Paradoxos irmãos

A crise grega coloca um paradoxo bastante interessante, para mim pelo menos. Está mais que visto que a continuar com o plano delineado pela UE e o FMI, o único resultado será a bancarrota e a saída do Euro, e possivelmente da UE. Não há maneira de dar a volta a isto: a economia grega caiu mais de 5% apenas este ano e a recessão não tem fim à vista, enquanto o peso da dívida e respectivos juros se tornam por isso mesmo insustentáveis. A austeridade imposta está a destruir completamente a economia, o que quase todos concordam não ser a maneira ideal de conseguir honrar os seus compromissos.

Mas vendo as coisas pelo outro lado, a alternativa seria qual? A famosa “solidariedade europeia”, ou seja, os restantes países da Europa com capacidade, sobretudo nórdicos, iriam sustentar um país que mentiu, abusou e se aproveitou da credibilidade dada pelas contas certas dos restantes para se endividar de uma maneira totalmente irresponsável, apenas para satisfazer as várias corporações e sindicatos nacionais? Os gregos, para resumir, usaram o acesso ao crédito barato para se comprarem uns aos outros, revelaram-se totalmente incapazes de cobrar impostos, têm uma economia pouco competitiva, pouco preparada, e um sector publico pesado e ineficiente. Em Corinto, por exemplo, as finanças locais cobraram apenas 18.000 Euros de IVA. Em seis meses. Dá 3.000 Euros/mês numa zona de casinos e empresas. O Pingo Doce do meu bairro deve pagar mais do que isso por dia. Por isso, solidariedade europeia ou não, é preciso primeiro reconhecer que a Grécia, como está, é a própria definição de “choldra ingovernável”. Conceder crédito para quê, exactamente?

A questão no entanto, para desespero dos alemães e franceses, é que a Grécia está no Euro, os seus bancos são responsáveis por grande parte da dívida (já que estamos a falar em irresponsabilidade) e a situação criada ameaça todos os outros países da zona Euro. Os tais que estão a maldizer o dia em que aceitaram os gregos na moeda única. Não só as suas finanças estão sobre pressão, mas também o crescimento, numa espiral infernal que neste ponto, se alimenta a si própria de dúvidas, suspeitas, rumores e breves períodos de pânico. A continuar neste caminho, estamos apenas a uma falência bancária de distância da crise financeira catastrófica a que se seguirá uma segunda grande depressão.

Há, portanto, que resolver o problema grego.

A estratégia seguida pela UE, tão criticada por toda a gente, tem sido essencialmente ganhar tempo. Aguentar o barco com intervenções pontuais, não se comprometer com soluções definitivas, mas ganhar sobretudo tempo. Tempo, na minha opinião, para que os gregos dêem sinais de pôr a sua casa em ordem – ou seja, terem as bases de uma economia funcional e com potencial de crescimento sustentado no lugar, e pagarem a porra dos impostos – para então poder mudar a estratégia para o apoio ao crescimento aos países em dificuldades – que em breve serão todos – mas sem receio que os investimentos se percam em corrupção, desleixo e compadrios. Ou seja, isto é essencialmente para tentar resolver o paradoxo grego, acabando com ele. Solidariedade sim, mas na responsabilidade. O “plano Marshall europeu” virá, não tenho grandes dúvidas, assim como a integração fiscal, que é inevitável para prosseguir com o Euro, mas apenas para os países considerados merecedores e que provem que conseguem cumprir as novas exigências europeias. Este, parece-me, será a ideia dos líderes da UE. Ou pelo menos uma linha de pensamento que faz sentido (o que nesta altura, para ser franco, pode não querer dizer nada).

