10 thoughts on “Puxar pelo orgulho”

  1. É fantástico um tipo chegar a ministro da economia e não ter a mais pequena ideia do que se faz por cá. Ou do prestígio que em certas áreas Portugal tem. Como Swarznegger (escreve-se assim?) a dizer num congresso de energia eólica que a Califórnia se bem que não fosse Portugal estava bem posicionada, como um tipo, inglês, que vi no Sky a dizer que pois, lá para o projecto dele de renovação urbana em Londres tinha tido pena de não ter conseguido contratar um arquitecto português mas eram muito caros, embora valesse a pena pela qualidade, como as grandes consultoras internacionais na área de informática, quando toca a arranjar alguém para desembrulhar um buraco num cliente importante tentam que sejam os escritórios de Lisboa a mandar um português porque são do melhor que se arranja, etc etc etc

  2. Um parolo que chegou a ministro por leccionar numa universidade no “estrangero!
    Se cá estivesse ninguém lhe ligava, agora no estrangero!

  3. Não é como dizem, porra! O homem vem cheio de ideias. Então assinar como ministro, visitar de imediato uma feira de artesanato, pegar num galo de Barcelos ou não, tanto faz, e dizer como primeira medida a implementar que devemos vender português lá fora, isto ainda ninguém se tinha lembrado. E são estas ideias simples, rasteiras, que parecem de menino da instrução primária que costumam dar resultado. Vocês lembram-se do sujeito que inventou a roda! Pois não era tão fácil de descobrir e a verdade é que ninguém se lembrou disso antes dele. Vendeu milhões de rodas à Toyota, à Audi,à BMW, à Mercedes e por aí fora. O que é que a gente pode vender no estrangeiro? Pensem um bocadinho. Não é preciso trazer 400 chineses todas as semanas como o Futre. Não! O mercado chinês é enorme, o indiano também. Para a China podemos mandar uns portugueses vender gravatas ou flores. Qué um flô? Para a Índia podemos mandar comerciantes para abrirem lojas na Ìndia. E isto porquê. Porque os indianos não têm comerciantes lá visto que eles vieram todos para Portugal. E na China também escasseiam os vendedores ambulantes de gravatas. Estão em Portugal agora a vender toda a merda que lá se fabrica.
    Este país ainda vai ser famoso. E se calhar também teremos que reexportar este ministro da economia talvez para o Real Madrid que é quem paga melhor.

  4. Isto é assim como o novo Governo: os governantes são quase todos juristas, mas no Ministério da Justiça o único Secretário de Estado é Engenheiro: se o Álvaro conhecesse uma Ciência chamada Economia saberia que nisto do negócio não se devem dar vantagens a quem não as merece, porque isso distorce o funcionamento do Mercado! Se agora os portugueses desatassem a comprar só porque é português, os produtores deixariam de se preocupar com a qualidade e, daqui a pouco, os produtos portugueses não prestavam para nada e ninguém os comprava, nem os próprios portugueses. Mas isto sou eu a falar, que só fiz duas cadeiras de Economia, I e II, mas chega para perceber um pouco mais disto do que o Ministro percebe de lagares de azeite. Por isso é que nunca hei-de chegar a Ministro.

  5. O cretino acha que o que faz falta é uma bandeirinha, porque está agora a descobrir que sabemos umas merdas de design, produção e assim, e foi apanhado de surpresa. Porque, lá diz o marketing moderno, “uma bandeirinha portuguesa, vai vender mais concerteza”. A mediocridade é de cortar a respiração.

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