Só rir

Na inauguração da sede de campanha, no Porto, Cavaco Silva assumiu estar “convencido” de que Portugal vai “vencer a crise e ultrapassar esta encruzilhada” na qual se encontra. “Já houve um tempo em que Portugal deu um exemplo à Europa. Fui até considerado um bom aluno. Já houve um tempo em que Portugal era elogiado nos relatórios produzidos nas organizações internacionais e em consequência se ouviam os mais rasgados elogios do comportamento do nosso país nos mais variados domínios, por grandes personalidades na Europa”, afirmou, dizendo querer “unir os portugueses”.

Cavaco Silva disse também que, em causa nas eleições de 23 de Janeiro, está uma escolha no “candidato que está melhor preparado para desempenhar as funções de Presidente da República nos tempos de crise que o país atravessa”. “Nunca Portugal precisou tanto de alguém com conhecimento e experiência para apontar uma linha de rumo. É preciso alguém que dê confiança aos portugueses nas tomadas de decisão. Nunca Portugal precisou tanto de alguém com conhecimento aprofundado da realidade nacional e do sistema político.”

Fonte

14 thoughts on “Só rir”

  1. Só lamento a “penuria intelectual e politica” do País
    que apresenta como candidato alternativo

    Alegre, Manuel..

    e que assim impede se reenviar este senhor para casa
    brincar as conjuras e intrigas palacianas…

    eventualmente aos puzzles BPN, BPP e ex-BCP

    Abaraço

  2. Será que vai dizer aos seus amigos especuladores para não nos incomodarem? Se ele tivesse assim tanto poder…! Ou será que vai pedir ao ti Américo Amorim (estava na 1ª fila) que ponha algum do seu dinheiro ao serviço do país, ou ainda pedir-lhe para reintegrar aqueles que despediu à boleia da crise?

  3. Cavaco critica nomeações ditadas por filiação partidária:

    É por estas e outras que Portugal não ata nem desata. O título faz-me lembrar a célebre frase da mãe para a filha quando esta disse. Mãe estão a chamar-me prostituta. Diz-lhe a mãe. – Chama-lhe tu primeiro. Responde a filha – mas ela não é. Finaliza a mãe – isso não interessa, o que interessa é quem chama primeiro.
    Depois de se saber que Cavaco Silva esteve sempre rodeado de “amigalhaços” que as suas nomeações tiveram sempre carácter de compadrios, até ficou aborrecido com José Sócrates por este não nomear Lobo Antunes para assessor de qualquer coisa. Cavaco sofre de qualquer problema de memória ou está a passar um atestado de estupidez a grande parte de portugueses. Que quando se está a discursar sabe-se que os presentes aplaudem tudo e mais alguma coisa e não se importam de passarem por estúpidos. Agora devia medir as suas palavras e saber que nem todos vão à sua “missa”.
    Mas quem te mandou tocar rabecão, sapateiro.

  4. Com um discurso como este, a vontade é de chorar, não de rir (embora seja este o melhor remédio, segundo se diz…). Como pode um “providencial” homem dizer-se altamente preparado para ser o motor do combate à crise, quando em cinco anos passados não fez mais do que criar intrigas e mandar umas “bocas” para que os seus assessores obtenham matéria para achincalhar (quando puderam!) o Governo e o Primeiro Ministro? São tiques que lhe ficaram do tempo em que estava “integrado no regime salazarista” – segundo as suas próprias palavras (vide Revista Sábado) – Como se pode confiar num sujeito que não é capaz de ser límpido nos seus processos de convivência democrática (refiro-me, obviamente às célebres escutas) e que agora se diz querer ser o referencial da Nação?

  5. E diz esta merda na minha cidade, no Porto, aonde o “referencial moral da nação”, o homem que “há-de pôr isto tudo nos eixos”, o sr. rui rio, nomeou a irmã de um dos seus vereadores, sem nenhuma qualificação para o cargo, para uma avença mensal de 3790 euros. O cavaco é um nojo. Estou farto dos insultos e desconsiderações vindas deste anão intelectual, que olha para cima para ver a sarjeta. Jamais deveria ter ido além do que o seu intelecto lhe permite: “mangas de alpaca” numa repartição de provincia do estado novo.

