Rir é o melhor remédio

PCP e BE não têm qualquer dúvida a respeito do acerto das suas propostas. Cada um destes partidos considera ter toda a razão do seu lado, ter todas as soluções para todos os problemas, e só vê à sua volta estúpidos ou trafulhas, trafulhas estúpidos e estúpidos trafulhas. Ora, como irão eles explicar a eles próprios, nem que seja apenas nesses introspectivos momentos ao deitar os cornos na palha para dormir, a preferência de quase 80% do eleitorado pela troika que tanto diabolizaram, ao ponto de nem sequer terem ido lá dizer umas verdades aos camones? E aquela cena do Paulinho das feiras e da lavoura ter, sozinho, tantos deputados como os imbecis juntos? Também teria muita graça ouvir umas explicações a respeito, e não me importo de esperar.

Será que foram alvo de censura e a mensagem não pôde chegar à sociedade? Será que não têm quadros e recursos humanos suficientes para preencherem os espaços mediáticos à disposição? Será que são trapalhões e não conseguem dizer duas palavras seguidas numa sintaxe que se entenda? Que se passa de errado com estes santos da pureza ideológica, estes mestres da superioridade moral, estes génios da economia libertadora? Ou será o povo que não presta?

A arrogância intelectual que é apanágio dos bacanos alérgicos ao capitalismo não nos irá falhar e, em breve, teremos mirabolantes justificações que vão fazer muito bem ao fígado. O nosso.

11 thoughts on “Rir é o melhor remédio”

  1. Mas quem deu esse resultado ao PCP e BE foram os mesmos que mandaram o teu Sócrates levar onde levam as galinhas.. E agora? Quando toca ao Trocaste, os eleitores são uns nabos do crl, mas para os fazer análises imbecis aos resultados da esquerda já servem, não é? Vê lá se atinas.

    E era o que havia de faltar agora ir um socretino dos invertebrados liberalóides do P”S” mandar recados sobre ideologia, isto vindo de um partido que já nem a tem – agora é só mesmo só figuras tristes e distribuição de tacho. Quando limparem os Ricardo Rodrigues desse antro sabujo, pode ser que as vossas postas de pescada valham mais que um colhão, ok?

    Aquele abraço

  2. É isso, Val, ainda vamos ouvir Jerónimo e Louçã fazer coro com a direita (também nisto!): o povo é estúpido que nem uma porta!!!
    Povo era o de antigamente! Povo era o de Lenine ou Estaline. Povo é o chinês, o cubano e o norte-coreano. Agora esta merda portuguesa!…Pobre povo, sim, e nâo “nobre povo”.
    Graça Moura sempre teve razão ao proclamar, também desde sempre, a imbecilidade nata do povo português. Ainda havemos de ver a fotografia deste luso insigne colada em todas as sedes do PCP e BE.

  3. Não interessa, não! Interessa e muito. O pc e o be têm que existir pois é o sítio ideal para juntar toda a escumalha deste país.
    Eles bem criticam o PS deste o 25 de Abril. É o único partido que lhes faz frente. E as suas práticas são de bradar aos céus nas câmaras comunas. São as câmaras comunas as que praticam as taxas mais elevadas. O IMI é sempre pelo máximo permitido. Grandes amigos dos pobres estes aldrabões. As suas câmaras são do piorio. Sei do que falo pois trabalhei com eles durante vários anos. Mentirosos, vigaristas, tenho histórias que só visto. E quanto a boys estamos conversados. Aquilo que criticam no governo é o que fazem em grande escala nas câmaras. Infelizmente ou não, conheço alguns. Até tenho parentes que são boys nas câmaras comunas. Uma cambada de incompetentes.
    E são estes cretinos que andam por aí a apregoar moral. Só que a URSS, Cuba, Coreia do Norte e restantes “amigos” deitaram abaixo todos os telhados de vidro que o Cunhal pacientemente andou a construir.
    Um dia se fará a história negra desta casta de gentalha.

