Blogger’s Digest

Uma selecção das melhores opiniões da semana, traduzidas para português corrente.

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José Manuel Fernandes, Blasfémias
Tiago Mendes, Cachimbo de Magritte
Henrique Raposo, Clube das Republicas mortas
João Ferreira do Amaral, 31 da Armada
Rodrigo Moita de Deus, 31 da Armada
Et tu, Cavacus? masmasmasmas…como te atreves? Não eras dos nossos? Então se não és dos nossos, és dos deles, e passas a levar o mesmo tratamento. Por isso, toma: Ignorante! Incompetente! Devias ter mas é vergonha! Deitaste o país abaixo! Só estás a defender mas é o teu bolso, não é?

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Fernando Moreira de Sá, Forte Apache
A  Fernanda Câncio escreveu um texto sobre o amor. E a Sábado – não eu, que detesto essas cuscuvilhices – diz que é de certeza dedicado ao Sócrates (Esta parte não tem nada a ver com a tese do post, é só para lembrar que a Câncio foi namorada do Sócrates, embora – repito – eu deteste coscuvilhices e considere a vida privada sagrada. Por isso leva só dois parágrafos sobre o tema. Sou um tipo decente, como podem ver. Bom, adiante) Ora, este texto não acaba na glória do  casamento envelhecer juntos, e quem não segue essa via é uma pessoa fútil, egoísta, pulha, ou ainda pior, uma arrivista que descarta as pessoas quando já não servem. Não que esteja a dizer que a Fernanda Câncio seja tudo isso, longe de mim tal ideia. Deve ser ficção, de certeza.

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Paulo Marcelo, Cachimbo de Magritte
Se o aborto fosse legal nos anos 50, o Steve Jobs teria sido abortado e agora não havia iPhone. Porque nos países que permitem o aborto toda a gente o faz porque é giro e está na moda, e por isso já não existem crianças para adopção. Foram todas abortadas.

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José Manuel Fernandes. Blasfémias
Querido filho, vou cantar-te uma canção de embalar. É assim:

Com que voz chorarei meu triste fado / que em tão dura prisão me sepultou / que mor não seja a dor que me deixou / o tempo, de meu bem desenganado?
Mas chorar não se estima neste estado / onde suspirar nunca aproveitou / triste quero viver, pois se mudou / em tristeza a alegria do passado.

O quê, agora não consegues dormir? Descansa, o cavaleiro Victor Gaspar vai salvar-nos. Já viste o meu carro? Grande máquina, hã? O problema é que todos quiseram ter um também. Cambada de fúteis.

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Tavares Moreira, Quarta República
1. Há uns patetas a pedir crescimento económico.
2. Não há financiamento
3. Muito menos ideias para isso
4. Eu pelo menos não tenho nenhuma. Nada. Zero.
5. E o governo também não.
6. Logo, se nós não sabemos, ninguém sabe.
7. Pelo que a única alternativa é empobrecer.
8. É o que os mercados esperam e premeiam.
9. Sendo assim, quem pede crescimento económico é patético.

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Pedro Brás Teixeira, Cachimbo de Magritte
Espero que os gregos se lixem em breve, e em grande. Para os podermos usar como exemplo.

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Daniel Oliveira, Arrastão
Uma menina foi atropelada na China e ninguém a foi salvar. A culpa, quase de certeza, é do capitalismo.

30 thoughts on “Blogger’s Digest”

  1. E agora a seguir ao Cavaco devem vir as declarações de Vasco Lourenço.
    Mas esta canalha não vê que está a arrasar o país? Lá ver vêm, mas é tão bom!
    Que o diga esse trafulha do Macedo que com casa em Lisboa recebe 1400 euros de subsídio para quem mora fora de Lisboa. E esta, einh! como diria o Pessa.

  2. Caro Vega9000, vir aqui e dar umas saborosas gargalhadas graças a um fino recorte humorístico é um bom acompanhante para uma velha aguardente que se seguiu a uma boa refeição.
    Se calhar, para o ano que vem, não o poderei acompanhar do mesmo modo, pois o OE deve tirar-me mais uns cobes e lá se irá a aguardente velha e oremos para que não se vá também a refeição.
    Vamos esforçar-nos e trabalhar mais, receber menos, sorrindo sempre e descobrir as virtudes do bagaço e do vinho que a esse não aumentaram o IVA.

  3. ” mais outro ” merdoso com teta , a mamar à conta do erário público…

    Os bifídos estão a proliferar a olhos vistos !