  6. Não votei nele, não vou votar nele, e, infelizmente, não vejo mesmo em quem possa votar. A alternativa é seguir o conselho de Saramago e votar em branco, o que não deixa de ser triste. Mas a verdade é que insultá-lo de nada vale. A culpa não é dele, é de quem nele acredita, de quem finge que nele acredita porque lhe convém, de todos os que o puseram onde ele está e lá o vão manter, por estupidez, por ingnorância, por interesse, por… sei lá que mais! Não, a via do insulto de nada serve. Tentemos antes, cada um de nós, a via do esclerecimento, junto dos que ainda podem ser recuperados! Desculpem–me a ingenuidade!

  7. Mas, mas a minha alma queda-se perante a VOSSA REFLEXÃO SOBRE ESTA MÚMIA MAL ENCHIDA QUE SE CHAMA CAVACO SILVA! AI QUE O TOURETTE REGRESSA OUTRA VEZ.

  8. Uma tristeza muito grande. A pergunta do Francisco Clamote é pertinente e não sei se o mais grave é CS dizer sem acreditar ou … acreditar mesmo. :((((

  9. MDsol,

    Pois o Homem acredita sim no que verbera.Se não acreditasse não era político, daquele género que se usa por cá, em Portugal. Então? One size fits all…Além de que os loucos, sejam eles normais ou anormais, acreditam sempre naquilo que dizem. Isso os distingue no seu mundo. Claro que há os loucos menores, esses sim são o verdadeiro perigo! Podem acreditar na loucura anormal do sujeito que a possui.

  10. Mdsol,

    O seu blogue, como o disse há uns tempos atrás, é terra de calmia, de reflexão, de beleza. Um retiro, a todos os níveis. Entra-se simplesmente nele, e o mesmo não dá hipótese nem ao mais «brincalhão» ou atreito a qualificações menos bonitas ou comentários mais irados. É um facto e não admite contraditório. Quem por ali passa, ou passeia, ou depois de se alimentar, «de papo cheio» sai.

    Fui lá, mais uma vez. Aquele poema dá azo para uma apreciação imensa, independentemente da sua dimensão. Por isso, não o comento aqui, que me levaria algum tempo, não se enquadra no formato deste blogue. O «aspirina b» permite-me de vez em quando lançar umas «palavras» e rir-me espontâneamente. Ora de alguns posts dos autores ora dos comentários de outros, plenos de humor.

    A remissão que faz é séria, tem mensagem, muita. O seu contéudo vai mais além do que literalmente apresenta. O mundo é assim, a loucura, a «bobeira» fazem sempre andar, até para se fazerem parar, porque a mesma pode ser perigosa. Um perigo que pode ser fatal, pelo menos para aqueles que são obrigados a viver ao lado da mesma, sem alternativa de escape possível. Mas há a loucura saudável, a boa, nem sempre reconhecida, ou só reconhecida pelos iguais. Em jeito de détour, Cavaco Silva, Sócrates, eles todos – aqueles que pecam pelo silêncio, no silêncio, quem sabe porque também têm medo – aqueles que são «os actuais» donos da mediocridade, esses são donos de uma loucura insana, cega, desgraçada, que nos lançam numa impotência cuja alternativa é esta, para já: «quando rebentar, rebentou». É o mais cómodo, e talvez o apelo inconsciente ao estrangeiro, que venha depressa recolher os destroços, nem que isso implique pôr uma qualquer bandeira num ponto alto do país. Claro é que, depois, há os que estão interessados no descalabro, no «renversement par terre», para se semear o que realmente interessa aos «de fora» e aos «de dentro» e sabem o que realemnte se passa e o demonstram de forma tão ousada. Chamam-lhe coragem! Eu chamo-lhe simplesmente a abdicação de um país, com tanta história, tanto legado, que se foi, continua a ir com «marchas» tão bem ensaiadas…

    Cumprimentos.

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