Um país sem interior

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Portugal é um imenso litoral. No princípio do mês, fiz uma viagem de carro que me levou de Lisboa a Miranda do Douro, passando por Portalegre, Castelo Branco, Belmonte, Foz Côa e tudo o mais que pude apanhar pelo meio. Missão secundária: chegar a Mirandela e fazer de comboio a linha do Tua. Missão principal: pegar no mapa, abrir os olhos, e ir para onde me desse na real gana.

A gana, se real, leva-nos longe. Foi assim que descobri um castelo a ser recuperado no Alegrete, um parque aquático em Mosteiros, uma casa de sonho na Esperança e um caminho mágico entre Rabaça e S. Julião. Tudo isto ainda na Serra de S. Mamede, estava no começo da viagem. No dia a seguir, Castelo Branco, iria para uma das regiões mais desertas no mapa. Malpica do Tejo, Soalheiras e Rosmaninhal, uma finisterra encostada à fronteira, uma fronteira de terra sem fim.

A gana, a minha, leva sempre para fora do alcatrão. Foi assim na travessia da Serra da Malcata, onde os pneus do meu bólide pertenciam agora à espécie mais ameaçada de extinção no território. Percorri veredas que deixariam tractores grandalhões com miúfa de lá poisar os rodados. E valeu a pena? Ora, tudo vale a pena quando se contempla a barragem da Meimoa. Ou a da Póvoa. Ou a do Maranhão. Ou a próxima.

A gana, afinal, aproxima. No Escarigo, ali mesmo ao pé de Almofala e da Vermiosa, ’tás a ver?, fica um dos locais mais belos da Galáxia. E eu tive o ranço de o apanhar aberto, sem saber ao que ia, incauto ao entrar, tendo lá parado num acaso. Duas senhoras faziam a limpeza e contaram-me histórias, falaram-me do tecto, levaram-me à sacristia. Disseram-me que a capital é Lisboa e não Escarigo só por causa de um grão de trigo — e como isso é tão delirantemente verdadeiro se escutado naquela igreja.

Passei por aldeias, estradas sem nome, montes e cabeços em parques naturais, vias terciárias, caminhos perdidos onde apetece procurar o destino. E concluí duas coisas: (i) o Portugal das estradas esburacadas acabou, mesmo no cu do mundo; (ii) e já não existe interior. Já não há distância, nem tempo de viagem, nem curvas. O que há é o outro lado do litoral.

44 thoughts on “Um país sem interior”

  1. “O que há é o outro lado do litoral.”

    É o que sempre houve, ou de 1950 para cá, pelo menos.

    Andas em sítios fixes — explora melhor.

    Mas é pena a parvónia já não ser tão recôndita. Esperemos que as distâncias não se encurtem demasiado, como o dinheiro (ou vá lá saber-se que porra) exige.

    Esperemos que esse bonito defendido dos verdadeiros parvos aguente.

  2. Sei que é uma mania (ou um defeito… ou um erro) lisboeta pôr determinantes antes dos nomes de TODAS as localidades, mas aqui se deixa a correcção: ALEGRETE nunca será “o Alegrete”, pois se assim fosse seria um canteiro de flores (a terra é bonita, mas não precisa de metáforas), assim como MARVÃO nunca será “o Marvão”.

  3. No Escarrigo, ali mesmo ao pé de Almofala e da Vermiosa, ‘tás a ver?, fica um dos locais mais belos da Galáxia.

    Não estou a ver, mas gostava.Solicitam-se mais descrições…só agua na boca? Não!

  4. gostei de te ler, mas o interior está longe de ser o outro lado do litoral.

    onde estão as pessoas, onde está a vida, Valupi? de certeza que não encontraste muitas, apesar das estradas terem menos buracos e todas estas terras de sossego estarem mais próximas…

  5. j.., estou contigo no lamento nostálgico. A miséria tem muitos encantos para quem está de passagem. Mas esta invasão de vias largas e a direito também liberta outras estradas do tráfego.

