Uma certeza absoluta provisória

Tirando Sócrates, não existe mais ninguém em Portugal que defenda a tese de que ele foi preso para impedir o PS de ganhar as legislativas. Nem figuras com acesso à comunicação social profissional, nem essas mesmas figuras usando redes sociais. Nem o bravo do Garcia Pereira. Acho que nem sequer o João Araújo, calhando ser empurrado pela Tânia Laranjo contra uma parede, diria tal. E de cada vez que Sócrates a repete, pois já a disse várias vezes, cresce a impaciência, o desinteresse, o desprezo na maralha que produz opinião.

Realmente, como acreditar em tal? Primeiro, é inconcebível que Rosário Teixeira e Carlos Alexandre sequer se permitissem sonhar com isso. Inconcebível neste sentido de ser algo que ultrapassa o bom senso com que todos somos dotados. Depois, Sócrates ficou ferido na sua credibilidade com a exposição de parte da sua vida privada no que à dimensão financeira diz respeito. Ferido neste sentido em que nem mesmo a manutenção da sua inocência no plano judicial o iliba de uma censura moral variável consoante o ódio ou a estima que cada um lhe tenha. A tese é estrambólica e o denunciante é parte interessada, não cola.

Ora, a menos que Sócrates tenha enlouquecido, ele consegue perceber que o efeito das suas palavras não tem sido o de lhe aumentar os fãs. Ao seu grito de exasperada revolta responde uma comunidade onde até o seu partido reage esfingicamente, como se não fosse nada com ele. Como se fosse apenas mais um caso de Justiça, como outro qualquer. Daí a repetição automática, vítrea, do estribilho “à Justiça o que é da Justiça” – embora ninguém esteja a questionar esse princípio. Uma das raríssimas vozes simpáticas para com a sua situação, a de Miguel Sousa Tavares, chegou ao ponto de lhe pedir para se calar. Foi em Junho, aquando da declaração de recusa da pulseira electrónica, e o Miguel recordou na segunda-feira passada as suas próprias palavras, congratulando-se por ver o seu conselho a ser seguido. Deu azar.

Pois bem, Sócrates enlouqueceu? Se sim, os seus advogados também. E todo e qualquer um que se espante com a facilidade com que se abre um processo sem provas contra um ex-primeiro-ministro em cima de umas eleições, sabendo-se que a sua constituição como arguido iria inevitavelmente condicionar esse período eleitoral e os respectivos resultados. Sabendo-se que a sua prisão seria um choque histórico que deixaria o PS limitado na sua acção política. Porém, Sócrates pode apenas estar a mentir. Como tantos criminosos antes dele fizeram e depois dele farão. Nesse caso, o Ministério Público vai apresentar provas da corrupção, da lavagem de dinheiro e da fraude fiscal. E, como a corrupção terá de ter envolvido mais cúmplices no Governo, o processo ainda vai levar muito tempo pois ainda terão de ser apanhados pela ramona e, consequentemente, seria um disparate ver a Justiça libertar Sócrates pois ele desataria imediatamente a correr para destruir pistas e evidências espalhadas um pouco por todo lado. Pelo menos, é esse o filme que nos têm vendido desde Novembro de 2014, com trailer em Julho desse ano.

Concluindo e resumindo, não se podendo ter a certeza se Sócrates enlouqueceu ou se está a mentir, de uma outra coisa temos a certeza absoluta, mesmo que provisória: o único resultado relevante vindo a público até hoje, depois de não sei quantos meses de investigações, escutas, interrogatórios e devassa da privacidade dos arguidos e terceiros, é o de estarmos perante uma prisão política. Isto é, uma prisão cuja dimensão política surge como elemento principal pelo seu aproveitamento desvairado em prejuízo do PS.

181 thoughts on “Uma certeza absoluta provisória”

  1. Valupi.
    Há pelo menos uma pessoa que diz, para além do próprio, que Sócrates foi preso para impedir que o PS ganhe as eleições, ou para garantir que a coligação as ganhe, o que vai dar no mesmo.
    Não sou ninguém, é verdade, mas garanto que não sou do PS nem estou particularmente interessado em que o PS ganhe as eleições.
    Disse-o antes de ele ter sido detido e preso e argumentei-o.
    É possível que a prisão de Sócrates se venha a revelar como um erro de cálculo político. Mas também é possível que o PS que se apresenta às eleições não seja o que seria se Sócrates não estivesse preso.
    A análise exaustiva que ninguém quis ainda fazer foi a das razões porque, no âmbito de uma investigação com vários ciclos e alguns anos, Sócrates haveria de ter sido detido numa fase tão embrionária para prestar depoimento, sendo logo preso, juntamente com dois cúmplices, em Novembro de 2014.
    Para mim, que não sou ninguém e para mais sou idiota, o que perturbou a investigação foi justamente a prisão de Sócrates.
    Na base de presunções tão pouco consolidadas como transparece, teria sido prudente prosseguir serenamente com a investigação, sem alarde, a coberto do segredo de justiça. Ora, foi justamente a prisão de Sócrates que fez implodir o segredo de justiça e a serenidade diligente da investigação.
    Sócrates não foi preso, sem dúvida, para agilizar a investigação.
    Vamos supor que Sócrates não tivesse sido preso e soubesse muito pouco acerca da investigação de que era alvo. Tendo em referência a teoria dos investigadores, seria provável e de esperar que continuasse a receber dinheiro do amigo, ou seja, que a actividade criminosa prosseguisse, sem grande risco, pois seria monitorizada pelos investigadores.
    Há sem dúvida algo que não bate certo quanto ao tempo e o modo.

  2. “seria provável e de esperar que continuasse a receber dinheiro do amigo, ou seja, que a actividade criminosa prosseguisse, …”

    Porque raio de carga de água o facto de receber dinheiro emprestado pelo amigo pode ser considerado a continuação de actividade criminosa?
    Se o ter já recebido dinheiro do amigo, aliás confirmado pelo próprio e pelos advogados, prova uma actividade criminosa para quê todo o imenso tempo e o oceano de palavreado de Nunes gastos neste blog desde há meses e meses? E para quê o alex e o rosarinho andarem a matar a cabeça até parecerem loucos, a gastar o nosso dinheiro e a gozar com o pagode?

    “Ferido neste sentido em que nem mesmo a manutenção da sua inocência no plano judicial o iliba de uma censura moral variável consoante o ódio ou a estima que cada um lhe tenha.”

    Pois, o Valupi não vai tão longe quanto o Nunes mas, na peugada de mst, cfa, vsm, rr, mrs, mm, pcpês, bêes, dos eixo do mal e governos sombra & tal e tantos outros, embora desta vez seja mais prudente e não vá ao ponto de configurar uma “cencura moral” com uma “insinuação de prova moral” como fazem os malandros e mal intencionados atrás referidos, não deixa de insistir na “moral” como se no pedir dinheiro a um amigo a única moral para consideração no caso não seja simplesmente a estabelecida entre o pedidor e o emprestador.

  3. Para quê, estas constantes e ambíguas considerações sobre Sócrates, a sua situação, o seu processo, provocando, seguidamente, comentários, mais ou menos próprios, de comentadores que já têm, há muito, opinião formada sobre o tema?

  4. há a loucura, há a possibilidade criminosa, há a incerteza. mas para mim nenhuma máquina política se abate com um só indivíduo – é isso uma declaração de incompetência de um partido. como pode ser? como pode uma coligação, após sucessivos escândalos de um primeiro ministro e outros, continuar a galopar em sondagens senão pela fraquinha principal oposição? Sócrates é Sócrates, já poucos relevam a novela, e o resto não é de todo paisagem. continuar a dar o peso político determinante a este caso para justificar uma derrota é bode espiatório – quer para o preso, quer para o PS. assumam-se responsabilidades. por favor.

  5. Entretanto, talvez seja de prestar atenção ao “Quanto, quando e como” do programa eleitoral do PS, apresentado ontem pelo António Costa e pelo Mário Centeno.

  6. Valupi,

    A insistência na tecla da “censura moral”, mesmo quando meramente retórica, só serve para alimentar a mesquinhez congénita da populaça e é um óptimo serviço a todos quantos possam estar interessados em criar cortinas de fumo para fazer do acessório o principal. Ora a questão central nesta novela mexicana é saber se as instituições que temos são ou não confiáveis. E das duas uma: ou a instituição politica não é de todo confiável ( pois de outro modo seria impossivel corromper uma governo de cima abaixo para favorecer um PM ), ou então algo está irremediávelmente podre no funcionamento duma Justiça que em nome da “eficácia” conseguiu os meios para atentar de forma reiterada contra os direitos, liberdade e garantias que tinhamos por consagrados. Pessoalmente, se tivesse de fazer uma aposta, sei onde iria colocar as minhas fichas.

  7. Se bem me lembro, Mário Soares foi o primeiro a dizer publicamente sem papas na lingua que Sócrates era um preso politico.

  8. Ferra!
    Receber dinheiro de um amigo não é, em si, uma actividade criminosa.
    É-o no contexto estricto da presunção dos investigadores, formada já no momento da detenção. Ainda que não consolidada com provas ou evidências.
    São essas manhas, como a tua, que continuam a manter a presunção do procurador e do juiz e a alimentar questões barrocas e bacocas para evitar que ponderemos as questões mais elementares.
    Cheguei agora e já cá venho explicar-te em que consiste a tua manha.

  9. esta merda vai de mal a pior em matéria de assumptos tratados nos postes, este é mais um para o panasca imbisual debitar o habitual chorrilho de caralhadas disfarçadas com pudor beato, dizer que é muito educado e que os senhores magistrados não cometem ilegalidades porque foram ungidos e têm poderes divinos. quando não é disto é cientotoinologia revolucionária através de evolução para a bimba afinfar lolada alarve de orgulho ignorante.

  10. Exatissimamente, Valupi.
    Até as “arrastadeiras de serviço” neste Blogue perderam o pio por falta de argumentos para rebater o conteúdo. E quando aparecerem aparecem com os habituais, despropositados, deslocados impropérios que, sendo linguagem de carroceiro, são também a arma da sacanagem.

  11. Olinda;

    “…. continuar a dar o peso político determinante a este caso para justificar uma derrota é bode espiatório…”

    A quem é que na Direção do PS ouviu tal “justificação”?. Acresce que o PS ainda não foi derrotado – pelo menos nas urnas.

  12. jose neves, larga o vinho.
    __

    Manojas, o sectarismo é um terrível infortúnio. Tens a minha compaixão.

    Só uma pergunta: achas mesmo que algum português eleitor precisa que o Aspirina B republique a carta de Sócrates? Onde é que tu julgas que estás a teclar, exactamente?
    __

    JRodrigues, a censura moral não é retórica, é política. É, de resto, o elemento neste caso que já está estabelecido como facto indiscutível. Sócrates, por actos pessoais no âmbito da sua vida privada, prejudicou o PS e a democracia ao ter permitido que as autoridades abrissem um processo deste género e com este desfecho.

    Nada nessa constatação impede a avaliação da acção da Justiça e demais agentes políticos, como partidos e imprensa. Aliás, não tomo como válida a posição de quem pretenda ignorar o lado moral para defender Sócrates de eventuais perseguições ou erros da Justiça.
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    alvorada, Soares é um caso à parte. A excepção que confirma a regra.

  13. Corvo Negro

    Obrigado! Eu já a tinha lido, mas pensei que alguns distraídos podiam não ter dado por ela.

  14. Sou sectário por entender que era preferível reproduzir a carta de Sócrates publicada no JN, a quaisquer considerações, não de todo originais? Talvez, e obrigado pela compaixão.

  15. “Aliás, não tomo como válida a posição de quem pretenda ignorar o lado moral para defender Sócrates de eventuais perseguições ou erros da Justiça.”

    Então o que sugeres, Valupi ?! Que se dispense a justiça de aplicar o direito e lhe seja reconhecido o estatuto de igreja ?!

    Como bem dizes, é por ser politica que a censura moral só faz sentido como acto politico e não juridico. E se os juizos morais sobre a vida privada de Sócrates prejudicam o PS e a Democracia, o problema não é de Sócrates, mas do PS e da Democracia, que desse modo revelam o óbvio : que padecem de uma lamentável falta de maturidade politica.

  16. castro nunes apoio a sua tese.socrates preso sem provas foi um erro da justiça do alexandre.deixavam -no andar a “derreter dinheiro” e quando tivessem um prova metiam na cadeia.como não foi assim segundo tudo indica,pergunto qual o objectivo?deixo a resposta para a d. olinda. quem devia estar preso era na minha opinião o governador do banco de portugal. vejam isto: marcelo na tv em 9/11/2014: se o estado estivesse na pt mesmo com capital minoritario,estava a ver as coisas e impedia as operaçoes catastroficas da rioforte.isto foi o que passos coelho não quiz fazer por excesso de neoliberalismo.fim de citação. no dia 7/03/2015 no observador, o jornalista paulo ferreira escreveu:o banco de portugal acredita no pai natal.onde afirma: seis anos depois do caso bpn a supervisaõ não aprendeu nada? dá a ideia que o banco de portugal gosta de ser enganado continuada e repetidamente.mas a cada peça nova que é conhecida,não deixamos de abrir a boca de espanto pelo fartar da vilanagem que foram os ultimos meses da liderança de ricardo salgado.todos estes actos foram praticados depois do grupo estar sob vigilanciado banco de portugal e obrigado a cumprir um conjunto de determinaçoes do supervisor.tudo correu portanto,debaixo das barbas da autoridade.os gestores do BES olharam com uma ignaorancia olimpica para as ordens do banco de portugal.e o banco de portugal olhou,durante mais de meio ano ,com uma ignorancia olimpica para as sucessivas violaçoes das suas ordens praticadas pelos gestores do bes.fim de citação. perante isto pergunto eu quem devia estar preso?

  17. voltando a socrates fiquei a saber que o caso cova da beira,durou 16 longos anos a investigar e a concluir? o processo cova da beira somente teve o seu epílogo… apos a saida de socrates do governo…! é preciso mais palavras?

  18. Perfil anónimo do Manuel de Castro Nunes,

    «Receber dinheiro de um amigo não é, em si, uma actividade criminosa.»

    Sobretudo se esse amigo era um dos donos da empresa de patos bravos que fez grande parte do parque escolar entre outras obrinhas em adjudicação directa…, já para não falar nas obras para o amigo Hugo da Venezuela…
    Eu chamaria a essa amizade uma coisa quase a roçar o amor…

  19. E o meu sectarismo vai até ao ponto de achar estranho a pouca visibilidade que a comunicação social, e não só, tem dado ao documento “Quanto, quando e como” apresentado pelo PS.

