O Viegas é um bacano, o pior é o resto

Lourenço Ataíde Cordeiro (cuja existência desconhecia até ontem) diz que não sabe quem sou (embora omita que nunca o tentou saber) mas sabe que escrevo de uma secretaria de Estado qualquer (assim expondo os limites da sua imaginação). Não satisfeito, acrescenta que eu represento o PS (denunciando que nem me lê a mim nem está para se maçar à procura das opiniões do PS).

Ora, vou aproveitar a atenção para repetir o que disse, agora usando outras palavras: que Francisco José Viegas odeie Sócrates, ou o PS, ou o PS de Sócrates, isso não merece qualquer censura nem justificaria reparo, e que pretenda ser deputado, é de aplaudir e louvar; já que o PSD queira independentes com um perfil persecutório, tal como tem deixado fartamente publicado por escrito e enquanto comentador político televisivo, eis o erro da estratégia social-democrata.

(não, Lourenço, não espero que desta vez tenhas entendido, também não pedia tanto)

20 thoughts on “O Viegas é um bacano, o pior é o resto”

  1. Presumo que depois de tão inspirado post, motivado exclusivamente por inabaláveis convicções políticas, ficaremos em breve a saber quem é tão distinta personagem que assina sob o nome de Val(upi)…

  2. Ó João Dias, eu não sei quem é o Valupi e tampouco me interessa donde escreve…

    Apenas gosto da pertinência e acutilância dos seus textos e também me agrada muito o humor satírico com que normalmente adorna o estilo.

    … mas eu sou um viciado em Aspirina B!!!

  3. Ele há “Dias” bem mais felizes.
    Isso é disco riscado.
    Bem mais interessante:
    1/ Quem manda no BCE?
    2/Quem controla as agências de notação?
    3/Quem controla o FMI?
    4/Quem foi, verdadeiramente, responsável por esta crise, avassaladora, das dívidas soberanas?
    5/Quem controla, maioritariamente, os titulos estatais emitidos para financiar as economias e pagar as dívidas públicas?
    Caro João Dias, conselho de amigo, não queira saber quem se esconde atrás do “nome” de Valupi.
    E por aqui me fico.

  4. Têm a certeza que o João Dias não era da PIDE!?
    Ou pelo menos, do comité de controlo de quadros do PCP!??
    Bem, pelos menos deve andar a candidatar-se ao SIS ou a outra organização de bufos!

  5. Primo: confesso que precisei deste teu segundo post para perceber o anterior (cuja leitura, culpa minha, me induziu em erro). É óbvio que se deve sempre celebrar o empenhamento de um cidadão que resolve saltar do comentário para uma praxis institucionalizada da política. O problema, de facto, é que Viegas é uma das mais lamentáveis personificações de uma atitude fulanizadora e persecutória de fazer política. Oxalá ele consiga acertar as agulhas nessa transição e não amplificar esta maldita tendência à la Carlos Abreu Amorim.

  6. Nem mais, primo. Ser deputado é uma das mais nobres funções cívicas numa democracia, e independentemente do partido por que se é eleito. E também alinhando contigo, caso Viegas ultrapassasse o sentimento de vingança que o anima nestas lides, talvez pudesse fazer a diferença. Já o Abreu Amorim é um caso perdido.

  7. Na minha opinião tudo isto nasce do facto de o FJV aparecer na televisão mas se se confirmar o seu envolvimento julgo que sai prejudicado enquanto escritor e jornalista. Somos amigos desde 1988 e espero continuar a sê-lo, haja o que houver.

  8. oh xico poeta! o que é que o cú tem a ver com as calças para além da tua necessidade de afirmares a tua amizade de 1988 ao seboso. o viegas ganha a vida a dizer mal do socrates e a fazer propaganda anti-governo e como recompensa vai ser eleito deputado, porque a partir de 5 jun esta profissão acaba ganhe quem ganhar. és tão parvo que ainda te gabas de ser amigo deste mete-nojo.

  9. “Sábado, 16 de Abril de 2011
    Trivialidades

    Viegas está para a literatura assim como Moedas para a economia: triviais na gramática e na contabilidade. É o preço da interioridade.
    Publicada por A.R. ” em Direito Outros

    Este post mereceria ser citado no texto do blog!

  10. Meu caro João Pedro: não se trata de explicar mas sim de intuir. Sou amigo do FJV desde 1988, já fui corrido de duas revistas por isso mesmo e, nessa medida, dei uma opinião. Como nunca fui nem espero ser deputado não sei «por dentro» mas pelos contactos que tive em tempos na A.R. com deputados ribatejanos sendo eu redactor de O MIRANTE e pelas visitas feitas ao meu amigo António Colaço julgo que pouco ou nenhum tempo sobeja. Só isso, nada mais…

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