A manifestação que está a faltar

A reeleição de Marinho e Pinto é bem a prova de que compensa afrontar a Justiça a partir da justiça. Precisamos que o exemplo se espalhe até ao maior número de cidadãos que for possível congregar. E quem se lembrar de fazer uma manifestação de rua nesse sentido, vai unir (quase) todos os portugueses.

20 thoughts on “A manifestação que está a faltar”

  1. Eu também…a última em que participei foi em Belém contra o Santana Lopes. E deu um frisson :) Esta ainda á ser melhor. Teresa, tu que és lá da Ordem, não queres organizar aí qualquer coisa?

  2. Quem se lembrar de fazer uma manifestação de rua vai ficar sozinho, aquela solidão de meia-dúzia de gatos pingados. Ainda não é altura, a consciência do que a justiça se tornou está lentamente a entrar na consciência colectiva, mas muito lentamente. É que por muito má que seja, a realidade é que a grande maioria dos Portugueses raramente tem de lidar com ela, é algo que a maioria das pessoas não entende de que maneira os afecta. Não se fazem manifestações assim.

    No entanto, é com pessoas como Marinho e Pinto que essa consciência se forma, daí o trabalho que tem feito ser precioso para os cidadãos, mesmo se ingrato. Estamos ainda na fase de desmistificar o monstro, tirá-lo do pedestral. Terá ainda que passar por uma fase de diabolizar (tipo Função Pública). Será fácil, porque já percebemos que a besta gosta de morder, e ninguém aprecia cães raivosos defendendo o seu osso. Aí sim, podemos falar em manifestações, especialmente se algum líder politico olhará para o barril de pólvora e chegar à conclusão que pode ser usado como combustível para eleições. Do que vimos até agora, têm todos pavor que aquilo lhes expluda na cara.

    Apenas depois poderemos entrar na fase das reformas profundas. Do que vejo, deve levar pelo menos 10 a 15 anos. Sendo optimista.

  3. Edie, há muito que não sou da Ordem mas para ter este Bastonário já não me importava de voltar a ser (tem graça, tenho pensado nisso desde o dia da reeleição)

  4. Sempre houve, em democracia, cumplicidades (e promiscuidades) entre o poder Civil e o poder judicial. Ainda me lembro de quando foi a campanha de Obama alguém dizia que o sucesso dele ia depender de que juiz do supremo iria substituir um outro que saía por estar ché-ché.
    Na verdade o Poder (o verdadeiro Poder) está na ponta das armas, e num país em que os chaimites têm os pneus carecas e nunca passariam numa inspecção periódica, ninguém respeita ninguém. Os mais atrevidos fazem o que querem até limites impensáveis de atrevimento, pois sabem que nunca levarão com uma bazucada pelos costados.

  5. Val,
    Não sei se uma manifestação resultaria mas que Marinho Pinto tem o apoio dos portugueses, disso estou segura… porque é preciso assumir a coragem de ter pensamento próprio, de não ceder aos interesses corporativos e de lutar sem manobras manipulatórias de sedução do poder para a “tradicional” fidelização de clientelas duvidosas.
    Congratulo-me com a vitória de Marinho Pinto (a quem chamei, na fase final da sua candidatura e antes do acto eleitoral que o reelegeu, “Bastonário do Povo”) por a interpretar como um sinal de que o melhor do espírito da cidadania democrática está de boa saúde… e recomenda-se!
    Grande abraço.

  6. É pá, essa de manifestação e culto à personalidade de Marinho Pinto, ou seja de quem for, é assim uma coisa extemporânea, não acham?

    Usar o direito de manifestação para defender valores, direitos e deveres fundamentais, ou mesmo para resistir contra ordens que ofendam os direitos, liberdades e garantias dos meus concidadãos, considero tudo muito normal num estado de direito e na democracia que construímos, mas a favor de uma pessoa…, balha-me deuse…

  7. Eu que não sou da Ordem e que, apesar da minha vetusta idade, pugno pela instalação da desordem…nas consciências dos funcionários já fartos de funcionar, presto a minha homenagem a Marinho Pinto. O Bastonário era voz que incomodava as grandes sociedades de advogados que perdiam a tramontana em ataques descabelados à sua pessoa e, no fundo, a todos aqueles que ela representava. O Bastonário reduziu a justiça à sua verdadeira dimensão…a da inoperância e da injustiça. O Bastonário traduziu em termos legais a desconfiança dos portugueses na justiça e naqueles que a aplicam. A sua eleição, devidamente subalternizada nas porqueiras do costume que foram céleres a dar tempo de antena aos seus putativos opositores, merece uma análise profunda. Uma coisa é certa este país está vivo e mexe.