  20. para vermos com quem socras tem lidado: marques vidal,ex diretor da policia judiciaria,em 12/11/2009 deu uma entrevista ao correio da manha intitulada O SISTEMA DE JUSTIÇA ESTÁ TODO ROTO. em 27/3/2009,com o titulo MARINHO PINTO ACUSA PJ DE MANIPULAÇÃO, o jornal reproduz a afirmaçao deste: a carta anónima que envolveu josé socrates no caso freeport,foi uma manipulação da policia judiciaria de setubal e dos seus inspectores.

  21. A mensagem de José Sócrates é límpida e cristalina. Todos os restantes actores da política, da justiça e da vida cívica portuguesas serão julgados pela reacção ao seu processo, pela qualidade do contraditório e, até, pela indiferença. Desconheço qualquer facto públicado que faça duvidar de uma frase do seu texto. Quem souber de algum faça favor.

  22. Há evidências para todos os gostos, Caríssima Jasmim.
    Para mim, já se tornou evidente que o crime pelo qual Sócrates está a ser acusado foi o de ter nacionalizado o BPN.
    Qualquer observador atento devia já te prestado a devida atenção ao tempo e ao modo como os processos são todos cerzidos uns nos outros na sede do DCIAP do Juizo Central de Investigação criminal.
    O programa de acção dos super magistrados, parece, pelo menos, ser o de lavagem da reputação do Oliveira e Costa e seus cúmplices, descarregar a culpa para o lado e, sobretudo, servir fria a vingança.
    Posso detalhar o que afirmo.
    Mas posso sintetizar propondo o seguinte: A coligação não pode perder as eleições, sobretudo, porque o que a administração da PARVALOREM andou a fazer não pode ser exposto. É imperativo para a coligação manter em funções os actuais administradores da PARVALOREM e da PARUPS. E manter uma e outra com o estatuto de empresa privada com capital integralmente público, fora da alçada da supervisão pública e da tutela do estado.

  23. JRodrigues, se o PS e a democracia padecem de falta de maturidade política, para me servir das tuas palavras, então à mesma Sócrates estava obrigado a ter em conta que o PS e a democracia padecem de falta de maturidade política – e não teria feito o que fez para proteger o PS e a democracia.

    Ou será que Sócrates também padece de falta de maturidade política?

  24. Mas o que é isso da “maturidade política”?
    Hoje em dia em Portugal ser-se político é sinal de que nunca se fez nada de produtivo na vida!
    Um político maduro é um tipo que assume na plenitude este facto?

  25. Valupi,

    Não fujo à tua questão: JS revelou falta de maturidade politica, sim, se reduzirmos a politica à baixa politica e a razão à razão cinica.

    Pessoalmente, espero mais da cidade !

  26. AMADOS,
    O BURRIGNATZ chama «bimba» à OLINDA. Porém, esta chega e sumaria algo INCOMBATÍVEL – «nenhuma máquina política se abate com um só indivíduo – é isso uma declaração de incompetência de um partido.»
    Já vos disse que a defesa da «prisão política» é mais velha do que evacuar de costas.
    Também vos disse que o primeiro erro foi FALAR de mais. Continua a fazê-lo. Saturou a sua defesa/argumentação. Suspeito que esteja a MANDAR nos advogados, pelo menos em certas matérias. O acórdão do TC é um exemplo.
    É hilariantemente idiota comentar um processo judicial que NÃO É DIFERENTE do processo judicial de qualquer cidadão. Não pode ser. A lei é a mesma.Os magistrados não podem fugir dela.
    Sócrates pretende a visibilidade para com a mesma intervir através da praça pública – daí ter preferido ficar em Évora. Vitimiza-se propositadamente.
    Também já vos disse que a melhor solução para a coisa – tendo em conta que todos falam de empréstimos e focam o processo NISSO – o homem devia ter alegado desde o começo relação de facto com o amigo, que o governa, sustenta, nos seus gostos caros. NINGUÉM se poderia OPÔR a isso, tão a bere? Hum?

  27. Hum, decsulparão, mas como me chamam invisual, eu peço ajuda para uma pequena coisinha:

    O «Eu sou o Manuel de Castro Nunes» nos seus mui doutos posts dirige-se em jeito de resposta ao FERRA e à «caríssima jasmim». Dizei-me: onde estão os comentários destes comentadores? Não os vejo….

  28. Ou seja: não é por eventualmente JS ter agido mal ou menos bem perante a cidade que eu vou fazer o mesmo atrevendo-me a discutir na praça pública questões privadas. Prove a justiça que têm fundamento as suas suspeitas, e outro galo cantará. Até lá, por provado, só tenho um juizo que não tenho qualquer problema em discutir na praça pública: a justiça anda mal, muito mal.

  29. OS XUXAS agora em vez de POVO dizem «CIDADE». Ai que fino. Querem ser mais finos ainda? Querem? Hum? Que tal dizer «POLIS», hum, deixo o latim para o outro – o que DESMANTELA a verdade em jeito de «TODA A VERDADE», ou de brigada de caça fantasmas. O tipo foi almoçar, cuidado que ele bolsa.

    TEODORO e JURIS, resguardem-se.

  30. Vamos lá então PROVAR que a justiça no CASO CONCRETO está mal! Avance o primeiro!
    A não ser evidentemente que se diga – como os XUXAS armados em camaradas finos dizem, «a CIDADE» diga assim: nós citadinos, eleitores, democratas, em quem reside o PODER, de eleger e demitir, permitimos DETERMINADAS LEIS, calamo-nos e só BUFAMOS e ESTREBUCHAMOS quando um CAMARADA está preso. Vamos MUDAR por causa dele…e não por causa da CIDADE ( hum, que fino).

  31. se for, Corvo Negro, será pelo caso Sócrates. se não for, será porque conseguiu contornar o caso Sócrates. se Sócrates continua preso é porque é um preso político. se vier a ser libertado é porque a vingança da direita não resultou. quer dizer, vamos lá discernir sobre estas narrativas e angariar as respectivas responsabilidades. é que Sócrates não foi preso porque um conjunto de maluquinhos se lembrou de quilhá-lo. na sua origem estão comportamentos altamente desviantes que induziram a uma linha condutora de indícios que inadvertidamente o colocaram com a cabeça a prémio na Cidade e no centro da política. Sócrates não tem ingenuidade política. o PS, por sua vez, vai tocando a música ao sabor dos tempos sem tomar uma posição bem definida e vai lançando bufas de mau cheiro na campanha eleitoral sem igualmente se responsabilizar pela deficiente comunicação – e convencimento – dos potenciais eleitores. e se perder será pelo caso Sócrates. o PS também não sofre de ingenuidade política. é, a meu ver, uma pescadinha de rabo na boca com halitose.
    viva a democracia madura e na melhor idade para viver em plenitude pelos seus utilizadores! não a desperdicemos.

  32. Olinda,

    É preciso ter um enorme topete para alguém se comparar com o cv de Soares na politica! Mas é assim mesmo : há gente que não se enxerga na sua mediocridade!

  33. MAS, VAL, O QUE É QUE SÓCRATES FEZZZZ??? Explique lá, preto no branco…

    Ter – como dizem os pasquins/jornais – transferido dinheiro em notas e não por transferência bancária….ou por cheque?!? Mas, porquê, é proibido…
    Enfim, o que ele diz nesta carta ainda ninguém veio desmentir!

    E é claro que a “combinação de interesses” – embora contraditórios, mas convergentes nos fins – entre o grupo de magistrados PSD e CDS, com os do PCP – e que juntos são um maioria “qualificada” na Justiça – dominam todo o sistema ! E o que pode o PS vir reclamar politicamente??? É que a JUSTIÇA é um dos pilares que devem assegurar a normalidade da vida democrática da sociedade….E o que vemos é que ela está completamente pervervida! A corrupção é interna …

  34. Valupi,
    estando eu convencido de que o Sócrates não está louco, nem sequer taralhoco, só é possível que os notáveis, para além dele e do Mário Soares, se neguem a pegar no assunto que versão a possibilidade de ele poder ser um preso político se deve apenas a medo e falta de oportunidade.
    Medo, porque muitos terão pecadilhos que não querem ver expostos na primeira página da pasquinagem, outros porque se calaram ou se esconderam atrás da patética frase ‘à justiça o que é da justiça’ calando-se sobre os tratos de polé que a mesma vai sofrendo diariamente.
    Num país cheio de fortunas mal explicadas, de repente a ‘justiça’ descobriu o suspeito-mor! A coisa dura já há anos e meteu ao barulho gente das polícias, das políticas, do ministério público, da judicatura, das forças armadas, da educação, etc. Meteu fugas aos impostos, compras e vendas de favor, delapidação e alienação de património, negócios pouco claros, construcções ilegais, nomeações de favor, desaparecimento de documentos, abusos de poder, é muito mais.
    Mas presos quantos foram? E processos prescritos? E investigações paradas? E pistas não seguidas? Quem beneficiou?
    Uma vida humana leva nove meses a nascer, será que no mesmo espaço de tempo, equipes de conhecidos especialistas não conseguem encontrar nem uma coisinha para acusarem o bandido?!

  35. Valupi.
    Qual é a tua ideia?
    Um caso judicial, que apresenta todos os sintomas e evidências de ser uma manipulação política judicial, torna-se, agora, num caso de maturidade política ou de oportunidade política?
    Ninguém antes de ti tinha pensado ir tão longe.
    E a maturidade judicial fica aonde?
    À justiça o que é da justiça e à política o que é da política, embora o caso seja de maturidade política.
    Com franqueza, Valupi, por vezes devias pensar um bocadinho antes de escrever.

  36. O homem não disse que tinham sido os juízes os autores da tramóia. Ele diz que foi tramado com esse objetivo (entre outros). Quem o tramou bem podia ter promovido também a exposição dos movimentos financeiros de Dias Loureiro… por exemplo.

    Nos últimos anos, quem apresentou mais indícios de estar metido em altas cavalarias ilegais foi muita gente, quase todos nomes sonoros do PSD, e sobre esses pouco se fala (BPN, BES, etc, etc.). Será coincidência ?

  37. JRodrigues, mas a privacidade de Sócrates já se tornou um assunto público. Legitimamente público, tanto por ter dado origem a um processo judicial, como por termos declarações públicas de Sócrates e dos seus advogados.

    A tua postura é falaciosa. Estamos obrigados, em nome da cidade, a julgar a privacidade de Sócrates nestas matérias na berlinda. Também por isso Sócrates é responsável posto que a sua conduta, de facto, permitia alimentar suspeitas de crime dadas as suas responsabilidades no Estado e o perfil de quem lhe estava a enviar dinheiro.

    As decisões relativas à sua constituição como arguido, detenção e prisão são outra questão. Mas as quais só se tornaram possíveis porque havia por onde pegar substantivamente no campo dos indícios.
    __

    M.G.P.Mendes, a resposta acima vale também para ti.
    __

    Tatas, Sócrates nunca poderia ser considerado um preso político de acordo com a definição dessa expressão, a qual implicaria que a Justiça o estivesse a investigar e prender por matérias estritamente políticas. E não está. Por essa razão, Sócrates e Soares não têm ninguém que os leve a sério.

    No entanto, este processo é essencialmente político se atendermos ao seu calendário, exploração mediática e resultados judiciais até agora.

  38. Olinda, pegando nestas suas palavras “…vamos lá discernir sobre estas narrativas e angariar as respectivas responsabilidades. é que Sócrates não foi preso porque um conjunto de maluquinhos se lembrou de quilhá-lo. na sua origem estão comportamentos altamente desviantes que induziram a uma linha condutora de indícios que inadvertidamente o colocaram com a cabeça a prémio na Cidade e no centro da política. Sócrates não tem ingenuidade política.” , pode dizer quais foram os comportamentos altamente desviantes que lhe atribui?

    E quanto ao “conjunto de maluquinhos se lembrou de quilhá-lo”…Então já esqueceu as medidas que o 1º governo de Sócrates tomou de revisão do estatuto dos magistrados….única “corporação” profissional que se mantinha sem alterações de antes do 25 de Abril, 1974?!? A Olinda é que me parece estar a ficar cada vez mais ingénua… A verdade é que a estratégia montada pela corrente conservadora no país não brinca em serviço! E isso desde há muito! E os meios não têm limites! …E Sócrates é até uma presa fácil e com vantagem…Porquê? Eu digo: não pertence a nenhuma das “familias” com nome ou peso no país (compare com o P.Portas!); veio “agitar” o partido com uma imagem nova e teve um carisma inegável de imediato; e é realmente muito assertivo, inteligente e…teimoso demais para os gostos do “aparelho socialista”. E sobretudo, estava a conseguir devolver aos portugueses uma dignidade de cidadania não baseada na caridadezinha e em vez do “somos pobrezinhos e humildes e respeitadores”, poderiamos ser “cidadãos activos, dinâmicos e tão inteligentes ou competentes como os estrangeiros”! E isso é que os interesses de antes do 25 de Abril não podiam aceitar…! A velha mentalidade salazarista está aí em flor!!! …

    O qu mais me dói é que todas as esquerdas não vejam isto!…ou vêem, mas até convém !

  39. “Sócrates, por actos pessoais no âmbito da sua vida privada, prejudicou o PS e a democracia ao ter permitido que as autoridades abrissem um processo deste género e com este desfecho.”

    Sócrates “permitiu” que “as autoridades” abrissem um processo deste “género” com este “desfecho”.
    E permitiu o freeport, as escutas de Belém e o face oculta mesmo ainda antes de haver pedido dinheiro e portanto a não haver qualquer censura moral e muito menos esta tão amorosamente adoptada por Valupi.

    Um processo deste “género”; o próprio Valupi ao qualificá-lo “deste género” está duvidando e tratanto tal processo com esquisito ou muito esquisito e pouco credível.

    Com este “desfecho”. Qual desfecho? Ou o Valupi já vai ao nível da olindinha que já deu como derrotado o PS nas eleições que ainda se realizam a 4 de Outubro?

    Mas a questão principal que se põe é a seguinte:
    Porque razão o Valupi que fechou dois post relativamente ao PS e António Costa com os seguintes desfechos;
    ADEUS!
    ADEUS E BOA SORTE!
    não larga o assunto e volta sempre ao mesmo tema ao qual já disse adeus?
    O mesmo para Sócrates o qual parece que defende para depois o acusar de censura moral que insinua como facto, senão probatório, pelo menos justificatvo para “permitir” abrir um processo que depois classifica “deste género”.

    Caro ignatz,
    peço ajuda para abrir aqui um link sobre a palavra “exactissimamente”.
    Ao clicar sobre ela aparece em letras garrafais as palavras:

    VALUPI, LARGA O VINHO.