    Já deixo de estar com a referência a 1950 e à implícita temática da emigração. É que eu estou a defender o contrário, e o qual o luis eme apanhou: já não há interior, está tudo junto a tudo. Para o mal e para o bem.
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    Ruy Ventura, muito obrigado pelo correctivo. Mas creio estares em excesso de zelo. Também dizes “no Porto”, e a confusão não se instala com o substantivo comum. Neste caso do meu texto, não há contracção com artigo mas com demonstrativo. E também há intentos estilísticos numa dimensão onde a norma é fixada pelo uso – por exemplo, vide como começa http://pt.wikipedia.org/wiki/Alegrete_%28Portalegre%29

    E sim, a terra é uma beleza.
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    maremoto, vai lá. É já aqui, do outro lado do litoral.
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    susana, espero continuar. Não tem de agradecer.
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    luis eme, tens razão. Mas… há pessoas, e com uma saúde, física e moral (atenção, isto são percepções de passagem, e nada mais), que fazem inveja ao quotidiano citadino.

  6. bela viagem, obrigado por partilhares paisagem poética e assim fazer-nos esvoaçar. Se por acaso não conheces, Sortelha e Marialva valem bem a pena, segues atrás da cruztrevo dos Templários…

  7. Valupi, se por um lado eu concordo com o facto de já não haver distância e tempo entre um litoral e um interior, a desolação e a desertificação não são temáticas de ficção. Há dois anos, atravessei regiões do nosso país que se assemelhavam a autênticas paisagens de Western. No Fundão, nem se fala. Mas a beleza do rio Zêzere redime os espaços marcianos a que presenciei. É a coisa mais linda que vi em toda a minha vida.

  8. Em Escarigo (e não “no Escarigo”), bem próximo donde Pedro Jaques venceu a batalha de Castelo Rodrigo, há pombais entre as oliveiras, e figueiras que se oferecem sobre os muros de pedra solta.
    Com sorte, vêem-se esquilos pretos atravessando estrada.
    E há o Águeda, uma fronteira que protege a natureza.

  9. z, também estive em Sortelha. Um mimo. Marialva só ao largo.
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    claudia, com certeza. A desertificação do interior é um dos clichés obrigatórios do discurso sociológico, económico e político. Mas, não se está a contar a história toda…
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    José Ferreira Marques, muito obrigado pelo correctivo. E pelo descritivo.

    Quanto à questão do “no” versus “em”, aqui vai uma achega:

    http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=69

    Claro que não reclamo razão, apenas liberdade literária. Para mim, é mais íntima a fórmula “no”, obtendo daí efeitos estilísticos e semânticos.

  10. Valupi, o país tem interior que eu vi isso com os meus próprios olhos, nem é nenhum cliché. Apresentaste um ponto de vista assaz original, mas as terras desertificadas andam lá. E se o nosso vizinho tomasse conta delas, hein? Continuarias a dizer que não temos interior ou andaste somente pelas cidadezinhas apetrechadas com o teu guia turístico?

  11. Pois, não andei só nem principalmente pelas cidadezinhas, nem tinha guia turístico, claudia. O facto de não haver interior não significa que aquele espaço desapareceu, antes que mudou de estatuto, que algo de estrutural aconteceu por ali que reduziu as distâncias.

  12. Ó Ruy,

    O Lisboeta pode fazer punhetas como TODA a gente, mas uma coisa que ele não tem é o hábito de dizer “o” Benfica ou “o” Alvalade, quando se refere a essas duas localidades e possivelmente muito mais, mas não tenho tempo para ir procurá-las. Um copo de três à sua saúde.

    PS Ainda não tinha acabado de escrever isto e já me estava à lembrar de quando era miúdo e perguntava a minha mãe: vamos no Domingo à Sintra, e depois damos uma salta à Mafra, mamã?

    VALUPI,

    Contaste a verdade, gostei.