  4. O título deste post do valupetas está muito bem escolhido: está em completo acordo com o seu conteúdo anedótico. Anedótico por duas razões: a primeira é o facto de, a respeito dos fundamentos ideológicos dos dois partidos em causa, só conseguir vomitar aquelas frases feitas (pela direita) que dizem nada e estão ao mesmo nível intelectual de expressões e «ideias» de outros tempos, como era aquela de que os «comunistas comem criancinhas ao pequeno-almoço». O vazio ideológico dos socretinos (que o serão sempre, mesmo depois do Pinto de Sousa ter desaparecido) e a sua assimilação do «pensamento neoliberalmente correcto» torna-os incapazes de dizer algo que vá para além da mera caricatura sem sentido e que seja fruto do seu próprio pensamento (pois este nem sequer existe).
    A segunda razão, intimamente ligada à primeira, é o facto de nos tornar claro que os socretinos, ao contrário dos «génios da economia libertadora», não se distinguem em nada da direita (dos ditos «génios da economia livre») que agora é governo, «explicando-nos» que a população se dividiu entre o apoio e o não apoio à troika, e não entre o apoio e não apoio a propostas de direita e o apoio e não apoio a propostas de esquerda. E é por isso que se o comediante falhado (mas palhaço com futuro), Valupetas, fizer um esforço e pensar um bocadinho, compreenderá «facilmente» que não é preciso haver censura para a mensagem de esquerda não chegar à sociedade: basta a comunicação social (de que a Quadratura do círculo é um exemplo) convidar apenas os «gurus» e os «aprendizes» modernos do neoliberalismo, para que o pensamento político se reduza ao pensamento dominante e unidimensional. Como está «claramente» expresso neste post, ainda que o seu autor (um produto dessa unidimensionalidade) não se aperceba…

  5. Ds, agora deixas-me preocupado. Eu apoiei e apoio o Sócras mas não aprecio o neoliberalismo na sua versão sem freio.
    Das duas uma: ou estás a ser demasiado reducionista ao encaixares os socretinos todos no mesmo perfil, e isso não abona a favor da clareza do teu raciocínio, ou (e é essa a parte que me preocupa) estou encalhado num meio caminho entre a esquerda imbecil que critica muito mas não apresenta alternativas viáveis e a esquerda neoliberal que gosta de pagar o que deve e não aprecia o caos económico subsequente a cagadas como a reforma agrária, as nacionalizações a esmo e afins que já deram provas (deu raposa).
    Para eu sair deste meio termo que te impede de me rotulares por tabela parece-me importante que expliques qual é então o critério com que avalias a tal divisão da população que não aceitas como o Valupi a pintou.
    É que às tantas está aí a resposta para este dilema que a tua intervenção me criou.

  6. Que engraçado… Um peixinho a afogar-se nas suas próprias palavras! Ele «bem» disse (isto é, mal disse) que eu estava a ser reducionista ao encaixar os socretinos num mesmo perfil, mas, aprendiz do neoliberalismo como é, começou o seu comentário com o reconhecimento de que não aprecia o «neoliberalismo sem freio», o que deixa nos deixa adivinhar que o que para ele está em causa não é neoliberalização de todas as esferas da sociedade (incluindo o partido socretino), mas antes se essa neoliberalização é feita com ou sem freio.
    Portanto, qual é a diferença entre os neoliberais e os socretinos? É o «freio» (Pinto de Sousa?), pá!

  7. Diz o Jerónimo “ora agora viras tu ora agora viro eu”.

    Só ele é que nunca vira, e lixa esta porra toda com os seus sindicatos.

    Já ameaçaram atirar com os cães sindicalistas dos comboios dos funcionários e dos aviões e dos hospitais, às pernas destes que viraram agora.

  8. Últimas! Últimas!
    Ficamos a saber que o Pinto de Sousa vai para Paris estudar Filosofia, durante um ano. Sim…Um ano deve chegar perfeitamente para ter o diploma de Filosofia Técnica…
    Mas só podemos elogiar e aplaudir esta decisão do Pinto de Sousa: porque assim ele vai finalmente descobrir, e depois revelar-nos, quem são os «mestres» e «filósofos» desconhecidos em que ele se apoiou para fazer a defesa da corrente política inovadora do século XXI, «conhecida» como «esquerda» moderna.

  9. Às vezes até te dispenso uns minutos da minha atenção mas tens dias, ó boca de sapo, em que ninguém te atura a paranóia e a falta de sustento na argumentação.
    É nesses dias que te peço para ires marrar com o comboio de Chelas.
    Ou já te esqueceste e precisas de mais umas voltinhas no redondel?

  10. fogo, fogo, sócrates a estudar filosofia! an fransé. cé marbeilô. la filósófi êtudié pare le méque.

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