Lembrando, recordando e memorando

Quem diz que estamos a pagar pelos erros cometidos desde 2008, ou 2005, ou 2002, ou 1995, não diz que teria feito diferentemente caso tivesse exercido o poder nesses períodos. E não o diz ou porque não faz a menor ideia do que deve dizer ou porque não quer ser confrontado com o facto de não ter dito nesse tempo o que agora lhe apetece dizer.

Consta que Sócrates, e afinal, não terá sido o causador da maior crise económica mundial dos últimos 80 anos. Consta. E há quem sugira que Sócrates não foi assim tão decisivo no eclodir da crise das dívidas soberanas na Zona Euro como se pensa. Uns malucos, óbvio. Mas a respeito dos seguintes factos já só há certezas:

– Ir para as eleições de 2009 e 2011 escondendo o contexto internacional de modo a poder diabolizar um primeiro-ministro e o seu Governo é desonestidade intelectual e política que exibe uma pulsão desenfreada para a manipulação, difamação e calúnia.

– Boicotar o acordo que o Governo minoritário socialista alcançou com os parceiros europeus, Comissão Europeia e BCE para evitar o resgate e a inerente perda da soberania foi um acto de traição ao supremo interesse de todos os portugueses.

– Fazer uma campanha eleitoral vil e mentirosa do princípio ao fim e de alto a baixo, onde se prometeu o fim da austeridade e dos sacrifícios por via das soluções que juravam estar estudadas e prontas a aplicar, expõe o estado de putrefacta decadência moral da direita portuguesa.

– Aproveitar o escudo da tutela estrangeira para instaurar um regime de saque fiscal e de ataque ao Estado Social, e nessa desmiolada política arrastar o País para uma depressão económica de consequências destrutivas incalculáveis, é o mais grave escândalo na História de Portugal depois do 25 de Abril.

Em 2011, por causa de uma crise aberta exclusivamente para derrubar um Governo minoritário à custa da qualidade de vida e do futuro de milhões de portugueses, foi acordado nas piores condições possíveis um empréstimo de emergência que garantia aos credores a realização de certas medidas. Lembremos quais foram e recordemos quem pegou nesse desenho e de imediato o desfigurou na sua sanha contra o povo.

41 thoughts on “Lembrando, recordando e memorando”

  1. Val

    Este é o discurso mais vergonhoso que um Primeiro Ministro fez em Portugal.
    O gajo faz um acordo com instituições internacionais e só diz o que não vai acontecer. Completamente surrealista! Isto é a demagogia e a dissimulação no seu estado mais puro e sublime!
    Fizeste bem em relembrar este discurso.

  2. Há muitos anos na minha terra a um casal de fracos recursos e de fraca índole moral nasceu-lhe o seu primeiro filho. Joana e João assim se chamavam. Era uma família a que todos queriam ver pelas costas. Como nessa altura as crianças eram baptizadas passada uma semana, derivado à mortalidade infantil que nessa altura grassava o País, éramos o que tínhamos a maior taxa, o casal procurava afincadamente quem aceitasse ser os padrinhos. No pacato lugar dessa terra todos se davam e todos conviviam uns com os outros. Encontravam-se nas tascas e cafés, permaneciam ali várias horas, depois do trabalho diário.
    Após o nascimento da dita criança quando o João dava entrada quer nas tascas ou cafés os outros clientes davam uma boa tarde ou boa noite e iam-se embora. Esta atitude levou o João a pensar que a saída brusca era o evitar de um pedido para padrinho. Um dia foi estar com o padre e contou-lhe a triste realidade.
    Este com a influência que tinha na paróquia conseguiu arranjar padrinhos e fez o baptizado. Como em todos as terras e lugares pequenos as notícias correm de porta em porta. Assim aconteceu depois do baptizado realizado.
    Voltaram os encontros nas tascas e cafés e quando o João ali entrava já ninguém dava uma boa tarde ou uma boa noite em sinal de despedida. Ficavam ali em amena cavaqueira e alguns diziam-se aborrecidos por não serem convidados para padrinhos. O que levou João a responder com o provérbio português: depois dos baptizados realizados não faltam convidados.

