Perguntas complicadas

Apesar da inacreditável série de asneiras, tonteiras e bacoradas com que o PSD espanta o País desde 12 de Março, o que será ainda preciso que Passos diga ou faça para que o eleitorado se convença da sua absoluta incompetência para o cargo de primeiro-ministro?

23 thoughts on “Perguntas complicadas”

  1. Apoiado. Eu acho que o cargo de chefe do governo, e também talvez os dos ministros, deviam ser providos por concurso publico.

    Outra coisa : tenho andado aqui a ler uns livros antigos que andavam perdidos no fundo da minha bibioteca, gregos e assim. Ja alguma vez ouviste falar numa arte arcaica e misteriosa chamada “politica”. Acho que dava uma boa série de postes aqui no aspirina.

    Boas

  2. “Apoiado. Eu acho que o cargo de chefe do governo, e também talvez os dos ministros, deviam ser providos por concurso publico.”

    E depois era todos colocados pela Católica, por 1M€… :p

  3. joão viegas, não queres oferecer à malta um texto da tua lavra acerca dessa arte arcaica e misteriosa? Será um prazer e uma honra poder publicá-lo neste humilde e nada modesto blogue.

  4. Então, é preciso que comece a falar nas suas propostas, no que pretende mudar concretamente. Afinal, é esse o lema da sua campanha.
    O problema é que até ele sabe o quanto isso pode esclarecer os eleitores quanto à sua incompetência, por isso o evita a todo o custo.

  5. Respeite-se o eleitorado, mas esteja-se preparado para o que ele decidir. Se ganhar, que será sem dúvida com maioria relativa, o PS deve aceitar e mesmo exigir ser governo. A oposição que assuma a responsabilidade das atitudes (pelo que tem dito, sectárias) que tomar. Se for o PSD a ganhar, também de certo com maioria relativa, mas que poder ser absoluta se em coligação com o CDS, o PS perante o segundo cenário deverá, pura e simplesmente, passar à oposição, e perante o primeiro deve recusar qualquer hipotético convite para fazer parte do novo governo, ou qualquer espécie de coligação, embora mostrando-se disponível para apoiar medidas que visem respeitar o acordo internacional assinado, como as que se possam avançar para o melhorar.
    É a minha opinião e já hoje a emiti no meu blogue: o-manojas.blogspot.com

  6. Ainda temos pela frente uma semana de campanha.

    Para nosso divertimento (e preocupação…) e para desepero do PSD.

    Passos Coelho ainda vai “achar” montes de coisas, ainda vai dizer que sim de manhã, que não à tarde e que talvez à noite (dependendo da opinião da tão querida “sociedade civil”).

    Entretanto, vai, pelo menos por umas cinco ou catorze vezes, demonstrar que não sabe do que fala.

    Ainda vamos assistir por várias ocasiões ao “síndroma do dia seguinte”, ou seja, aos relvas e marcos desta vida a reinterpretarem o que o grande líder disse no dia anterior.

    Que sim, “acho que”, mas… não era bem assim… “não, claro que não” mas… pois, talvez, vamos “estudar, reflectir, avaliar” e depois logo se vê, em função do lobby mais forte.

    Quando lembramos as “asneiras, tonteiras e bacoradas com que o PSD espanta o País desde 12 de Março”, e pensamos que o “pote da incompetência” já não tem mais mel para escorrer, eis que a maravilhoso e inesgotável máquina de incompetência, qual motor “diesel” industrial, ainda é capaz de debitar, com elevada potência e incrível binário, mais umas “asneiras, tonteiras e bacoradas”.

    O coelhito deve andar muito ansioso. Para ele, quanto mais cedo acabar este suplício da campanha, melhor.

    Atenção: este chico-esperto está a um passo de ser primeiro-ministro.

  7. Não vês, Val, como anda lavadinho e penteado, o boneco? A comunicaçâo social muda-lhe a fralda três vezes ao dia e besunta-lhe o cuzinho pra não ficar com “assaduras”.
    É um menino, o Passos Coelhinho… e vai ao colo!

  8. Caro Val,

    Essa confiança é inquebrantável…
    Eu vou ficando preocupado com alguns andamentos da campanha, já que me parece que Sócrates está sempre em reacção – é claro que isto é o que a comunicação social que temos nos deixa perceber – e não passam propostas para o futuro.
    Não te parece que nesta segunda semana de campanha se deveria passar para um registo mais positivo, de propostas, de ideias mobilizadoras para aplicar o Memorando, com respeito pelos valores da defesa do Estado social, no apoio às empresas exportadoras, na continuação do incentivo à investigação e desenvolvimento, etc., etc?

    Por outro lado, como é que não foi devidamente atalhada a questão das nomeações dos dirigentes intermédios na FP?
    No Ministério onde exerço funções, todos os dirigentes intermédios – nomeados pós-PRACE na sequência de procedimentos concursais – e cujas comissões estão a acabar, receberam comunicações das respectivas Direcções, informando que, por indicação da PCM, ficariam em gestão corrente até que as novas direcções, decidissem se entendem renovar-lhes as comissões de serviço, ou abrir concursos. Como é que, em face de um procedimento que até pode ser considerado como excesso de zelo, ainda ontem o Lopo Xavier tenha levantado esta questão da forma como o fez?

