27 thoughts on “Será desta que conseguem meter um xuxa no chilindró? Vá lá, rapaziada, pelo menos um…”

  1. “A demonstração do Value for Money não é condição suficiente para se
    optar pela contratação via Parceria Público Privada;”
    Claro que não, além dessa demonstração falta outra condição, a de que o contratante seja o poder politico democrático eleito naqueles e só naqueles, anos em que a direita ganha os sufrágios.

  2. Muito obrigado.

    Vou ler com atenção o Relatório.

    Mas desde já confesso que pagar 40 euros por ano para poder circular em estradas decentes, seguras e económicas não me parece demais.

    É quanto eu pago pela manutenção do meu Condomínio de garagem, com apenas nove lugares. Não estamos para aqui a falar de “PENTELHUS”?

    Mas vou ler primeiro o Relatório.

    Sempre quero ver até que ponto a “Comissão das PPP’s” vale o que nos custou…

    Será que não nos poderiam também ter dito quanto foi, a cada português?

    Ah, pois…

  3. 1ª Questão:

    Qual é a competência técnica desta Comissão para se pronunciar sobre um assunto destes?

    Em minha opinião, nula. Deixei de ler, depois de ter engolido calinadas técnicas, erros de Português, anglicismos de qualidade e utilidade mais do que duvidosa (“value for money”??!!…) e aberrações filosóficas (“uma SCUT tem sempre custos para o utilizador”…), quando me deparei com a sigla PKT e a respectiva “tradução” técnica de “Passageiros por quilómetro”, que faria chumbar qualquer Aluno do 1º Ano de Engenharia.

    Não há pachorra para tanta INCOMPETÊNCIA, tanta IGNORÂNCIA, tanta PETULÂNCIA ESTÉRIL e tanta GABAROLICE. Tenham juízo e sobretudo tenham VERGONHA deste Relatório, senhores Deputados…

    E, claro, há muito mais questões. Se houver tempo, lá chegarei.

  4. A prisão serve – em tese – para regenerar quem se portou mal. Ora sabendo-se que os xuxas são incapazes de tal coisa não me parece que algum deva ser preso. Sob pena de estragar o esforço de regeneração dos outros prisioneiros.

  5. Quem ouviu as (longas) sessões da comissão sabe bem que a conclusão de “prisão para toda malta do anteior governo” e´descabida e sem fundamento. Aliás, o próprio Paulo Campo, talvez a cabeça da quadrilha, deu um a malha argumentativa e técnica aos deputados da maioria quando foi chamado a depor.

    Faz-me lembrar a comissão do BPN, liderada por uma fraude chamada Nuno Melo. Quem ouvir as quase 8 horas de inquisição da Vitor Constâncio e as comparar com as “perguntas simpaticas em ambiente de café e stand up” a Oliveira e Costa, percebe bem como se pode instrumentalizar uma comissão.

    É que este hábito que tenho de colocar o phone no ouvido com estas coisas enquanto trabalho, permite tirar conclusões muito curiosas…

  6. 2ª Questão:

    Qual o primeiro (pelo menos um…) que deve ser metido no xilindró?

    «(…)

    “Concessão Lusoponte”

    86. A concessão Lusoponte constitui-se como um dos piores exemplos de
    concessões tradicionais com portagem real que acarretam encargos para o Estado;

    87. A Concessão Lusoponte, em 18 anos de existência, foi renegociada
    por 9 vezes tendo a primeira renegociação (…) ocorrido na mesma altura da
    assinatura do contrato de concessão e a ultima (…) em 29 de Março de 2012;»

    (do Relatório da “Comissão das PPP’s”, ou lá o que é).

    Começando pelo começo, se foi “renegociada por nove vezes” é porque já não começou nada bem. E se tem “dezoito anos de existência”, eh pá, então mas nesse caso quem a negociou originalmente não foi nenhum “xuxa”, foi um cavacolo! Ora há dezoito anos, deixa cá ver Alfredo, 13 – 18, noves fora, dá… 1995 – foi o Betoneira do Amaral!

    Onde é que ele está hoje, corado de vergonha, e com muito medo que o descubram e vá parar ao xilindró para dar o primeiro exemplo?

    Oops, está na própria «LUSOPONTE»!

    Que raio de exemplo de “xuxa”, logo para começar…

  7. 3ª Questão:

    Qual a PPP mais bem sucedida de todas?

    A que foi renegociada (por duas vezes) pelos “xuxas”!

    «(…)

    26. O terceiro período da PPP “Fertagus” surge com a renegociação de
    2010. Esta renegociação foi positiva para o Estado. Não lhe trá[s] qualquer encargo e
    todos os riscos de exploração são transferidos para a concessionária, fazendo desta
    parce[ir]a uma PPP autossuntentável;» (sic!)

    «27. Caso a concessionária se reequilibre financeiramente em 2013 e caso
    o Estado não resgate a concessão, esta poderá entregar ao Estado 965.911,88€ em
    2017, 1.233.469,98€ em 2018 e 1.428.983,53€ em 2019;

    28. A PPP “Fertagus”(,) apesar de algumas dificuldades iniciais,
    especialmente no que diz respeito às exageradas previsões de tráfego, pode ser
    considerada uma PPP de sucesso. É responsável por cerca de 85 000
    deslocações diárias, tem um índice de satisfação do público de 4,5 pts (escala de
    1 a 5) e desde Janeiro de 2011 que a concessionária não recebe qualquer
    compensação financeira do Estado»

    (do tal “Relatório”…).

  8. Cínico, parvo e, pelos vistos, um malcriadão de primeira apanha…

    Olha lá, Kruzinhas, o teu paizinho e a tua mãezinha não te deram educação?