  3. já que estamos em fim-de-semana de longas metragens, aí vai link que roubei na concorrência para emparelhar com o post

    http://videos.sapo.pt/fqIM4EZZzyGbpoI2Ykmy

    a reter, o ar angelical da cricas e a citação final de adriano moreira: “já não era mau começo para o futuro porque ao presente não vejo remédio”

    na américa já tinha engolido o vídeo e coberto de alcatrão e penas.

  4. francisco rodrigues, nesta ocasião Sócrates disse que o Memorando era baseado em grande parte no PEC IV, o qual já tinha sido apresentado e votado no Parlamento, e que ainda faltava receber a aprovação final do PSD e CDS para se tornar público na sua totalidade. Donde, concluo que tu para além de estúpido também comes merda à colher.

  5. “…o mais grave escândalo na História de Portugal depois do 25 de Abril…”??????

    Foi o 26 de Abril a maior escandaleira que arrazou com tudo, até hoje, e ainda não chegou ao fundo!

  6. Ò Chico Rodrigues ou lá o que tu és, retomo as palavras anteriores do Val e digo-te que além de “estúpido” e de “comeres merda às colheres”, ainda és uma besta esférica, daquelas que nem ponta têm por onde se lhes pegue! A desgraça do passado, do presente e do fututro deste pobre país, é que tem “chicos rodrigues” para além da conta! És daqueles cujos antepassados devem ter andado nas hostes do D.Miguel!

  7. “Foi o 26 de Abril a maior escandaleira que arrazou com tudo, até hoje, e ainda não chegou ao fundo!”

    oh arrazoado! põe-te a pau, os analfabetos vão a seguir e duvido que sobre merda para a tua colher.

  8. reaça, foram-te à “peida” no dia 26 e agora ,por má formaçao politica, trocas os pedofilos pelos ” capitaes de abril “

  9. Ó Nuno e ignatz, os militares não fizeram a merda do 26 de Abril, fizeram o maravilhoso 25 de Abril, que só durou até à entrada de Marcelo no Chaimite.

    Quem leva na peida sem aspas são os ceguinhos como tu ó nuninho.

    Quem confunde o 25 com o 26 de Abril, é bom que aprendam a ler para não serem apanhados de surpresa.

    Ignatz da porra, se estás surpreendido, é porque a tua colher já está sevida de merda.

  10. Relembrar Passos Coelho a dizer que “é um disparate” a acusação de que o PSD queria acabar com o 13º mês é um bom entretenimento e verificar como pode ser interessante a verdade.

    De facto eles ainda não acabaram com ele, o que arranjaram é maneira de não o pagar!

  11. Val, não perco a visita aqui todos os dias, mas só raramente me apetece comentar, porque eu não saberia dizer melhor sobre os temas que escolhe – estou geralmente de acordo, excepto às vezes no que se refere ao “nosso Sporting” – e last but, oh, important, já não reajo aos visitantes que só aqui aparecem para serem a prova provada de como o país está minado por tantos reaças/estúpidos/provocadores…
    Mas desta vez tenho que lhe dizer o quanto me ri e “gozei” com a sua resposta ao comentário do francisco rodrigues : ” Donde, concluo que tu para além de estúpido também comes merda à colher.”

    A manipulação dos media para destruir toda e qualquer acção dos governos de Sócrates entre 2005 e 2011 ainda hoje é usada, mas os factos e respectivos relatórios desses anos ainda serão objecto de análise no futuro próximo e aí a verdade fará justiça ao projecto que estava em marcha para modernizar Portugal, e mudar as mentalidades baseadas no “catecismo salazarista” do medo, da caridadezinha e do sermos humildes e pobrezinhos!

  12. Li todos os comentários e curiosamente não vi referência ao que um tal Frasquilho,alegado economista e que se celebrizou ao serviço do BES onde escrevia para o estrangeiro loas ao andamento da economia e para o partido em que dizia o mesmo mas ao contrário,o que prova que é vício que vem de longe como a fama de uma cachaça.Pois bem ontem o tal coiso saiu-se com esta pérola a propósito do desvario das taxas catastróficas reveladas pelo primeiro-ministro consorte,o tal tatamurdo das finanças,a culpa desta situação deve-se ao facto do memorando ter sido mal desenhado pelo PS!O desgraçado do memorando que sofreu mais tratos que um condenado da “santa”Inquisição”!Alguém descortinou comentários da oposição vulgo PS?E quem é se espanta que o psd se distancie apenas três p,p. do PS,com um (des)governo calamitoso e que a grande maioria do povo reprova?