Acontece que o tempo está rapidamente a esgotar-se, como todos já estão a reconhecer, e a crise está a chegar aos que não podem ser salvos. Os gregos vão fazer mais um esforço, numa tentativa desesperada de controlar o défice e provar que conseguem impor a rule of law e a boa governação no país, os franceses já anunciam que querem ajudar com a máquina fiscal, mas vamos ser realistas: é bastante provável que falhem. Não se mudam países e mentalidades em dois anos, por muita pressão que se exerça. E há muitas indicações de que se está toda a gente a preparar para o default grego, e que estes serão “convidados” a sair, possivelmente com o pau de austeridade sem fim de um lado e a cenoura de ajuda para a transição do outro, e que o poder de fogo financeiro da Europa será então direccionado para sustentar os bancos e sistemas financeiros dos que ficam. Mas se e quando saírem, há uma consequência que é certa: toda a gente olhará para nós a seguir. E como o Alberto João acaba de provar perante o resto do mundo, com a aparente cumplicidade de Cavaco e Passos, nós também temos um paradoxo. Este, mais do que as consequências financeiras do seu buraco, é o verdadeiro peso do que acaba de ser revelado na Madeira.

15 thoughts on “Paradoxos irmãos”

  1. yap vega, e o mau causado pelos bancos está a ser pago pelas pessoas , que nao tiveram responsabilidades.Um problema pode ser muito mau, mas uma determinada solução para esse mesmo problema pode ainda ser mais letal do que o problema.Foi isso que se fez na grécia ao longo de um ano e meio.Mais uma vez, a austeridade centrista mostra a sua ineficácia

  2. A divida e os défices sucessivos na Grécia foram, fundamentalmente, devidos ao desleixo, má governação e, principalmente, corrupção na sociedade grega. Mentiras, contabilidade pública aldrabada, roubos descarados (consta-se que no último ano, voaram da Grécia para off-shores mais de 200.000 milhões de Euros). E agora é o que se vê.
    Só que nós, por cá, não nos podemos rir muito, porque parte dos nossos problemas também advêem de males idênticos. Roubos descarados (caso BPN, BPP, BCP. etc.), aldrabice nas contas da Madeira, corrupção até dizer chega (quanto é que já terá saído de cá para off-shores?). Enfim, o que é certo é que tudo isto vem duma certa latitude política. Os tais que se dizem muito sérios mas que estão na origem de todas esta porcaria, estando agora armados em virtuosos.

  3. Infelizmente, Jose, temos essa “latitude politica” montada no poder e poder total. Não fosse a Troika e aquilo da Madeira acabava não só encoberto mas ainda atirado sobre as costas largas do Sócrates. Havia de encontrar-se qualquer coisa, somando novas opotunidades, camputador magalhaes, scuts, parque escolar, tgv (despesas já efectuadas com estudos), energias renováveis, desperdicio na investigação cientifica…e outras bandeiras da bandalheira socratica! A Troika estragou o arranginho desses bpn.s todos.
    E sabes o que propõem Cavaco e Passos? Novas leis para evitar casos futuros. Giro, não é? Vão fazer sair uma lei a proibir os ladroes de roubar e os assassinos de matar. Só pode! Porque lei para punir o crime de Alberto João já existe. Bem taxativa. Não restam dúvidas, a não ser a sua Excelencia o PR e ao senhor PM Passos. Assobiaram para o lado com todo o descaramento impossivel. Façam pois a tal lei que proiba o ladrão de roubar. Vão ver como acabam os roubos!!!
    Será possivel que neste país engulam isto? Onde estão os homens com um pouco de dignidade? Homens dos que podem elevar a voz e ser escutados? Assusta-me o silência de Sampaio, de Ramalho Eanes, de um qualquer bispo que ainda sinta alguma coisa pelo seu pais. O Mário Soares não vale a pena falar, que se dá tâo bem com Deus como com o Diabo. Mas os outros, Senhor, porque se calam?

  4. Concordamos, fica tudo bem esclarecido, e da gosto lê-lo. A questão é, porqué deixaram entrar niste sarilho à Grecia?, Quantos coisas se fizeram mal nas datas das vacas gordas?, como é posivel que um país que não é capaz de cobrar o imposto sobre os predios e os imoveis porque não os tem catalogados,pode estar com outros com um sistema fiscal diferente, e tudos numa moeda común?.
    Se os seus credores não fossem os bancos alemaes, ja estavam fora, acho eu. Não creio que saiam, não se podem botar É seria o desastre do euro.

