado a lidar com fragmentos e superfícies da realidade. Cacos ontológicos que formam um caleidoscópio interpretativo, gnoseológico, em permanente rotação. Daí a ciência nunca chegar à verdade, sequer a confirmações, apenas a infirmações – a noções transitivamente operativas até serem trocadas por outras mais eficientes e/ou eficazes.

Chamar pedófilo e assassino a Ferro Rodrigues, à porta de um restaurante, parece sintoma de patologia mental. Mas, então, que dizer do deputado líder de um partido que organizou uma manifestação para chamar “pedófilo” a Paulo Pedroso e colar a essa acusação terceiros por associação? Está maluco? Ou, pelo contrário, é mais esperto (portanto, tem mais saúde mental) do que os restantes deputados? Se acolhermos esta última hipótese, como toda a sociedade e todos os outros líderes políticos fizeram e continuam a fazer com o fulano diga ele o que disser, decorre que chamar pedófilo e assassino a Ferro Rodrigues, em clima de ameaça à sua integridade física, só pode ficar como sintoma daquilo que a OMS define como “saúde”: “estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade“. De facto, aqueles indivíduos mostraram estar cheios de energia, confiança e planos para o futuro. Assim continuem a ter saúde.

Honestidade involuntária de um bronco

Nesta edição de O Outro Lado (6 de Setembro) podemos ouvir algo raríssimo: alguém à esquerda do PS a desmontar o discurso demente e porcalhão a que cavaquistas e passistas se agarraram desde 2008, e a que se continuam a agarrar por não terem neurónios para mais nem decência para menos. Ana Drago, a partir do minuto 26 e a propósito do populismo de Paulo Rangel, faz aquilo que até de dentro do PS é muito raro ouvir-se, iluminando a irracionalidade de se considerar o PS como uma ameaça para a democracia. Tal prova que a esquerda à esquerda do PS não tem dificuldades cognitivas para reduzir ao ridículo esses infelizes de uma direita que bateu no fundo – contudo, apenas por distracção (como aconteceu no programa) é que se permite usar a sua capacidade crítica em prol da salubridade do espaço público, pois tudo o que desgastar e macular os socialistas é para ela ganho.

José Eduardo Martins, usufruindo de notoriedade mediática misteriosa dado ser um peralvilho bronco e um bronco peralvilho, ficou tão perturbado com o tautau que respondeu com honestidade involuntária (a partir do minuto 36):

«Portugal é o país que se baixa a quem manda, e o PS manda há tempo demais!»

Eis o que o homem realmente pensa, e o que motiva andar nisto da “política”. Primeiro, a estupidez granítica de achar que Portugal não sei quê, quando na restante humanidade acontece exactamente o mesmo desde o nascimento da História e que tem por nome “comunidade”. Depois, o alguidar de bílis por não ser o PSD a mandar no tal país “que se baixa”, situação em que este melro estaria feliz da vida a tratar da sua militância partidária com muito maior segurança e conforto, quiçá feito secretário de Estado ou ministro para melhor desfrutar das baixezas do povinho.

Refaço a afirmação anterior: não há mistério na notoriedade mediática do bronco peralvilho e do peralvilho bronco, ele consegue ser do mais aceitável que a direita decadente tem para colocar na montra.

Revolution through evolution

Educated Women Increasingly Likely to Have 1st Baby Before Marriage
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Researchers observed association between standing and insulin sensitivity – standing more may help prevent chronic diseases
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Emoji are proposed as a powerful way for patients and doctors to communicate
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Bacteria could learn to predict the future
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People influence others – for better or worse
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Does accountability always work? Workplace bias suppression can be difficult to sustain, study shows
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Engineering students still learning from collapse of World Trade Center
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Dominguice

O terrorismo é um nome. Para quem o faz, é combate, defesa, honra, esperança. O terrorista sente-se ameaçado, teme pela aniquilação dos seus, da sua identidade. Sente que lhe podem roubar a terra, apagar a sua história, daí a sua felicidade suicida. Para quem o sofre, o terrorismo é um sinal do fim dos tempos. A vítima do terrorismo sabe que o próximo ataque pode ser mais letal, que o próximo ataque tentará destruir o que considerar mais valioso, mais importante, tudo o que é seu e dos seus.