  40. Vou propor uma conjectura.
    Sócrates prejudicou o PS.
    E se o PS tivesse prejudicado Sócrates?

  41. Esta política, esta de que os senhores estão a falar, é vil, hipócrita, falaciosa, oportunista, fria e inclemente.
    É, sem dúvida, uma obscenidade.
    E os senhores insistem em julgar um caso judicial à luz das vantagens e das desvantagens políticas.
    Em nome de um simulacro de pragmatismo político e de um simulacro de censura moral.
    Não é obsceno?

  42. «JRodrigues, mas a privacidade de Sócrates já se tornou um assunto público. Legitimamente público, tanto por ter dado origem a um processo judicial, como por termos declarações públicas de Sócrates e dos seus advogados.»

    Valupi, acho que estás afazer optimo uso da razão cinica, pois sabes tão bem quanto eu que as declarações publicas de JS são consequencia da publicitação indevida do processo de que está a ser alvo, e não a sua causa. E não é por alguém ter o despudor de expor a sua privacidade que eu tenho legitimidade para me lambuzar nela.

    «A tua postura é falaciosa. Estamos obrigados, em nome da cidade, a julgar a privacidade de Sócrates nestas matérias na berlinda. »

    Não há muito tempo, era pior um politico ser divorciado ou levar no cu que ser racista ou xenófobo. São deste calibre os julgamentos privados a que a cidade nos obriga ?

    «Também por isso Sócrates é responsável posto que a sua conduta, de facto, permitia alimentar suspeitas de crime dadas as suas responsabilidades no Estado e o perfil de quem lhe estava a enviar dinheiro. »

    Poderiamos ficar aqui horas a discutir o que se deve ou não entender por condutas suspeitas. Por exemplo: generalizou-se a ideia que qq passageiro que tente levar uma garrafa de água para dentro de um avião tem uma conduta suspeita. Mas passemos adiante, pois as policias existem para suspeitar, é para isso que são pagas. O juiz de instrução também me parece que é pago para garantir que as suspeitas das policias são investigadas no absoluto respeito pelos direitos, liberdade e garantias que era suposto serem constituintes deste alegado estado de direito.

    Ou seja, «As decisões relativas à sua constituição como arguido, detenção e prisão » NÂO «são outra questão». São a mesma questão: a entrega da cidade a derivas populistas a coberto do psedo-argumento de que o alvo se ajeitou. Lamento, mas para esse peditório, não dou !

    __

  43. JRodrigues, estás – talvez deliberadamente – a confundir o abuso da privacidade com a dimensão moral de um político. Dimensão essa que resulta de ser também um cidadão num regime democrático onde impera o Estado de direito.

    Se saísse uma notícia a respeito da sexualidade de um político qualquer, ou de qualquer outro assunto relativo à sua privacidade, que o próprio não validasse nem sobre tal fizesse qualquer declaração, poderias manter a tua recusa em avaliar essa informação. Em termos técnicos, começava por ser uma difamação caluniosa, e poderia mesmo constituir uma calúnia caso se tratasse de uma mentira. Ora, não é com tal cenário que estamos confrontados. Não estamos ocupados com boatos sobre o Diogo Infante vindos do Brasil por encomenda portuguesa.

    Quando um político, embora forçado, tem de publicitar elementos da sua privacidade, então automaticamente eles constituem-se como matéria política legítima. Por exemplo, um caso de doença. Posto que a doença afecta, ou pode afectar, o desempenho das funções, todos veríamos como moralmente censurável que um político doente com esse grau de debilidade escondesse a sua situação alegando que ela apenas lhe dizia respeito a si. Se aceitares está lógica, estarás pronto para te criticares a ti mesmo e entenderes o que está aqui em causa neste processo de Sócrates.

  44. Já várias vezes me referi à tal “imaturidade política” de Sócrates. Foi precisamente essa imaturidade política
    que o levou a estar calado perante o macabro processo Casa Pia,
    que o fez assobiar para o lado quando Cavaco e a sua gente montaram a “Intentona de Belém”,
    que o deixou indiferente à perseguição dos socialistas “amigos” ,
    que lhe permitiu aceitar governar sob suspeitas gravíssimas, no caso Freeport (onde de facto ele e o PS eram o principal alvo).

    Tanto fechar de olhos e tanta tolerância deu coragem aos nossos pides para engendrar e executar o golpe final, que foi a sua prisão.
    Ministros do PS, sob suspeitas muito mais leves, como os casos de António Vitorino ou Jorge Coelho, apresentaram de imediato a sua demissão. Estes, sim, parecem não sofrer de imaturidade política.
    Na altura da “bojarda” do Freeport eu pensava que Sócrates fazia bem desvalorizar por completo a tramóia. Agora, olhando para trás e vendo, no presente, quanto custou à democracia a “imaturidada política” de Sócrates, fico aterrada.
    E ele ficou soterrado na avalanche negra que se abateu sobre a democracia.
    Os portugueses aceitaram, com a sua tradicional “brandura”, ser governados durante seis anos por um PM sob acusações gravíssimas de corrupção. Ninguém exigiu a demissão de Sócrates, Nem ele se demitiu nem o o povo e os paridos políticos exigiram a sua demissão, como se fosse normal ter governantes corruptos. Tivesse ele a lucidez de se demitir, alegando que não tinha condições para governar sob tão graves suspeitas criminosas, e, quem sabe, poderia, mais tarde. regressar com a cara limpa.
    Foi talvez o maior erro de Sócrates.
    Agora, ele pode ver por que não se pode contemporizar com a pulhice, sobretudo se ela vem do interior de um dos pilares da democracia, a aplicação da Justiça.
    É lamentável o que aconteceu e está a acontecer a um homem que deu e tinha ainda tanto para dar ao país.
    Sócrates parece nunca ter acreditado que o sistema judicial entrou em “roda livre” com o “Casa Pia”. Já o alvo aí fora o PS, Toda a gente viu que só o PS tinha dirigentes pedófilos. Bastou que os cães-de-fila ladrassem contra a “tentativa do PS de politizar a justiça”, para que todos, Sócrates incluído, se transformassem em cordeirinhos, que os justiceiros vão degolando,”os que for preciso” sempre que é necessário o sacrifício para afastar o PS da governação.
    Seria a hora de António Costa dar o tal murro na mesa e pôr as coisas em pratos limpos: a justiça está politizada. Em vez disso, atirou-se de cabeça para dentro do pantanal. Costa não é homem de “rasgo”. Vai ver o que o espera e ao seu PS, depois de ter ignorado duas coincidências tremendas no processo “Marquês”: a investigação, pelo que se sabe, teve início no período negro para a coligação, quando Victor Gaspar e Portas apresentaram a sua demissão. Seguro foi impedido, então pelos “socráticos” de coligar-se à direita, e esta respondeu com o início da Operação Marquês. O PS despediu Seguro e Costa renovou as esperanças das hostes e dos portugueses, como demonstraram as sondagens, Pois bem, na hora em que este ia ser consagrado no Congresso, os justiceiros do Casa Pia, do Freeport, da Intentona de Belém etc, entraram em cena. Tinham tudo preparado ao pormenor para encurralar o PS.
    Lamento imenso, porque sou admirador da obra de Sócrates como governante, mas tenho de aceitar que Sócrates não tem moral para criticar a imoralidade da Justiça que o persegue e crucifica de uma forma tão vil. Sentiu na pele que o sistema judicial estava infestado de crminosos e nada fez, como podia e deveria ter feito, recusando-se a governar sob suspeição, como fez o seu camarada António Vitorino. Pior de tudo foi ter deixado passar a ideia de que era “normal” um governante exercer o seu cargo debaixo de acusações gravíssimas ao longo de dois mandatos como PM. Sobretudo magoa-me que ele nunca tenha interiorizado que uma democracia, mesmo que incipiente como a nossa, não se aguenta como democracia , quando os governantes não se importam de exercer o cargo sob suspeitas escabrosas. Resultado: hoje, qualquer político, misnistro PM ou PR se permite mentir reiteradamente. Porquê? Uma mentirinha não é nada de nada, comparada com os crimes apontados aos dirigentes do PS e ao seu mais carismático PM.
    A mensagem passa como faca em manteiga: bancarrota e corrupção são coisas do PS, e estão muito bem ilustradas com a chamada da troika para reparar os estragos da bancarrota e com a prisão do PS, queria dizer do seu ex-PM Sócrates.
    Nas próximas semanas e até às eleições, a coligação vai dar importância mínima aos programas eleitorais e às contas para governo do País. Em vez disso, vai ser brandido o espantalho do passado PS: bancarrota e corrupção. É um discurso tão simples que toda a gente percebe à primeira. E muito difícil de desmontar. Mas era possivel, se o PS desse prioridade à democracia em vez da pressa de chegar ao poder e mantê-lo à custa dos valores democráticos. Que foi o que Sócrates fez e deu no que deu: a democracia capturada por justiceiros e ele na prisão.

  45. Ó da CIDADE. Ó da CIDADE. O que estais a discutir? Com que obetivo? Com o objetivo de ajudar a CIDADE ou de ajudar um ex – responsável da CIDADE? Neste último caso, vós que DEFENDEIS o aludido visado, quais são os vossos argumentos que permitem absolvê-lo antes de julgado?
    E porque precisará o partido político do arguido de se meter na JUSTIÇA da CIDADE? E qual o peso de Mário Soares na defesa do arguido? A palavra deste faz fé, é?
    Os MAGISTRADOS trabalham para a CIDADE. Têem uma LEI. Devem segui-la. Seguindo-a, porque os ACUSAM? Está há nove meses detido. E??? Podia estar em casa. Não concordou.
    A LEI permite a prorrogação de PRAZOS para inquérito. Já se falhou algum dos que se aplicam ao caso?
    Se não se falhou, que discutis? Outra vez a CIDADE? Quem faz a CIDADE? VOCÊS. Que fazem VOCÊS, que CRITICAIS tanto, para MUDAR a situação?
    Já agora, sabem quantos cidadãos estão em prisão preventiva? E sabem quantos PRECISAM de ser defendidos e NÃO TÊM MEIOS para se defender? E QUANTOS PROCESSOS TEM UM MAGISTRADO?

  46. E, claro, quais são as manhas processuais, as dos magistrados e, no caso, onde está a politização do caso?

    Que pretendeis fazer?

  47. valupi,

    acho q a analogia mais propriada seria esta:

    um politico é forçado a publicitar elementos da sua privacidade para provar que não está doente, pois uma junta médica pretende mantê-lo internado em quarentena durante meses sem nunca nos dizer os sintomas que ele apresenta. enquanto isso, os jornais publicam fotografias dele a espirrar.

  48. just sayin, discordo. Se for para manter a analogia, o político veio dizer que os espirros não resultavam de uma gripe letal, antes não passavam de uma alergia passageira. Mas lá que andou a espirrar no local de trabalho, isso andou.

  49. Resumindo, oxalá Sócrates, genuinamente, continue a pensar e a actuar, de acordo com a sua cabeça, e não de acordo com as cabeças dos seus supostos admiradores, simpatisantes e seguidores.

  50. Valupi, subscreveria com facilidade o que bem argumentas se não se desse o caso de teres passado ao lado de dois “pormaiores” que a meu ver debilitam a tua argumentação, a saber: (i) JS não estava no exercicio de cargos publicos à data dos factos cuja moralidade questionas; ( ii) em rigor não me parece que haja alguém ( excepção aos intervenientes directos, claro…) que conheça com tal rigor os exactos contornos desses factos ( lamento, mas o publicado não me serve …)para sobre eles nos permitirmos julgamentos tão definitivos.
    Ora se em relação ao primeiro ponto não me parece que seja exigivel a ex governantes uma vida de ascese obrigatória pós serviço-publico, quanto ao segundo, julgo que importa fazer uma destrinça ( que não fazes )entre o éticamente desejável ( bom vs ruin utópicos ) e o moralmente exigivel ( bem vs mal convencionados), num juizo que posso tentar formular assim: aceito que teria sido eticamente desejavel que JS não tivesse recorrido a emprestimos pessoais com origem em fortunas de origem eventualmente questíonável e se efectivamente eles se realizaram por vias sinuosas; mas moralmente não lhe posso exigir a perfeição eterna apenas porque houve um dia em que governou a cidade, e menos ainda aponta-lo como o responsavel mor pela mesquinhez deste templo de hipocrisia em que vivemos.

    Por ultimo, regresso ao meu ponto de partida: continuar a discutir estas questões pelo lado de JS é fazer um frete a quantos sonham com um estado justicialista. Cruz continua preso sem qq prova material de ter chegado a vias de facto com qq dos prostitutos casapianos que o acusaram; Leonor continua presa pelo homicidio duma filha cujo paradeiro, morta ou viva, ninguém conhece; Leandro esteve um ano em preventiva em prisão comun por alegações de pedofilia quando ele proprio era menor: o meu parente que mora em Tunes pagou por ter passado com o tractor na via verde de Coimbra Sul pq a contestação lhe ia sair estupidamente mais cara que a multa. Ou seja: a cidade tem um problema. E não se chama José Sócrates.

  51. JRodrigues, és tu quem insiste em ignorar os factos: tanto Sócrates como os seus advogados admitiram que o Ministério Público tem razão ao ter querido investigar os envios de dinheiro, e demais acções financeiras, a envolver Sócrates e Santos Silva, entre outras pessoas do mesmo círculo relacional. O que Sócrates e os seus advogados contestam é a interpretação que o MP está a fazer desses factos.

    Ora, o que nos ocupa nesta questão não é a dimensão em que Sócrates é um indivíduo com liberdade para fazer o que lhe der na gana, inclusive cometer crimes. Ninguém fica a pensar que algo com gravidade política acontece quando se rouba uma carteira no Metro ou se passa um cheque careca na Malveira, precisamente porque os responsáveis por esses crimes não têm qualquer responsabilidade política acrescida à civil. Isto é simples de perceber.

    No caso dos políticos, os quais decidem livremente seguir por essa via sabendo das exigências e riscos de tal exercício, a sua privacidade tem relação directa com a sua imagem pública e o seu valor político. Se tu vires um político a agredir a sua mulher, ou uma mulher qualquer, ou que fosse um homem, na via pública, ou mesmo pela janela de uma casa calhando ires a passar, estavas obrigado a fazer uma denúncia às autoridades. A abertura desse caso teria uma importância muito maior para a comunidade precisamente por não se tratar de mais um caso de eventual crime de violência. Era também o carácter desse político que ficava sujeito a questionamento, podendo pôr em causa funções presentes ou futuras. Isto também é simples de perceber.