  13. Val

    Um PM faz um comunicado ao país e tu achas que isto é forma de dizer aos portugueses o que lhes vai acontecer.
    “Lembram-se do PEC 4, aquela coisa chumbada no parlamento, bem isso é a base do programa de ajuda a Portugal. Agora o que não vos vais acontecer…”

    Val estás completamente alienado, consulta um médico!

  14. francisco rodrigues

    Lembro-me desse discurso e de logo a seguir virem acusações iguaizinhas à que está a fazer.

    mas também me lembro dos títulos dos jornais dos dias anteriores que lançavam o pânico.
    Eu, a minha família, muitos amigos meus ouvimos com alívio esse discurso.

    Essas medidas chegaram depois, mas não foram negociadas nessa altura.

    Sabe o que acho vergonhoso e verdadeiramente inqualificável num PM? o estimulo à emigração, o chamar piegas, o dizer fora de PT que se vai aumentar a austeridade enquanto se dizia aos portugueses o contrário, a lista é enorme.. ainda ontem: “Portugal vai no caminho certo”…

  15. ibmartins

    Você e a sua família gostam de viver da mentira, da demagogia e da propaganda. Acha mesmo que o Sócrates, quando fez este discurso, estava em condições em garantir alguma coisa? Ninguém!
    Este discurso foi um ato desesperado de um PM que se queria manter, a todo o custo, no poleiro.
    O PEC4 é uma ideia sebastianista que os socráticos criaram e se agarram, para se limparem da situação em que nos encontramos.
    Amiga, as medidas chegaram depois, porque foi necessário tapar os buracos que iam aparecendo.
    Vivemos numa economia global, onde permite que as empresas se deslocalizem com maior facilidade, criando uma mobilidade, também, muito maior das pessoas. Eu já vivi durante uns tempos no Brasil e voltei. Nunca me considerei um emigrante.
    Para aquilo que se está a tentar fazer que é tornar o país menos dependente do exterior e criar um Estado que possa ser sustentado pelos portugueses, acho que estamos caminho certo. Claro que isto requer sacrifícios de todos nós.

  16. Ignatz

    És um tótó! Tens a noção do esforço que o país estava a fazer nesta década, na criação de infraestruturas e de polos industrias por todo o país.
    Sabes que nas décadas de 50 e 60 foram feitos os planos de fomento que serviram para modernizar o país e a nossa economia, aproximando-nos dos pais mais desenvolvidos.
    Tu querias que a TWA fizesse um spot turístico sobre Portugal, pondo o complexo industrial da CUF no Barreiro e em Estarreja, os estaleiros da Lisnave, o complexo industrial de Sines, criado no inicio de 70.
    Deves ter passado a década de 60 nas Lezírias, entretido a ordenhar os Touros e não deste pelo desenvolvimento do país.

  17. “És um tótó! Tens a noção do esforço que o país estava a fazer nesta década, na criação de infraestruturas e de polos industrias por todo o país.
    Sabes que nas décadas de 50 e 60 foram feitos os planos de fomento que serviram para modernizar o país e a nossa economia, aproximando-nos dos pais mais desenvolvidos.”

    és um completo ignorante e não fazes a mínima ideia do que se passou no país, misturas estagnação salazarista com tentativas de abertura marcelista, desconheces a lei do condicionamento industrial e o papel do rogério martins na tentativa de apanhar o comboio europeu. não há paciência para tanta confusão, ignorância e aldrabice que metes nas tuas tentativas de lavagem do estado novo. por mim, largavas a colher e comias merda à pázada.

    lê isto, pode ser melhores os conhecimentos para botares figura no meio da parolagem do milho.

    http://www.penelope.ics.ul.pt/indices/penelope_18/18_07_JCastilho.pdf

    não te esqueças de concluir que afinal estavamos no bom caminho, mas veio o 25 de abril e deu cabo de tudo.

  18. Ignatz

    Quando não se vive em democracia nunca se está no bom caminho!

