Sabes para que serve um feriado? – II

Do nosso amigo Marco Alberto Alves, recebemos estupendas sugestões:


A hipocrisia dos Feriados é igual, quer se trate dos ditos religiosos (todos católicos), quer dos ditos civis (nem todos de Esquerda).

O que não quer dizer que todos os “celebrem” da mesma forma hipócrita, evidentemente.

Do meu ponto de vista pós-moderno, liberal e reformista, que é no fundo o que eu mais sou, acho que a hipocrisia poderia ser erradicada a contento de todos e do seguinte modo: cada Trabalhador teria o seu PLANO PESSOAL DE FOLGAS (P. P. F.), que poderia escolher livremente (ou, vamos lá, com os constrangimentos mínimos possíveis em função da natureza do seu emprego) de entre o somatório de Sábados, Domingos e Feriados actuais (ou legalmente definido).

Ou seja, partir-se-ia do princípio de que o P. P. F. faria parte integrante do contrato laboral, como o Salário e outras regalias e condições, permitindo assim ao Trabalhador, como ao Empregador, ajustar de forma eficiente os horários de laboração.


Exemplos (ao acaso, apenas por exemplo):

1º – um trabalhador judeu escolheria (digo eu) folgaria SEMPRE aos Sábados, mas poderia eventualmente trocar Domingos ou Feriados católicos por outros dias do ano à sua (quase) livre escolha (e isto, mutatis mutandis, serve para outras crenças religiosas ou filosóficas);

2º – Um empregado do “Pingo Doce” que, por exemplo, gostasse de sair na noite dos “profissionais” poderia escolher sempre a Quinta-Feira para folgar em vez do Domingo e trocar Feriados esquerdalhos (como o 25/4, ou o 1/5, ou mesmo o 5/10) pelo Feriado municipal da sua terra, ou pelos das terras dos outros (por exemplo, para poder ir descansado à Feira da Castanha em Marvão, ou ao leilão de cavalos em Alter do Chão no dia de S. Marcos, etc.);

3º – Um triste que não gostasse do Carnaval poderia sempre trocá-lo por Feriados religiosos antigos e que tanta graça tinham mas acabaram, como o Dia de Reis, a Quinta-Feira de Comadres, o Dia de Finados, ou a Quinta-Feira da Ascenção (igualmente conhecida como o Dia da Espiga), ou mesmo gozá-los a todos sem espiga prescindindo de Feriados abomináveis como o 1º de Dezembro, o Dia de Natal e o Dia de Ano Bom, apenas como exemplos…

Isto implicaria, obviamente, que todos os empregos estariam sempre abertos sete dias por semana e cinquenta e duas semanas por ano, como os hospitais, as esquadras de Polícia, os Aeroportos e os Centros Comerciais, resolvendo de uma assentada os problemas do sôr Belmiro com o “Continente”, mas igualmente os problemas dos empregados do “Continente” do sôr Azevedo que tenham Filhos e que tivessem de passar a trabalhar aos Domingos, pois poderiam pôr os Filhos numa Escola pública numa Turma que folgasse semanalmente não ao Sábado e ao Domingo, mas à Quarta e à Quinta (se fossem esses os dias de folga dos Pais), ou noutra qualquer combinação de dois dias da semana, de entre as vinte e uma possíveis, caso mudassem de emprego (podendo ainda “jogar” com o número de Feriados…).

Que tal?

3 thoughts on “Sabes para que serve um feriado? – II”

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