    Ou és mesmo tu que não prestas para nada?

  9. estou um pouco confusa: por um lado as PPP são um dos critérios de maastricht que exigem fontes de financiamento diferentes, vejo nisto um esforço do país em reduzir custos para o Estado e melhor satisfazer as necessidades públicas. e por outro, o relatório conclui que não havia eficiência nem eficácia evidenciadas, cenários inflacionados e pouco realistas, para recorrer às PPP chegando a referir intencionalidade de endividamento em virtude de, na altura, não ser possível medir o impacto na dívida pública. sem querer negar o envididamento, isto é de uma violência atroz: afirmar que o propósito dos governantes foi aumentar a despesa dos contribuintes satisfazendo as suas necessidades privadas. estou chocada.

  10. oh bécula! já tinha reparado que estás contusa, mas ninguém liga aos teus relatórios em fase de incubação.

  11. olinda ,de todas das ppp,só oito são do governo socrates, e todas no interior o que revela o seu sentido de justiça e visao de futuro.o encargo anual é uma falacia que tem feito o seu caminho por culpa de jose seguro.o peso no pib não chega a 1%do orçamento de estado.pôr o estado a construir com sugere a extrema esquerda,é lirismo bacoco. termino dizendo que tambem fiz uma ppcp (parceria para casa privada) andei 24 anos a paga-la e no inicio com juros elevados,mas sem esta modalidade, 90% dos portugueses que tem casa propria,não tinham condiçoes para a obter, mesmo em regime de auto construçao.sei do que falo pois fui dirigente de uma cooperativa de habitaçao. pf. não diabolizem as ppp.olinda, continue a manifestar-se no aspirina,pois é a sua casa.

  12. porra, enganei-me na porta. Afinal esta é a casa da olinda e o senhorio é o nuno cm.

  13. :-)

    (a verdade é que quando não pagas a pronto, as outras, as casas arrendadas são as que são efectivamente – e justamente – nossas.)

  14. quem escreve desta forma ,deve-se julgar o fernando pessoa do aspirina e como tal usa uma especie de heteronimo, com varios “apelidos”para entrar ao ataque, depois de ter alimentado as suas obsessoes principalmente contra as mulheres!o que nos tempos que correm já não é problema preocupante,graças às novas terapias! quem escreve com os pés não argumenta.eu nunca perco de vista os meus adversarios,e como tal sugiro o regresso a essa tarefa onde temos muitos pontos em comum.

  15. olinda,as arrendadas são nossas se pagares a renda mensal,caso contrario,és vitima de um despejo judicial que hoje demora pouco tempo.a casa que comprei com dinheiro que o banco me concedeu com direito a juros,pode ser por mim vendida,mesmo antes de paga-la, desde que restitua a parte em falta ao banco.

  16. pelé,fala com os pés e de “barriga cheia”. pedir para que esqueçam os protestos, e apoiem a seleçao do seu brasil, é simplesmente um gesto pouco solidario.

  17. Olinda,

    As PPPs não são uma questão criminal; são uma opção política que deriva de conceitos ideológicos neoliberais, bem como da nossa entrada na Zona Euro e dos constrangimentos orçamentais que isso acarretou. Noto que a UE tem sido, ela própria, um bastião do neoliberalismo. Mesmo em países onde não há corrupção as PPPs ficam muito mais caras que o financiamento tradicional. Há estudos que o demonstram.

  18. essa é uma ilusão interessante, nuno cm, a de posse do que de facto não é teu.

    e as vantagens, joaopft? olha como o imperador Pedro II, pioneiro nas PPP, conseguiu dar caminho aos comboios no século dezanove no brasil…

  19. olinda não é ilusaõ.andar a pagar ao senhorio,só se justifica agora,pela instabilidade laboral.hoje ,tenho um patrimonio, que me permite daqui a uns anos ir para um lar,com um minimo de qualidade,sem ter que pedir nada a ninguem.

  20. Olinda: a única vantagem que vejo foi a de se conseguir fazer as obras dado que o pacto de estabilidade e crescimento impedia défices orçamentais superiores a 3%. Era uma forma de desorçamentação da despesa pública; os bancos sabiam-no e cobravam um prémio por isso. É uma vantagem a não desprezar, como é evidente pelo que hoje nos está a acontecer.

    As PPPs teriam mais vantagens se os privados assumissem o risco da operação. Para tal precisavam as PPPs de ter que competir com o outro modelo; mas tal não acontece porque a EU faz proteccionismo às PPPs. Assim, o Estado e/ou os cidadãos pagam mais para obterem, como única vantagem, a possibilidade de fazer as obras.

    Mas aparentemente a Alemanha (que prefere e pode usar o modelo tradicional) também tem problemas com derrapagem de custos em obras públicas:

    http://www.bbc.co.uk/news/world-europe-22886423

  21. não concordo, nuno cm: sou completamente europeísta neste ponto – esse património custou-te três vezes sobre o preço inicial – tinhas posto esse dinheiro a render e pagavas uma renda mensal justa.

    a questão, joãopft, é que o estado, mero regulador, passa a ser o alvo do afogamento em detrimento dos privados xuxas.

  22. olinda,a minha casa porque sou cooperativista,teve beneficios fiscais,que noutras circunstancias não teria.há dias tivemos a reduçao do imi em 30%,por ter sido construida a custos controlados.se não tivermos objectivos quando somos novos,a poupança é muito dificil.vivo num sitio que considero espantoso,com jardim com muitas arvores e já agora com direito a lugar de garagem.

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