Viva a diferença que nasce da igualdade

O Aspirina B tem carregado uma grave falha desde o início, e especialmente grave nos seus primeiros tempos: a discriminação sexual. Começámos como um clube do bolinha e demorou quase dois anos até conseguirmos ter um elemento do sexo feminino com a camisola vestida, a Susana (e veio apenas porque o blogue onde escrevia na altura tinha acabado, sendo essa perda a nossa grande sorte). Com a sua saída voltámos ao deserto anterior, uma seca que durou até à chegada da Isabel. Outra vez um golpe de grande sorte para nossa honra e prazer. E, recentemente, a Penélope aceitou engrandecer a equipa de autores e a qualidade do serviço aqui prestado aos fregueses. Mesmo assim, o desequilíbrio sexual permanecia, o que muito nos penalizava ideologicamente. Dos 26 autores que já escrevinharam neste espaço, 20 tinham pilinha (ou assim parecia, que não confirmei). Um cheiro a balneário sufocante.

Pois bem, atingimos a paridade: a nossa amiga guida vai começar a participar no palco principal, assim permitindo que este blogue concorra aos prémios da blogosfera politicamente correcta e seja o modelo civilizacional que o Mundo, que dizem também ser esférico, tanto procura e até agora não tinha encontrado.

Somos uns sortudos.

27 thoughts on “Viva a diferença que nasce da igualdade”

  1. Só havia duas coisas mais masculinizadas em Portugal: a construção civil e a profissão de crítico de cinema.

  2. Valupi, a tua escrita é um bálsamo na forma e no conteúdo. Também se tornou dependência, mas que bom seria se todas as drogas fossem assim! Imagine-se: uma droga que desperta em vez de embotar e entorpecer!

  3. Muito bem vinda.

    Como sabes, apenas os pseudonimos têm sexo definido. Os individuos que (porventura) existam por detras dos nomes que não são “pseudo”, esses, apenas podem ter orientação sexual. Quanto muito…

    Boas

  4. Eu, calmo como tudo, não bato palmas nem assobio, uma reacção normal a situações de mudança na mesmança. O equilíbrio dos sexos anatómicos parece estar perfeito, 3-3 a jogar em campo neutro e muito bom para o comércio de roupa interior. Nas sexualidades também se mantém 2-2-2, até q, graças a Deus que isto já me andava a chatear – feminino, masculino e neutro. Outra coisa boa é que ninguém vai ter necessidade de

  5. dizia eu que outra coisa boa é que ninguém vai ter necessidade de modificar o termo masochista, poupando assim preciosa energia para nos defendermos do próximo ciclone comandado à distância pelas forças ocultas da meteorologia.

  6. Valupi, muito obrigada. Agora é torcer para que se atinja a paridade também nas caixas de comentários. :)

    joão viegas, muito obrigada.
    Só os pseudónimos têm sexo definido? Não sabia. Quer dizer que eu, por exemplo, não tenho sexo definido?

    Penélope e Vega, muito obrigada pela vossa simpatia. :)

    V. KALIMATANOS, concordo contigo. Tudo o contribua para a poupança de energia, cada vez mais preciosa, é uma coisa boa.

    Muito obrigada, mdsol. Já tinha saudades dos teus sorrisos. :)

  7. :-) gosto que gostes – mas só mudei o que já era. além disso, fui ameaçada por me esconder por detrás da Sinhã e resolvi virar-me e oferecer de bandeja, ao ameaçante, o mesmo lado. :-)

  8. Bem vinda, :)
    aquí há fartura e cheia de bons opinadores.parabens.

    Para os detectives dos anónimos: fica esclarecido pelo post que o anónimo Valupi, é do sexo masculino. Con estos feitos provados a seguir trabalhando na pesquisa.

  9. reis, muito obrigada. Tens razão, há muitos e excelentes comentadores, e há um muito especial que comenta a partir da Galiza. :)

  10. §, um grande obrigada, antes de ires xonex. :)

    Imaginas bem, o sorriso do tra.quinas, tal como o teu, teve de atravessar montes e vales, mas chegou cá inteirinho. :)

  11. Estes comentários parecem uma troca de carícias entre palermas. “Um cheiro a balneário sufocante.” – ninguém se lembra inocentemente de uma ímagem destas. E se for um balneário feminino, tonto? Pois na minha opinião, na ótica do seu prisma um tanto ou quanto deficiente, a Isabel Moreira cheira mais a homem que o Valupi. Metaforicamente falando, claro.

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