E na próxima crise?

Quando a crise económica mundial rebentou em pleno, com a falência da Lehman Brothers em Setembro de 2008, Portugal vinha de um défice, no ano anterior, de 3,2% e uma dívida pública de 68,3%. No final desse fatídico ano, acabámos com 3,7 e 71,7%, respectivamente.

Não estando dentro dos “limites” de 3% e 60%, não estava tão longe como isso.

Como é perfeitamente evidente para todos os economistas pós-idade-da-pedra-lascada, a recessão que se seguiu teria que ser combatida, e foi essa a orientação inicial de toda a UE. O que levou naturalmente a défices mais altos, e a um crescimento mais rápido da dívida. Que aliás nem precisam de nenhuma medida de combate à crise para acontecer, uma vez que, numa recessão, o estado gasta naturalmente mais, com o desemprego, e recebe naturalmente menos impostos, com as falências e a redução do consumo. Chamam-se estabilizadores automáticos. Não dependem sequer de nenhuma decisão politica de “gastar mais”. Acontecem, e pronto.

Posto isto, avancemos para onde estamos agora. No ano da graça de Gaspar de 2012, acabamos com 6,6% de défice, uma dívida publica de 123%, e em recessão profunda. O plano da direita e da UE para nós é simples: vocês vão tentar ser a Letónia, porque esses são um caso de “sucesso” da austeridade. Ora, aqui está a Letónia:

Latvia GDP

E aqui estão os pressupostos: desvalorização interna, austeridade pelo tempo que for preciso, esperar que o PIB algum dia pare de cair, e a seguir um crescimento mais ou menos anémico que nos permita, em 30 ou 40 anos, trazer a dívida para valores mais razoáveis. E uns bons 10 a 15 anos só para recuperarmos o nível económico que estamos agora a destruir com o entusiasmo que só o bom aluno consegue.

Em compensação, deixam-nos ficar no Euro, com a “estabilidade” que proporciona.

Ora, mesmo tomando este plano como “sério” e “realista”, deixem-me fazer uma pergunta: O que é que acontece a um país do Euro, com uma dívida pública acima de 100%, um crescimento anémico e uma “regra d’oiro” que o obriga a reduzir essa dívida custe o que custar, dizia, o que é que acontece a esse país do Euro quando a próxima recessão o atingir? O que é que acontece quando, devido a essa próxima recessão, o défice disparar outra vez e a dívida recomeçar a subir?

Tendo em conta o que sabemos agora, temos alguma razão para pensar que a resposta da UE será de alguma maneira diferente da resposta agora, com cortes, recessão e destruição da economia como única alternativa? E nessa altura, os sacrifícios de anos terão servido para quê?

Porque das duas uma: ou as alminhas que acham, como os alemães, que este plano é “a única alternativa” pensam que durante os próximos 20 anos não existirá mais nenhuma crise económica que nos afecte, ou então pensam que a UE de alguma maneira reagirá de forma diferente nessa altura.
Como aposta de futuro, parecem-me pressupostos bastante frágeis.

45 thoughts on “E na próxima crise?”

  1. Vega,

    já disse aqui: a Letónia foi anunciada como grande case study de sucesso pelo FMI. O problema é que ficaram sem classe média, 30% da população foi desalojada e está a viver em barracas – não isentas de imposto, note-se – e quanto ao sistema nacional de saúde, praticamente já ninguém tem acesso. Os poucos ricos movem-se noutros círculos. De modo que o SNS deles neste momento não tem muitas despesas. Mas foi realmente um sucesso de empobrecimento (de escavar o buraco até ao finzinho). Óptimo para retirar a um país as suas armas de autonomia, de desenvolvimento, de esperança (e de dignidade, já agora) para todo o sempre. Mas pode sempre haver outro tipo de crises…

  2. “que é que acontece a um país do Euro, com uma dívida pública acima de 100%, um crescimento anémico e uma “regra d’oiro” que o obriga a reduzir essa dívida custe o que custar, dizia, o que é que acontece a esse país do Euro quando a próxima recessão o atingir? O que é que acontece quando, devido a essa próxima recessão, o défice disparar outra vez e a dívida recomeçar a subir?”

