O último dos neandertais

Apesar de já estar tudo visto, revisto e à venda na Amazon, ninguém nos preparou para este objecto aqui em baixo. Pior: ninguém nos avisou da possibilidade da sua existência. Pois ele existe, deixa-se ver e desafia os limites semânticos à disposição. A sua história – isto é, o conjunto das circunstâncias aleatórias regidas pela soberana necessidade – é fácil de contar. Um grupo de bifes foi para Gibraltar participar numa conferência sobre a evolução humana. E um grupinho, reunindo ecologistas, arqueólogos e paleoantropólogos, foi acabar um dos dias da jornada na caverna de Gorham, aquele que terá sido o local onde viveu e morreu o último dos neandertais. Lá chegados, fizeram uma cantoria. Porém – e estamos face a um grande enigma científico na área da antropologia como podem constatar se lerem a letra da canção – de quem eles estão realmente a falar na musiqueta é de António José Seguro, “the ultimate” em matéria de neandertalismo político.

LAST MAN STANDIN, May 3, 2005 © D.Larson

Pull the hood down on my face,
feel the cold wind steal my grace
Beg the sun to warm my back
beg the hunger not to attack

200 000 years of peace
all coming down to this
Left here all alone the others I will miss,
now it’s just me, me and the abyss

think I’m the
last man standing
the last one to recall
the last man standing
wonderin, wonderin,

I can recall the land was ours,
I can recall the many hours
I spent chipping at the stone,
now there’s nothin left nothing left but bones

We were hundreds just last year,
then the cold came and the fear
We saw Africa across the straight
but we cannot swim and cannot wait

See our mark upon the land, see my footprints in the sand

think I’m the
last man standing
the last one to fall
think I’m the
last man standing
wonderin, wonderin

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