O patrão do povo

“O povo tem a legitimidade, porque o poder reside no povo. E não é perante uma maioria que tem, de facto, legitimidade institucional para governar que o povo português pode ser esbulhado da defesa dos seus direitos, dos seus interesses, em conformidade com esse poder que a Constituição da República determina. É sempre o povo que tem a última palavra. Sempre, mas sempre”, argumentou o secretário-geral do PCP.

Fonte

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Já agora, será alguém capaz de traduzir estas declarações? Não será demasiado óbvio que, apesar da forma trôpega como lhe saiu, Jerónimo está a dizer que a legitimidade do Parlamento e do Governo é inferior à legitimidade daqueles que ele vai colocar a marchar nas ruas?

10 thoughts on “O patrão do povo”

  1. Princípio da validade da amostra: na impossibilidade de pôr todos os dez milhões (e meio) a protestar, mete-se uma pequena fracção desse número e afirma-se que a amostra é representativa do todo. Quanto maior a fracção, maior a validade. Por exemplo, juntam-se dez mil pessoas contra X. Inflaciona-se o número, para aumentar artificialmente a amostra. Clama-se então que estão 100.000 pessoas contra X (ninguém vai contar) – logo “o povo”, ou seja, 10.5 milhões, está contra X. Os jornalistas caem sempre nessa.

  2. atão ? legitimidade institucional versus legitimidade fonte dessa . e sim , está a dizer isso , na grécia também estão.

  3. Se a situação económica e principalmente social se continuarem a agravar ainda vamos ver o “patrão do povo” a ter um orgasmo.

  4. Com esta conversa aparentemente agressiva ele apenas está a disfarçar! O actual PCP é um ninho de ratos que já teve a grande vitória, tirar o PS do Governo. O resto é puro folclore. Eles dão-se muito bem com o PPD. Até combinavam manifestações, as autarquias do PPD emprestavam camionetas para transportar os manifestantes. E, depois agora, já não contam com os senhores lacaios jornalistas para dizer que eram para aí 300.000. Agora passam a ser, quanto muito os tais 30.000 mil. Já não vão fazer esperas ao 1.º Ministro, ou ao Ministro da falta de saúde quando estes se deslocam para inaugurações. Vale uma aposta!

  5. Este é o caso em que um homem extrapola, sabendo que não vai ser contra-extrapolado; logo, hoje é assim amanhã é assado, salvo seja.

  6. Mas não é o pcp que diz que é o povo quem mais ordenha? Ou eu já não sei português! O pcp faz e desfaz conforme lhe apetece e dá na real gana.
    Senão reparem: num dia deitou o governo abaixo juntando-se à direita e extrema-direita (nesse aspeto eles não rejeitam ninguém. Já o outro fazia ACORDOS COM OS NAZIS) sabendo que ao fazê-lo estava a abrir a porta ao FMI.
    No dia seguinte aparecem com uns painéis dizendo: FMI FORA DE PORTUGAL.
    Mas isto é gente ou é a escória da sociedade? Bebem demais ou drogam-se? São parvos ou querem fazer dos outros parvos?
    Quem vai atrás deles sabe que eles não prestam mas julgam que podem daí tirar alguns ganhos pessoais. Ao fim de 35 anos ainda não perceberam que eles não dão nada a ninguém. Cabecinhas ocas!

  7. eheheh, as palavras chave do pcp são bués da profundas, pás, su pcp encinaçe como é cu povo ordena, távamos feitos, com o mau gosto que craça pelu zé pobinhu, era çó fátimas lopes, gouchas e mais umas quantas bimbas e pimbas armadas em oprás, as mestras maestras das palmas encumendadas.

  8. … e o mais interessante é que ele irá conseguir arregimentar para as manifs. de protesto contra o governo, alguns milhares de portugueses que nas eleições votaram nesse mesmo governo. E assim vamos andando.

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