Arquivo da Categoria: Valupi

Marcelo, já tens o sermão pronto para os suecos e os gregos?

A 17 de Junho de 2017, no concelho de Pedrógão Grande, deflagrou um incêndio que viria a causar 66 mortos. No dia seguinte, Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se ao local e deixou à Nação uma conclusão do que tinha visto, ouvido e cogitado:

«O Chefe de Estado defendeu que, perante o cenário que lhe foi descrito, "o que se fez foi o máximo que se poderia ter feito".

"Não era possível fazer mais, há situações que são situações imprevisíveis e quando ocorrem não há capacidade de prevenção que possa ocorrer, a capacidade de resposta tem sido indómita", considerou.»

Estas declarações, quiçá as mais objectivas e intelectualmente honestas a respeito do fenómeno a que se pode chegar, de imediato foram sentidas como um soco no estômago pela direita decadente. Marcelo surgia-lhes a cometer o crime de lesa-pulhice ao parecer blindar a tragédia contra qualquer aproveitamento político. A revolta que de imediato transpirou para o exterior, agravada pelo acumulado de ressentimento contra quem se comportava desde o início do mandato como o mais decisivo e desconcertante aliado de Costa e ainda pelo contexto de pré-campanha para as autárquicas, deve ter sido um bilionésimo daquela que se fez sentir nos bastidores e que chegou a Belém. Rapidamente, Marcelo percebeu que tinha cometido uma gafe com perigosas consequências estratégicas, pois os aparelhos partidários e mediáticos da direita – e não só – iriam explorar sem pudor nem freio a comoção nacional nascida do elevado número de mortos e da espectacularidade tétrica de a maioria deles ter ocorrido nas estradas com as vítimas a serem apanhadas de surpresa ou ao tentarem fugir das suas casas. Inevitavelmente, nas semanas e meses seguintes, iria ser lançada no espaço público uma mole de falhas de tudo e todos através dos testemunhos, especulações, inquéritos e investigações. Este vendaval de suspeitas e roupa suja deixaria o Presidente da República gravemente diminuído caso não conseguisse liderar politicamente o rescaldo. A sua resistência pública contra a indecência que vinha a caminho durou apenas uns dias, começando a realinhar o discurso para um julgamento político após ter recebido Passos Coelho em audiência a 23 de Junho. Esse julgamento viria a ser feito por ele próprio na oportunidade criada pelos incêndios de Outubro, ocasião em que humilhou (violentou?) o Governo e exigiu a cabeça de Constança Urbano de Sousa. Nos meses seguintes e até ao presente, passou a repetir ameaças, meio difusas e meio tontas, onde os incêndios de 2017 apareceram completamente instrumentalizados pela sua agenda política.

Hoje, temos parangonas com os 74 mortos na Grécia (número provisório) e a devastação histórica causada na paisagem e no património pelos incêndios. Na semana passada, foram os inauditos fogos na Suécia a encherem o noticiário, inclusive por causa do pedido de ajuda internacional que os ricalhaços, íntegros e organizadíssimos suecos tiveram de fazer por falta de meios. Entre os dois acontecimentos não há ponto de comparação quanto à geografia, flora e densidade habitacional, mas por isso mesmo a sua associação é relevante. Ao lado destes dois fenómenos temos o outro de uma alteração climática que derruba recordes de altas temperaturas em diversos pontos deste planeta. Um planeta a descobrir com cada vez mais danos em vidas, bens e disrupção de sistemas ecológicos no que consiste o Antropoceno. A lição é básica: nem que todas as nações estivessem unidas contra as alterações climáticas elas deixariam de causar imprevistas e inelutáveis perturbações catastróficas dado o ponto a que já se chegou. O sistema climático é demasiado complexo para o actual conhecimento humano e tecnologias disponíveis.

Este o contexto em que Marcelo usou os incêndios de 2017 como peso e trunfo políticos. O medo e a pressa foram mais decisivos do que a força de carácter e o patriotismo. Só posso desejar que nenhum outro chefe de Estado que se veja confrontado com acontecimentos semelhantes lhe siga o exemplo.