  4. Oh “mais outro” ou és parvo ou estás a ver o filme de pernas para o ar.
    Diz lá oh meu palerma onde é que tu viste algo que eu tenha escrito a favor dos comunas.
    Estou ansioso pela tua verborreia.

  5. Oh “mais outro” continuo à espera dessa de eu ser comuna. Eu que até me chamam anti-comunista primário agora ser apelidado de comuna por uma rês que não me conhece de lado nenhum é obra.
    Mas continuo esperando os teus “doutos” esclarecimentos e provas do que afirmas. Se o não fizeres és uma besta.

  6. «Que o diga esse trafulha do Macedo que com casa em Lisboa recebe 1400 euros de subsídio para quem mora fora de Lisboa. E esta, einh! como diria o Pessa.»

    Portuga,

    Podes não ser comuna mas és mal (in)formado.
    O “trafulha do Macedo” como lhe chamas já disse que ia abdicar e repor todo o dinheiro que, legalmente, recebeu ao abrigo dessa lei manhosa.
    Repito; legalmente e lei manhosa.
    Não queres perguntar aos teus amigos Monjardino, Jorge Coelho, Vara e a todos os ex-presidentes da república se, também, terão a mesma atitude?
    Deixarem de receber e reporem todo o dinheiro que nos chularam ao longo de todos estes anos?
    (assim faria, mais, sentido o discurso inflamado do “teu” Tó-Zé Seguro [talvez o Val te ajude, ele acha os “socialistas o máximo])

  7. O Sócrates prescindiu logo à cabeça (da pensão vitalícia), sem ser preciso ser obrigado nem pressionado – só para chatear , pedro oliveira.

  8. edie (não sei se é o teu nome verdadeiro),

    «Mais de 400 ex-políticos de todos os quadrantes, à excepção do BE, ainda beneficiam desta benesse que foi revogada em 2005 pelo PS.» in dn online

    Faz-me um favor e aos leitores do Aspirina, não nos chames estúpidos, nem analfabetos.
    Sócrates Pinto de Sousa prescindiu (como dizes) de algo a que não poderia almejar.
    Sabes o que significa; benesse revogada?
    Só para chatear…

  9. para além de que não representas todos os leitores do aspirina, foi a ti que me dirigi, e portanto, se enfiaste a carapuça, lá terás as tuas razões…

  10. Este oliveirinha deve ser da serra. Foi o PS, no tempo de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, que aboliu essas pensões. Não prescindiu, propriamente: aboliu. Ao fazê-lo, prescindiu da que lhe caberia.

    Já agora: quem as instituiu?

  11. E não me venhas defender o Macedo como um herói que prescindiu de algo que é,neste momento,imoral (embora legal) depois de muito ter defendido esse direito. A questão está na moral com que se esfola o contribuinte que também tem direitos legais e depois se alega os próprios direitos como alienáveis e só depois d muito plavreado se fica como herói, porque se prescinde. Então, eu sou mais herói (heroina do que ele), então somos quase todos muito mais heróis do que ele. Va defender outras causas, que esta não pega …mesmo.

  12. Caros edie e Fosca-se,

    Já repararam que o meu nome é da cor do céu e o v/ da cor da mer** quando estamos desidratados?
    Não fui eu que efectuei insinuações sobre o dr. Macedo, pois não?
    Já que estão tão interessados em dialogar, digam da v/ justiça… acham bem a chulice que por aí proliferou e continua a proliferar?
    Os Monjardinos, Jorges Coelhos (gang de Macau), os Varas, os Soares e os Sampaios deveriam repor tudo até ao último cêntimo ou só o Macedo é que é o mau da fita?
    (ajuda-os Val…)
    Quanto a quem instituiu deve ter sido um dos partidos (ou ambos os três[ironia]) do eixo governativo, ou não?

  13. Não, tu apenas o destacaste como um herói. e não sei porque teimas nos Varas, quando tens a manelita e tantos outros do PSD nas mesmas circunstâncias. De notar que o Macedo é Doutor e os outros têm direito ao apelido no plural, que já vão com muita sorte. è essa tua imparcialidade, p.o,.que te faz pensar que és o céu e os outros, merda. Quem pensa assim, é merda, filho,e a parte é mais engraçada, vou tentar explicar-te, é que devias ter posto os púdicos asteriscos em todo o teu discurso.