    Ignorante e quem confunde as coisas és tu! Claro que o condicionamento industrial restringia o aparecimento de novos grupos económicos. Mas Portugal assistiu a um desenvolvimento industrial durante estas décadas. A guerra colonial é que impediu que o país se desenvolvesse mais, pois cerca de 35% do Orçamento era canalizado para o esforço de guerra. Além de ter sacrificado uma geração de jovens a uma causa perdida.
    Na era Marcelista, tentaram-se abrir novos mercados (EFTA), e assistiu-se a crescimentos anuais assinaláveis que foram interrompidos em 1973, com o primeiro choque petrolífero.

    Mas há um facto que não podes negar. O Salazar tinha razão, a nossa sobrevivência dependeria da forma como Portugal conseguisse manter a sua relação com Africa e o Brasil. Porque em relação à Europa, está visto no que está a dar a aventura europeia.

    Se queres ler um estudo sério de alguém reconhecido cientificamente e não de uma qualquer tese de mestrado ranhosa que proliferam por aí, lê e aprende! Mas lê mesmo, é um favor que fazes a ti próprio.

    O crescimento económico português no pós-guerra … – Análise Social

    analisesocial.ics.ul.pt/…/1223378178X8sYF6cn2Bl69AP4.pdf

  19. “A guerra colonial é que impediu que o país se desenvolvesse mais, pois cerca de 35% do Orçamento era canalizado para o esforço de guerra. Além de ter sacrificado uma geração de jovens a uma causa perdida.”

    “O Salazar tinha razão, a nossa sobrevivência dependeria da forma como Portugal conseguisse manter a sua relação com Africa e o Brasil.”

    vê lá se te decides para que lado é que queres ir, o taxímetro está a contar e o motorista tem mais que fazer.

    o césar das neves, sério e reconhecido cientificamente, aonde? só se for nas homilias reaccionárias do correio da manhã.

  20. Ó Francisco, o que é que não percebeu na lei do condicionamento industrial de 31, da constituição de 33 ou da lei de fomento e organização industrial de 45?

    Porque é que não se quer lembrar da fase de protecionismo absoluto, que evitou o aparecimento de novos grupos e deixou que os que por cá andavam enchessem o bandulho sem necessidade de evoluir na qualidade, pois as importações eram fortemente taxadas.

    O que é que pensa de termos tido direito a enfardar do plano Marshall mesmo não tendo perdido nada com a guerra, antes pelo contrário, beneficiamos fortemente das exportações de volfrâmio, bem como do aumento de entrada de capitais e remessas e não tivemos grandes oscilações no câmbio do escudo, antes pelo contrário, sem nunca termos perdido factores produtivos?

    Quie é que entende sobre a política africana, numa época em que as colónias estavam a ser abandonadas por todos os países, seja por motivo da eclosão de movimentos de libertação, seja pela novidade da democracia trazida pelos ventos da guerra?

    Que é que pensa sobre a emigração ilegal que se verificava no nosso país, e qual era o seu motivo para além da guerra nas colónias?

    Como entende a política de derreter dinheiro no cadinho das três frentes em África, que jazia abandonada até à década de 60, com uma população autóctone sob regime esclavagista e um conjunto de brancos todo poderosos que utilizavam as terras a seu bel prazer, dando cabo da estrutura financeira do País, bem como da sua juventude e futuro?

    O que pensa da política educativa, nomeadamente da falta de acesso ao ensino secundário, para já não falar no universitário ou da idade de acesso ao mercado de trabalho?

    Seria bom sabermos do que falamos e não nos deixarmos entusiasmar por leituras de gente de peúga branca.

  21. Teófilo M

    Estamos a falar da década de 50 e 60 e tu vens com o período da II guerra.
    Depois sobre o ensino em Portugal. Salazar foi o maior impulsionador do ensino secundário. Tens lá noção como era o ensino em Portugal antes do Salazar chegar ao poder. Sabes lá quantas escolas ele criou. Mais ainda, o ensino profissional que deu conhecimentos técnicos a milhares de jovens para entrarem no mercado do trabalho. Não seja burro caralho!!!
    Uma coisa é ser contra um sistema autoritário, outra coisa é achar que durante 40 anos não se fez nada por aqui.