    Quando declaras não dar importância ao que Sócrates fez em matéria de finanças próprias porque ele já não ocupava cargos públicos estás só a mostrar como preferes anular a tua inteligência na avaliação deste caso. Quem chega a primeiro-ministro, ou que fosse ministro ou outro cargo cimeiro no Estado, não apaga esse passado só porque terminou o mandato ou o contrato. Repara: um ex-chefe de finanças que, após se ter retirado, começa a exibir sinais de riqueza injustificáveis face aos seus rendimentos declarados torna-se alvo de suspeita precisamente por causa do seu passado, onde o seu poder poderia ter dado azo ao abuso ilegal. Isto, estou certo, não te oferecerá qualquer dificuldade para ser entendido.

    Finalmente, aposto que não leste a fundamentação do tribunal que condenou Cruz. Quem leu não tem a tua opinião.

  52. maria abril,se socrates se tivesse demitido,a justiça não precisava de andar nove meses para parir uma acusaçao que fosse.freeport cova da beira etc etc. só para ver de que massa são feitos certos jornalistas. o correio da manha no dia 4 de janeiro de 2014,passado um ano apos o final do julgamento, da cova da beira onde socrates não é arguido, escreve isto: mãe de socrates vendeu casas a um amigo de socrates,cujo nome aparece referenciado no processo cova da beira. perante isto só me resta dizer.maria abril , aguas mil não seja ingénua!

  53. Amigo Valupi,

    Você às vezes desenvolve aqui uns raciocinios que me fazem lembrar o daquele juiz que inocentou aqueles rapazolas de Aljustrel do crime de violação porque afinal eles só tinham comido as bifas á má-fila porque … as gajas andavam por ali com pouca roupa…..

    Bradamerda para os empréstimos e os respectivos envelopes! Brincamos ? Passa pela cabeça de quem ir prender um ex primeiro ministro para investigar depois se ele se vendeu ? E quem é que vai dentro se isto for apenas um cavalo de Tróia para levar de volta a direita ao poder ?

  54. no julgamento da cova da beira,se os arguidos foram abolvidos, era o que mais faltava um não arguido ser incriminado!

  55. MRocha, não sei do que falas mas podes sempre tentar explicar que não pagas mais por isso. Que raciocínios são esses?

    Anoto é que estás a errar o alvo. Neste blogue, pelo menos, nunca li nenhum autor (grupo onde me incluo) a defender a lisura da acção judicial neste caso, pelo contrário.

  56. como estou completamente de acordo com o que diz o dono da casa, M.G.P. Mendes, será uma questão de leres cada resposta que dá. neste caso é deixares a intuição de lado na defesa do que consideras impossível e agarrares a história analítica da coisa naquilo que é essencial na política de isenção: o bem comum.

    JRodrigues, não percebi o teu comentário relativo ao CV político inquestionável do Mário Soares. mas se quiseres falar de senilidade com um CV político inquestionável por dentro, pode ser.

  57. pois, just sayin, contaminar o local de trabalho é comprometer a saúde pública. haja médico do trabalho que faça, pois claro, um rastreio.

  58. Valupi,

    Agradeço que não me atribuas o que não disse.

    Não contesto o direito do MP a investigar o que quer que seja; o que contesto é a forma como o faz.

    Quando não dou importância ao que Socrates fez ou deixou de fazer com as suas finanças pessoais, limito-me a tentar não perder perspectiva: o principal é saber se têm fundamento os crimes de corrupção de que está indiciado; o resto é fait-divers.

    Para terminar: Cruz.

    Valupi, nós, os elvenses, fazemos ponto de honra nalgumas coisas. Uma delas, por exemplo, é ficar a saber logo pela bica da manhã ali ao balcão do Calçudo, quem foram as meninas-familia que menstruaram na véspera. Por aqui acho que podes deduzir que nos ofende a mera insinuação de que possa existir casa de putas ( ou de putos ), oficial ou oficiosa, cuja localização, propriedade,composição e frequência, frequência detalhada, diga-se, com indicação de hora, duração, produto consumido e foma de consumo, que nos possa passar despercebida.
    Posto isto, uma confidência: ofende-nos nunca ter sabido que a Dona Gertrudes tinha uma casa de putos montada. E ainda hoje nos sentimos ruidinhos de frustração por nunca termos sabido de clientela tão ilustre. Mas pior que isso foi nunca ninguém nos ter perguntado se tinhamos visto o Cruz por aqui.
    Portanto, retira o que quiseres da leitura dos teus acordãos. Afinal a verdade é isso mesmo: uma narrativa coerente com o nosso sistema de crenças. E ainda bem ! Ou ninguém acreditaria que tivesse havido um dia em que a Virgem Maria, a própria, tinha andado à bolota nas azinheiras da Cova da Iria !

    Por aqui me fico. Obrigado pela réplica.

  59. olinda,

    em que prisão estão aqueles gajos de vila franca de xira que tinham legionela nos silos ou no ar condicionado e que deu que falar algum tempo atrás?
    desde já agradecido.

  60. Continua-se a perder demasiado tempo com um tipo que deveria era ter continuado a assinar projectos para autorizar marquises na Câmara da Covilhã!

  61. Valupi.
    Vamos com método.
    Vamos supor que tu és um político. E eu vou a passar na rua e vejo uma mulher a gritar. Dois passos adiante cruzo-me contigo. Então vou à polícia e apresento queixa: eu vi o Valupi agredir uma mulher.
    O polícia, que também não gosta do Valupi como político, lavra um auto e encaminha-o para investigação.
    A denúncia vai subindo e chega ao MP que também não gosta da cara política do Valupi.
    O Valupi é moralmente censurável porque estava numa rua, com certeza de mau carácter, talvez um beco, onde uma mulher foi agredida.
    Imagina agora que o juiz de instrução manda prender o Valupi, porque como ele é político, pode perturbar o inquérito.
    Temos então que o Valupi não é um preso político, mas um preso por razões políticas de alguém que viu na circunstância de o Valupi estar numa rua onde uma mulher foi agredida um crime e um comportamento moralmente censurável, porque atrapelou os anseios políticos de um camarada do Valupi.
    Ora, o que está aqui em causa é saber se a matéria que pende contra Sócrates é em si moralmente censurável.
    Avanço com uma suposição com base em suposições.
    Um político termina o seu mandato como primeiro ministro no epicentro de uma catástrofe política. Está cansado e decide retirar-se temporariamente para realizar um projecto académico que acalenta há muito.
    Vai para Paris. Não é nomeado para a administração de um empresa pública ou privada, nem para um cargo itinerante de presidente de qualquer coisa, nem comissário, sequer.
    Queimado pelos seus adversários políticos, só pode recorrer ao seu património e ao alegadamente comum da família. Não pode residir em Paris como sem abrigo, foi primeiro ministro de Portugal. Seria mesmo, no caso, moralmente censurável, de acordo com os seus padrões de representação de um político.
    Tem algumas competências e goza de prestígio em certos meios, o que é também um recurso legítimo para exercer uma actividade legítima comercial, em favor de alguns amigos.
    É também legítimo que alguns dos seus amigos, na compreensão desta tragédia quase cómica, entendam que seria vergonhoso não o ajudarem, emprestando-lhe dinheiro que sabem que ele, com os seus recursos e competências, pode pagar depois.
    Mas sabem todos que se devem resguardar da exposição pública, da hipocrisia e da especulação. Não o fazer poderia ser politicamente censurável, não moralmente.
    Mas o assédio à reputação do ex primeiro ministro é devastador. Ninguém consentirá em que se reuie em Paris para recuperar o ânimo.
    Sê honesto, Valupi.
    Com a matéria que podemos sujeitar a sufrágio, que há mais nesta história, para lá de tu também não gostares do perfil de Santos Silva, vá lá saber-se porquê. Nem do advogado João Araújo. Nem do João Perna.
    E agora diz-me. O que é moralmente censurável?

  62. Teodoro
    20 DE AGOSTO DE 2015 ÀS 17:27
    Continua-se a perder demasiado tempo com um tipo que deveria era ter continuado a assinar projectos para autorizar marquises na Câmara da Covilhã!

    LOL. Por isso, também, lhe foi entregue a chave daquela CIDADE.

  63. «E quem é que vai dentro se isto for apenas um cavalo de Tróia para levar de volta a direita ao poder ?»

    Porquê? A DIREITA JÁ SAÍU? anyone please! Bem me queria parecer que o Portas e o Passos são COMUNAS disfarçados. Os gajos só pensam no umbigo deles. É.

  64. Teodoro!
    Tu és livre de ocupar o teu tempo como mais te vier em jeito.
    É também bem verdade que ninguém aqui pode ocupar muito do seu tempo contigo, porque és anónimo.
    Só se sabe que partilhas umas ideias ”comunistas” de estatização das massas, condimentadas por um plangente saudosismo de velhos tempos.
    Mas tal não te confere o direito de me impores, em nome do estado social, como ocupar o meu tempo.
    Posto isto, não te preocupes. Eu estou bem.

  65. Perfil anónimo do Manuel de Castro Nunes,

    Meu caro,
    Podes ocupar o tempo conforme te apeteça; é-me indiferente.
    O que eu disse foi que se está a perder demasiado tempo com quem não merece.
    Trata-se dum problema da justiça e não outra coisa que andam a tentar arranjar.
    Esta história apenas me faz lembrar no altura do 25 de Abril, uma gaja que estava de cana porque roubava na fruta na praça, que queria ser libertada porque se considerava uma presa política…
    Deixem lá o rapazinho dos PEC’s em paz, que de preso político não tem nada. Além disso os que agora são acusados de quererem eternizar a direita no poder “à pala” de manter o rapaz de cana, nem categoria para isso têm certamente!
    Sobre as ideias comunistas, são mais eles a aproveitar as minhas do que o contrário…
    Sobre o Estado Social, tem os dias contados!

  66. Valupi,
    confesso-te sou de tal maneira imperfeito, que me estou a borrifar se vier a saber que o Passos Coelho tem uma parte do andar pago por um amigo, que o Mário Soares empenhou a casa do Algarve para comprar mais livros, o Alegre pediu um empréstimo à Maria de Belém para comprar um par de Purdeys, o meu presidente da Junta pediu um empréstimo no Banif para comprar um Mercedes topo de gama, o Portas pede todos os dias à mãe dinheiro para a gasolina, ou se a Maria Luís deve dinheiro a uma amiga por andar a viver acima das suas possibilidades.
    Porque não poderá um ex-primeiro-ministro gastar o que pode onde lhe apetece desde que não fique a dever?
    E não me venham com a treta de que o dinheiro é de alguém que têm negócios com o estado, pois sabe-se de tanta coisa sobre tanta gente que veio publicada nos jornais, mas pelos vistos era tudo normal…
    Mas voltando à vaca fria. Tens razão, o Sócrates não se pode reclamar de preso político porque não está acusado de nada relacionado com a política, então é preso quê? É que como não está acusado de nada… E já agora, não será perseguição política insinuar que alguém poderá ter cometido tantos crimes ao longo de mais de uma dezena de anos e não ter razão pelo menos uma vez?! Ou devemos chamar-lhe só acaso?!

  67. PRUNES,

    Tens que instalar um cadeado nessa boca. Um cadeado.
    Mas o detido foi detido por ser …político e como tal podia perturbar o curso do inquérito?
    Só percebi até ali. Depois já nada percebi. Qual é o MÉTODO? O TEU?

    Evidentemente que o que INTERESSA AQUI é o BEM JURÍDICO que se tenta PROTEGER. Está definido na LEI PENAL!! VIGENTE! O inquérito visa INVESTIGAR para apurar FACTOS que serão submetidos ( ou não, pois a acusação pode ser INFIRMADA na Instrução) à apreciação de um JULGADOR. O PROCESSO só chega ali se houver MAIS HIPÓTESES de o arguido ser CONDENADO do que ABSOLVIDO.

    Isto posto, e já que tem havido tanta gente aqui a falar de OBJETIVIDADE, volto a perguntar o que se discute? Alguém conhece o PROCESSO e o que este enforma? As diligências, os documentos, os depoimentos, etc, etc? Ora pelo que li do acórdão do TC, concluo que há COISAS graves nos autos que EVIDENTEMENTE não se resumem a EMPRÉSTIMOS. Isto faz-me lembrar o tipo que compra algo por preço MUITO ABAIXO do seu valor, e alega que não sabia que valia mais….
    As implicações políticas que este processo tem, que o detido QUER que tenham, não se refletem no processo a não ser nesta medida: prevaricou? Se sim em que sede? E nessa sede, enquanto governante, era-lhe exigido outro tipo de conduta. Logo, por ser governante, AGRAVOU.
    Devemos exigir do bombeiro que ele tente, pelo menos, apagar o fogo. Podemos fazê-lo relativamente ao PRUNES? Não, porque o tipo tem bolículos do tamanho da naftalina. Então, este pode ir embora, mas o bombeiro dá o COIRO para safar a casa do comum.

  68. Tatas. a questão não remete para a liberdade de Sócrates. Por aí, ele que faça o que quiser que é indiferente para a cidade desde que não cometa crimes. A questão é outra: ao se ver envolvido neste tipo de situação, os efeitos políticos são tremendos. É isso que se discute. Porque Sócrates não é mais um cidadão igual aos outros, é um político que ocupou um dos mais altos cargos no Estado. A comunidade avalia de forma diferente essas pessoas pois lhes entrega muito poder. No dia em que se deixe de exigir probidade moral a quem ocupa cargos dessa responsabilidade, então a insegurança e a decadência crescerão de forma súbita e descontrolada.

    Pensa: acaso não tens interesse na dimensão moral dos teus médicos, dos médicos da tua família e nos professores dos teus filhos? Poderás dizer que és imune ao conhecimento de que o teu médico é, simultaneamente, alguém que se dedica a vigarizar terceiros, por exemplo? Ou a consumir drogas? Ou a frequentar a prostituição infantil? É por estas serem questões de interesse universal, pois colidem com a noção de integridade moral que associamos a quem confiamos poderes especiais sobre a nossa vida, que os políticos são igualmente avaliados pelo que fazem na sua vida privada.

    Quanto ao processo de Sócrates, temos de esperar pelo fim para descobrirmos se há acusação, e qual.