  5. Pois é, a Grécia é uma balda, e quando entrou para o Euro, como era?
    E os bancos que lhes emprestaram dinheiro não sabiam de nada?
    E quem é que a UE até agora tem ajudado: os gregos ou os bancos que emprestaram dinheiro aos gregos?

  6. Passando à frente as teorias curiosas de que a “culpa” de se pedir mais dinheiro emprestado do que o que se consegue pagar é de quem empresta (é como a culpa de 2+2 não serem 5 ser de um dos 2 envolvidos, já para não falar do tanto que interessa identificar culpas a esta altura do campeonato), neste momento já toda a Europa está preparada para um incumprimento grego.
    Durante o dia de hoje comprar um “seguro” que cubra uma divida grega de 100 euros ja custava perto de 70 euros, portanto já ninguém espera receber mais de 30 por cada 100 que emprestou.
    Grosso modo o Estado Grego deve uns EUR 320 mil milhões distribuídos por credores do mundo inteiro (boa parte na própria Grécia).
    No momento em que falhar o primeiro pagamento, todos os credores terão que reconhecer nos seus balanços essas perdas de 70 euros (ou mais) em cada 100 e quem durante estes meses todos não se acautelou para essa perda terá com certeza as suas dificuldades.
    Alguns bancos importantes precisarão de mais uma ajudinha, alguns especuladores perderão as suas apostas e a vida continua.
    Em Portugal, provavelmente algum do dinheiro que a troika tem previsto para reforçar os capitais dos bancos servirá para estas ajudinhas, se são mesmo 12 mil milhões parece-me suficiente, embora seja de lamentar não serem utilizados exclusivamente para os objectivos iniciais (ou outros bem mais meritórios).

    Os números são mais ou menos estes, mas o barulho dos media anglo-saxónicos será ensurdecedor como sempre, e este é o ponto essencial. O Euro e a UE enquanto mercado de consumo maior que os próprios EUA, sempre foram uma ameaça para o dólar e a libra. E neste momento em que tanto o dólar como a libra estão a imprimir notas como se não houvesse amanhã para tentarem resolver os seus problemas, a existência de uma moeda de referência que escape ao seu controlo seria devastadora. Olhando para o conjunto da zona Euro, nem a dívida nem o défice nem sequer o crescimento previsto são inferiores ao dos EUA, pelo que se olharmos apenas para a quantidade de moeda nova que existe naquelas zonas, cada Euro já devia valer bastante mais de 2 dolares e da maneira que na Europa somos toureados por simples notícias alarmistas, continua a valer 1.35-1.40…

    A Guerra das divisas já começou há alguns meses e infelizmente só se combate com fronteiras, algo que os líderes Europeus fracos irão sempre hesitar em fazer. De outro modo é fácil fazer a conta de que estamos todos na Europa a pagar a crise onde ela começou, nos bancos americanos. Não percebem o jeito que dá eles imprimirem um trilião de dólares e cada um continuar a valer o mesmo nas outras moedas? É como ter uma galinha dos ovos de ouro!

    Todas as notícias económicas têm origem em media americanos ou na Pearson (FT+Economist) ou na Reuters. A tourada é total, todo o mundo da finança segue estes media e na Europa (Alemanha e França um pouco menos, felizmente) isso é especialmente aflitivo.

    Esta é a grande questão.

    No meio disto tudo estar a comentar que “culpa” teve o pobre Passos acabado de chegar ou o PR (!) no controlo da dívida que a Madeira “escondeu” (como se os sítios onde a gastou não estivessem bem à vista…) do governo em 2008, 2009 e 2010 parece-me não valer muito a pena.

    Boa noite

  7. Seja de quem for a culpa, não compreendo a forma de catalogar ou de certa forma de estratificar o grau de culpa da crise, entre os bancos, entidades identificadas como culpadas de todos os males e, neste caso, os gregos (como poderiam ser portugueses ou espanhóis) como uma entidade abstracta sem forma, não pensante ou inactiva e que por isso inculpável de qualquer acção produzida. Tratam os cidadãos, para o bem como pessoas, para o mal como quase inumanas, seres sem vontade própria, incapazes de agir por si próprios, débeis mentais enfim.