    No enquadramento actual , euro, tratado mastrich, tratado de Lisboa , esqueçam qualquer política de esquerda. Não é possível.

    Nao resta outra alternativa senão sair do Euro.

  3. bento, para teu contentamento,talvez a saida do euro seja a soluçao,mas ainda devem la ficar muitos paises e do ex leste, que tanto te fez salivar de contentamento,com as vitimas do teu socialismo viviam na merda e sem liberdade.

  4. bento, estou à espera. Se não respondes é porque confirmas o teu qi abaixo de 20 e só te resta ressabiamento acéfalo, de chegar aqui, e cagar umas postas. Usa a sanita, se não consegues resposta.

  5. Caro Vega,

    As tuas perguntas estão inviezadas porque postulas uma “Europa” fansmagorica e incapaz de evoluir para onde mandam as suas populações (ou seja uma Europa fundamentalmente anti-democratica, ao revês do que esta inscrito nos seus genes). Por todas as razões que expões, a linha da “regra de oiro” não é praticavel se não houver também, ao lado, outras medidas politicas, nomeadamente acerca da repartição dos custos para as populações. As novas crises que se avizinham vão apenas tornar este facto cada vez mais agudo.

    Em vez de estarmos a desconversar, deviamos era tentar anticipar a dificulade e ir de encontro aos alemães, e escandinavos, e holandeses, etc. que ja perceberam muito bem que é assim e que é inevitavel abrir esta discussão.

    Em vez disso, vestimos estupidamente as fatiotas de soldadinho que nos distribuem para ver se aparecemos no proximo programa de televisão.

    Temos uma genuina, antiga e profundamente enraizada propensão para a cretinice, é o que é…

    Boas

  6. “ir de encontro aos alemães, e escandinavos, e holandeses, etc. ” ??????

    Chocar com os alemães, escandinavos, holandeses e tal e coiso???

    Ou seria “ir ao encontro de”???

  7. Vega9000

    Não entendes nada de qual é o cerne da questão.
    O problema estrutural da nossa economia, assim como o peso elevado do Estado, é que nos trouxeram até aqui. E o facto de não ser ter feito nada para corrigir essa situação durante décadas!

    Pertencermos a uma moeda demasiadamente forte para a nossa economia. Não temos serviços (turismo,…), nem uma industria transformadora que produza valor acrescentado elevado. Isto faz com que a única forma de podermos ser competitivos, seja apostarmos em salários baixos. Claro que isto não é solução para um país que gastou milhões a qualificar as gerações mais novas. Estas gerações acabarão, indubitavelmente, por emigrar, uma vez que não aceitarão, não serem compensadas pelo investimento pessoal realizado. Aí sim, o pais se tornará, irremediavelmente, pobre.
    Além disto, como podes reparar, hoje, já não há um euro, mas sim dois. O euro dos países do Norte da Europa (Alemanha. Holanda, …) onde as taxas de juro são baixas. Podendo ser competitivos, não só no mercado interno, mas também, no mercado Global. O outro, é o euro dos países do Sul da Europa (Portugal, Espanha, Itália, Grécia,…) que terão, por muitos anos, taxas de juro muito mais altas, ficando, só por isto, numa situação de desvantagem, em todos os mercados.
    Que solução para isto? Aquilo que o Governo está a fazer, reduzir o Estado às funções essenciais, de modo a que os recursos libertados (impostos, financiamentos,…), possam ser canalizados para a criação de investimento e de emprego, sendo estes, verdadeiros motores do desenvolvimento e da criação de riqueza de um país.
    O resto é conversa fiada que o Sócrates gosta de ter e que vocês adoram, mas que não resolvem os verdadeiros problemas de Portugal.

    Um bom Domingo de Páscoa para ti e família.

  8. Francisco
    Serias caridoso o suficiente para nos informares quais são, em tua douta e direita opinião, as funções essenciais do estado que o governo deve manter e quais as que deve eliminar para resolver a conversa fiada e os verdadeiros problemas de Portugal?
    Tens ideia ou estás à espera que o Gaspar decrete?

