Vamos lá a saber

Será que já conseguimos acordar do transe colectivo em que mergulhámos por força de políticos do PSD e do CDS traidores e das suas mentiras antes e durante a violência que espalharam no Governo? Ou será que ainda continuamos caladamente acabrunhados por esse discurso do achincalhamento, do revanchismo e da paródia como forma de usar o poder político?

17 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. No meu entender não há transe colectivo, acontece que 50% dos
    eleitores deixaram de votar e, estão-se nas tintas para os gajos da
    porca, a começar pelos mais novos (representam uma boa fatia dos
    que não se interessam pelo voto)! Será dentro da A. R. que deve vir
    o exemplo, dando forte nos chicos espertos e geringonceiros que
    por lá vão safando a vidinha … falando verdade e denunciando sem
    pejo os arruaceiros dos pafiosos como, de algum modo é feito na
    blogoesfera já que a comunicação social está nas mãos da oligarquia!!!

  2. Infelizmente, muita gentinha interiorizou o sentimento de culpa ( incutido pela treta do vivermos acima das nossas possibilidades ) e a estrategia de virar uns contra os outros ( empregados do sector privado contra funcionários públicos, jovens contra idosos, trabalhadores activos contra reformados, e por aí adiante ) também deu ( mau ) fruto .

    Vai ser preciso muito trabalhinho de reabilitação e recuperação psicológica, ( engenharia social ) mas sobretudo de iniciativa política ( reversao das politicas de emprego e de trabalho, retirando ao empregador, a posição predominante e dominante que lhe foi conferida pelos neo-fascistas actuais, sejam do CDS, sejam da vaga arrivista do PPD ) .
    Trabalho para sociólogos, antropólogos, políticos decentes e dotados de sentido de patriotismo, e mais gente assim .
    Infelizmente, bacocos como o Barreto, não ajudam nada . Pelo contrário .

    Mas para ser franco e honesto, estou pouco esperançado .
    Estamos metidos numa camisa de forças, e segundo dizem, não se pode sair .
    Na realidade, o problema com os alemães é que, “the germans are too germans”, e com a triste anuência de muitos políticos nossos, só nos falta usar um trapo de pano na lapela do casaco, com os dizeres ” IMCUMPRIDOR ” .
    Ou seja, uma espécie de evolução na continuidade . Dantes, a estrela de David e outros símbolos. Agora, o estatuto de ” imcumpridor ” e ” em reajustamento “, o qual, se não ostentamos na lapela (fisica) do vestuario, sentimos o peso na carteira, e pior que tudo, muitos sentem gravado na consciência. É esta última trágica crença, ou consequência do desgoverno neo-fascista e traidor de Coelho & Portas, qual comissão liquidataria de um país, que urge limpar das mentes o mais célere possivel .
    Davam uns bons kapos de sonderkommando ou de einzatzengruppen, os dois sacanas, mais o bolo-rei, os três filhos da pauta .
    Berda merda para a obra ( avaliada na generalidade ) do génio de Santa Comba Dão.
    Fim.

  3. Traidores! É mesmo assim que devem ser considerados os políticos que deram a cara pelo último governo PSD/CDS. Trairam o país a troco de ir ao pote para se lambuzarem até rebentar.
    Aproxima-se a hora da verdade para a velha Europa. De um lado estão o sonhadores do Estado Social, do outro os defensores do Estado Mínimo. A balança parece inclinar-se para o lado dos que propõem a quase extinção do poder do Estado, confiando ao mercado e aos mercadores uma soberania que se desenha transnacional. De fora, os mercadores impõem os governantes fantoches que lhe obedeçam cegamente, tipo Cavaco, Passos e Portas. De caminho vão reduzindo ao ridículo uma esquerda europeia dividida e desunida, que teima em não querer ver que o Estado Social está a ser ferido de morte. Em Portugal foi necessário que as bases do BE e do PCP se impusessem aos lideres partidários para que, num derradeiro esforço, fosse possivel travar o desmantelamento do Estado Social. A união da esquerda pode ter chegado tarde de mais. Louçã e Jerónimo foram o “Cavalo de Tróia” em 2011, entregando o poder absoluto a Cavaco, Passos e Portas.
    Indiferente à antipatriótica actuação de Cavaco, em vez de cumprimentos de circunstância, Costa quase lambeu as botas de Cavaco. Que triste figura.
    Vai à merda, Costa!

  4. “Indiferente à antipatriótica actuação de Cavaco, em vez de cumprimentos de circunstância, Costa quase lambeu as botas de Cavaco. Que triste figura.”

    triste figura fazes tu com as asneiras que dizes.

