Perguntas do Diabo

Passos Coelho afirmou:

“Quando o primeiro-ministro me disse que gostava de transmitir-me pessoalmente essa matéria, eu não podia dizer que não”, frisou.

Terei sido o único a ouvi-lo dizer que só reuniria com Sócrates perante testemunhas?

Zeca Diabo

19 thoughts on “Perguntas do Diabo”

  1. Já esclareceu, só reúne com o Sócrates perante testemunhas quando for para negociar.
    (Ou talvez quando estiver nalgum banco dos réus, sabemos lá nós o que o futuro lhe reserva…)

  2. se calhar estava a referir-se às testemunhas de jeová… massamá ou lá como é que se chama aquela porra onde o gajo mora

  3. Ora nem mais, disse que sim, que gostava de ouvir a matéria, e depois disse que não, que ninguém lhe tinha dito nada sobre a mesma, pois só tinha tomado conhecimento, através de um breve telefonema, que dela o Teixeira dos Santos iria falar no dia seguinte.
    Tanta verdade até assusta, e esse mentiroso do Sócrates, calado que nem um rato, mentiroso de uma figa que nos enganou a todos e não disse que o outro estava a mentir, porque se o dissesse talvez só com testemunhas tal viesse a ser provado.

  4. Creio que vai começar a nascer o nariz de pinóquio a alguém.

    Este Passos Coelho é uma a seguir às outras. Num momento em que ele tem o “poder” na palma das mãos, esse “poder” tornou-se incómodo e ele tenta chutá-lo de todas as maneiras possíveis.

    Não há pachorra para políticos assim.

  5. A conversa das vésperas do PECIV que não revelam os protagonistas há quem diga que foi uma proposta do Sócrates ao Passos, que se este apoiasse o PEC, o Sócrtaes prometia-lhe uma banca de venda de chapeus de praia na estação ferroviária de POCEIRÃO, do TGV Poceirão-Madrid.

  6. Parece-me óbvio que a “figura importante” Passos Coelho pediu ao primeiro-ministro que a reunião fosse mantida em segredo, sabe-se lá com que justificação. Talvez com a esperança que para se defender Sócrates a tornasse pública. A partir daí seria um festival de acusações. Acontece que Sócrates apesar do que ouviu no dia seguinte manteve a palavra. O que não entendo é por que motivo Passos Coelho decidiu agora revelar a verdade sobre os acontecimentos. E ainda se mostra muito irritado com as reacções que tal revelação suscitou. Cada vez admiro mais a paciência que Sócrates demonstra ter para lidar com estes líderes da oposição.

  7. foi ao encontro e disse que sim ao péque e lá vai socrates todo satisfeito falar com a mercla, entretanto foi entalado pelo marco paulo de gaia que o confrontou com duas opções, eleições ou eleições. escolheu a segunda e deu o dito por não dito com a benção conivente de belém. não há ninguém que pergunte directamente ao cavaco, se sabia e como soube das negociações. pois, até agora são rumores e fontes próximas, mas a verdade oficial do presidente ninguém saca.

  8. Guida, se admites que o que Passos Coelho disse agora corresponde à verdade dos acontecimentos, é porque também aceitas que é verdade que não houve espaço para negociação, tendo-lhe o PEC IV sido apresentado como facto consumado? Ou só consideras verdade o que te interessa?

    Atenção, acho que Passos Coelho andou mal (sim, eu tenho a capacidade de tirar as palas dos olhos, ao contrário de vocês), pois a versão tinha sido sempre a do mero telefonema. É mais um tiro no pé e está difícil de atinar. Escusam de se regozijar com as sondagens, pois elas reflectem mais o demérito do líder do PSD do que a competência, brilho e rectidão de Sócrates que aqui tanto apregoam. De qualquer das formas, sendo verdade o que PPC disse agora, com ou sem encontro mantém-se a questão de o PEC não ter sido transmitido previamente, mas já quando se tratava de compromisso assumido.

  9. se espremerem o coelho ainda vão ficar a saber que ele disse que sim ao péque na tal reunião. se o socrates não tivesse essa garantia não tinha ido negociar com a mercla. quem se mete com putos sai mijado.

  10. HG, não sei por que tiras essa conclusão. Parece-me exactamente o contrário, se o PEC tivesse sido apresentado como um facto consumado provavelmente a reunião nem teria tido lugar ou teria durado uns minutos ao contrário das quatro horas que durou. Será que estiveram a falar do tempo? Para não falar dos insistentes apelos do Governo nos dias que se seguiram para que se discutissem as propostas de ambos e que tiveram como resposta do PSD uma nega irredutível.

    Mas explica lá, se não houve espaço para negociação, ou seja, ter havido reunião ou não é indiferente, por que razão dizes que o Passos deu um tiro no pé?

  11. Deu um tiro no pé por só agora ter falado na tal reunião, dando azo, precisamente, a que se ponha em causa a versão que o PSD tem apresentado desde sempre. Ou bem que dizia logo ou bem que se calava agora.

  12. Ou bem que dizia logo ou bem que se calava agora.

    Se dissesse logo, não tinha desculpa para abrir a crise (aliás, a história do “ouvi, mas não negociei” é tão ridícula como o “fumei, mas não inalei” do Bill Clinton). Se se mantivesse calado agora, a história sabia-se por outras pessoas, já que a Clara de Sousa foi buscar a informação a algum lado, e ainda era pior.
    Proposição lose-lose. A especialidade do Passos Coelho.

  13. Pois, Vega, é mesmo essa tendência fatal para o lose-lose que me preocupa se e quando o homem estiver à frente de um governo e na situação em que estamos…

  14. HG, no teu comentário dás a entender que também para ti faz toda a diferença esta nova versão dos factos. Como é que manténs que o PEC foi apresentado como facto consumado, que não houve por parte do Governo qualquer espaço para a negociação?

  15. Guida, entendo o teu raciocínio, mas estamos no campo da mera especulação. E indo por aí não acho impossível que tenha sido apresentado como facto consumado, mesmo tendo sido numa longa conversa.

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