  13. O valupi foi à aldeia e veio maravilhado. Mal acomparando, parece a Maria Fimomena Monica que aqui há uns anos (na era pré blogues) descobriu, e relatou-o numa crónica, que os minhotos comiam de faca e garfo e, pasme-se, até conduziam carros de grande cilindrada! Eu comecei por dizer que é mal acomparando, bem…
    Valupi, olha lá outra coisa: é linda essa tua liberdade literária e tal, ó pá, mas olha que dizer “na Espanha” ou “em Espanha”, é algo diferente de dizeres “na Lisboa” ou “em Lisboa”, ou “à Lisboa”. Diz lá, eu vou “à Lisboa”, por exemplo… vês como soas ridiculo? E aqueles que na TSF, nas notícias do trânsito, dizem “no Pombal”, em vez de “em Pombal”?… ai ai, juizinho, que a malta aqui na aldeia zangamo-nos e vamos por aí por esses montes e vales abaixo armados com cajados para impor o respeito!…grunf!

  14. A chatice, Valupi, é que de facto existe interior, ao contrário do que pensas. Antigamente, com as estradas esburacadas, talvez não te desses ao trabalho de o descobrir, mas agora, com tanto asfalto lisinho e tão rápido, não tens desculpa para não o saberes. O que por aí há, por esses montes por onde passaste, é aldeias abandonadas, com casinhas de xisto para inglês comprar, ao preço de um T4 no Chiado.

  15. Pedro, tens razão, não me apetece nada dizer “à Lisboa”. Mas não mandes já o foguete porque ainda não te pronunciaste sobre a diferença entre o artigo e o demonstrativo. Tal como desconfio que não estás a entender bem a abertura da questão. Quanto a Pombal, talvez seja preferível dizer “no”. Porque não? (sim, estou-te a fazer uma pergunta directa, e antecipo já que não dizes “em Porto”)

    E também tens razão, muita, quanto às aldeias abandonadas. Mas isso não anula, antes reforça, a notícia: este país já não tem interior. A partir daqui, começa o pensamento original.

  16. Admito que nem todas as localidades levam o bendito determinante lisboeta, mas há muitas que o levam indevidamente, duas delas Alegrete e Marvão. Há ainda outras cuja pronúncia é completamente modificada, “Fortios” (Portalegre) que passa a Fórtios, Gáfete (Crato) que passa a Gafête e muitas outras. É uma espécie de regionalismo lisboês? Possivelmente. Virá no seguimento do “café com laite” ou do “Cachodré” (Cais do Sodré) ou aindo do “obrigades!”. Nada contra… como escreveu um dia um poeta, “são como estrelas do céu teus erros de ortografia” e… já agora… de pronúncia.
    Seja como for, registo aqui que gostei do texto.

  17. bELA MEMÓRIA DE UMA VIAGEM PARECIDA – SAO JULIÃO ESPERANÇA MOSTEIROS NAVE FRIA E ETC
    A SERRA DE SAO MAMEDE É MAGICA TEM MUITA AGUA NO MEIO DA PEDRA

  18. Ruy, nunca ouvi, ou li, “o Marvão”. Tal como me surge natural o uso “em Alegrete”. Parece é que há uma intenção enfática que pode levar para a multiplicação do determinante cuja origem remetes para Lisboa. Seja como for, o que acontece em Lisboa é apenas o fruto da inércia. Se os avisos vierem repetidos pelos interessados, a coisa adapta-se ao gosto e tradição local.

    Como alfacinha, só adulto me dei conta de haver uma pronúncia lisboeta. E fico triste com a uniformização causada pela televisão e rádio. As pronúncias são parte do património, da riqueza e poder da Língua.
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    jcfrancisco, mágica, é como dizes. Há lá outros mundos, envoltos por aqueles montes femininos.

  19. Podem dizer à vontade “na Régua” e “à Régua” que eu não me importo e até gosto. Importar-me-ia se dissessem “em Régua”, “a Régua” ou outra animalidade idêntica, tão frequentes nos nossos media. Como Corgo pronunciado Côrgo, em lugar do legítimo Córgo, para o rio do mesmo nome.