  5. A propósito do post de ontem lembrei me daqueles prefácios nas dias ao cinema e daqueles que encontram em coisas que tornaram o sal + azar uma coisa menos que repilente e lembrei me que salarasismo nem em versão original nem nem em versão passos

  6. Maria Abril:
    Muito me contas! Não estou habituado a ver-te dizer asneiras destas!
    O modo como observas o que se passa na Europa parece-me incorrecto.
    Já quanto ao Costa em relação à múmia, sabes por acaso o que é a ironia arrasadora?! Pois é um exercício de espíritos superiores,

  7. Ignatz e Voyeur, numa altura em que se fala, e também António Costa fala, em “virar de página”, não se pode continuar a fazer de conta que houve intenção não declarada, mas deliberada, de fazer ruir o Estado Social. Ora, Cavaco e o cavaquismo estão na linha da frente desse ataque. Entendo que “virar de página” é também iniciar um discurso frontal, claro e mobilizador contra a atitude hipócrita daqueles que nas palavras fingem defender o Estado Social.
    Custa-me ouvir a direita chamar os bois pelos nomes, com toda a frontalidade, e até atrevimento e altivez, dizendo claramente ao que vem, e ver o “chefe das esquerdas” desfazer-se em salamaleques perante quem nunca mediu as palavras para insultar e ostracizar aqueles que António Costa representa.
    Quem não se sente não é filho de boa gente. A direita, e creio bem que o povo português acabará, por perder o respeito pelos que se desfazem em salamaleques reverenciais perante os carrascos do Estado Social.
    Costa ter-se-á esquecido que “virar de página” à frente de um governo apoiado por toda a esquerda significa fazer frente e não salamaleques, também no discurso, à direita que despreza abertamente os ideais da esquerda.
    Não se pedia que Costa insultasse o Cavaco Presidente, como este insultou os partidos que apioam o seu governo. Pedia-se, sim, firmeza, e muita, mas muita mesmo, sobriedade e distanciamento no discurso.
    Estou farta de ser gozada pela direita, e de ver quem me representa rastejar perante uma direita que se apresenta como senhora do destino do país.
    Se isto é dizer asneiras, Ignatz, vou continuar a fazê-lo.

  8. “ostracizar aqueles que António Costa representa”.

    Deve haver muito pouca gente representada por A. Costa.

    1/4 do PS? talvez.

    António Costa basta-se a ele próprio.

  9. De alguma forma, Costa representa a esquerda unida no governo do País. Não é assim? Uma esquerda que está unida na defesa do Estado Social, apesar das diferenças pontuais. Não é assim? Uma esquerda que se apercebeu da deriva neoliberalfascista de Cavaco, Passos e Portas. Não é assim?
    E se é assim, vamos continuar com os salamaleques e no faz-de-conta que nada de especial está a ser engendrado contra o Estado Social?
    Mal por Mal, o quê? Deixar andar? Querer “continuar a ouvir a sua palavra atenta e avisada?” Sua, isto é, do PR que insultou e quis ostracizar o BE e o PC…

  10. Maria Abril, a ver vamos como diz o ceguinho.

    Quem diria que de um momento para o outro se resolveria o BANIF?

    Um monte de milhões jogados aos espanhopis num piscar de olhos, que ninguém entende tanta facilidade!

    O BANIF que nunca foi um banco, era uma lavandaria construida em 1988.

    Deixar andar? é mesmo o que está acontecendo.

    Até o Passos concorda com o Costa.

  11. Caros comentadores: Fazem-me lembrar aquele coordenador da reforma agrária que enquanto detinha víveres nos celeiros, distribuía. Quando acabaram limitou-se a desabafar…então não há mais cereais nos celeiros? Esqueceu-se que para haver cereal é preciso trabalhar a terra e extreminação dos grandes latifundiários que explorando ou não o trabalhador iam enchendo os celeiros de cereais. Escorraçados estes, limitamo-nos a que Continentes, Pingos Doce, Jumboss, etc. os tenham que importar de Espanha, França, Alemanha…

    Esquecem-se VExas que o Zé Povo, por meia oferta se deixa levar pelo palrador pacóvio politico, da esquerda à direita, nada fazendo na vida mas continua a desgastar, a desgastar através da palavra os 50 % dos ensonados portugueses que ainda acreditam no milagre.

    Somos o povo que mais se deixa eludir por tais escumalhas de politicos, mas cada vez mais a dita democracia do ilusionismo, se torna dispare nas sociedades.

    Como pode este povo trabalhador, continuar a votar naqueles que se esgrimem em mamar à custa dos nossos impostos, que se dizem estar do lado do povo, 0 povo que está à deriva no areal procurando a sua sustentabilidade, trabalhando ao rigor do salário mínimo, enquanto os politicos recebem o máximo em inicio de carreira.
    Como se pode viver com reformas de 300€ depois de se ter trabalhado uma vida inteira e ver-mos outros, a viver à custa do tal subsídio levando 1000€ ou mais para depois levarmos com eles em carrinhas mercedes

  12. Os parlamentares da maioria de esquerda conseguem trocar as suas emergências com as emergências do Costa.

    Uma adopção, por um salário mínimo; um piropo por um BANIF; Uma TAP +or uma 4ª e 6ª classe.

    E assim por diante.

    Mas a merda do piropo era mesmo uma grande emergência.

    Será que o Nóvoa e o Marcelo vão apoiar o piropo?

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