Revolution through evolution

We may have less control over our thoughts than previously assumed
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A bad mood may help your brain with everyday tasks
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Wait, just a second, is your doctor listening?
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White Mass Shooters Receive Sympathetic Media Treatment
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Autocrats and Authoritarianism: New Research Explores Why People Elect Leaders Who Restrict Freedom
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Murder Rates Highest in Countries That Lack Due Process
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Products of omega-3 fatty acid metabolism may have anticancer effects
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E antes desses últimos 20 anos, como é que se gastavam os nossos impostos?

«Encaro estas coisas como uma tomada de posição pública; explicar que a corrupção fazia muito mal ao país. Agora as pessoas já percebem. Na altura achavam que era alguma "justicialite" minha. Infelizmente, a vida até me deu razão. Foi à custa do resgate, da pobreza, e de repente toda a gente descobriu como é que os nossos impostos foram gastos nos últimos 20 anos.»

Maria José Morgado

O fim da impunidade vai de vento em popa

Como se pode ler – Caso EDP. MP não respeita decisão de juiz – a era do fim da impunidade, anunciada com pompa e fel por Paula Teixeira da Cruz no dia em que ex-ministros socialistas viram as suas casas invadidas pelas autoridades, está a cumprir-se plenamente sob a condução inabalável de Joana Marques Vidal.

Agora, depois de ter transformado o Ministério Público em estúdios para os canais televisivos da Impresa e da Cofina, a guerreira e santa Joana ataca os juízes, conhecidos de antanho por praticarem a impunidade como modo de vida. Parece que o plano será o de acabar de vez com a intrusão dos juízes e seus canhenhos poeirentos na operação de acabar com a impunidade em tudo o que cheire a Sócrates e ao PS. Como se pode ler na “imprensa de referência” pelo teclado de notáveis caluniadores, a ideia de vivermos num Estado de direito democrático protege os corruptos, esses criminosos mais criminosos do que os maiores criminosos. Se tantas leis, direitos, garantias e instâncias de recurso só servem para atrapalhar a rapidez com que os magistrados do MP (felizmente guiados pela Santa Joana) apanham e castigam a bandidagem socialista, então é capaz de estar na hora de nos libertarmos da liberdade (dos outros, de certos outros).

O fim da impunidade demorou muito tempo a chegar, e pelo caminho os corruptos até provocaram uma recessão mundial por causa de um aeroporto e de uma linha de comboio que nunca chegaram a ser construídos. Queremos abdicar das suas maravilhas? Queremos viver numa sociedade que perde tempo com a defesa de ladrões que foram apanhados pelos implacáveis, puros e omniscientes magistrados da Santa Joana? Quem ousará substituir aquela que nos está a salvar do mal?

Revolution through evolution

Want an expensive engagement ring? Looks count
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Every person has a unique brain anatomy
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Suppressing negative emotions during health scare may whip up spiral of fear
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An orange a day keeps macular degeneration away: 15-year study
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Enjoying full-fat milk, yogurt, cheese and butter is unlikely to send people to an early grave, according to new research
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Obesity alone does not increase risk of death
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Snooze mobiles: How vibrations in cars make drivers sleepy
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χαλεπὰ τὰ καλά

Um típico exemplo da retórica que vai ser usada pelo BE e PCP até às eleições de 2019 está aqui: Que lição aprendeu o PS? Os malucos que lerem o texto irão descobrir que o autor nem no espaço vazio entre as letras faz referência aos idos de Março de 2011, os tais que mostraram a vontade do PCP e do BE em derrubar um Governo socialista para colocarem no poder o casal Passos-Relvas, o artista Portas e o FMI.

Se o autor fosse obrigado a justificar as decisões da “esquerda pura e verdadeira” nessa conjuntura, inevitavelmente diria que BE e PCP tinham de ser fiéis à sua identidade e programas, histórico e ideários, sendo inconcebível que apoiassem Sócrates e Merkel na ocasião. O que está certíssimo, não oferecendo a menor dificuldade cognitiva; embora abra uma irredutível questão moral. É o mesmo argumento que agora explana, antecipando que BE e PCP irão recusar o acordo com um PS que não renegue a sua identidade e programa, história e ideário.

