Precedentes rumo à confiança.

Vamos admitir o seguinte cenário:
Após mais um descambar das contas públicas no final de 2013, todos os objectivos acordados com a Troika para este ano estão em risco de falhar. Nem o “défice estrutural primário”, esse baluarte de credibilidade, escapa à degradação da situação económica. Furiosa, a Troika exige que os objectivos para o défice sejam cumpridos, e que já deu mais tempo. Temos de cumprir custe o que custar, dizem.
É preciso dinheiro para tapar o buraco, rápido, ou a próxima avaliação vai dizer negativa, com “consequências dramáticas” para o “futuro do País”. Em desespero, o Ministro das Finanças decide-se por uma medida extraordinária como foi feita agora no Chipre: um confisco de uma parte dos depósitos bancários.

Não podia acontecer aqui, porque o Chipre é um “caso especial”. Têm a certeza?

16 thoughts on “Precedentes rumo à confiança.”

  1. Vega9000

    Espero que não se chegue aí, mas está bem vista a observação! Mas antes disso poder ser uma hipótese, ainda há aquele número mágico dos 4 mil milhões que o teu amigo Seguro acha que são inegociáveis.
    Ainda vai ter de engolir o que disse!

    abraço,

  2. joao lisboa, não reconheço a ti nem ao teu partido, autoridade moral nem politica para criticar seja que regime for,depois de andaremde 9o anos a esconder o embuste do socialismo a leste do paraiso.como um bom social- fascista, está feliz da vida com as dificuldades que a europa atravessa reconhecidas abertamente pelos socialistas. aqui tambem marcamos a nossa diferença.

  3. o governo, podia concessionar as berlengas ao pcp,para eles criarem lá um pais comunista.as visitas eram pagas, como no portugal dos pequeninos em coimbra.

  4. Pois Vega9000, isto vai bonito!

    A falta de qualidade e humildade nos políticos europeus roça o absurdo. A mania das grandezas já destruiu este continente várias vezes, mas parece que andam por aí umas bestas que ou não aprenderam história ou pensam que a eles não lhes acontecerá nada.

  5. Bento
    O Hollande anda preocupado, vê se não dá nas vistas, para não descer mais nas sondagens e não prejudicar o amigo Seguro.

  6. Ignatz

    Esta é para ti:

    Gazprom propõe pagar o resgate em troca dos direitos de exploração das reservas de gás do Chipre.

    Lembraste de placa continental?
    Sabes lá que recursos naturais existirão por explorar, podendo ser a nosso passaporte para sairmos da trapalhada que os Governos, dos últimos 20 anos, nos colocaram.

  7. oh tolinho do popcorn!
    as maiores contas depositadas em bancos cipriotas são russas e é natural que os russos subam a parada, mas tem uma certa ironia ser a companhia do gás a apresentar a conta aos alemães. quanto à placa, se murares aquilo e vazares o buraco, se calhar até podes lá plantar milho, criar galinhas e acabar com a subsídiação da insularidade do bananeiro.

  8. bento, da-me a impressaõ que ficaste com um trauma depois do hollande te ter ido ” à ameixa” quando andaste por frança na “apanha da maça”

  9. Ignatz

    já que tens tempo, vê qual é o potencial de recursos naturais que podem estar na placa continental que nós reclamamos à ONU, antes de dizeres disparates!
    Seguindo o teu raciocínio, chamava Moisés para abrir um corredor do Continente à Madeira e assim acabava com os subsídios de insularidade.
    O milho não se dá bem em terras com muita salinidade, teima em não crescer.

  10. já pesquisei, encontrei bué de ensaios na net e consultei o prof. pardal, tudo indica que após decisão oficial da onu o lanço da plataforma continental seja portajado. a brisa e a martifer já estão no terreno a desenvolver pórticos para 3 classes, 1 – cruzeiros, 2 – contentores e 3 – petroleiros e os estaleiros de viana vão modificar os submarinos do portas de acordo com as mais recentes técnicas de caça à multa das brigadas gnr. como vês o governo do teu amigo passos não dorme porque ressona alto e acorda-se a si próprio.

  11. o cavaco diz que não foi convidado para reformular o estado, fica a dúvida se é justificação para o próximo roteiro ou cagufa de enfrentar os apupos dos estudantes.

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