  9. oh não há dinheiro, não há vícios!
    receita do miserabilismo herdado da outra senhora, se acabarmos com a economia resolvemos o problema da droga, os macedos tratam do pós-venda, o paulo das desintoxicações e o miguel das ressacas, quem quiser drogar-se que emigre para amesterdão.
    um santo caralho pra ti tamém.

  10. Uma Palavrinha: “Lisboa, Porreiro, Pá!”

    (uma ou três é números – OU SEJA, FANTOCHADA EM CIMA DO PALCO – e isso que interessa a quem vai buscar o homem a quem mais tem lambido o escroto e lembrar que a Europa tem de mudar? A SÉRIO, PÁZINHOS?)

  11. oh francisco, o que portugal precisa de ter é investimento, é de alguém que tenha força (genica) para o trazer. não é de meia dúzia de artolas que nem sequer um tasco conseguem gerir! não compreendo como é que alguém consegue apoiar uns incompetentes que estão a fazer agora a sua aprendizagem do que é a governação, para mal dos nossos pecados. não sei como que é conseguiram (até sei) levar para pm um tipo que estaria melhor no seu jogo preferido da bisca lambida. o que precisamos é de alguém que com esforço nos leve pelo caminho difícil da globalização. mas para a frente, para o progresso, e não para trás, para o emprobrecimento como acontece agora (isso qualquer um faz). e esforço não é coisa para o passos, nem para os seus muchachos.
    oh vega, quando andares a tourear, no twitter, direitolas tipo francisco corrige lá o crescimento de 2010: não é 1.4 mas, creio eu, 1.9 (apesar da austeridade imposta no último trimestre).

  12. Pandil

    A questão não está só em eliminar, mas sim reduzir. No entanto, se me perguntares para que é que o Estado necessita de 14000 institutos para funcionar, não saberei responder. Se me perguntares, se o Estado não consegue ter uma Brigada Aerotransportada operacional, composta por 3000 homens, por falta de verbas, para quê manter o Exército com 35000 homens a fazer o quê?, também, não saberei responder. Se me perguntares, porque é que as administrações hospitalares gastam milhões, para médicos fazerem cirurgias no horário de trabalho, também, não saberei responder. Se me perguntares para que é que queres 50% do efetivo policial dentro das esquadras, também, não saberei responder.

  13. Assis

    Este é o legado que Sócrates veio defender à RTP e que o Pedro Marques disse que esteve bem. Este rapazinho é mesmo uma cabeça brilhante.

    O Eurostat validou hoje o défice orçamental português de 2010 transmitido pelo INE fixando-o em 9,1% do PIB, assim como a dívida pública em 93%.

    A evolução do défice orçamental português foi assim de 3,1% do produto interno bruto (PIB) em 2007, 3,5 em 2008, 10,1 em 2009 e 9,1% no ano passado.

    Quanto à dívida pública, passou de 68,3% do PIB em 2007 para 71,6 em 2008, 83% em 2009 e 93% em 2010.

  14. Oh Francisco Rodrigues: maas que reformas são essas que o governo têm feito , que ninguém dá por elas? E que resultados formidáveis tiveram? Ah e aumentar impostos é reformar??

  15. “Que solução para isto? Aquilo que o Governo está a fazer, reduzir o Estado às funções essenciais, de modo a que os recursos libertados (impostos, financiamentos,…), possam ser canalizados para a criação de investimento e de emprego, sendo estes, verdadeiros motores do desenvolvimento e da criação de riqueza de um país.”

    Copy paste do pastiche imbecil que esta direita que está no poder andou a plantar nas cabecinhas fracas.
    Mas as cabecinhas pensadoras sabem bem o que ali está escrito : entregar as funções essenciais do estado aos privados, proporcionando assim ainda mais negocios protegidos da verdadeira concorrencia e, como de costume, com rendas garantidas pelos contribuintes.
    Quem usa a cabeça percebe bem o discurso.
    Quem não a usa limita-se a repetir como um autómato frases de bom aspecto e de uma hipócrisia avassaladora.
    Mas se estou enganado, que tal explicar exactamente, ponto por ponto e de que forma a privatização do ensino , da saúde e o acabar com as protecções sociais irá fazer nascer nos portugueses essa necessidade avassaladora de desatar a crescer e a produzir paletes de emprego?