  14. Diz o Nicolau Santos o Expresso:
    “Até 2013, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem vai perder entre 40% a 50% do seu rendimento e todos os seus ativos (casas, poupanças, etc.) vão sofrer uma desvalorização da mesma ordem de grandeza. Pergunto: alguém pensa que isto se fará de forma pacífica? Alguém pensa que o bom povo português aceitará mansamente este roubo? Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto? Repito: entre 2011 e 2013, o Governo toma medidas que lhe permitirão confiscar metade do que ganhamos hoje. É deste brutal esbulho que falamos e que está ao nível de decisões idênticas tomadas por governos da América Latina nos anos 80. É isto que está por trás da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 e das decisões que o Governo já tomou em 2011. É sobre os escombros resultantes desta violentíssima e muito rápida pauperização (…) que o ministro das Finanças Vitor Gaspar espera que Portugal triunfe “como economia aberta e competitiva na Europa e no mundo” no final do programa de ajustamento. Faz sentido?”

    E estás tu pedro nome de céu, embevecido com o facto de o Doutor Macedo ter desistido de defender os seus 1.400 euros de subsídio de habitação, de que não precisa?

  15. pedro oliveira és parvo ou fazes-te?
    O que é que isso tem a ver com o outro dizer que eu era comuna. Não percebes? Vai para as novas oportunidades se é que ainda este teu “bom ” governo que já nos roubou o subsídio de Natal deste ano e o do ano que vem e de 2012 bem como o subsídio de férias ainda não acabou com elas. A partir daqui não precisava de te esclarecer mais mas vou fazê-lo. Quando comecei a trabalhar durante 40 anos fiz um contrato com a entidade empregadora e o Estado pensando eu que o Estado era uma entidade séria. E o contrato foi que eu descontava 14 meses por ano, o meu patrão idem, idem, aspas, aspas, e no final o Estado que arrecadara todo esse dinheiro me pagaria os tais 14 meses combinados há 40 anos. Não diz o Coelho. Querias? Descontaste mas agora não o levas. A isto chama-se um ROUBO.
    Quanto ao teu querido e “sério”Macedo. Recebe os 1400 euros desde Junho mas só agora, 5 meses depois, e quando foi descoberto é que diz que vai repor o dinheiro. Muito honesto este trafulha.

  16. É pá, ò Portuga, há quarenta anos?
    Há quarenta anos?
    Há quarenta anos havia um estado sério e responsável para o qual descontavas catorze (quatorze, como se dia na altura) ouve lá, achas que sou Tóni, ou quê?
    A seguir vais-me dizer que o sr. dr. salazar era tão bom, tão bom que mesmo aqueles que o tratavam mal e eram uns velhacos para ele; ele (o sr. dr.) não lhes guardava rancor, nem lhes tinha mágoa e até os enviava para uma estância de férias em Cabo Verde (o Tarrafal).
    Toma juízo e tenta responder às perguntas que fiz…

  17. pedro vieira se calhar o salazar era ditador mas cumpria os contratos. Este calhordas também é ditador mas não cumpre com nada. Diz uma coisa mas faz o contrário. Mentiroso até dizer chega. E se gostas dele vai cantar para outro lado. Aqui não te governas. Nem salazar nem coelhos.
    E a ti faço-te como aos da tua laia: vai bordamerda e desampara-me a loja.

  18. Portuga,

    Não sei quem é o pedro vieira mas dá-lhe a mão e vão os dois para onde o mandas, sejam felizes.
    Há quarenta anos não existia décimo quarto mês nenhum; mentes com quantos dentes tens na placa…
    Marcelo Caetano anunciou parte dessa benesse que, supostamente, contrataste há quarenta em 1973 numa “conversa de família”, em 1973; repito 1973… ora faz lá as contas.

  19. Para clarificar algumas dúvidas, a Lei que estabelece as pensões vitalíias foi aprovada em 1985 no tempo de Mário Soares, sendo assinada por Rui Machete (primeiro-ministro em exercício), e referendada por Ramalho Eanes.
    É a Lei 4/85 de 10 de Janeiro. e tinham direito a ela todos os “membros do Governo, os deputados à Assembleia da República e os juízes do Tribunal Constitucional que não sejam magistrados de carreira” desde que tivessem exercido aquelas funções durante pelo menos oito anos seguidos ou interpolados.
    Os presidentes da República tinham um estatuto especial.
    Em 1987, Cavaco Silva resolveu alterar a lei numas mariquices que contemplavam mais algums e aumentou de oito para doze o número mínimo de anos, mas meteu lá a condição especial que permitia a que todos que tivessem em exercício naquela época (1995) poderiam no futuro requerwer a pensão!
    O Pinto de Sousa acabou com tudo em 2005, ou seja, quem tinha ficava com elas, quem não tinha passava a não ter, a não ser que estivesse en funções em 1995, pois a legislação não tem efeitos retroativos.

