Pegar fogo ao rastilho

Mr. Dijsselbloem declined to rule out taxes on depositors in other countries besides Cyprus in the future, but insisted that such a measure was not being considered. He said the tax would generate 5.8 billion euros.”

A Europa já precisa de muito pouco para se incendiar. Estas declarações do atual presidente do Eurogrupo, proferidas na sexta-feira, após a decisão de resgatar Chipre, eram, portanto, totalmente dispensáveis. O senhor Dijsselbloem junta-se assim aos elefantes nórdicos que insistem em ir passear para lojas de porcelanas, fingindo desconhecer o que são expectativas. São claramente um incentivo a que se retirem os depósitos dos bancos de certos países, e nós sabemos quais são, e se transfiram para outros. Uma corrida aos bancos noutros países que não apenas Chipre será mesmo a centelha que falta para mandar a Europa pelos ares. E não vai ser bonito para ninguém.

Sabemos, como lembra o Vega9000, que para tal acontecer faltará apenas um agravamento dos cenários macroeconómicos e a saturação dos alemães. Graças ao Gaspar, Portugal acabou de se tornar “elegível” para tal medida. E agora? Corremos já? Não precisamos sequer de ir para uma fila. É só utilizar a Internet. Decididamente, assistir à gestação de (mais) um conflito europeu não estava nas perspetivas de muito boa gente. Talvez só à terceira tragédia aprendamos: entrar para um clube de que sejam sócios os alemães não é definitivamente boa ideia. Não estou com isto a dizer que são maus, castigadores, nazis. Estou simplesmente a dizer que não é boa ideia. Tem tendência para acabar mal.

11 thoughts on “Pegar fogo ao rastilho”

  1. os alemães já disseram que temos de desvalorizar 30% e que eles têm de valorizar 20%, portanto é fazer as contas e ver quanto é que sobra em real state apetecível e depósitos bancários.

  2. se conseguirem a apanhar este filme de animação “Capuchinho Vermelho : a nova aventura” , vejam… é muito giro , explica bem o que aconteceu na Europa por termos ciúmes dos USA e medo da Rússia. sério.

  3. Penélope, francamente não sei quem é que deixa esta besta de holandês falar em público, pois o homem não se cansa de dizer disparates a respeito de seja lá o que for.

    Como nós, eles por lá também terão o direito a ter o seu Passos Coelho, só por dizer que o nosso é mais apagadito e menos colunável devido aos lugares que não ocupa e que este já há muito que deveria ter levado o real chuto nos fundilhos por andar a incendiar as hostes.

    Os Holandeses sempre tiveram a mania que quando fossem grandes haviam de ser alemães, por este andar não chegam a crescere não, o que lhes pode suceder é o que habitualmente sucedo quando a Europa arde.

  4. Nós os do Sul somos todos umas merdas de uns quaisquer cipriotas.

    Ninguem nos guarda respeito se não nos dermos ao respeito.

    Em Portugal não nos damos ao respeito desde que aquele Chaimite arrancou com Marcelo Caetano.

    E agora como vai ser? vai custar muito, mas muito mesmo, e temos que ser unidos.

    Quem nos vai unir?

    Esperemos que não seja nenhum alemão a fazê-lo, mas um português.

  5. Estes gajos são ladrões de 3ª categoria, uns burlões de trazer por casa que, quando o fogo vier ter com eles, vão-se mijar todos. Parecem aqueles gajos do filme “Sete Psicopatas”, que andavam a raptar cães para receber a recompensa; estava tudo a correr bem enquanto andavam a roubar o cidadão comum; só que, num belo dia, raptaram o Shih Tzu de um gangster psicopata…

  6. Reaça, isto já só lá ao lugar se sairmos do Euro, mas com um Mestre de Aviz ao leme e o Nuno Álvares Pereira a comandar as forças populares.

  7. não concordo com o alarmismo do Vega9000 – nem com o teu. porque é estar a antecipar a acção do povo e quando formos a ver o estar decidido chegou antes da decisão.

  8. oh bécula! se queres mesmo ser original e iluminar-nos com a tia poesia, reggae-te com gasolina e risca o amorfo.

  9. “E o Hollande concordou?”

    d’accord avec alice vieira? bien sûre.

    “Parece impossível . ja nao respeitam ninguem”

    mais qui? monsieur geropinga

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