  69. Não voltes à vaca fria, cegueta!
    Não se está a falar de uma investigação, está a falar-se de uma prisão.
    Depois, há também um pressuposto que tu excluis.
    O MP, nem sequer a polícia, deve nem pode investigar tudo. Há formalidades e requisitos para a investigação.
    Eu também gostava de saber a razão porque ouço em casa de um dos meus vizinhos uma serra eléctrica todas as noites, até às duas da manhã.
    Suspeito de que ele anda a serrar os cadáveres da família toda, embora não haja notícia do desaparecimento de ninguém.
    Mas, sem dúvida, um dos meus vizinhos tem uma conduta moralmente censurável, que pode afectar a reputação da rua, da aldeia, do concelho ou até do PS.

  70. PRUNES,

    Cházinho com mel? Hum? O TEODORO bateu-te com uma luva (fina) portuguesa made à antiga.
    Tu vens sempre com argumentos de cacete made in china. Hum, a cor vai-se num instante e o material estraga-se com a primeira ameaça de ventinho…Capisce la differenza? Me dispiace si ho fatto un errore….

  71. «A comunidade avalia de forma diferente essas pessoas pois lhes entrega muito poder. No dia em que se deixe de exigir probidade moral a quem ocupa cargos dessa responsabilidade, então a insegurança e a decadência crescerão de forma súbita e descontrolada»

    Exactissimamente! E o mesmo é válido para a Justiça. Pelo que se entende mal que tenha metido ombros a uma empresa destas sem provas de betão. Não as tendo, de quem é a responsabilidade pela decadência das instituições da democracia junto da opinião pública? Do ex governante cuja vida alegadamente heterodoxa levantou as suspeitas ou de quem divulgou essas suspeitas como se fossem provas de crime e usou a prisão preventiva para criar na opinião publica a convicção de culpa ?!

  72. Diz o PRUNES:

    «Não se está a falar de uma investigação, está a falar-se de uma prisão.»
    E? E? E? E? A prisão de que V. Ex.ª. fala é ILEGAL? V. Ex.ª fala de prisão como MEDIDA de COAÇÃO ou como PENA? Esclareça.

    «O MP, nem sequer a polícia, deve nem pode investigar tudo. Há formalidades e requisitos para a investigação.»
    ENTÃO QUEM É QUE INVESTIGA? QUEM É QUE INVESTIGA E DELEGA NOS OPC´S? É V. Ex.ª? Diga lá.
    Que formalidades e requisitos é que não estão preenchidos e DEVEM SER PREENCHIDOS?
    O que é moralmente censurável para si, pode esgotar-se na sua sensibilidade ( pessoal) e nem sequer merecer tutela jurídico – penal. Se o seu vizinho INFRINGE a lei do barulho, então queixe-se ao ministério público, que, provando os danos que o barulho lhe traz, certamente condena o infrator.
    Portanto, explique-me lá V. Ex.ª qual é o seu ponto de discussão, que eu, alegadamente CEGUETA, ainda não o enxerguei.

  73. JRodrigues, os agentes da Justiça, onde se inclui todo o Ministério Público e todos os tribunais que já se pronunciaram sobre o caso, serão avaliados pelos resultados no final da investigação e eventual julgamento. Essa é uma das características especiais deste processo inaudito na história da Justiça e democracia portuguesas.

  74. Não enxergaste, nem enxergarás.
    Eu serei teu pai, quanto a tua mãe alega, mas não posso devolver-te a visão.
    Do que se fala, quando se fala na prisão de Sócrates é de uma medida de coacção, por si injustificável, como pena, por defeito, como referia o juiz de instrução.
    Mas tu pensas que anda a enganar quem, com essas prosápias de jurisconsulto.
    Não percas tempo com isso.
    Sai-te com as alarvices costumeiras que têm mais piada.

  75. ”JRodrigues, os agentes da Justiça, onde se inclui todo o Ministério Público e todos os tribunais que já se pronunciaram sobre o caso, serão avaliados pelos resultados no final da investigação e eventual julgamento.”
    Por isso o procurador já foi taxativo. Acusação só após as eleições.
    Vamos a ver uma coisa, Valupi.
    Eu não sou do PS nem de nenhum dos segmentos centrífugos ou centrípetos dele.
    Tu não imaginas quão vil se manifesta para quem vê de fora essa hipocrisia que anda emboscada atrás da doutrina do moralmente censurável.
    Para mim não há na política nada que não me pareça moralmente censurável. Essa tua doutrina do prejuízo para o PS causado pela conduta moralmente censurável de JS, plagiada do professor Martelo, é moralmente censurável.
    De resto, o que para mim se manifesta mais moralmente censurável é ouvir pelas vielas o sussurro: ”Que terá feito Costa para o terem na mão e se manter calado?”
    Nas vielas e nas tavernas, apesar de tudo, alguns portugueses são lúcidos, embora desinformados.

  76. «e usou a prisão preventiva para criar na opinião publica a convicção de culpa ?!» JRODRIGUES.

    Esta malta ESCREVE, ESCREVE, inflama-se, chama inquisidores aos OUTROS, ceguetas, e no entanto, estes tipos seriam os PRIMEIROS a descer o machado no pescoço de um preso.
    Prisão preventiva usada para criar convição de culpa???? MAS QUE DISPARATE É ESSE?

    Eu nem sei como é o DONO do BLOG vos ATURA?! Isto sim é PALHAÇADA! Mas vocês votam com os cinco sentidos operacionais?! CRITICAM, está mal, blá blá, carpindo as agruras de um tipo que suscitou investigação, e NÃO COMBATEM SERIAMENTE o que criticam. Que leva um sujeito a dizer que alguém está preso para criar CONVIÇÂO de CULPA no público??? É como diz o OUTRO: prova aí, senão és CALUNIADOR e Ó PÁ, toma cuidado, que imputares a certos sujeitos da JUSTIÇA condutas, agrava o CRIME, sobretudo se o mesmo é difundido por via de fácil e rápida difusão.

  77. PRUNES

    «Do que se fala, quando se fala na prisão de Sócrates é de uma medida de coacção, por si injustificável, como pena, por defeito, como referia o juiz de instrução.
    Mas tu pensas que anda a enganar quem, com essas prosápias de jurisconsulto.
    Não percas tempo com isso.
    Sai-te com as alarvices costumeiras que têm mais piada.»

    MUTATIS MUTANDIS para ti.

    Põe um cadeado nessa bocarra. E não digas que foste à FDL. Olha se tivesses enveredado pela MAGISTRATURA, todos os que te caíssem na ALÇADA estavam feitos.

    Sabes a diferença entre PROCESSO e TU e EU? Explico.

    O PROCESSO de SÓCRATES FALA ( quando for conhecido nos seus PRECISO TERMOS. Sabes o que isso é?)
    EU COMENTO O QUE AQUI LEIO e rebato com SABER.
    TU NÃO FALAS, AJAVARDAS mascarado de sofista de cambão, que CRÊ CONTRADITAR porque se CONVENCE da BOSTA que (des) articula.

    Depois, tudo isto, fica registado. Ora quem passa por aqui e lê fica a saber que tu és o «Eu sou o Manuel Castro Nunes», que disparata e se pretende como o novo autor do MÉTODO, com telefone e tudo; e que eu sou o ALEGADO CEGUETA, que entre intervalos de trabalho CEREBRAL, aparece aqui e se diverte À FARTAZANA com as (des) inteligências como tu mas QUE VOS ENSINA como é que esta TRAMPA funciona. Não gostam? VOMITEM. Não adianta, têm mesmo que comer, porque ATÉ HOJE saíu tudo CERTO. Alguma dúvida?
    Então, já sabes a diferença entre PROVIMENTO de RECURSO e provisão do Cheque?
    Hum?

  78. Já agora PRUNES, não respondeste. Porque é que o não sei quê é INJUSTIFICÁVEL? Vá, qual é o MÉTODO que te levou a tal conclusão?

    Podes ir chamar o CAPIM CAGALHACHO, ou o FERRA ou a BURRA da bisnaga retal. É verdade, tu hoje respondeste àqueles pá, e os tipos nem sequer postaram. LOL. Bipolar, much? Hum?

  79. Os processos e magistrados SÃO avaliados e mais ainda quando está em causa um processo destes.

    Esta malta anda distraída, esquecem-se que antes deste e do processo Casa Pia ( mais inocentes presos) houve outros em que MORRERAM PESSOAS.

  80. bom, just sayin, se estamos a falar de analogias não estamos a falar de torres de refrigeração potencialmente contaminadas e contaminantes cuja investigação ainda estará em curso para dar resposta às queixas-crime apresentadas entre mortos e vivos. mas recordo-te de que a propagação de doenças, não sendo uma questão terrorista de armamento biológico, é involuntária – pelo que o exemplo real que apresentas é uma completa falácia para o assunto em questão. quererá isso dizer que quando vais a um hospital com um braço partido e sais de lá com uma virose por contacto toda a comunidade hospitalar é criminosa de forma voluntária aplicando-se o mesmo princípio da falta de prevenção e manutenção?

  81. «… os agentes da Justiça, onde se inclui todo o Ministério Público e todos os tribunais que já se pronunciaram sobre o caso, serão avaliados pelos resultados no final da investigação e eventual julgamento…»

    Talvez sejam Valupi. Mas isso não impede que já haja resultados concretos: a suspeição pública de que um dos partidos do chamado arco da governação e a principal alternativa ao poder instalado, alberga no seu seio uma mafia cujo profissionalismo seguramente deixará os napolitamos ruidos de inveja. Se este processo tiver aberto à direita a via para manter o poder, os seus promotores serão protegidos, nunca censurados, não sejamos ingénuos. Até porque se há coisas em que a direita tem dado cartas é no spin.
    Portanto, de alguma forma, fazes tuas as plavras de Costa: “à justiça o que é da justiça”. Contribuis também tu para dar à justiça o seu tempo próprio, seja lá isso o que fôr, quando lanças para a arena uma cortina de fumo politico-moral. Quando quiseres confrontrar a justiça, se for o caso, talvez já seja tarde. Tudo o que te restará será a possibilidade de editar um post dirigindo-lhe algum tipo de censura. Esperemos que por esses dias não tenha passado na AR algum irmão gémeo do enriquecimento ilicito dirigido à opinião ilicita. Esperemos que por essa altura aquela casa da Antonio Maria Cardoso ainda sirva só para recordar quem tem memória.Esperemos.

  82. «mas recordo-te de que a propagação de doenças, não sendo uma questão terrorista de armamento biológico, é involuntária » OLINDA.
    Pode não ser involuntária, o que não significa que quem podia e devia ter controlado a situação tivesse querido contagiar pessoas. Por isso, existe o DOLO EVENTUAL.
    Não se quer o resultado, mas nada se faz para o evitar. Espera-se contudo que o mesmo não se produza. O problema é quando o facto se produz e acontecem mortes.

  83. PRUNES diz
    «Por isso o procurador já foi taxativo. Acusação só após as eleições.»
    Claro Prunes. Muito bem dito. É que vem aí uma ACUSAÇÃO LONGA e GRAVE. Ora se esta sai antes das eleições, pode influenciar ..os resultados eleitorais…não é? Não é isso que vocês dizem? Perseguição, assassinato de caráter, perseguição aos XUXAS, e pimba e pimba, Hum? Assim, vem depois.
    Agora a JUSTIÇA não vai estar à espera que decorra campanha, etce e tal, para concretizar procedimentos de inquérito judicial. Qual é a dúvida?

  84. Aliás, o TSIPRAS também é culpado pelos resultados eleitorais que se adivinham em Portugal. O gajo demitiu-se e isto vai influenciar a horta. Não digam que não deram HIPÓTESE à ESQUERDA. Mas é sempre o mesmo: barulho, barulho, cartazes, béu béu, foram-me aos direitos, aumentem-me o salário, etce, etce e nada de soluções. Se quem que o TRIPAS não perca tempo – o tipo consulta o povo, hum a POLIS ( é grego) e referenda as ideias que ele devia aplicar de motu proprio.

  85. “JRodrigues, os agentes da Justiça, onde se inclui todo o Ministério Público e todos os tribunais que já se pronunciaram sobre o caso, serão avaliados pelos resultados no final da investigação e eventual julgamento. Essa é uma das características especiais deste processo inaudito na história da Justiça e democracia portuguesas”.

    Seriam SE a democracia tivesse sobrevivido.
    Assim o que o espera senhor Valupi, é a Pide aqui a fechar-lhe a “tasquinha”, e uma sessão de condicionamento psicológico num estabelecimento qualquer de onde o senhor possa sair “regenerado”.
    O senhor e todos os que ousem revelar-se “incómodos”.

  86. “em que prisão estão aqueles gajos de vila franca de xira que tinham legionela nos silos ou no ar condicionado e que deu que falar algum tempo atrás?
    desde já agradecido”.

    É pá, como diz a outra “isso agora não interessa nada”.
    Afinal aí só morreram umas dezenas de pessoas e outras tantas ficaram com sequelas para a vida.
    Que é que isso importa ? A culpa não foi do Sócrates.

  87. o correio da manha, que tem acesso a tanta informação, ainda não descobriu do que socrates é acusado? digam lá.compro 100 jornais do dia.enquanto não souber de uma acusação que justifique os já nove meses de prisao,considero socrates um preso por tomar medidas politicas contra os interesses dos magistrados.como diz a canção,nove meses é muito tempo!

  88. “Sócrates ficou ferido na sua credibilidade com a exposição de parte da sua vida privada no que à dimensão financeira diz respeito. Ferido neste sentido em que nem mesmo a manutenção da sua inocência no plano judicial o iliba de uma censura moral”

    Val, acho precisamente o contrário. Do que se conhece, vender património pessoal e pedir dinheiro emprestado para estudar, após dezenas de anos de política activa e serviço público, e prescindir de remuneração para se defender publicamente do ataque soez de comentaristas e “jornalistas” mercenários, revela desprendimento e critérios de moralidade que considero muito saudáveis. Só recentemente, e num ambiente moral bastante limitado, se tornou comum aferir o estatuto dos grandes criadores, pensadores e políticos pelo tamanho da sua conta bancária. Se não fosse por outra coisa, quem leu o seu trabalho “A confiança no mundo” entende que, no interesse da comunidade, a sua decisão foi acertada.

  89. Acabei de ler a CARTA na íntegra.
    É a carta de um cidadão que reclama, até muito calma e serenamente, contra a falta de direitos, liberdades, e garantias no seu caso concreto.
    Dá explicações lógicas e faz deduções mais do que plausíveis e a quem deram todo o direito de as fazer.
    Não está louco. Está lúcido. O que diz faz todo o sentido.
    Mas o país está surdo, e um dia pagará caro por isso.

  90. Ouve, cegueta!
    Então abandonaste o post de trás, o dos milhões?
    Estás a ver o círculo das ligações que estabeleces?
    O Tsipras e o procurador, tudo a concorrer para a desgraça do PS.
    És tu quem ata a corda ao pescoço do procurador.
    Mas tu não entendes.