Estamos no reino das falácias e da ingenuidade, quiçá da parvoeira. Não foi pelo PS ser o PS que PCP e BE deixaram de fazer algo revolucionário: apoiar um Governo socialista minoritário. Foi porque bloquistas e comunistas realmente aprenderam algo com os idos de Março de 2011 e a devastação que se seguiu. Devastação também eleitoral, tendo a coligação PAF ganhado as eleições apesar do ódio que despejou para cima dos portugueses em geral, especialmente os mais pobres. Com Passos de chicote na mão até os professores andavam de bola baixa e reinava uma paz sindical admirável. Não faltam, pois, matéria e ocasiões de aprendizagem para os interessados em cumprir plenamente as promessas de Abril.

O PS irá sempre preferir a racionalidade do centro. É esse o seu fundamental papel no sistema partidário e no regime. Daí, alinhar coerentemente com as forças estruturantes que garantam a segurança das instituições e da comunidade no respeito pela Constituição. Parte dessa segurança é financeira e económica, parte é militar. Ter um partido que represente essa lógica tem sido validado pelo eleitorado desde que há eleições democráticas. Se a “esquerda pura e verdadeira” quer mudar o paradigma, que vença eleições ou que supere o PS em votos. Aí, poderá impor os termos da negociação. Até lá, a forma como pode proteger aqueles que alega representar passa por aceitar os termos da negociação impostos pelo PS e, nessa sede, tentar obter o melhor acordo possível para todas as partes.

É dífícil negociar, daí ser belo – como diriam os inventores da democracia.

Um país inculto na arte da negociação

Anda boa (e outrora boa) gente a dizer que a entrevista de Santos Silva significa o fim da renovação do acordo entre PS, BE e PCP para a próxima legislatura – Acordo para nova “geringonça” deve incluir política externa e europeia

Acontece que, como acontece sempre quando o jornalismo está agendado ou cede à tabloidização, que se está tão-só a reagir a um título que deturpa o discurso do entrevistado (tal qual como se fez no DN a respeito de uma entrevista de Azeredo Lopes no ano passado). Santos Silva farta-se de repetir que é fã do acordo com a esquerda, admitindo inclusive que é um dos convertidos. Santos Silva farta-se de repetir que tem esperança na sua renovação, que está optimista a respeito dessa possibilidade após as eleições. E responde a uma bateria de perguntas sobre o mesmo ponto que só pararam quando os entrevistadores consideraram que tinham conseguido uma declaração que dava para deturpar e encher o chouriço da guerrilha política através do “jornalismo de referência”.

Há mais nisto do que apenas o oportunismo mediático e a decadência da direita. Há também a constatação de que o catolicismo, o salazarismo e a cultura corporativa, a que se veio juntar como símile o sindicalismo dominado pelo PCP e a probreza financeira e cultural da classe média portuguesa, são factores que atrofiam a inteligência dialógica e dialéctica inerente à prática de chegar a acordo com competidores e adversários. Aliás, o atrofio é tal que em Portugal até para se chegar a acordo com potenciais parceiros há obstáculos antropológicos de monta. A paupérrima qualidade do patronato e o deserto que é o envolvimento cívico e político da maior parte da população são manifestações desta deficiência de base. A atitude sociológica correspondente é a desconfiança, e a desconfiança provoca uma poderosa inércia intelectual e económica na comunidade.

Não sei se precisamos de um museu dos Descobrimentos. Sei é que esses bravos que se enfiavam em cascas de noz e se lançavam contra os vagalhos teriam muito a ensinar aos contemporâneos sobre o que é e como se faz uma negociação.

Seja o que for que aí venha, o CDS parece não ter nada de substancial para dizer

Adolfo Mesquita Nunes aparenta pertencer à direita decente (apesar de ter no seu currículo a colaboração com o XIX Governo Constitucional), é o protagonista de um relevante acto de coragem pessoal, cívica e política ao assumir a sua orientação homossexual, e podemos apostar dobrado contra singelo à confiança em como irá liderar o CDS após a queda de Assunção Cristas caso tenha essa ambição.

Pois bem, com tais predicados psicológicos e mediáticos era suposto também conseguirmos descobrir predicados intelectuais se o seu plano for o de aliar à imagem algum tipo de substância. Só que está difícil, como se pode comprovar após os 5 minutos que demora a ler este texto: Pode alguém com medo proteger-nos do que aí vem? Não passa de uma juliana de falácias cuja estratégia retórica se sustenta no voluntarismo da “ambição”. O Adolfo, pelos vistos, quer que a malta acredite que ele é mais ambicioso do que a concorrência porque não tem “medo, receio, do que aí vem” como essa esquerdalha que anda a desgovernar a Grei por falta de tomates. Um bravo, este amigo.