  8. Marinho Pinto é um HOMEM! Uma grande parte dos nossos magistrados são homenzinhos. São anões inchados de privilégios

  9. Marinho e Pinto:
    Sempre gostei de pessoas que se intitulam do povo. Marinho e Pinto sempre se pôs do lado desse povo. Nunca teve medo de combater os grandes lóbis. Fosse quem fosse.
    Mas quando há alguém que procede assim tem de estar preparado para o combate que lhe vão mover. Não é por acaso que os grandes escritórios de advogados mandaram logo os seus homens de fila (leia-se lacaios) para o combate porque viam os seus interesses em perigo.
    Mas enganaram-se. Enquanto Marinho e Pinto estiver disposto a concorrer a eleições não vejo quem o destrone. Costuma-se dizer que quando não se tem cão caça-se com gato. Os gatos propostos pelos grandes escritórios de advogados não passaram de ratos. Vieram para a confusão e maleficência. Pareciam as Mouras Guedes.
    Quando se tem convicção e ideais não há quem o destrone. Podem usar os métodos mais baixos que as pessoas não parvas e para mais a classe de advogados. Se fosse nos vários sindicatos isso podia ser possível.
    Que se acautele o sindicato dos magistrados. Até aqui usaram todos os métodos possíveis e imaginários para a descredibilização de Marinho e Pinto mas agora com esta vitória que não deixa margem para dúvidas quero ver os ataques.
    O Presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma e o Juiz António Martins, levaram um murro no estômago e não vão descansar enquanto não calarem o culpado por isso.
    De uma coisa podem estar certos. Marinho e Pinto não está só. Quando isso acontecer podem contar comigo para ir para a rua.

  10. Marinho
    tem a força das convicções
    a força que emana
    dum passado de luta
    e de um povo que lutando, ele não esquece…
    é impressionante
    a sua vitoria sobre alguns magistrados
    alguns procuradores
    alguns empresarios
    que todos,
    isolados ou em coligação,
    ja pensam ter o país sob sua tutela…
    Então aquele Palma, que SExa Cavacu o recebeu deferentemente
    porquê, pergunto eu…
    esse deve estar, mais ou menos, bem fucked…
    Espero que isto dê animo a processos
    como banco cavaquista BPN de sua designação
    BPP, ex-BCP..
    à averiguação das escutas de Belem
    enfim, varias coisas ligadas
    interligadas
    com anos de ouro do cavaquismo…

  11. Confesso que perante a insidiosa oposição a que fez frente – dos seus pares, da magistratura e duma comunicação social (com minúsculas já que nem maiúsculas merece) abaixo-de cão – confesso que não esperava este desfecho, esta retumbante vitória de Marinho Pinto. Congratulo-me com ele e com todos os que ainda têm um pingo de vergonha na cara. Que agora, com forças redobradas, continue a sua luta em prol de uma Justiça decente e não deixará de ter-nos a seu lado.

  12. Como advogado no activo, e apoiante de Marinho Pinto desde a primeira hora, congratulo-me com os comentários ao post. Comprovam que não estava errado quando entendi e entendo que, isto não vai lá com paninhos quentes.
    É necessária a afirmação contundente, que o Marinho faz. Em linguagem comum, só com confrontação e pegando o touro da justiça pelos cornos se vai conseguir mudar o sistema anquilosado, medíocre e mesquinho instalado, que vive de amizades e compadrios agora protagonizados através das ditas organizações sindicais.

  13. Sim, sim, meu caro Mendes. Não esqueçamos, também, a chicana de muitos advogados que empatam o canal da justiça com recursos da bodega e se calam quando as culpas vão para cima de juízes. Que acha?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.