  20. Obrigado pelo esclarecimento Teófilo, vou ver essa lei. O que andou melhor foi, como sempre, Sócrates: acabou com essa merda. Os oportunistas de todos os partidos que continuaram a receber as pensões deviam ter o nome deles escarrapachado na internet. O Cavaco é um deles, como era de esperar. Tem três pensões do estado, o sacana: professor, banco de portugal e primeiro ministro. Futuramente terá as mordomias de ex-PR, se não morrer até lá.

  21. «O que andou melhor foi, como sempre, Sócrates: acabou com essa merda. Os oportunistas de todos os partidos que continuaram a receber as pensões deviam ter o nome deles escarrapachado na internet.»

    Será preciso um desenho?
    O Sócrates Pinto de Sousa tinha no governo/nos governos dele treze Macedos, repito: treze Macedos.
    Nunca se preocupou com essa situação.
    Era bom que escarrapachassem o nome desses teze heróis e o montante que, legalmente, chularam.
    Andou melhor?
    Não sei…
    Sei é que se pirou, não fez como o palerma do amigo Khadaffi que continuou na Líbia.
    Sócrates Pinto de Sousa está a salvo, a estudar nas novas oportunidades francesas, em “françiu téknicue/técnike” suponho.

  22. Pedrinho, o homem é tão mau, mas tão mau… que quando faz uma coisa boa não é suficiente.

    Eu sei o que tu querias era talvez… deixa cá ver…. sim queria uma monarquia para por tudo nos eixos…

  23. Pedro Oliveira,
    o 13º mês e não o 14º já existia muito antes de 1973, e para sua informação havia ainda empresas que pagavam um 15º por alturas da Páscoa, isto nos anos 60.
    O único defeito que tem, depende dos pontos de vista, é que não era uniforme, havia empresas que pagavam apenas 50% a quem tinha pouco mérito, 100 % a quem era considerado trabalhador normal, mais de 100% a quem consideravam trabalhadores acima da média e 0 a 25% a quem era calaceiro ou absentista crónico como aviso, ao terceiro aviso transformava-se a porta de entrada em porta de saída de sentido único.
    A obrigatoriedade do 13º mês (vulgarmente conhecido como subsídio de Natal) em 1973 foi decidida por Marcelo Caetano e apenas veio colmatar a diferença entre os trabalhadores que recebiam à semana e os trabalhadores que recebiam ao mês.
    Se quiser pode fazer este simples exercício:
    Trabalhador à semana – 100 € semanais x 52 semanas = 5.200 € anuais.
    Trabalhador mensal – (quatro semanas/mês) = 400 € x 13 (meses) = 5.200 € anuais
    Uma vez que, em ambos os casos, as férias eram pagas do mesmo modo não vejo onde estará o benefício, daí o trabalho à semana geralmente ser mais mal pago para arranjar as coisas a favor do patronato.
    Se quiser ir buscar exemplos ao estrangeiro, agradeço que o faça tomando em conta a paridade do poder de compra e dos preços do cabaz básico de compras a que acrescerá o custo da habitação e transportes.

  24. Caro Teófilo, a Lei original é mesmo de 85? É que ouvi na TSF que datava de 80, mais precisamente do Governo de Sá Carneiro, com Cavaco Silva em Ministro das Finanças. A única semelhança é ter sido, de facto, referendada pelo Presidente Ramalho Eanes. Mas agora não sei qual das versões será a mais verdadeira.

  25. Caro Marco Alberto,
    antes da Lei 4/85 andava tudo disperso por diversos diplomas, como por exemplo o das subvenções por residência habitual fora do distrito de Lisboa, que alguns senhores juízes do alto da sua sabedoria entenderam que deveria ser pago mesmo a quem tivesse residência em Lisboa e noutro lugar qualquer que tivesse ligação à sua naturalidade ou hábito residencial, por se considerar que Lisboa, sendo sede da governação, é sempre um local de passagem passageiro. Lixavam-se assim apenas aqueles que tivessem nascido na capital ou no respetivo distrito, convenhamos que eram poucos ou muito raros, pois como é sabido, a população de raiz lisboeta é oriunda sobretudo dos bairros populares sendo na sua maioria a restante originária de outras zonas do País, ou ter parentela e afinidades com outras regiões, ou ainda ser apenas de Lisboa (ou do Porto, ou de Coimbra) por ter nascido numa das suas maternidades.

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