Vamos lá a saber

Qual a melhor, ou mais provável, explicação para o que se passou entre Governo e Presidente da República a respeito da substituição do Chefe de Estado-Maior da Armada?

17 thoughts on “Vamos lá a saber”

  1. Esta guerrinha serviu para mostrar o carácter do brigadeiro que nem por um segundo se demarcou desta sabujice.
    Realmente, uma pessoa que se presta a entrar numa promoção viciada deve conseguir muito respeito dos seus subordinados.
    Está explicada a saída apressada do plano de vacinação.
    Triste sina, não há um que se aproveite.

  2. mais uma demonstração de intriga e filha da putice do tio célinho que aprovou a lei que reduz os poderes do actual chefe de estado maior da armada, que se deveria ter demitido por não concordar e resolveu ficar a fazer oposição.

  3. Nem posso ver e ouvir este PR! Mas quem o elegeu? o Povo, claro! Já se sabe como funciona o ser humano(homo sapiens), em geral! Uns, apenas uns, com biliões e outros, dos quais a maioria, a passar fome!?!?!?

  4. O instinto escorpião da personagem que reside agora na presidência soltou-se e vai andar por aí até ao fim deste 2º mandato; por instinto e moedismo.

  5. Sousa e Castro tem obviamente razão. O chefe da Armada e, publicamente, uma data de oficiais superiores reformados (a nova brigada do reumático) opuseram-se às leis aprovadas pelos órgãos de soberania. O chefe da Armada só tinha de demitir-se, mas não o fez. Um país não pode ter um chefe militar que se opõe às leis. Deve ser substituído.

    As carpideiras da direita que dominam o espaço mediático sustentam em coro que o governo deveria ter tratado do caso do CEMA com o PR “no recato dos bastidores”. Numa próxima ocasião, quando lhes convier, as carpideiras da direita virão defender a “transparência” e acusar o governo da falta dela.

    A lei diz que o PR nomeia o chefe de estado-maior da Armada sob proposta do governo. Não diz que a proposta do governo deve ser feita “no recato dos bastidores”.

    O governo decidiu agir neste caso de forma transparente, a céu aberto. Costa saberá exactamente porque o fez e talvez um dia explique as suas razões. Certo é que o governo responde perante o parlamento e perante o povo português, não tem de pedir licença a um PR que claramente gostaria de exercer mais poderes do que aqueles que a Constituição lhe confere e que já tem passado várias rasteiras ao governo.

    Se o PR não gostar da proposta do governo, pode e deve recusá-la, como a lei lhe garante. Mas querer previamente condicionar a proposta “no recato dos bastidores” é tentar diminuir as prerrogativas do governo.

    O PR foi a correr condecorar Gouveia e Melo muito antes de ele terminar a sua missão, para se colar à boa imagem pública do vice-almirante antes que Costa lhe conferisse qualquer distinção. É assim que Marcelo funciona sempre, sem pedir o parecer do governo “no recato dos bastidores”. Está no seu pleno direito, mas depois ninguém se admire que o governo faça o mesmo.

  6. Não se passou nada! Ficou assente que o CEMA (Oficial General de 4 estrelas) sairia a tempo de evitar a passagem à situação de Reserva de outro Oficial General, de 3 estrelas, porque, nos termos do Estatuto do Militares das Forcas Armadas, os oficiais Generais, ao fim de X anos de ascenderam a essa categoria, passam obrigatoriamente à Reserva, os de 4 estrelas ((CEM) não…em categorias inferiores o limite de idade impõe o mesmo! A fuga sobre a exoneração do atual CEMFA foi uma inventona! Por isso a explicação ao PR foi tão fácil…até parece que este nao tem uma assessoria militar…e sobre passagens à Reserva para evitar que militares não sejam promovidos, colocando os militares na Reserva na efetividade de serviço,em tachos e tachinos, é que é uma autêntica vergonha…Mas sobre isso nada dizem a AOFA nem a ANS…mas é mesmo isso…saber o numero de militares na Reserva na Efetividade, nos Ramos e fora deles seria um escândalo…desde logo saber quantas delegações da Liga dos Combatentes.existem…vestidos à civil, com direito a subsidio de refeição, muitos nem lá põem os pés…e enquanto isso adiam a passagem à Reforma….

  7. O assunto foi cabalmente explicado pelo Ti Ângelo no jornal da TVI de ontem!
    Quem sai por baixo no caso é o presidente marcelo que, já sabia de tudo e re-
    solveu invocar uma questão de oportunidade que não existe pois, o próprio
    CEMA sabia que, não faria os dois anos de mandato! Logo, o único objectivo
    do presidente foi criar mais um caso para que, o riacho que cavalga a onda da
    “mudança” com o vitória de Pirro do trocos em Lisboa e, pedir demissões no
    Governo da República!!!