  91. “No dia em que se deixe de exigir probidade moral a quem ocupa cargos dessa responsabilidade, então a insegurança e a decadência crescerão de forma súbita e descontrolada”

    Ou será um sinal decadência moral e inveja institucionalizada apreciar como censurável o pedir dinheiro emprestado para ir estudar.

  92. A BURRA chegou. Ei-la pateando e fazendo BOSTA. É um hilário. E depois aquela queda dela para imitar o popularucho, «tadinha».

    Ó «Eu sou o manuel de castro nunes», diz-me onde estão os posts do anémico e da burra?

  93. numbejonada, está certo isso que dizes – daí ter falado no princípio da prevenção e manutenção. tens é de ver o contexto tanto da analogia como do exemplo citado para perceberes que não faz sentido algum misturar, para camuflar, actos conscientes para proveito próprio com descontrolos operacionais (embora igualmente, e muito bem, puníveis). deixo aqui uma sugestão de pesquisa para quem se interessar por questões que envolvem a saúde e a segurança relativa ao trabalho: a teoria do queijo suíço que diz, muito resumidamente, que por mais medidas organizacionais implementadas e por mais que a prevenção seja a missão de uma empresa perpetuam-se as falhas: porque quem gere o trabalho é o homem.

  94. Parece que o senhor Valupi volta a inclinar-se para a tese de que Sócrates está mesmo preso por razões políticas. Amanhã estará virado outra vez ao contrário.
    Deve ser por causa desta inconstância que o PS não descola do “empate técnico”.

  95. «Amanhã estará virado outra vez ao contrário». Burra, dixit.

    Alguém conhece virado sem ser ao contrario? Avança lá prá frente pá, e encosta-te pra trás pá. Sobe pra cima pá que podes caír pra baixo. hum. Efeitos colaterais da bisnaga.

  96. JASMERDIM PIMBA de la TOURETTE, BURRA é a tua mãe e mais quem contribuíu para a tua feitura.
    Tanto és BURRA que acusaste o toque. Pois eu indiquei o teu nick? ÉS BURRA, pá. E a BURRICE não é uma ciência, convence-te disso.

  97. Olinda, ty pela sua resposta. Percebo o seu ponto de vista. Não pretendi corrigi-la em tom de crítica destrutiva.

  98. Anormal!
    Tu, quando te viras, ficas sempre virado para o mesmo lado!
    A rotação pode ter 45, 90, 180 ou 360 graus.
    Mas tu, como andas de ventoinha à procura da rolha, quando te desligam a corrente ficas sempre virado para o mesmo lado.

  99. Ó sendeiro,

    Quem mais aqui te faz estalar o verniz ao ponto de pareceres um carroceiro ?
    Mais te valia ficares calado. Há camelos como tu que se viram de lado!

  100. PRUNES, e tu? Que tás sempre com a bocarra ligada à ótica onde tens a dentadura instalada, pá? Tipo exorcista, tás a verre? Hum?

    Ora bira-te lá sem ser ao contrarrio, pá.

  101. A BURRA lá sabe. Aspira a camelos e conseguiu um aqui – o «Eu sou o manuel de Castro prunes». O gajo comeu tanto no trombil hoje que ficou a andar de lado. A BURRA aproveita e dá-lhe com a bisnaga.

  102. olinda,
    dás mais margem de manobra judicial às empresas, que como se sabe trabalham maioritariamente para o bem comum e nunca para “proveitos pessoais”, do que a um cidadão. concluis que “quem gere o trabalho é o homem”.
    diz muito. mas não tanto como quando dizes a respeito do exemplo que dei (exageradamente irónico talvez, sou um boémio): “cuja investigação ainda estará em curso”!
    mas isso é impedimento pra prender alguém em portugal?! ora lê o cegueta.

  103. ´´Tás a verre, pá?”
    Quando te engasgas é que a coisa tem piada.

  104. Tu é que te engasgas, quando te encontras. Por isso, é que a BURRA te põe a bisnaga retal.

    Je suis bon, je suis vraiment bon.

  105. Estás a ver, cegueta?
    Agora viraste-te para a bioquímica.
    E não foi ao contrário, continuas a ser o cegueta.

  106. PRUNES, posso dar-te um parecer sobre a bioquimica das melgas. São mal – educadas, sugam o sangue e não têm vergonha. São avisadas vezes sem conta, mas como são desavergonhadas, levam nas ventas.

    Já bistes a analogia, hum, já?
    Estou a pensar apanhar o focinho de uma melga e pô-lo no meio de uma tela. Depois, sou capaz de te enbiar a cousa para mostrares ao teu procurador. Abisa-me, porém, quando saíres da rotunda, tás a verre?

  107. Sim, cegueta! Parte o focinho à tela, ou ao espelho, tanto faz.
    Manda-me depois a tela pelo correio, mas não ponhas remetente.
    Eu depois levo a tela ao juiz.
    ”O senhor juiz está ver o que me fez? Partiu-me o focinho!”
    És o máximo cegueta!
    Palmas ao Valupi por te ter inventado!

  108. Ui mas isto está muito extenso.
    Acho melhor ver os comentários do comentador Numbejonada, aí estão condensados todos os melhores pontos quentes do dia e os respectivos correctivos.
    Mas está tudo espalhada, podia estar tudo reunida em colectânea, facilitava-me imenso a vida.

    Olha assim em passo de corrida chamou-me a atenção uma coisa do comentador Rodrigues, bem ingencionado, acho, mas que necessita de paliativos.
    Então cá vai.
    Rodrigues :
    O Direito não é um fim e a Justiça é relativa.
    O Direito é sim um meio, e deve estar ao serviço da ideia de Justiça .
    Pois que os homens vivem em Comunidade, e nela inevitavelmente há litígios e conflitos, assim o direito serve para proteger a comunidade.
    O Direito implica sempre uma relação, assim são precisas pelo menos duas pessoas (direito comutativo) e tres, ( direito distributivo ).
    Direito Comutativo, é assim, por exemplo, salário igual a valor do trabalho, também é o direito dos contratos.
    Já no Distributivo, implica pelo menos a existência de três pessoas, uma, desempenhando o papel daquele que distribui.
    O Direito visa três fins : Justiça, Segurança, e Bem Comum.
    Mas estas três coisas ou realidades, por vezes opoem-se e conflituam entre si.
    Chama-se a isto, antinomias do Direito.
    Por exemplo : um grupo relativamente grande de emigrantes protesta à porta de uma fábrica, por o patrão não pagar atempadamente os salários. A indignação é grande e o protesto ameaça descambar para o torto. Perto da fábrica existem coisas sensíveis, uma escola infantil e é hora de saída, mais ao lado, depósitos de combustível inflamável, ao redor, casas de habitação, em frente, a via pública e viaturas a passar. Vamos fazer de conta que não estamos em Portugal e portanto os manifestantes são violentos estão armados de varapau e bem fornecidos de cocktails molotov.
    Às tantas, começam os desacatos. A polícia de choque intervem e dá pancadaria nos manifestantes. Ora aonde está a Justiça ??? Devia bater era no caloteiro patrão, que os trabalhadores até têm razão e portanto o protesto é legítimo.
    Mas não, aqui o que é posto em primeiro lugar, é a Segurança, a seurança como valor a proteger, a segurança de pessoas e bens, propriedade privada. Habitualmente, os agentes de segurança que vêm de chanfalho na mão e desatam a bater e normalmente excedem-se, costumam ser elogiados pelo Ministro da tutela. Diz ele: mais uma actuação exemplar das Forças de Segurança.
    O tanas !
    Depois há a ideia de Justiça, que é relativa.
    Para o Manel, o que é justo, é isto, para a Maria, o que é justo, é aquilo, e para o Flaxedas, já é aqueloutro.
    Então há que pôr um ponto final na controvérsia de opiniões, e se não se consegue por consenso decidir o que é justo, pelo menos que haja alguém que esteja na posição de o fazer. Geralmente, essa tarefa é desempenhada pelo partido que está no Governo e no poder. Ele, por um acto legislativo, estabelece o que considera justo, e assim, o que ele, a ideologia do partido no poder, considera justo em matéria civil está no Código Civil, o justo no penal, está no Código Penal, o que considera justo em matéria fiscal, está nos códigos fiscais.
    O Justo, aquilo que está vertido na lei e que deveria representar o justo, é impossível de determinar por método científico.
    Pois que maravilha seria que tal fosse possível. Se fosse possível, do mesmo modo que o cientista, uma vez detectado o erro, logo o corrije, de igual modo, a uma lei , à qual se detectasse um defeito, logo se lhe negaria validade.
    E para escolinha do Adão, é tudo por hoje.

  109. Saltam como pipocas. No Expresso, a mensagem de José Sócrates elevou a temperatura o suficiente para mostrar o carácter do colunato residente. Se este processo não tivesse existido andariamos rodeados de hienas sem saber.

  110. olha, saint-just sayin, se não é o homem que gere o trabalho talvez as torres de refrigeração não estejam presas por não haver risco de fuga – tamanha é a sua importância – por já terem feito parte do património cultural como torres do tombo. (de facto, o sectarismo é confrangedor)

  111. olinda,

    tem calma que não disse que estavas errada. o que digo é que se é o homem que gere o trabalho e isso dá margem de manobra às empresas em caso de apuro judicial, então só posso concluir que no caso do sócrates quem fez as coisas de que ele é acusado foi um animal ou um robot, visto que já não lhe aplicares o principio “é o homem que gere o trabalho”.
    vou investigar nesse documento que enviaste.

  112. Caríssima Coitadinha.
    (O onomástico internáutico vai-se esmerando em astúcias. Coitadinhos, ceguetas, jurisprudentes de merda… Enfim… ser anónimo requer astúcia)
    ”O Direito é sim um meio, e deve estar ao serviço da ideia de Justiça .”
    Que faria Aristóteles? Uma coisa dividida em duas.
    Todavia, uma delas, é o resultado de uma entre não sei quantas ideias de justiça.
    Sendo o direito um meio, será neutro e poderá servir, como mero meio, duas ou várias ideias de justiça?
    É fácil arrumar as coisas em géneros. E as pessoas também. Há pelo menos dois, Adão e Eva.
    Todavia, tão bem arrumadinhos o direito e a justiça, um como meio e outra como fim, para que servem e para que serve a classificação propedêutica, meio e fim?
    Na verdade, o exemplo foi bem congeminado. Na última instância, a justiça e o direito sintetizam-se no resultado da refrega entre os manifestantes e a polícia. E onde ficou então o direito e a justiça?
    O direito, fica consignado no acordão e na jurisprudência que faz a acta da refrega e regista o resultado como lei, ou interpretação dela. E poderá então alegar que é o meio de um fim, um meio para alcançar uma ideia de justiça.
    E o fim? Que fará então a lei, a ideia de justiça? Conformar-se-á com o seu meio, com o direito, porque ”o mundo é feito de mudança”.
    Poderíamos assim sintetizar. A lei é a ideia, o direito a força dela, nem sempre ao serviço da mesma ideia. Diríamos então que o meio se tornou num fim.
    Mas que faria Aristóteles? Dividiria a coisa em três. O fim, o meio e o meio termo, cujo paradigma é o cacete da polícia.
    Assim posto, haveria que passar a outro dilema. O da relação entre conformismo e conformidade.
    Que diria Aristóteles? Que o direito é o meio termo entre o conformismo e a conformidade.

  113. Após que a biblioteca de alexandria pereceu em cinzas, tornou-se desnecessário escrever.
    O árduo trabalho da compilação ocupou os sábios nos ”scriptoria” e nada mais havia a fazer.
    Das cópias restantes e certidões bastantes dispersas pelas bibliotecas de discípulos extraía-se a lei dos mestres e as polémicas restringiam-se à filologia.
    Até que, estando a compilação quase pronta e bem ilustrada com bonecos, uns sujeitos impertinentes desataram a sair-se com umas coisas novas. Uma guerra sem quartel eclodiu entre os compiladores e os inovadores, que ocupou séculos da vida quotidiana.
    Por cada novidade com que se saía um inovador, saía-se com outra um compilador.
    ”O senhor é muito inteligente e tem vistas largas. Mas olhe que eu descobri e compilei uma nova nota de roda pé de Aristóteles e o meu vizinho, aqui na mesa do lado, um novo comentário ao génesis, que comprovam que tudo isso já estava visto pelo estagirita.”
    E assim andou a coisa até que eclodiu a era da pós modernidade, híbrida de compiladores e de inovadores, que podemos sintetizar no desacato do senhor Deleuze com o senhor Witgenstein. A partir de então, o dilema e o meio termo plasmou-se entre o conformismo e a conformidade.

  114. Ignatz

    Isso seria a cereja em cima do bolo a dar RAZÃO a Sócrates.
    Serão todos tão estúpidos a esse ponto ?
    E falo em todos, e não no juiz, porque obviamente se o juiz decretar isso será a pedido de “várias famílias”.

  115. A BURRA apareceu e carimbou com «M».

    O PRUNES bem tenta ler Aristóteles mas engana-se nas folhas e baralha tudo. Diz que vê, mas não vê.
    E o que é isso de ver com olhos de ver? Bota aí, PRUNES, mais umas pinceladas castanhas. Ouve, tens de perceber, tu tens de perceber que quando a JURIS PRUDENCIA de M, assinou assim, não é porque ela se assumisse como tal. O nick em causa serviu para QUALIFICAR as absolvições sem julgamento e comentários que aqui vão sendo feitos. Capisce?

    A COITADINHA da INOCENTE é para explicar que a tua prosápia é isso mesmo – COITADINHA.

    Tu percebeste? Hum?

  116. A BURRA dirigiu-se ao IGNARATZ. Deve querer enfiar-lhe uma bisnaga retal. O gajo adora, e precisa. Ficou entupido ultimamente. PROVO o que digo: o gajo deixou de aparecer porque não podia falar. Facto público e notório, hum, nem precisa de prova.

  117. O Manuel de Castro Nunes deu-lhe agora para adivinho e enxotador de melgas.

    Cuidado, que eu ataco de dia, e a Coitadinha da Inocente, pode atacar também .

    Tem bom remédio o Castro, assine uma petição contra o Estatuto do Anonimato .

  118. Viva,

    Vários comentários me chamam aqui, tenho paliativos e faço curativos, tenho pensos rápidos.

  119. dois enxertos se impõem desde logo.