  16. “A questão não está só em eliminar, mas sim reduzir. No entanto, se me perguntares para que é que o Estado necessita de 14000 institutos para funcionar, não saberei responder. Se me perguntares, se o Estado não consegue ter uma Brigada Aerotransportada operacional, composta por 3000 homens, por falta de verbas, para quê manter o Exército com 35000 homens a fazer o quê?, também, não saberei responder. Se me perguntares, porque é que as administrações hospitalares gastam milhões, para médicos fazerem cirurgias no horário de trabalho, também, não saberei responder. Se me perguntares para que é que queres 50% do efetivo policial dentro das esquadras, também, não saberei responder.”

    Ai sim? Afinal parece-lhe que o governo a sabe toda?
    Das tarefas a “reduzir” que acima enumerou, indique uma que este governo tenha resolvido nos DOIS ANOS que já leva á cintura.
    Pois…
    O seu problema Francisco Rodrigues, é que está há dois anos parado a olhar para o discurso, e esqueceu-se de olhar para o que o governo anda de facto a fazer ( neste caso a não fazer) desde que ganhou as eleições.
    É que já toda a gente percebeu que estes meninos falam falam mas até agora não cumpriram o que quer que seja que prometeram fazer. Em vez disso continuam a tentar tapar o buraco escavando-o ainda mais e atirando impostos em todas as direcções.
    Lamento, mas assim não vamos mesmo lá.

  17. Francisco
    Que alivio, afinal só queres acabar com os os abusos, encolher a tropa e por os pançudos na rua.
    Mas quem os impede?
    Vê la tu que cheguei a pensar que o estado mínimo consistia em entregar a saúde, o ensino e as reformas aos privados para que eles pudessem ganhar muito com quem pode pagar.
    Mesmo assim desconfio que a tua versão é muito meiga e nada conforme a de quem, por ora, manda.

  18. “Porque das duas uma: ou as alminhas que acham, como os alemães, que este plano é “a única alternativa”… ”
    E quais seriam as outras alternativas?

  19. João Viegas, hã?
    (Tenho a sensação que vou repetir a expressão acima muitas vezes)
    ___
    francisco rodrigues, fazes um bom diagnóstico na primeira parte do teu comentário, para a seguir te espetares com lugares-comuns liberalóides na segunda, e restantes comentários. O caminho é rebentar com o estado-social “para libertar a economia”, e empobrecer com baixos salários, é isso?

  20. O mal já está feito, o buraco já está escancarado e a via da solução agora é o caminho único da saida do euro e renegociação da dívida : pelo nosso pé ou empurrados.
    Enquanto estivermos enfiados no colete de forças do euro não haverá solução para o nosso pais senão o declinio perpétuo e a miséria saudosista dos amigos de salazar.
    Já se desperdiçou a única chance que havia. E que fique bem claro para a história quem foi que a deitou pela borda fora.
    Da mesma forma espero que sejam estes que lá estão os que serão obrigados a seguir esse mesmo caminho, para vêr se gostam da pimenta no próprio cú que impuseram aos outros.

  21. Gato Vadio,

    concordo com o que dizes, excepto que estes não são são obrigados, antes gostam do caminho, e até porque não são eles que o vão pagar. A pimenta no cú não vai ser para eles.Adivinha para quem vai ser. Fácil: para quem já é.