  22. Ignatz

    Lê o que o Cesar das Neves escreveu e deixarás de ser tão ignorante.
    Não estou a ver qual é a contradição. Uma coisa são os efeitos económicos e sociais da guerra colonial, outra coisa é a nossa relação futura com Africa e o Brasil. Ou por acaso ainda estamos de relações cortadas com as nossas ex-colónias e o Brasil oh tótó?
    O que eu quis dizer, mas pelos vistos não compreendeste, então sou obrigado a fazer o bonequinho para o menino Ignatz entender. Foi que o Salazar , já naquele tempo, achava que no futuro, era vital para a sobrevivência de Portugal, mantermos relações estreitas com Africa e o Brasil, pois ele não acreditava muito que a Europa fosse uma alternativa credível.
    Já que tens tempo, acho que devias de ler a obra do Embaixador Franco Nogueira sobre o Salazar.

  23. Val

    Voltando à historia do discurso do Sócrates, acho que devias ler a pag 222 do livro “Resgatados” de David Dinis.

    A estratégia foi mesmo esta: dizer primeiro o que o acordo não tem. O que interessava é o que é dito primeiro e com grande impacto. Tudo o que vem a seguir é ruido. Por isso Val, vai comer merda aos baldes e deixa de ser tanso!

  24. Francisco, abra os olhos, a lei do condicionamento industrial iniciada em 1931 foi seguida da Lei do condicionamento industrial de 37, e as bases do condicionamento industrial são de 1952 e só foram alteradas em 1965.

    As bases do I Plano de Fomento são de 1952 e destinavam-se ao período de 1953/58. Seguiram-se o II plano (59-64), o III (67-73) e o IV (74-79) que só esteve ativo durante parte de 74. Interessante a semelhança com os planos quinquenais, não é? Os extremos tocam-se.

    Só a partir do III é que se abandonou a opção de crescimento apostado no consumo interno, reconhecendo-se também o grande atraso na agricultura.

    Creio que quem não sabe o do que fala, não serei eu, pois quando o vejo falar nas escolas que o Salazar criou dá-me vontade de rir.

    O ensino obrigatório andou a flutuar entre a idade de 10 anos e 14, a partir de 38 passou a ser gratuito para os pobres (!) e em 52 era obrigatória a 3ª classe, muito embora em 59 se impedisse a entrada nos serviços do estado a quem tinha a escolaridade obrigatória (ensino primário elementar). Só em 60 é que a 4ª classe se tornou obrigatória.
    Só em 68 aparece a figura do Ciclo Preparatório, ou seja 36 anos depois de ter chegado ao poder absoluto e a dias de cair da cadeira. Finalmente, em 73, o Marcelo faz propaganda dizendo que o ensino obrigatório iria passar para oito anos (!) mas esqueceu-se de legislar…

    E que escolas do secundário é que o impulsionador criou? Terá sido o realojamento de algumas das existentes ou estará a falar dos estádios de futebol?

  25. Teófilo M

    Amigo, agora estou mais preocupado de como os mercados vão abrir e reagir, daqui a 2 horas na Asia, ao assalto que a Europa organizou às poupanças dos Cipriotas, do que com os planos de fomento do “botas”.
    Mas só para pôr um .final neste tema, quando o Salazar chegou ao poder, nem havia uma estrada a ligar Lisboa ao Porto. Demorava-se 2 dias para fazer a viagem. Tens lá noção o que era o país. Acorda!

  26. Teófilo M

    Só por curiosidade, qual é a ideia que tu tens de D. João II e do Marquês de Pombal?

    Abraço e uma boa semana de trabalho

  27. “… quando o Salazar chegou ao poder, nem havia uma estrada a ligar Lisboa ao Porto.”

    e 36 anos depois quando caiu da cadeira havia 30 km de autoestrada nas entradas e saídas de lisboa e porto e umas ruas principais pelo meio, saías de madrugada, tomavas o piqueno almoço nas marés, almoçavas em pombal e jantavas no porto. foram precisos mais 30 anos para fazeres lisboa/porto em 2h30 graças a umas quantas ppp(s).

  28. Ignatz

    Mas talvez para vires da Lezíria a Lisboa, já não vinhas de burro. O facto de não terem sido feitos mais kms de autoestrada durante o Estado Novo, deveu-se aos gastos com a guerra colonial.
    Foi necessário o Cavaco ser 1º ministro e a CEE existir, para ligarmos Lisboa ao Porto, sem PPPs.