    No caso exposto do Castro Nunes, penso rápido que foi vítima do Princípio de Cabras.
    Assim, a partir de um parecer que é, ao que tudo indica, uma bosta, o senhor Perseguidor aplicou-lhe a presunção de cabras (e cabrões, salve o devido respeito) e concluiu que quem cabritos vende e cabras não tem, é porque vive no mundo rural e as assedia sexualmente.

    Num leu o Código, não diz que andou por lá ?
    Não há modo de contrariar uma coisa marada feita a título de prova, mesmo que seja feita pela Judite.

    Paga-se bem sua esselencia. O parecer tá bem pago. Foi isso ou está deturpado pelo snr coiso Perseguidor ?

    Não sabe que tem que pagar ao Fisco ?
    Ignora que o perseguidor tem que provar como chegou àquele valor, senhor Astronómico Perfil do Manoel Imbecil de Qualquer Coisa.

    E não tem advogada ?
    Tá lá a fazer o quê ?
    Croché ?
    Renda de Bilros ?

  120. e mais outro penso rápido.

    Falsificação de documentos, hein ?
    Como assim ?
    Há que provar.
    Máquinas de escrever e tipos e teclados.
    Mas a coisa basicamrnte é uma carcaça e um mecanismo lá dentro.
    O que bate chama-se tipos e onde se bate chama-se teclado.
    Num se poderá enxertar um teclado e tipos numa carcassa ?
    Não aconteceria amiúde em consertos por via de biscateiros sapateiros ?
    E como se prova que foi vocemessê ?
    Podia ter sido anotações e correções feitas pelo original detentor dos verbetes.
    Já faleceu ?
    Infelizmente, e é mau, em especial, se a viúva em nada ajuda a ESCLARECER.

    Mas não tem sua esselencia, uma advogada ?

  121. Renda de bilros, renda de bilros, a senhora deve querer trabalhar, mas o gajo começa-lhe a falar de pandeiros, pandeiretas e penduricalhos, com os olhos esbugalhados.

  122. e mais outro se impõe

    Então o Jurisprudente de Merda, apresenta um hipotético cenário, e o Castro Nunes mostra uma realidade concreta bem diferente, e depois ainda acusa o jurisprudente de ter tido acesso ao processo ???
    Como assim ??????
    Olhe não enxergo como tal seja possível.

    Se assim fosse, a partir da EVIDENCIA, o parecer disparatado da bosta, o Jurisprudente de Merda teria facilmente concluído que o Castro teria furtado 4 rolos de papel higiénico e marcado 2 golos ao Benfica.
    Lá está, por causa do tal ónus táctico.

    Ora o snr. Perseguedor, não concluiu assim. Podia ter sido pior.

    A advogada pra que serve ?

  123. Note, meu caro, que o PRUNES sofre de soltura permanente e só apregoa em conformidade.
    O sujeito – interdito – não entende, mistura os alhos e os bugalhos e depois da salganhada afasta-se como se tivesse demarcado território. De facto, assim é – demarcou território estéril para discussão, análise e conclusão.
    Ele nada sabe de evidências, nem de provas nem de factos. O sujeito é um indeferimento in limine ab initio.

    Se o Magistrado o perseguir nada mais faz do que cumprir o seu dever: sanear a Comunidade. A lei penal manda que se encontrem os «tipos», os penais.

    O PRUNES nada sabe de papel higiénico. Ele anda nas terras do povo e quando entende que tem algo sólido para parir, limpa-se a uma pedra ou à folha da couve.

  124. Olha!
    Agora vieram os ceguetas todos de uma vez!
    Para lá de anónimos ainda têm medo e vêm com charadas e meias palavras, a modos que initimidatórias.
    O senhor procurador entra em frenesi sempre que alguém se lhe dirige por conta própria, sem intermediação de um advogado.
    E dá-lhe em malhar no frio.
    ”Há que provar.”
    Quem? Eu? Ou o senhor procurador do curativo? Ou a Judite?
    Só dizes asneiras, cegueta.

  125. PRUNES, quando vais corrigir os olhos? Estás a ver tudo cruzado. Hum? Apanhaste algum balázio na mona lá em Moçambique, foi?

  126. Snr Castro Nunes, não perca tempo com essas coisas dos filósofos gregos, que Aristótelices e Sócratices não conduzem a nada, embora eles pensassem que é possível estabelecer um Direito a partir da Aritmética e um outro a partir da Geometria.
    Não dá.
    Não existe nem um direito aritmético, nem um Direito geométrico.
    Não se pode estabelecer um Direito matemático, desenhado a régua e esquadro.
    E depois temos a força.
    A Força e a Razão.
    Vamos então à teoria da Força. Diz que o direito se impõe meramente pela Força (Autoridade) e como tal, faltando-lhe o apoio da força (uma autoridade para o impôr) ele falha.
    Errado !
    Ora, um documento assinado por uma pessoa, não adquire intrínseco valor legal, só pelo facto de ele o ter assinado à força, por ter uma pistola apontada à cabeça.
    Isso, a teoria da força, equivale, e em último lugar conduz à velha moral espartana que diz que se pode cometer crimes desde que se tenha cuidado para não ser apanhado.
    Ora o Direito, embora por vezes tenha que recorrer à força (autoridade pública legítima) para se fazer realidade, é mais que isso, é sobretudo, RAZÃO e PERSUASÃO).
    Ora a razão nunca se afasta muito da ideia de justiça.
    Ou não ?
    Foi persuasivo, isso acima ?
    Sem dúvida, interessantes e riquíssimos LOLZ, estes debates aqui com a maralha, mas eu tenho mais que fazer e o comentador Castro é cabeçudo e tem muito tempo.
    Eu não. Tenho mais que fazer e vou comprar tabaco que se me acabou.

  127. PRUNES, pára de bater com o cálcio na parede. Depois dizes que sãos vizinhos de cima a serrar cadáveres.

  128. Ó Coitadinha…
    Nem sei que te diga…
    Mais conversa de treta.
    Retenho apenas uma coisa, ainda que não seja clara.
    Vieste ameaçar-me com a força e a persuasão.
    Mas como? Em nome de quem, uma vez que não és ninguém?
    Já reparaste em que ainda não falaste sobre nada? Parecendo que falas sobre muito.
    Não tenhas medo, coitadinha. Desembucha!

  129. Com latim e grego. Utiliza o MÉTODO. E acaba com a questão fundamental « porque me estão a partir o trombil»? Reflictamos, depois.

  130. Faltou no texto uma virgula, e que diferença ela faz, as minhas escusas, aqui vai

    Não há modo de contrariar uma coisa marada feita a título de prova, mesmo que seja feita pela Judite ?

  131. ó senhor Castro Nunes, não retenha nada, que se torna num anal retentivo.

    Coma fibras, faz-lhe bem ao organismo.

    Eu não ameaço ninguém, apenas estou de soltura, como muitas fibras, e não retenho nada.
    Mas agora deu-lhe prà paranóia ?
    Como assim ?
    Não sabe que a espada de Demôcles é pra não cair ?
    Sustos .
    Sustos, sim.

  132. E se fosses p’rá puta que te pariu, procurador do curativo?
    Queres saber o quê, objectivamente?
    Tudo se pode contrariar, filho.
    Alguma dúvida sobre isso?
    Um calmante pode contrariar o teu mal estar.

  133. Repara numa coisa, procurador do curativo.
    Vou dar-te um exemplo de uma contradição.
    Tu estás convencido de que um procurador merece ou pode exigir respeito, só por ser procurador. Ou mesmo essa tal senhora dona Judite.
    Ora, na minha opinião e ideia de justiça, um procurador TEM que merecer respeito.
    A minha função é a de contrariar um procurador.
    Tendo em vista o que li, o procurador não merece o meu respeito.
    Que espera o procurador? Ele está contra mim, eu vou ter que estar contra ele. Ou será que o procurador está convencido de que, uma vez que acusa, eu tenho por obrigação e dever, por respeito pelo procurador, de conforma-me e esperar a sua clemência?
    Queres saber porque perdi o respeito pelo procurador? Eu digo-te.
    Queres saber aqui? Eu digo aqui. Está nas tuas mãos.
    É inesperado, sem dúvida. O procurador estar nas tuas mãos.
    Estarás tu contra o procurador?

  134. @NUMBEJONADA,

    Meu caro.
    Como está.
    É preciso um pensamento bem organizado e um raciocínio bem estruturado, e só aquele que o detem, conhece outro que também o tem.
    Grato pelo reconhecimento.

    São quase todos uns simplórios e por isso se quedam por coisas simples e absurdas, que até metem dó.

    Veja o caso do Castro.
    Julga-se um polivalente talentoso e um artista multifacetado, estudou direito e coisa e tal e portanto, é um hermeneuta.
    Quando julga que sabe, inventa, quando não sabe, insulta.
    É vê-lo saltando rápido de um quadro de comentário para outro, qual pulga saltitante, para aí debitar a sua sabedoria.
    Já dizia S. Tomás de Aquino, que o ser humano é muito dado à curiosidade e é da natureza humana divagar sobre todos os assuntos.
    Ora, normalmente, quem não sabe do geral, também não sabe do concreto.
    Assim é, o pretencionista Nunes, que não atinge na Teoria, nem acerta, no caso concreto.
    Então é só vê-lo a estatelar-se.
    O comentador Pro Curador escreve, faltou uma virgula, e na verdade, o que faltava e foi acfescentado, era um ponto de interrogação.
    Ora o sapiente hermeneuta, nem numa coisa simples como esta reparou.
    Não é rigoroso, não pensa, não confere, não verifica, e a sua limitação de raciocínio, que advem de ter ideias fixas pré-concebidas, só condu-lo à dispersão, é vê-lo a saltar rápido dum quadro para outro para aí deixar a sua chancela de vaidade e presunção, por isso, não atina no detalhe, nem acerta no geral.

  135. Minha coitadinha, desgraçadinha ou o que te quiseres nomear para puxares à lágrima e vires agora com conversa fiada para dares a volta ao prego.
    Eu notei bem o alegado lapso do nosso procurador e conheço de ginjeira esses lapsos, muito bem documentados em acordãos e decretos judiciais.
    Após a manhosa correcção do nosso procurador eu assumi o lapso e tomei a expressão como uma interrogação.
    ”Não há modo de contrariar uma coisa marada feita a título de prova, mesmo que seja feita pela Judite ?”
    Ainda assim o nosso procurador deixava aí uma ambiguidade manhosa, que, de certo, virá ainda corrigir como lapso. Judite podia ser, no contexto, a viúva do Dr. António Cavaleiro Paixão, que o nosso procurador bem sabe que já faleceu, ou a polícia judiciária, na gíria também conhecida por judite.
    Eu ignorei o lapso e tomei apenas a primeira oração da enunciação. ”Não há modo de contrariar uma coisa marada feita a título de prova?”
    E respondi que sim. Que há muitas formas de contrariar uma coisa marada, seja a coisa do procurador ou da judite. E respondi assim porque já antes tinha dito que a coisa marada não era da dona Judite, mas fora proposta pela judite ou pelo nosso procurador à dona Judite. Por isso era marada, porque se fosse da dona Judite havia que perguntar ao nosso procurador e à judite porque razão não perguntaram à dona Judite se só lhe havia ocorrido em sede de depoimento para os autos que o marido sofria de Alzheimer cinco anos antes.
    Alguma dúvida?
    Mas eu estou a acabar de jantar. Já cá volto para explicar-te porque estás aqui com essa conversa fiada e o que tem isto que ver com Sócrates.
    Depois queixa-te… Continua a dizer essas coisas sobe o Castro Nunes… Que é um idiota… hermeneuta… coisa e tal…
    Minha querida coitadinha…

  136. @Numbejonada

    Os meus cumprimentos.
    Faço minhas as palavras de Coitadinha da Inocente.

    Uma coisa que precisa de tratamento urgente, é a chamada judicialização da política.
    Não há.
    Ao meliante politiqueiro dá-lhe jeito, e procura impingir-se ao Povo.
    O papalvo do Povo que se cuide, e parece que clientes há muitos aqui.
    À política pois, o que é da política.
    E à justiça, então, o que é da Justiça.

    Ora a Coitadinha já disse, que a ideia de justiça, já vem implicita na lei.
    O juiz aplica a lei, e se a aplica tal como ela está, na lei, pode dizer-se que aplica a lei e que como tal, nesse sentido, é um juiz justo.
    E se a lei não fôr justa ?
    Bem, à política o que é da política.
    O juiz não faz a lei. Apenas a aplica. Aliás, nem pode sequer recusar aplicá-la, mesmo que a considerasse injusta, indecente, ou imoral.
    Quem faz a lei é o legislador.
    Portanto a lei, a cada dado momento histórico e político, nada mais é que o reflexo da ideologia do partido no poder.
    Assim, a ideologia da política no poder, quanto à fiscalidade, está nos códigos tributários, a ideologia do combate à criminalidade, no Código Penal, e por aí adiante.
    Não há pois, judicialização da política, porque o pensamento ideológico do partido do poder não foi julgado pelo juiz, nem o seu programa eleitoral nem Orçamento foi ao tribunal, antes da sua publicação. Pelo contrário, pode ir é depois, e ainda bem que assim é.
    Agora vamos à Justiça o que é da justiça.
    Um político, pelo facto de ser político, pode cometer crimes tipificados e puníveis por lei, e ficar fora do alcance dela ?
    Há gente por aqui que acha que sim.

    Ora, ainda bem que existe uma possibilidade de ter um controle sobre os desatinos e abusos da política, e assim defender o Povo, os eleitores, perante o Poder eleito, o Governo e o partido.
    Chama-se Tribunal Constitucional e defende o povo contra arremedos da classe política, que ultrapassem os limites da justiça, estabelecidos na lei fundamental.

    Mas não percebem nem querem perceber nada disto.
    Por eles, o ladrão podia continuar a roubar, e o criminoso podia ficar impune. Por falta de cadeia digna, penso.
    É que um criminoso da classe política, requer uma prisão condigna, algo assim com tv de televisão por cabo, ar condicionado, acesso à internet de banda larga.

  137. ”O juiz aplica a lei, e se a aplica tal como ela está, na lei, pode dizer-se que aplica a lei e que como tal, nesse sentido, é um juiz justo.”
    Já cá venho, mas reponde-me a isto, nosso procurador.
    Que queria dizer o juiz de investigação criminal Carlos Alexandre quando escreveu num despacho que a medida de coacção de prisão preventiva aplicada a José Sócrates pecava por defeito?

  138. já cá venho, volto já, espera por mim, agora vou comer mas depois já cá me vês , portem-se bem

    mas que raio de mania de meter o nariz em tudo que é sítio …

  139. A mania é tua, senhor procurador.
    Diz-me.
    Agora queres tirar o nariz que deixaste entalado?

  140. PRUNES, zurrou

    «Que queria dizer o juiz de investigação criminal Carlos Alexandre quando escreveu num despacho que a medida de coacção de prisão preventiva aplicada a José Sócrates pecava por defeito?»

