Socialismo 2.0

O nosso amigo Joao trouxe-nos 15 minutos com Kevin Kellly. Destaco esta ideia: enquanto o comunismo pretende reduzir a comunidade ao mínimo denominador comum, atacando os que têm mais para dar aos que têm menos, a Internet pretende elevar a comunidade ao máximo das suas capacidades através do desenvolvimento dos individuos, contando até com os que têm menos para que a comunidade obtenha tudo. É uma economia do conhecimento, da criatividade e da socialização aberta, não do trabalho braçal, da máquina e da centralização.

O seu entendimento da tecnologia como sistema biológico, e o da biologia como desenvolvimento tecnológico, abre horizontes de reflexão.

11 thoughts on “Socialismo 2.0”

  1. cá para mim isto era tudo truncado em 2500 euros ou por aí, o Estado não paga mais que esse limite, já que estamos em crise sem que se perceba o fim, afinal estamos a falar de reformados, a pirâmide da distribuição estatística das pensões de reformados deve ser do mais díspar que há, enquanto a sua condição é idêntica: reformados,

    http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=35092917-8FD4-47C4-A814-2CFEE8082BB9

  2. e voltamos sempre ao mesmo: o dinheiro é invenção dos homens, do sapiens sapiens, não há nada de transcendente nele, quando se compara à meteorologia e se cola, falha um fundamento principal: todas as emissões e transacções de dinheiro são efectuadas pelos homens, não é como as nuvens e os ventos, portanto a sua existência e distribuição é o que a humanidade quiser e concertar, sobre isto não vejo como escapar,

    ao sapiens sapiens fica legado o exemplo do cão chileno,

    sapiens sapiens, não sabes fazer melhor?

  3. VALUPI,

    Se aquilo que escreveste é o que senhor pensa, então nem merece a pena criticar-te, porque estás inocente. Se por falhado cáculo da minha parte não estiveres, também te digo que notei a porta entreaberta por onde normalmente te escapas em situações de fogo ou emergência.

    A uma distância razoável da confusão em que o teu homem obviamente “pretende” deixar toda a gente, fico eu então a teu conselho com a reflexão sobre biologias e tecnologias, que é secreta, minha, sem graça e diferente nas suas conclusões da de muita boa gente por esse mundo fora.

    Entra com a próxima sardinha e passa-me o garrafão.

  4. (portanto: anda aqui um bando de marmanjos, nós, de camuflado, postg3, cantil, miauser,…, e depois temos uma fada que é a Claudia, que vem aí de vez em quando de varinha em punho)

  5. convém não esquecer isto:

    Os códigos são sistemas de expectativas no universo dos signos. As ideologias são sistemas de expectativas no universo do saber.
    Umberto Eco

  6. Aqui vos deixo, a propósito do tema, este trecho duma coisita que escrevi há tempos sobre Andrei Sakharov:

    Uma das facetas menos conhecidas deste grande Russo do século XX é a de visionário da liberdade de informação e, correlativamente, de profeta da internet! Eis como, num artigo publicado num semanário liberal americano, em 1974, o então já “dissidente” soviético Sakharov previu o advento, à escala planetária, de uma rede de informação livre, acessível por toda a gente, que hoje, 32 anos depois, sob o nome de internet ou world wide web se tornou já numa realidade indispensável para todos nós – ou quase:

    “Antevejo um sistema universal de informação (SUI) que dará a toda a gente, a todo o momento, acesso ao conteúdo de qualquer livro publicado ou a qualquer revista ou a qualquer facto. O SUI será composto por terminais de computadores miniaturizados, centros de controlo do fluxo de informação e canais de comunicação veiculando milhares de comunicações artificiais através de satélites, cabos e linhas laser. Mesmo uma realização parcial do SUI afectará profundamente as pessoas, os seus tempos livres e o seu desenvolvimento intelectual e artístico. Contrariamente à televisão, o SUI proporcionará a cada pessoa uma liberdade máxima de escolha e implicará uma acção individual. Contudo, o papel verdadeiramente histórico do SUI será o de quebrar as barreiras à livre troca de informação entre países e entre pessoas.” (Saturday Review / World, Nova Iorque, 24 de Agosto de 1974.)

    Por este texto visionário se pode também ver distintamente quais eram as preocupações, os ideais e os valores (igualdade de acesso à cultura, liberdade de escolha, papel da indivualidade) que guiavam o pensamento e a acção cívico-política de Sakharov. Pensamento certamente muito mais avançado, muito mais socialista, muito mais revolucionário até do que a vulgata pseudo-marxista e opressora posta a circular pelo Partido Comunista da União Soviética e divulgada pelo nosso obediente PCP durante 70 ou 80 anos. Sakharov teve uma vida exemplar de socialista autêntico e, quando deixou de o ser, foi principalmente para se afastar e diferenciar da nomenklatura do regime opressivo e liberticida fundado por Lenine, Trotsky e Staline. Ele e Brejnev não partilhavam nem podiam partilhar a mesma doutrina nem os mesmos ideais.

  7. Z, um ponto estimulante da evolução tecnológica – e reporto-me à conversa do senhor – é o de continuar a utilizar as primeiras soluções. Isto é, não acontecem extinções de soluções tecnológicas, porque as ideias não são destruídas pelo ambiente (isto é, pelo tempo).
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    CHICO, teu primeiro parágrafo é um hino à criptografia, que tanto jeito deu aos Aliados na Segunda. Depois, deixas toda a gente a chorar com o anúncio de teres uma reflexão só para teu consumo. Vá, conta lá isso à malta…
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    Nik, muito obrigado. É isso mesmo, já em 1974 era tudo tão evidente (para os que tinham os olhos abertos, claro). Aliás, desde os anos 50, com a Hungria, que estava patente a natureza do regime soviético.

  8. Valupi: a Agora agora é na internet, né? Cada vez mais, e esta é adaptativa lamarckiana – claro que as idéias não se perdem, índices de formas puras como aprendemos com nosso mestre Platão. Mas ainda bem que me disseste que ele dizia isso que eu só consigo ouvir 5 minutos e depois enjôo, tem um sotaque mui enfático e eu ando sectário, depois passa-me,

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