    Mas agora diz-me lá, segundo a tua teoria e da TWA, Portugal era tão atrasado na década de 60, ainda se usava o burro como meio de transporte, para quê gastar dinheiro em autoestradas?

  29. Francisco, para finalizar, Porto e Lisboa estão ligados por via férrea desde 1863, por mar desde sempre, e, por estrada (na forma continuada) desde 1859 através dos serviços de malaposta que demoravam cerca de dia e meio.

    Antes dessa época, o percurso era feito a cavalo, em sege, caleche, landau ou carroção, com paragens diversas, à vontade do freguês e que demorava mais de dois dias mas podiam ser mais.

    Quando o Salazar chegou ao poder a viagem Porto-Lisboa de comboio já se fazia em via dupla, e já se ía à capital de automóvel. Seria bom não confundir a estrada Porto-Lisboa com a EN1 ou com a primitiva auto-estrada.

    Quanto ao Marquês de Pombal, foi um iluminado visionário que teve o condão de acabar com a escravatura, dar cabo da Inquisição e ao mesmo tempo por um açaimo aos nobres, só na altura não foi para Paris porque não existiam farmacêuticas para o empregar. Quanto ao D. João II, foi o que o deixaram ser, pois não lhe faltaram problemas (alguns que ele mesmo criou) para resolver, e teve a possibilidade de fazer o país crescer graças à exploração dos recursos que nos faltavam. Dividiu o mundo com os espanhóis (ainda não existia a Alemanha, claro), que mais há a dizer?!

  30. “Foi necessário o Cavaco ser 1º ministro e a CEE existir, para ligarmos Lisboa ao Porto, sem PPPs.”

    o cavaco não foi preciso para nada, a brisa construiu, o betoneiras do amaral foi assinando os cheques e nós continuamos a pagar. mas nem nisso o cavaco foi original, abriu a gaveta do caetano e encontrou lá os planos da pólvora para fazer uma ppp(s) à pai adão style. dá uma olhada neste link, estava lá tudo desde 1971.

    http://industriacuf.blogspot.pt/2007_11_01_archive.html

  31. Teófilo M

    Estamos a conversar ou a desconversar? Seguindo o teu raciocínio já havia estrada Lisboa- Porto desde os romanos. Estamos a falar em estrada asfaltada para os carros, não para os burros como tu se deslocarem.
    De D João II e Marquês de Pombal não há mais a dizer? Então eu digo-te, foram dois ditadores sanguinários que liquidavam quem se opunha à sua vontade. Para ti, o Salazar não passou de um ditador que não trouxe nada de bom ao país. Os outros dois foram uns gajos que ficam na historia por terem trazido ou feito coisas que contribuíram para o desenvolvimento de Portugal. Daqui a 200 anos, se ainda existir Portugal, quando se estudar a época do Salazar, também, vão pensar da mesma maneira de Salazar, como tu vês hoje o Marques de Pombal e o D João II.

  32. francisco rodrigues, agradeço-lhe o favor de não me confundir com algum dos seus relacionamentos.

    Tomei nota que estrada… só alcatroada, nem o paralelo serve a sua exª! Aquilo é que foi um deitar alcatrão nos anos 50/60.

    Ó homem quando quiser falar sobre um assunto, primeiro informe-se. As estradas que servem o transito automóvel são as estradas pavimentadas e poderão ser alfastadas ou não. A antiha nacional número um, foi uma estrada de denso tráfego automóvel e nem por isso era asfaltada nos seu início.

    Quanto a lições de história, não as dou mas também só as recebo de quem sabe ou procura saber mais do que eu.

    Tente manter a conversa em tom civilizado, se conseguir. Eu sei que não é fácil quando falham os argumentos…

  33. Ignatz

    Esta do Cavaco foi só para te provocar. eheheh
    Mas tu só me dás razão. Aquela gente do Estado Novo era muito avançada. Até as PPPs eles já tinham inventado. Quando o Cavaco chegou ao poder, já todo o plano rodoviário estava elaborado. Foi “só” aproveitar os fundos comunitários e começar a construir.
    Mas neste momento, estou a ver a reação que o mercado asiático está a ter ao roubo feito aos depositantes nos bancos do Chipre. Isto vai dar merda vai!
    Só quem não trabalha com esta gente do Norte da Europa é que não sabe como eles pensam.
    O “botas” é que sabia o que se podia contar desta gente!

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