    Já te disse, Prunes queda-te por aí. Vê lá, pá, que ainda te desenvolvem os adágios, pá. E depois não gostas, pá.

    Ora bem, PRUNES, cala-te.

  141. A BURRA está no espaço. Prendi a BURRA na palheira, pus-lhe as vendas nos olhose a BURRA soltou-se. Sai daqui veterinária, XÔ. Away already.

  142. Vai-te foder, cegueta!
    Estás a ameaçar-me com retaliações por parte do juiz?
    Tem tu cuidado, homem! Tem cuidado! Não fales em nome dos juizes.
    ”Não invoque o nome de deus em vão!”

  143. E, portanto, continuando o que já foi iniciado, continuado pelos acima INTELIGENTES, temos que o PRUNES, INTELIGERDA do dispensário, depois de misturar os alhos e os bugalhos, etce e tonto, diz que interrompe para ir jantar. Volta, entretanto, cuspindo gafanhotos que pretende eruditos e questionando sempre. Ele pensa que a uma pergunta se responde com uma pergunta. NUNCA.
    Chama procuradores a todos, trata a BURRA por caríssima, quando devia, em bom rigor tratá-la à altura, que a BURRA tá farta de emborcar o licor do PIMPAUMPUM. CATRAPUM. PUM PUM.
    PRUNES precisas de ser escamado, pá.

  144. Sim, cegueta.
    Acredito em que a ideia do procurador seja escamar-me.
    Pode agradecer-te a ti, que trouxeste para aqui o assunto.
    Na devida altura talvez mude de opinião e diga:
    ”Vou escamar aquele anormal do cegueta!”

  145. Ora vamos então por um ponto de ordem nesta palhaçada, senhor procurador.
    Eu estou a comentar um post sobre José Sócrates.
    Iniciei os comentários circunscrito ao tema, manifestando a minha indignação face ao que se tem passado no âmbito desse processo, que, do meu ponto de vista, circunscreve o maior atentado em Portugal contra o estado de direito e a reputação da justiça perpetrado desde a fundação da República.
    Já regressamos ao assunto.
    Ora, estando eu a argumentar circunscrito ao tema e tentando desmantelar a manha argumentativa do cegueta e seus acólitos, que papagueiam aqui, por defeito, a manha argumentativa da comunicação social e, alegada e pressupostamente, dos magistrados pela voz da comunicação social, o cegueta mandou um dos seus acólitos ou um dos seus ‘’antropónimos’’ fazer referências ao ‘’meu caso’’, a saber o processo do procurador Rosário Teixeira contra o Manuel de Castro Nunes.
    Poder-se-ia dizer que o processo do procurador Rosário Teixeira contra o Manuel de Castro Nunes nada tem que ver com o processo do Correio da Manhã contra o José Sócrates, a não ser que envolve o mesmo procurador e o mesmo juiz de instrução.
    Poder-se-ia também dizer que o Manuel de Castro Nunes tem sido tão assertivo e imperativo na denúncia do caso do José Sócrates, porque é também alvo de acusação por parte do procurador Rosário Teixeira, como meio de dispersão para atenuar o seu caso.
    Não é assim, já vamos ver porquê. Mas, se fosse, seria legítimo, veremos também porquê.
    A verdade é que, se eu não tivesse qualquer razão de queixa do procurador Rosário Teixeira nem o conhecesse de lado ou momento algum, tomaria publicamente a mesma e única posição de manifestação de indignação relativamente ao que se passa com José Sócrates.
    Porquê? Porque o caso do José Sócrates indicia o cúmulo da manipulação partidária do sistema judicial português e o início de um itinerário de que não haveria saída. Já ouvimos alguém sugerir que, se o PS ganhasse agora as eleições iria, recorrendo de novo à manipulação do sistema judicial, retaliar sobre os seus adversários, que, de resto, já acusavam o PS de manipular Pinto Monteiro e Noronha Nascimento, entre outros.
    É por isso que tenho veementemente alertado para a instituição na orgânica da República de uma justiça rotativa, com várias ideias de justiça emboscadas na mesma lei, como sugere a desgraçadinha.
    (continua)

  146. Eu desconfio que o António Costa vendeu Sócrates em troca de a “Justiça” não prender mais nenhum membro do PS, talvez ele próprio incluído.
    Posso ? Ou será isto esquizofrenia a mais ?

  147. Continuação.

    Ora, vou então aqui colocar a questão de um ponto de vista a que me recusei até agora a recorrer, sempre que me pronunciei acerca do caso de José Sócrates.
    Eu sei que não falsifiquei qualquer documento e sei que o senhor procurador também o sabe, ou, pelo menos, não fez qualquer diligência provatória para o saber e certificar. Avançou com presunções, manhosa e processualmente fundamentadas em outras presunções que tomou ou propôs como evidências.
    Eu sei que não cometi qualquer burla, que continuo convicto não apenas de que os objectos vendidos ao BPN são autênticos mas também que a sua arrumação na categoria de falsos constituirá uma perda irreparável para o património cultural nacional e mundial. Irreparável e escusada, porque sempre propus a mobilização dos recursos adequados à análise da questão, com todo rigor, e propus-me alegar presencialmente com todos os que o desejassem.
    Eu sei que não recebi mais do que 166.500.00 Euros pelo meu estudo, que decorreu entre 2003 e 2007. Sei a que manhas contabilíscas recorreu o senhor procurador para esticar esse valor para mais do dobro.
    Eu sei que o senhor procurador não fez constar nos autos qualquer prova material de que a colecção se encontra a recato no sítio onde os autos a referem, senão um inesperado itinerário fotográfico alegadamente realizado pela polícia judiciária e uma referência ambígua dos doutores que elaboraram um parecer técnico. O senhor procurador não apreendeu a colecção à ordem do processo.
    Uma investigação por mim solicitada à Procuradora Geral da República e por sua ordem remetida para o DIAP, aguarda conclusão desde Janeiro, sendo certo que bastava um mandato de busca dirigido à sede do BPN/PARVALOREM para apurar se lá está e em que condições.
    Ou seja, não posso aqui exemplificar até à exaustão, mas eu sei a que manhas processuais recorreu o senhor procurador para me acusar de burla e de falsificação.
    Ora, o senhor procurador nem imagina que, para lá de acusado, eu sou um cidadão. Um cidadão interveniente na comunidade, cultural e politicamente, embora nunca me tivesse colocado a coberto da justiça rotativa, não tenho partido. O senhor procurador nunca leu nem quis ler o meu currículo, para poder alegar que eu não sou arqueólogo mas arqueómano.
    Mas, sobretudo, não sabe que eu, embora acusado, sou um cidadão republicano que nunca poderia admitir o que se passa com o caso José Sócrates e que, como não sou tão burro como o cegueta quer fazer crer, iria associar os seus procedimentos no caso procurador Rosário Teixeira contra José Sócrates aos seus procedimentos no caso procurador Rosário Teixeira contra Manuel de Castro Nunes.
    O senhor procurador não sabe que eu prezo a justiça como um inalienável bem comum, mas não tenho medo dela nem do estatuto dos magistrados. Respeito os magistrados enquanto os magistrados respeitarem, não apenas a lei, mas a ética e os bons procedimentos.
    De modo que vós, cegueta, coitadinha e procurador arrependido, se não tendes associação alguma com o procurador Rosário Teixeira, cometestes um velhaco abuso de confiança.
    Fostes vós quem trouxe para aqui o assunto.
    À vossa disposição para qualquer mais esclarecimento.
    As minhas congratulações.

  148. Caríssima Jasmim. Passam todos a vida a citar aquela anedota da mulher de César, a quem não basta ser.
    Sem dúvida, essa sua sugestão acerca de António Costa é uma presunção com o valor de qualquer outra.
    Mas legítima enquanto António Costa não der uma explicação coerente e clara para a sua atitude, que não seja o chavão estafado de que a justiça é a justiça e a política a política.
    Mas, como dizia, vale o que vale uma presunção ou uma evidência… aparente.

  149. Sempre me habituei a ver números de presidiários como por exemplo os dos metralhas; coisas do tipo: 167-671.
    Isto é que é um tipo com visão!
    Ele é apenas o 44!!!!
    Viva o “seu” Simplex!

  150. Ó Teodoro!
    Está visto que odeias o homem!
    Achas justo um gajo estar preso só porque tu o odeias?
    Pensa um bocadinho.
    Se o assunto é de ódio, que acontecerá se as chaves do carcereiro mudarem de mãos?
    Vai ser um corrupio durante três décadas. Ora agora saio eu, ora agora entras tu… chave p’raqui, chave p’acolá.

  151. Ele está preso não é por eu gostar ou deixar de gostar dele!
    Está preso porque é um perfeito trafulha!
    A única coisa que ele tem pelo lado dele, é que existem alguns piores que andam para aí a passear…

  152. “Sócrates é responsável posto que a sua conduta, de facto, permitia alimentar suspeitas de crime dadas as suas responsabilidades no Estado e o perfil de quem lhe estava a enviar dinheiro. ”

    À falta de provas de crime, o Valinox e outros arranjam argumentos condenatórios da conduta moral de Sócrates no que diz respeito aos seus gastos e gostos pessoais e familiares como se o homem, depois de ter exercido o poder político, não tivesse o direito e a liberdade de gerir as amizades e o seu património com as mesmas regras que qualquer outro cidadão.
    De repente, apareceu uma vaga de gente virtuosa, moralista e, sobretudo, muito exigente com a conduta dos outros. Os moralistas gostariam que este Sócrates tomasse a cicuta e desaparecesse. Não contem com isso.
    Quanto à posta do Val(inox), posso ainda acrescentar que construí a convicção de que Sócrates está a transformar-se num preso político e que vai prejudicar o PS nas próximas legislativas, apesar de eu acreditar que os portugueses, no momento de votar, saberão distinguir as coisas.

  153. Eu conheço muitos gajos que em minha opinião são ou gostava que fossem trafulhas.
    É a minha opinião. Sei muito bem que é a minha opinião e ardente desejo.
    Mas ainda não prendi nenhum deles.

    Pode ter acontecido que o juiz o tivesse mandado prender porque, em sua opinião, era um trafulha, tendo-se todavia coibido, talvez compulsivamente, de lhe atribuir uma pena mais pesada.
    Eu estou convencido de muitas coisas, não tenho é o poder do juiz para prender.
    Trafulha não consta do rol de tipificação de crimes no código penal.
    Ontem, depois de ouvir o meu vizinho contar uma peta, disse: ”És um trafulha.” E ri-me, mas não o prendi.

  154. O senhor précurador parece andar agora à précura da rolha.
    E eu vou dormir.
    Boa noite, Teodoro.

  155. ” À falta de provas de crime, o Valinox e outros arranjam argumentos condenatórios da conduta moral de Sócrates no que diz respeito aos seus gastos e gostos pessoais e familiares como se o homem, depois de ter exercido o poder político, não tivesse o direito e a liberdade de gerir as amizades e o seu património com as mesmas regras que qualquer outro cidadão. ”

    Então não é filho.
    Nem dá para ver o estratagema, o ponto de partida e o objecto de chegada, o viés de informação e o viés de selecção.

    ” De repente, apareceu uma vaga de gente virtuosa, moralista e, sobretudo, muito exigente com a conduta dos outros. Os moralistas
    gostariam que este Sócrates tomasse a cicuta e desaparecesse. Não contem com isso. ”

    Claro, continua e está em linha, viés, confusão, e modificação de efeito.

    ” Quanto à posta do Val(inox), posso ainda acrescentar que construí a convicção de que Sócrates está a transformar-se num preso
    político e que vai prejudicar o PS nas próximas
    legislativas, ”

    Oxalá acertes.

    ” apesar de eu acreditar que os portugueses, no momento de votar, saberão distinguir as coisas. ”

    Aqui, retoma-se o viés e a modificação de efeito.

    Pois eu também acredito que os portugueses, no momento de votar, saberão distinguir as coisas e portanto faço votos de que estejas 100 % certo quando referes que vai prejudicar o PS e desde fico contente e muito satisfeito se perder e por muitos votos, ó pastelão de merda, pensas que enganas alguém.

  156. Ó touro e galo,
    em época de touradas, não me custa nada cortar o pescoço a um galo e fazer com ele uma boa cabidela. Se faz favor, não me confundas também com outra personagem desta tasca.
    Para que conste, e para teu desagrado, conheço muitos portugueses que, no dia 4 de outubro, não vão perder a oportunidade de derrubar a coligação de direita, optando pelo voto no PS, mesmo aqueles que acreditam que o Sócrates poderá ter alguma culpa no cartório nesta novela mexicana produzida pelo MP e o querido Alex. Todos esses portugueses sabem que uma árvore não faz uma floresta, não confundem a parte com o todo. Ou seja, o PS com este novo líder e seu programa eleitoral é uma coisa; outra coisa é o cidadão Sócrates e as suas circunstâncias.
    Obviamente que acredito que o PS vai ganhar as próximas legislativas. Só cá em casa, vão 8 votos direitinhos para o PS!

  157. “Ou seja, o PS com este novo líder e seu programa eleitoral é uma coisa; outra coisa é o cidadão Sócrates e as suas circunstâncias.”

    E até mesmo pelo cidadão Sócrates, e pelas “suas circunstâncias”, haverá muitos portugueses que irão votar no PS.
    Vão votar porque consideram que estão a perseguir Sócrates, não pelo cidadão que ele é ou por ter cometido “crimes”, mas por ele ter sido Primeiro-Ministro dum governo do PS que NÃO LEVOU o país à bancarrota, porque NÃO QUIS TRAZER para cá a Troika, e porque NÃO SE CALA e NÃO DEIXA a Direita propagar a sua tese (ou narrativa) maligna sem lhes dar luta (mesmo preso).

  158. Senhor précurador!
    Oi!!! Acorde, homem!
    O senhor précurador chama-o!
    Apresente-se na parada!

  159. PRUNES, já emborcaste o licor!

    Mas tu não conheces o alegado Procurador? Sabes, onde encontrá-lo, então…Não o chames assim, vai ter com ele, pá.

  160. Tu sabes ler?
    Devias cuidar-te. Já te avisei de que podes estar a comprometer o procurador com as tuas alarvidades.
    Porque não alegas com argumentos ponderados, prudentes, de gajo inteligente, coisa e tal?
    Ainda não entendeste que para mim és um boneco mas para o procurador podes não ser?

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