  9. Nada, é melhor não fazer nada, senão ainda diz uma bacorada maior e convidam-no para presidente da republica.

  10. Para promover um governo de consenso alargado que os portugueses exigem, convidei há pouco o socialista Dr. Manuel Maria Carrilho para fazer parte do novo executivo. Vai integrar a nossa campanha a partir de hoje. É preciso mudar!”

    Deve chegar.

    (E não, não estou a brincar. O Carrilho é muito admirado entre os Passistas)

  11. Se Passos Coelho vier a ser primeiro ministro vamos ter uma segunda edição para pior do governo do Dr. Santana Lopes.
    Infelizmente, neste tempo, a situação do país é muito pior do que então.

  12. Esta jovem (?) senhora deve ter sido detida, ouviram a forma provocatória como se dirigiu a PPC?

    in: http://sembargo.blogspot.com/

    O dia de Pedro Passos Coelho começou em Vila Real. Uma ida ao mercado, onde o líder do PSD foi recebido como filho da terra. Acabou por tropeçar nas Novas Oportunidades.
    Um momento registado pela repórter Natália Carvalho.

    Ouvir a reportagem:
    http://soundcloud.com/ncarvalho/passos-no-mercado-de-vila-real

    Esta é sem duvida das melhores campanhas que o PSD fez desde o PREC… cheia de casos e muito humor!!! O mais extraordinário, é verificar que ele (PPC) não se apercebeu que GRANDE parte do eleitorado que se manifesta nas sondagens, e dá-lhe 1 “pentelho” a frente do Sócrates, é de gente que está magoada e ofendida com o dito engenheiro, e que ainda restam 35% de indecisos para por o voto, e que não vão declaradamente dizer aos media em quem irão votar, isto se o fizerem…

    é como alguém diz e muito bem: “deixem-nos falar, a vontade, melhor que o nobre, catroga e sus muchachos, será que existem?”

  13. Pergunta nada complicada: Como é que Sócrates anda a dizer em campanha que não se compromete com redução da TSU em 2012, e numa tal de versão2 do acordo com a troika que o governo Sócrates assinou e que não deu conhecimento a ninguém, as alterações à taxa social única têm de estar concluídas já no próximo mês de Julho?

    Obrigado.

  14. Correram descalços sobre brita acabada de cobrir o alcatrão; deram topeiradas, com os dedos dos pés, em calhaus que forravam os caminhos de cabras; pegaram em farpões para carregarem, com o esterco, carros de bois e de vacas, para estrumarem lameiros; meteram os dedos do pé no penico, para os desinfectar e aliviar, quando as dores se tornavam insuportáveis.
    Foram a funerais de “ricos”, ouvir missa e ofícios, porque no fim sobrava uma esmola aos pobres, que pessoas ricas deveriam finar-se com grande audiência.
    Usavam calças e ceroulas de burel: verão ou inverno; ao domingo, da arca, saía o “terylene”
    São da geração dos Marcelos, Barretos e outros comentadores afortunados da vida, filhos e afilhados de ministros e outras individualidades carregadas de prebendas;
    São da geração dos Oliveira e Costa, dos Rendeiros, dos Loureiros; e de Cavaco Silva;
    São da geração dos Zé Manéis, Saraivas, Limas.
    Estes agora aconselham aqueles: ter uma vida confortável já não é um consolo quando se passa de único a mais um. Que maçada.
    Dia cinco vou votar. Com memória.

  15. O Bolo em cima da cereja seria Passos Coelho dizer que apesar de ter assinado os acordos com a ‘troika’, na verdade, não chegou a ler o que lá estava escrito, ou seja, assinou de cruz. Mas parece-me bom demais para ser verdade.

  16. O pior que o País pode fazer é confundir um falacioso com um um notável que Sócrates não é. O menos mau é dar o benefício da dúvida ao ingénuo (eleitoralmente falando) que PPC parece ser.

  17. Só quando o eleitorado sentir na pele os efeitos destes trafulhas (Passos e Portas) é que verificará quanto se enganou. Mas aí será tarde. O povo tem memória curta. Já se esqueceu dos Cavacos, dos Balsemões, dos Barrosos dos Santanas e restante camarilha. Também eu já me esqueci dos nomes de muitos deles, daqueles, por exemplos, que delapidaram a Câmara Municipal de Lisboa, e foram processados em tribunal, mas há outros que me recordo. São, por exemplo, os Isaltinos, os Valentins, os Ferreira Torres, os Loureiros, os Oliveiras e Costa, os Bagões, os Catrogas, os Miras Amaral, as Ferreiras Leite, as Belezas, os Frasquilhos, os Relvas, os Rangeis, etc., etc., etc. E há outros na calha que também estão a tirocinar para entrarem na pandilha. São os Nobres, os Viegas, os Amorins, aqueles trafulhas do Eixo do mal que nem me recordo os nomes. Enfim, uma cambada muito recomendável.

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