  8. er e Dédé, esse atirar de culpas exclusivamente para os “bancos”, embora tenha o seu fundo de verdade, não é a verdade toda. E de qualquer maneira, é agora irrelevante para a situação criada. Quanto à austeridade, er, concordamos que não é solução em si mesma. A questão é saber qual será então. Atirar mais dinheiro, pago por outros, ao problema?
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    José, exactamente. E não esquecer quem é que esteve no poder na Grécia durante o descalabro das contas públicas.
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    reis, obrigado pela simpatia. Não acompanhei as negociações do Euro no que diz respeito à Grécia, mas creio que os outros parceiros negociaram de boa-fé, que foi agora posta em causa. A informação oficial de um estado é suposto ser verdadeira. Quando isso falha, dá nisto. Desconfiança sem fim.
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    buíça, obrigado pelo comentário. Concordo com a primeira parte, tenho dúvidas quanto à segunda, porque não gosto de teorias da conspiração e da ideia de “ataque ao Euro”, que só serve para desviar a atenção do que já se viu ser uma arquitectura falhada, que tem de ser resolvida de alguma maneira, antes que se resolva a si mesma. Quanto a “imprimir como se não houvesse amanhã”, desconfio que andas a ler demasiado o Zerohedge (mea-culpa aqui). Imprimir faz parte das armas de um banco central, e não tem sido usado pelo BCE por pressão alemã. Mas vai ser.
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    Tiago, nem mais.

  9. vega, sim seria essa a solução.Tal como os resultados demonstram, uma politica de consumo e de crerscimento economico seria o ideal para evitar a recessão. Porque austeridsde em tempos de crise não resulta,além do caminho trilhado até agora ser injusto porque é o povo a pagar pela loiça partida de quem os governou.E as pessoas estão fartas desse caminho, muito fartas

  10. Vamos lá a ver, acho que não preciso de pedir desculpa por defender o Euro, a moeda mais saudável que existe no planeta PRECISAMENTE por se recusar (até ver) a ser manipulada para manter ilusões de crescimento perpétuo.

    Uma economia REAL não precisa de manipular artificialmente o valor da sua moeda, ela varia em relação às outras consoante o REAL interesse das outras em comprá-la, esse interesse existe por causa de REALmente estarmos a produzir produtos e serviços que interessam aos outros povos e os vendemos em euros, ou seja, está intimamente ligada à evolução REAL da economia europeia como um todo.

    Depois existe um banco central, cujo mandato (económico, depois tem também o de regulação bancária através da rede de bancos centrais de cada país) é quase exclusivamente o de controlo da inflação através da ferramenta taxa de juro (o “preço” do dinheiro para fins internos europeus). Aumentando a taxa de juro encarece-se o crédito e incentiva-se a poupança. Baixando facilita-se o crédito e incentiva-se o investimento.

    Quando na economia REAL da Europa, por hipótese, inventamos alguma tecnologia nova e ela tem potencial para produzir coisas que consigamos vender a todo o mundo ou parte dele, é natural que o dinheiro corra a investir nessa tecnologia, seja comprando acções das empresas do sector, com dinheiro poupado ou emprestado, seja criando novas empresas e empregos e produtos ou serviços com essa nova tecnologia, sempre na expectativa de produzir e vender coisas REAIS no futuro para lucrar com a aposta.

    Se a tecnologia é boa e os produtos úteis, vão vender cada vez mais, cada vez mais pessoas vão querer comprar, provavelmente o preço vai aumentar e cada vez mais dinheiro (agora emprestado, pois as poupanças não são ilimitadas e porque se o retorno é maior que o juro compensa apostar dinheiro alheio) vai querer entrar no “jogo” e às tantas a venda desses produtos já não suporta tudo e é assim que a economia “aquece”: a inflação começa a aumentar e alguns “jogadores” começam a não ter o retorno esperado.
    É isto que é monitorizado de forma agregada para toda a zona Euro e é este o mandato do Banco Central: quando a economia “aquece”, aumenta o juro para desincentivar o crédito e repor os níveis “saudáveis” de poupança.
    Tudo isto, como tentei salientar em maiúsculas está ligado à evolução da economia REAL.