    Tenho sentido em cheio essa mudança a que o Val alude. Chegar a Vila Pouca por uma das duas auto-estradas que lá desaguam é algo que nunca imaginei sequer poder vir a acontecer, quanto mais em minha vida.

  20. Valupi, ainda há interior. Não me referia nem refiro ao binómio “natureza bonita/pessoas pobrezinhas que têm de fugir”. A emigração é um facto, as estradas bem asfaltadas é outro. Mas são só isso, coisas que acontecem, que não definem o interior nem sítio nenhum. “Fica tudo pegado”, sugeres? Ainda bem que não. O interior ainda possui identidade própria, e forte. Esses lugares-comuns…

  21. Valupi, fiquei a pensar. Achas melhor trevocruz ou cruztrevo? Acho que prefiro trevocruz, cruz trevo fica parecido com cruz credo. Parece um símbolo apropriado para o tal cristianismo celta que mostravas num link que eu até guardei algures. Os templários, dois cavaleiros num cavalo, eram uma espécie de polícias daqueles tempos. Um dia, em época baixa, oferece-te uma noite na Flor da Rosa, no quarto (do pai de) Nun’ Alvares, aí era Malta.

    O nosso interior é, em muitos sítios, lindo. Marialva era uma marca. Tenho pena da eucaliptização em barda de algumas serras, deviam ter feito mosaicos, ao longe ainda vá, parece cabelo verde glauco à escovinha, mas lá dentro é uma tristeza de um biótopo pirófilo.

  22. O interior é mais do que uma condição geográfica; é também uma condição social, económica, cultural, etc. O Valupi pensa que chegando mais depressa ao interior, este anula-se, o que não é verdade; apenas lhe dá acesso mais fácil ao interior.
    Perguntas-me se não seria preferível dizer “no Pombal”. Talvez. Talvez tivesse sido também preferível que os meus pais me tivessem chamado António; eu sei lá se com esse nome, não teria tido mais sucesso na vida… É que estamos a falar de convenções. Está convencionado que “o pombal” é um local onde vivem pombas, e que “Pombal” é uma localidade. É só isso. Assim como se diz “no Porto” e não “em Porto”.
    Nik, estamos à vontade para dizer “na Régua” e “à Régua”, obviamente, porque é assim mesmo que se diz.

  23. joão, também lá estive.
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    Milu, sem GPS e sem destino, sem fim.
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    Nik, é isso, e muda por completo a realidade.
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    j.., claro que há interior. Só que, agora, ele está colado ao litoral, de tal modo que se tornou o seu lado de dentro.
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    z, prefiro trevocruz, como tu. Estive em Monsanto, no castelo dos templários. Fiz o caminho de subida pela encosta das grandes rochas, pelo meio do mato, e aquele local tem poder.
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    Pedro, concordo. Mas, e por isso mesmo, não podes negar que a nova malha rodoviária vai alterar o tecido social, económico, cultural. É precisamente isso que está em causa na tese do texto.

    Quanto a “no Pombal”, metia-me contigo, pela razão que identificas: trata-se de convenções. Daí, ao teres vindo morder nas canelas da liberdade literária, estavas armado em polícia sem teres farda para isso.

  24. trevocruz, lá vamos nós

    D.Dinis nacionalizou os Templários e chamou-lhes de Cristo, ficou a cruz mas foi-se o trevo, ou ficou implícito. Tenho de ir ao Instituto de Odivelas um dia destes.

    aqueles pedregulhos de granito em Monsanto são magníficos. Fizeste uma bela viagem

  25. “não podes negar que a nova malha rodoviária vai alterar o tecido social, económico, cultural.”

    Pois vai; nuns pontos está a provocar a debandada mais rápida do interior para o litoral; noutros está a acontecer o fluxo contrário. Mudou alguma coisa, de facto.

    Valupi, e quanto a Pombal, dizias que “talvez seja preferível dizer “no”.” Eu disse que não se trata de ser preferível; trata-se de estar convencionado assim. Se calhar, os gajos de Pombal preferiam que a sua terra se chama-se Grundelfuken. En nunca policiei a liberdade literária, valha-me Nossa Senhora de Grundelfuken. Se escrevers um romance passado em Grundelfuken, ali entre Condeixa e Leiria, eu compro, com muito prazer.