Os seres humanos, podendo, vão extinguir-se. Dispondo dos meios para tal, alguém sentirá a pulsão irresistível para carregar no botão do apocalipse. Haverá sempre um alucinado capaz de preferir o nada ao ser. A desaparecermos antes de nos espalharmos pelo sistema solar, é mau? Seria se o Universo não estivesse estatisticamente preparado para nem reparar no que acontece num dos seus quadriliões de esboços do que anda à procura: a consciência que lhe deu origem.

Paulo Rangel e a asfixia sexual

«"Hoje é mais fácil", diz Paulo Rangel sobre a sua assunção como homossexual em 2021. Esqueceu-se de dizer porquê. Numa entrevista em que falou sobre a necessidade de aprender a pedir desculpa, não lhe ocorreu reconhecer que se hoje é mais fácil, para ele e para todos os homossexuais portugueses, se o país mudou, não foi graças à sua ação política.»

Paulo Rangel e a luta pela igualdade

Paulo Rangel vai ser o próximo infeliz a tentar aguentar o PSD enquanto Passos Coelho tenta aguentar-se como messias à espera que Costa saia da arena das legislativas. Não há mais ninguém, mais nada, no laranjal. 15 anos de ubíqua indústria da calúnia, golpadas mediático-judiciais e traição ao bem comum trouxeram os direitolas a este deserto sem oásis.

Ora, quem é o Paulo Rangel, politicamente falando? Trata-se de uma das mais tóxicas personalidades da direita portuguesa, uma picareta falante que não tem qualquer ideia para benefício dos mais carentes ou da classe média que seja possível recordar. A sua práxis como figura grada do PSD consiste numa obsessiva e chungosa litigância – a qual define não só o seu modo retórico como a sua valia cívica. É um sósia mental do Nuno Melo, ambos incapazes de pensar a comunidade para além do niilismo que reduz a política à luta tribal do poder pelo poder, e onde a regra de ouro é o apelo ao ódio.

Agora que a sua sexualidade foi usada para um ataque político canalha, e que a vítima deu um golpe de judo no atacante, convém registar que o mais importante do episódio não está no que foi capaz de dizer a respeito da sua orientação sexual. O mais importante é o que continua a calar a respeito do seu erotismo populista, como inveterado hipócrita que é.

E consiste nisto: se o deixarem, vai foder-nos.

Revolution through evolution

Groundbreaking ideas from women scientists get less attention
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Maternal voice reduces pain in premature babies
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Eating walnuts daily lowered ‘bad’ cholesterol and may reduce cardiovascular disease risk
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Postponed retirement slows cognitive decline
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Five common thinking traps and how to avoid them
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Turning cameras off during virtual meetings can reduce fatigue
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Dogs tell the difference between intentional and unintentional action
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Dominguice

A prova de que não somos um, somos pelo menos dois, está nos sonhos. Quem escreve aqueles enredos? Quem selecciona as memórias e as altera, converte, reinventa? Não o espectador, o qual assiste hipnotizado, impotente, ao desvario. E que sente, sofre, delira com esse outro mundo onde acreditamos ser e estar.

Poderá existir mais do que um argumentista. Especializados em diferentes géneros. E poderá haver um showrunner que liga as diferentes páginas dos diferentes autores numa sucessão de cenários, personagens e acções que só para ele façam sentido. E talvez haja sessões, ou partes da sessão onírica, a que não temos acesso. Desconhecemos o que lá passa e se passa. Ignoramos para quem é exibido o material. Não sabemos se há uma multidão nessa plateia interior a chorar ou a rir com os nossos sonhos, as nossas cenas.