É demasiado básico para o seu horizonte de realização política, e fica ali resvés ao nível da banha da cobra, deixando-nos a pensar no que o levou a optar por tratar tão mal a oportunidade de escrita e sua difusão. Será displicência? Despachou a coisa por obrigação? Falta de tempo? Problemas mais importantes para resolver que lhe retiraram o discernimento, a imaginação e a inteligência? A menos que seja a cristalina expressão do seu pensamento, nada mais tendo para dizer ao bom povo que pretende persuadir – o que até para quem se está a marimbar para o CDS seria uma fonte de pânico.

Revolution through evolution

The gender bias of names: Surnames standing solo gives men advantage
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Feeling young could mean your brain is aging more slowly
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People who engage in more substantive conversations tend to be happier
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It’s official – spending time outside is good for you
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‘Find your passion’ may not be the best advice after all
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Are You Dying in the Dark?
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Buying under the influence (of testosterone)
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Inquérito Nacional sobre Demência

«O Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde, em articulação com a Alzheimer Portugal e o CINTESIS - Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (ICBAS-UP), promove um novo inquérito nacional sobre a consciencialização e a perceção pública relativa à Demência.

Este inquérito pretende melhorar a compreensão sobre as experiências, as expectativas e as preocupações da sociedade portuguesa sobre a Demência, bem como o conhecimento, a atitude e as crenças do público em geral.

Gostaríamos de conhecer a sua opinião sobre uma série de temas relacionados com a demência.

Os resultados deste questionário irão permitir um melhor conhecimento sobre a perceção que a população em geral tem sobre a demência e, no futuro, promover campanhas de consciencialização.

Aceda aqui ao questionário.»

Agora é que o Público vai ser do Carvalho?

David Dinis estava a fazer um bom trabalho no Público, dizem os direitolas na despedida deste artista da nacional-sonsaria. Ignoro quais são os actuais resultados comerciais e sociais do jornal, mas não ignoro que foi o mais estimulante projecto jornalístico aquando do seu lançamento, embora rapidamente o sonho tenha tropeçado na realidade. Depois transformou-se num pasquim quando José Manuel Fernandes o usou para levar a cabo a vingança da Sonae no desfecho da OPA sobre a PT. O desvairado Zé Manel não se limitou a pôr a carne toda no assador da calúnia, ainda conseguiu ser protagonista de uma das maiores e mais graves golpadas na história da Presidência da República e do regime democrático. Saiu de lá para fundar o Observador, cujo primeiro director foi o David Dinis vindo do Sol. Um circuito vicioso e viciante.

Chegado ao Público, DD transformou-o em assumido semipasquim. Os editoriais revelavam a sua parola auto-importância, imaginando-se a enviar recados e avisos em nome do PSD de Passos para Marcelo e Costa, e o alinhamento editorial não se distinguia do que é feito no Expresso e no Observador quanto ao tribalismo. Sobre questões que envolvessem a Justiça, calou-se bem calado; mas, nas colunas de opinião, Sócrates foi explorado com carta branca pelos carniceiros especialistas na matéria, usando João Miguel Tavares, Francisco Teixeira da Mota e São José Almeida para se promover abertamente a violação do Estado de direito e o triunfo dos assassinatos de carácter. Em suma, mais do mesmo do que sempre fez, apenas sendo de estranhar o que terá levado alguém a pensar que o seu perfil estaria indicado para a TSF (pese ser, nalguns pontos de preferência partidária, semelhante ao do Paulo Baldaia).

Agora, será a vez de Manuel Carvalho. Este jornalista, com vasto currículo caceteiro e persecutório contra o PS, surpreendeu-me recentemente ao mostrar que era capaz de assinar posições decentes em vez de alinhar sistematicamente pela baixa política. Se continuar por aí, se colocar o jornalismo à frente do sectarismo, se abdicar do ódio em favor do serviço público, então o jornal poderá recuperar parte da sua promessa original. Se deixar que as suas páginas continuem a ser o palco para os profissionais da indústria da calúnia, então a coisa ficará como está: um capricho da vaidade completamente inútil para quem procure jornalismo inteligente e corajoso.