  8. Simples caro Watson, o intriguista mor do reino a matar, de uma cajadada, 3 coelhos que lhe faziam sombra (PM, Ministro, e Vice Almirante) e a retribuir o apoio à brigada do reumático da atualidade.
    Como é que o Costa se deixou enrolar nesta novela é que ainda não percebi.

  9. Não há explicação nenhuma, a caldeirada estava toda montada e todos tinham conhecimento do que se estava a passar, como diz o Sol esta semana. Só que os outros que também estavam na calha, refilaram. Mas como a panelinha já estava feita, agora é só amandar com poeira para os olhos, deixar arrefecer um bocado e mais tarde voltar à carga antes do brigadeiro passar à reserva.

  10. Meus e minhas! Giro, giro, giro, bué da giro ou, em americano erudito, giro pa caralho foi o silêncio ensurdecedor que se abateu ontem sobre os noticiários televisivos das 20:00 (RTP, SIC e TVI) no que toca à (até anteontem) questão de vida ou de morte da demissão do chefe do Estado-Maior da Armada pelo Governo de António Costa, para o substituir por Gouveia e Melo.

    Que era uma recompensa imerecida ao coordenador da equipa de vacinação à custa da dignidade do actual chefe dos marujos, demonstrando total inabilidade e incapacidade para lidar com a tropa.

    Que era um modo de queimar o próprio Gouveia e Melo e destruir o prestígio que granjeou nos últimos meses, apresentando-o como beneficiário de uma manobra de amiguismo, de modo a queimar-lhe qualquer veleidade futura de uma candidatura à presidência da República.

    Que demonstrava uma total falta de respeito pelas Forças Armadas em geral, que só a demissão do (mais um) ministro poderia ressarcir.

    Que o ministro teria de ir ao Parlamento dar explicações, enquanto lhe arrancavam democraticamente as unhas.

    Eu sei lá que mais, meus e minhas! A partir do momento, porém, em que um artigozito de jornal apontou as mãozinhas gordurosas e corporativas atrás do arbusto, fornicando de uma assentada a narrativa e repondo a realidade, o berreiro indignado a exigir urgentes explicações e esclarecimento, com o beijoqueiro à cabeça, transformou-se de um dia para o outro em silêncio sepulcral, sobrando apenas umas rezas entre dentes a pedir ao Senhor que o dito silêncio permita a sobrevivência, na psique colectiva, de qualquer coisinha da narrativa anterior, de modo a que a perda de “investimento” não seja total.

    O silêncio da criadagem merdiática nos noticiários televisivos principais ultrapassa tudo em termos de falta de vergonha e de respeito mínimo pela profissão. Um vómito.

  11. Tu é que a sabes toda J Camacho. Bem me pareceu que a “narrativa” tinha tantos afluentes que se comia a si própria. Mas não é só nas FA que o corporativismo inunda tudo. Até um simples concurso na FP é fortemente infectado pela ordem estabelecida por dentro. E sei do que falo. Neste último caso não sei se continua, mas é só olhar para o caso Raquel Varela e ver que tudo continuará na mesma. Uma Raquel Varela trotskista é que nem me passava pela cabeça. Eu vi-a como uma arrogante, nunca de esquerda e com uma fobia a tudo o que cheirasse a PS. Mas pelos vistos eles são de esquerda e o PS é de direita.

  12. Meus e minhas, errei! Errei estrondosamente, porra carago! Subestimei grosseiramente a prodigiosa agilidade da sacanagem e a sua magnífica capacidade atlética, que lhe permite bater o recorde dos 100 metros livres, logo a seguir a um quádruplo mortal para a frente, meio segundo depois de uma cambalhota suspensa à retaguarda, sem partir sequer a merda do trampolim. Depois do vergonhoso silêncio de ontem sobre a realidade que fornicava a narrativa beijoqueira da demissão do chefe do Estado-Maior da Armada, o Estado-Maior da Sacanagem analisou cuidadosamente o assunto e decretou o seguinte: “A realidade é uma cena que a nós, sacanagem, não assiste.” E assim, aleluia!, a bendita narrativa ressuscitou hoje, incólume, sem um único risquinho na pintura. Dúvidas? É ouvir, no Jornal da Noite de há bocado, o Marques “Eu Acho” Mentes, campeão nacional na modalidade de gincana entre os pingos da chuva, cambalhoteiro-mor do reino e intriguista-mor interino (enquanto o beijoqueiro não reassume funções em full-time, já que uma perninha ocasional é petisco a que não consegue resistir). Ou o primo salta-pocinhas do trabalhador do sexo e submarinista Jacinto Leite Capelo Rego, generoso contribuinte líquido, sólido e gasoso da agremiação do salta-pocinhas, no Jornal das 8 da TVI, no mesmo horário.

  13. E é ouvir também, no Telejornal da RTP-1, o comentadeiro direitolo Pedro Norton, que a “elegância” enrola-enrola de João Soares, toda ela luvas de pelica, foi incapaz de desmontar.

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