  26. É pazinhos, fui ao google procurar Grundelfuken e não encontrei nada! Um gajo pesquisa coisas como ydtrygdt e aparecem duzentas e cinquenta referências, e sobre grundelfunken, uma coisa tão bem apanhada, não há nada! E como quod non est in Google, non est in mundo, segue-se que eu inventei mesmo um nome de um sítio. É o meu Macondo! É aproveitar!

  27. Grundelfuken é um daqueles casos em que, não existindo, alguém a deveria criar. A localização sugerida, entre Condeixa e Leiria, não é mandatória.

  28. Embrenhai-vos nos arvoredos da Serra de Malcata. Desnudai os vossos pés e sentireis a temperatura da água da “Baságueda”. Deixai de lado os MP3 e ouvi a música da água que salta de pedra em pedra. Isto sim é a Glória de viver no interior!
    Stress? O que é isso?

    Um abraço

  29. O interior continua a existir independentemente do facto de o apelidar de “o outro lado do litoral” ou não. E de facto essa certeza é das poucas coisas positivas que se podem constatar, ou seja, que ainda não desapareceu do mapa.

    Podem ter a certeza que se esta região ainda existe deve-se mais aos próprios cidadãos que a qualquer governo. Foram eles que emigraram, geraram riqueza e voltaram para investi-la na sua “terrinha”. Sem eles o deserto seria eminente. Só nos últimos 10 anos e curiosamente com António Guterres no governo, é que o interior começou a ser encarado como parte integrante do território nacional. Sendo a A23 sem dúvida a “obra-ponto-de-viragem” para algumas cidades. Exemplos disso são cidades como Castelo Branco, Fundão, Covilhã e Guarda. É este o eixo que pode dar alguma esperança para um maior desenvolvimento da região.

    O interior mudou, evoluiu, está diferente mas igualmente desigual face ao litoral. E enquanto essas desigualdades existirem também o interior existirá, se bem que, se assim continuar, correrá sempre o risco de com o tempo vir a desaparecer.

  30. Descreveu-se tudo bem…Excepto Miranda do Douro!

    Miranda tinha uma das maiores praças de armas e um dos castelos mais fortes em portugal. Serviu o pais como podia e nao podia. Chegou a parar invasoes napoleonicas, invasoes castelhanas destinadas a lisboa.

    Mas se nos quisermos prolongar ainda mais…Miranda foi o ultimo local suevo a ser conquistado pelos VISIGODOS, mesmo sem castelo o pequeno castro deu luta, e mesmo quando chegaram os Romanos, para eles nao foi nada facil derrubar o castro.

  31. Sempre gostei do nome parvónia aplicado ao interior, sendo que vivi até agora metade da minha vida na parvónia e a outra metade no litoral moderno e desenvolvido (Lisboa e Porto) cheguei à brilhante conclusão de que sem dúvida os parvónios são os dos interior, que demoram 10 min a chegar ao emprego, têm tempo para estar com os filhos, têm tempo para ter hobbies (que não a estupidificante volta pelo centro comercial), continuam muitos deles a ter contacto com a natureza numa base diária, vão ao teatro ex Vila Real teatro com mais afluência do pais, têm actividades culturais promovidas pela câmaras municipais onde todos podem participar e não só uma elite, claro que aos olhos dos forasteiros habituados ao desenvolvido litoral estas são insignificâncias, comparando claro com todas as vantagens do desenvolvimento galopante que se assiste nas cidades, subúrbios dormitórios, filas para tudo e mais alguma coisa, poluição atmosférica a rodos, com infra-estruturas degradadas (escolas, hospitais) pelo uso intensivo…..agora que vivo no litoral deixei de ter médico de família (é uma das vantagens), mas os da parvónia têm medico de família mas a tv só mostra os que não têm é pena que os bons exemplos não sejam mostrados e poderia continuar mas penso que já deu para perceber a ideia!

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