Um livro por semana 245

«Vida e obra de Fernando Pessoa» de João Gaspar Simões

Este volume é a sétima edição do já clássico livro de João Gaspar Simões (1903-1987) estudando a obra e a vida de Fernando Pessoa (1888-1935) que sobre o assunto escreveu: «a minha vida gira em torno da minha obra literária – boa ou má, que seja, ou possa ser». A tarefa do autor não é fácil: escrever em 1949, 14 anos apenas depois da sua morte, «o drama de uma existência em cujos bastidores, ocultamente, durante quarenta e sete anos, se foi estruturando a obra que havia de ser o laço imortal que prenderia à Terra esse ser cuja Pátria não era, em verdade, deste mundo». Para tal recorreu ao testemunho de amigos, parentes, conhecidos, familiares, patrões, camaradas e criados de café. O livro chegou a chamar-se «Explicação de Fernando Pessoa» e refere que o poeta da Ode Marítima nasceu entre «uma das nossas igrejas mais tipicamente lisboetas e o nosso primeiro teatro lírico». Anos depois esse lugar surge numa quadra: «Ó sino da minha aldeia / Dolente na tarde calma / Cada tua badalada / Soa dentro da minha alma». Vencedor em Durban do Queen Victoria Memorial Prize no valor de 7 libras para o melhor ensaio em inglês, o jovem aluno escolhe livros de John Keats, Alfred Tennyson, Ben Johnson e Edgar Allan Poe. Vamos encontrá-lo em 1915 numa divisória sem janela da Leitaria Alentejana do senhor Sengo na Rua Almirante Barroso nº 12. Trabalhava então como correspondente na casa A. Xavier Pinto & Cia ao Campo das Cebolas nº 43 para onde seguia a sua correspondência: Cortes Rodrigues, Mário de Sá-Carneiro e Revista A Águia. Em 23-6-1915 escreve a Cortes Rodrigues um bilhete: «É uma circunstância violenta e aflitiva. V. pode emprestar-me cinco mil réis até ao dia 1 do mês que vem(1 de Julho)?» A sua experiência como jornalista em O Jornal(Crónica da vida que passa) termina abruptamente por causa de um artigo onde se refere aos chauffeurs de Lisboa. A obra de Fernando Pessoa afinal só começou a viver quando o autor morreu no Hospital Francês, em pleno coração do Bairro Alto. São 671 páginas para perceber com Gaspar Simões o «drama em gente» de Fernando Pessoa.

(Editora: Bonecos Rebeldes, Capa: Adolfo Rodriguez Castañé)

9 thoughts on “Um livro por semana 245”

  1. és um trapalhão, isso aí acima só prova que não sabes ler nem escrever e muito menos pensar. por mim levavas o prémio verruga literária da séssil-martingança, a cal hidráulica dava jeito para enterrares as tuas habilidades literárias.

  2. o labrego da benedita não perde pitada para se colar aos grandes com supostas afinidades. não tarda “o sino da aldeia” é da benedita, o drama da tua existência e incompreensão em vida só têm paralelo no pessoa. presuntos & água benzida à descrição, é um fartar de cabotinagem.

  3. chama-se póstumice aguda da humanidade. e eu só fico triste por a iteração disto ser uma constante da vida – quando é à morte que os Homens dão valor. :-)

  4. Ó zeca galhão, pá, tú não devias atrever-te, ouve bem! atrever-te pá, a iscrever sobre Fernando Pessoa, pá, ou sobre quem tem inteligência pró fazere, meu, oi, tu és um disturbio da história da literatura e dos conteúdos pá, da literatura, ó cagamelo, pá, apresentas as obras dos outros, pá, como se estivesses ápresentare ó bandido, o curriculu dum pintore pá, não pode ser, meu, não pode ser, não ofendas mais a escrita pá, lavás mãos pá, antes de escreveres, meu, sobre fernando pessoa. é ividente, ó trambolho, pá, cu fernando pessoa, meu, tinha um «eu» pá, bué da ispecial, uma vida interiore ca lhe permitia expressar-se pá, vais abuscare estes autores práquê, pá? só mostras que nunca te apurarás, que não tens alma prá coisa, pá, fogo ainda malembro da dissertação sobre a verruga, ó cum caraças, ao menos disserta sobre ratas, pá, ou sobre pilotas, fogo, quem sabe descobres o substituto da pleiboi, meu! ágora sinais da cara, ó pá, não me irrites mais, ó torto. tu és um terrorista das letras, pá, porra, se houvesse psicólogos de vírgulas, as gajas, não largavam o consultório, cum catano.

  5. ó pá, atão agora mandas abraços aos afins, hein? oi, a mim não m´enganas tu, apanhaste no tótiço e queres reabilitar-te meu, mas se a porrada que tens apanhado te serviu de emenda, pode ser que comeces a tratar os outros como seres humanos e com respeito, pá, se bem que me parece pá que tu és um dissimulado, francamente, abraço amigo, viva e o caraças, o viva sabe a safa, que são as expressões, foleiras que gostas de usar.eehehhe, a mim não menganas tu, a mim não menganas tu, ó tirrim, tim, tim

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