  22. Vega9000

    Nada disso amigo. O nosso SNS é algo que nos podemos orgulhar. Os salários baixos só provocarão, não a emigração, mas pior, a debandada geral dos qualificados do nosso país. Temos é de ser mais racionais nos gastos e gerir a rés-pública com sentido de responsabilidade, tendo como principio, a verdadeira moral republicana.
    Tenho visto o Governo ser eficaz no ajustamento da nossa economia, provocando uma diminuição drástica do consumo, na maior parte, de produtos importados e consolidando as exportações, não retirando mérito, nesta matéria, a Sócrates.
    Só assim poderemos diminuir o desequilíbrio nas contas externas. Podes dizer que esta situação tem provocado desemprego. É verdade, mas é a única forma de reduzir o endividamento externo a médio prazo.
    Por outro lado, a redução das importações, fará com que se crie oportunidades em aumentar a produção nacional de bens, suprimindo, assim, as carências surgidas no mercado. Dou-te um exemplo: não foi por acaso que o Governo subiu o IVA dos óleos vegetais para 23% e manteve o IVA do azeite em 6%. Porquê? A matéria-prima que serve de base à fabricação dos óleos alimentares em Portugal é a soja. Como tu sabes, nós não produzimos soja, é importada, na maioria, da América do Sul. Mas, no entanto, existe um bem que é substitutivo destes óleos e que nós produzimos, o azeite. A ideia foi obrigar o consumidor a substituir o óleo vegetal pelo azeite. Vantagens: faz melhor à saúde e ajuda a desenvolver o sector primário da nossa economia, criando mais emprego e riqueza para o nosso país.
    Onde o ajustamento está a falhar, é no custo da energia e telecomunicações. O facto de haver Oligopólios nestas áreas, e autenticas rendas, tem sido prejudicial, tanto, para atenuar os efeitos da crise, como, para estimular o crescimento económico.
    Em relação às reformas do Estado. Nesta matéria, a situação está mais complicada e requer mais tempo, para que os efeitos negativos sejam suavizados. Mas terão de ser feitos cortes. Não sei se leste, mas respondi ao Pandil desta maneira:

    A questão não está só em eliminar, mas sim reduzir. No entanto, se me perguntares para que é que o Estado necessita de 14000 institutos para funcionar, não saberei responder. Se me perguntares, se o Estado não consegue ter uma Brigada Aerotransportada operacional, composta por 3000 homens, por falta de verbas, para quê manter o Exército com 35000 homens a fazer o quê?, também, não saberei responder. Se me perguntares, porque é que as administrações hospitalares gastam milhões, para médicos fazerem cirurgias no horário de trabalho, também, não saberei responder. Se me perguntares para que é que queres 50% do efetivo policial dentro das esquadras, também, não saberei responder.

  23. oh xóriço rodrigues! esse bacano é um vendedor de banha da cobra a fazer stand-up-comedy para massajar o ego do relvas & co. e o que te passou despercebido a ti e ao resto dos coiros, que pretendem impulsionar os jovens ao suicídio colectivo, foi o elogio do magalhães +- 18:00 no TEDxYouth@Braga.

  24. oh xico! o gajo levou-te ao tapete com esta das pipocas.

    “Ninguém deve deixar de trabalhar porque não tem dinheiro. É um mito. Até a vender pipocas no centro comercial se arranja dinheiro para pagar 100 euros por mês”

  25. A desvalorização interna é o programa de governo que Passos Coelho enfiou pela goela abaixo dos portugueses, depois do embuste que foi a campanha eleitoral laranja de 2011. Excertos sobre a desvalorização interna lituana retirados de: http://www.cepr.net/documents/publications/latvia-recession-2010-02.pdf

    «The Latvian recession, which is now more than two years old, has seen a world-historical drop in GDP of more than 25 percent. The IMF […] predicts that the total loss of output from peak to bottom will […] be more than that of the U.S. Great Depression downturn of 1929-1933. The depth of the recession and the difficulty of recovery are attributable in large part to the decision to maintain the country’s overvalued fixed exchange rate. […] The adjustment in the real exchange rate takes place through pushing down prices and wages. […]

    But even after two years of recession, with unemployment hitting 22 percent, the real effective exchange rate has only dropped 5.8 percent from its peak. The overvalued exchange rate hurts Latvia’s tradable goods industries by making the country’s exports more expensive, and its imports artificially cheap. It also harms the investment climate generally, causes spikes in interest rates when investors fear that the peg will collapse, as well as capital flight. […]

    An even bigger problem is fiscal policy, which the government has stated is pro-cyclical. An expansionary fiscal policy […] would go against the effort to lower wages and prices for purposes of internal devaluation.
    […] Expansionary monetary policy also runs counter to the need to maintain the fixed exchange rate. […]