    É importante também salientar o termo AGREGADO, o Euro é a moeda comum a todo um conjunto de países e as decisões do Banco Central consideram sempre indicadores para toda a região e nunca os problemas específicos de algum em particular.
    É evidente que se a Alemanha exporta mais de 1 trilião de euros de produtos e serviços por ano e esse número estiver a aumentar, a Bélgica que exporta uns 200 mil milhões pode ter esse número a diminuir que os indicadores AGREGADOS vão mostrar um aumento de exportações e possivelmente alguma inflação e vai ser a esses indicadores que o banco central EUROPEU vai reagir.

    Se quisermos fazer comparações com o dólar, temos evidentemente que olhar para a zona Euro AGREGADA e não passará nunca pela cabeça de ninguém que vai ser o banco central americano a resolver algum problema de dívida a mais no Kentucky. Para isso existem outros mecanismos que nada têm a ver com manipulações artificiais do valor ou quantidade da moeda que todos usam.
    Ao longo da sua história, os estados dos USA colocados em concorrência sob a mesma moeda evoluíram uns para pequenos países como a Suiça, outros para praias e centros de terceira idade, outros para meros celeiros agrícolas, outros para offshores etc. e ainda hoje há bastantes estados Americanos que não são pura e simplesmente sustentáveis por si só e têm que ser subsidiados pelo orçamento federal. Já para não falar de menos de metade da população viver no estado onde nasceu.
    Em 100 anos de Estados Unidos da Europa, ou mesmo da simples e desorganizada UE, caso sobreviva, é natural que tenhamos uma evolução parecida, sendo certo que partimos de um patamar bem mais promissor, quer em geografia quer em recursos humanos.

    Muito mais haveria para dizer sobre como funcionam os mercados de dívida por exemplo, ou sobre como o banco central Americano é um monopólio privado dos bancos e não uma instituição governamental ou inter-governamental como o nosso BCE, ou ainda sobre nenhuma economia sustentável se baseia em “consumo”, mas a prosa já vai longa.

    O ponto é que IMPRIMIR MAIS MOEDA, por mais que dê jeito a especuladores, por mais que ajude a camuflar balanços de Bancos que fizeram asneiras demais e continuam a exigir o seu obrigatório bónus trimestral (para o qual é imprescindível que todos os trimestres se aparente crescimento), por mais que permita manter uma aparência de algum crescimento nominal (crescem os números, mas nada de REAL muda), apesar de todas estas “vantagesn” não resolve absolutamente nada na economia REAL nem no problema essencial que é grande parte dos reguladores, dos governos, estarem reféns de armadilhas de dívida.
    Chega-se ao ridículo de sugerir que a “solução” seria ainda MAIS dívida como os novos “eurobonds”…

    Imprimir moeda para resolver o tipo de problemas com que nos deparamos faz-me sempre lembrar a União Soviética – é como se perante a escassez de produtos de produtos nos supermercados e as filas crescentes nas padarias, o governo se limitasse a… imprimir mais senhas!
    Não resolve nada. E talvez por isso mais de 3 anos depois do rebentar da bolha e da crise ter eclodido na maior economia do mundo,já imprimiram bem mais de 1 trilião de dólares e não tiveram nesse período nenhum crescimento significativo acima dos patamares da Europa em termos agregados e estão mais uma vez em pânico à beira da recessão.

    um abraço do
    Buiça

    PS: gosto muito do zerohedge, mas sobre temas americanos. Sobre a europa e o Euro é como ler o batatoon.

  11. Buiça, agradeço a detalhada explicação, embora me pareça demasiado virginal, como se o mercado real fosse perfeito, sem estar sujeito a desvirtuamentos e pressões para além das intervenções dos bancos centrais. Nota também que não concordo que o mandato do BCE seja exclusivamente o da inflação, prefiro uma responsabilidade mais global na saúde da economia, como o Fed.
    Ah, e concordamos sobre o Zerohedge. É giro, mas para aqueles tipos o mundo vai sempre acabar amanhã. Como não acaba, inventam teorias da conspiração gigantescas.
    (Olha lá, és o Buiça do defunto “Alcatrão e Penas”?)

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