    The end result is that the economy is trapped in a deep recession in which all of the major macroeconomic policy variables – the exchange rate, fiscal policy, and monetary policy – are either pro-cyclical or cannot be utilized to help stimulate the economy. This makes it very difficult to get out of the recession. […]

    Latvia’s experience has been similar to that of Argentina from 1999-2002, which also suffered a deep recession as it tried unsuccessfully to adjust its economy under a fixed exchange rate regime. The government tried to maintain confidence in the peg through contractionary fiscal and monetary policies, and borrowing for interventions to support the currency. But with rising interest rates and a rising public debt burden, this proved impossible. At the end of 2001, the government defaulted on its debt and by January 2002 it abandoned the peg. It is worth noting that, despite widespread consensus that the Argentine economy would experience prolonged economic problems after its default and devaluation, and the collapse of its banking system, the economy contracted for just one quarter before beginning a robust recovery in which it grew by 66 percent over six years.

    In comparison, the IMF’s projected recovery for the Latvian economy is weak, just 13.9 percent for the four years 2010-2014.»

  26. Ignatz

    Sabes com entrei no negócio dos cereais? Foi assim. Fiz uma proposta a uma empresa trading de cereais Holandesa, para a abertura de um escritório em Portugal, mostrando o potencial que havia no mercado de cereais. Eles deram-me a oportunidade. Fui estagiar para a empresa-mãe no Sul de Inglaterra e depois comecei a desenvolver o mercado português. Para tu veres como as coisas são, reconheceram o trabalho que eu desenvolvi e três anos mais tarde, convidaram-me para ser acionista.

  27. francisco,e para isso não foi preciso ter massa? e onde a foste buscar? quem cabritos vende e cabras não tem de algum lado vem!

  28. tou a ber, fizeste mindset, orientaste o drive para os holandeses, apresentaste o pitch aos ménes, viraste sinaleiro de graneleiros e agora como os gajos estavam fartos de te pagar o ordenado para fazeres corno, tornaram-te sócio do corno. deixa lá que ainda virá o tempo em que cultivarás milho na varanda ou na cobertura com autorização do condomínio. é um evento cool, trendy e bem-disposto

  29. não sei se já repararam que todos os reaças que aqui caiem têm ligações aos países baixos.

  30. Nuno cm

    Não foi preciso massa, eles financiaram as operações! Foi necessário trabalhar 12 horas por dia. Coisa que continuo a fazer hoje.

  31. Ignatz

    Para tua informação, este ano vou semear 300 ha de milho e 100 ha de girassol. Vamos ver o que vai dar. Pois, além da produção de cereais, o meu core business continua a ser, a importação de cereais. Se dependesse do milho que produzo para viver, morreria de fome.

  32. oh xico! já deu pra ver que és um marketangas como aquele moçoilo da spark, ganham a vida de paleio e a insultar a inteligência de quem contribui para o pib. quando dizes que vais semear 400ha, na melhor da hipóteses, estás a falar de uns subsídios e de umas colheitas que irás agenciar com a tua xico expertise de vendedor de ocasiões semi-novas. chegas atrasado para bater punho 12 horas e macacadas sucedâneas.

    “se há coisa que nos empurra para a frente, enquanto macacos, é precisar de alguma coisa” miguel gonçalves – impulsionador de jovens, método tupperware

  33. Ignatz

    Quando tiver o milho e o girassol semeado, convido-te para ires ver. Depois perguntas ao meu sócio, se nós recebemos algum subsidio pelo milho. Talvez para o ano comece a receber.
    Também te convido para ires ver um navio de 60000 toneladas de milho vendido por mim, quando tiver a descarregar na Silopor. Aí vais ficar a saber o que um homem consegue fazer sozinho óh tótó!

  34. sim, deve ser uma experiência única na vida, o cristo rei até paralisou de braços abertos com o milagre do milho a granel na trafaria. vou já a caminho, reserva-me lugar na 1ª fila.

  35. Ignatz

    Experiência única é ir almoçar uma carvoada a Porto Brandão. Trazer barcos de 60.000 tons é trabalho para qualquer trader de cereais.

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