O cofinismo invadiu a RTP

Ana LourençoEm 2011 o País foi à bancarrota, isto não obrigava à procura de indícios?

[Pinto Monteiro bebe água]

Ana LourençoA bancarrota era a declaração mais óbvia de que o País tinha sido gerido de uma forma, enfim, senão criminosa pelo menos dolosa, não é?...

Entrevista, 21 de Maio 2018

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Não se passou na CMTV, nem na SIC, nem no Público, nem no Observador, nem no lançamento do canal televisivo do Sol, nem numa coisa do Diabo. Aconteceu na RTP. Aconteceu numa sociedade que está obrigada à prestação do serviço público na indústria da comunicação. Será que o Contrato de Concessão do Serviço Público de Rádio e de Televisão admite que os jornalistas da RTP possam defender – no exercício das suas funções jornalísticas na RTP – posições políticas fanáticas, sectárias e difamantes?

Ana Lourenço sabe que Portugal “foi à bancarrota” em 2011. Ao mesmo tempo, ela seria incapaz de provar que tal tenha acontecido. Felizmente para si, nunca ninguém a obrigará a justificar o suposto pressuposto histórico de uma inacreditável pergunta feita a um ex-procurador-geral da República. E com isso também conseguirá esconder a sua completa ignorância acerca do que é uma bancarrota, indo aqui pela hipótese mais benigna para a sua honra.

Porém, é na ligação da dimensão governativa e política com a dimensão judicial que Ana Lourenço atinge o zénite do cofinismo. Adorava ouvi-la explanar a lógica de se considerarem indícios a merecerem a investigação do Ministério Público as decisões do PSD, CDS, BE e PCP ao chumbarem o PEC IV, com isso boicotando um acordo de financiamento que o Governo socialista tinha feito com a Comissão Europeia, o BCE e a Alemanha, com isso provocando de imediato a subida abrupta dos já elevados juros da dívida, com isso impedindo o Governo de continuar em funções, com isso a obrigar a um resgate de emergência por causa da crise política aberta pela oposição adentro da maior crise económica mundial dos últimos 80 anos e no auge de um ataque sem precedentes às dívidas soberanas dos Estados da UE mais fragilizados. Quer-se dizer, inté que é fácil concordar com a senhora pois há nesta cegada um fedor a bandidagem que empesta o ar.

Depois de beber a sua água, e ainda gastar uns segundos a recuperar da pancada que a melíflua Ana Lourenço tinha dado no cocuruto do ilustre magistrado, Pinto Monteiro respondeu-lhe com excessiva tolerância e simpatia. Um cavalheiro.

46 thoughts on “O cofinismo invadiu a RTP”

  1. Ora até que enfim, vejo que alguém reparou no mesmo descarado sorrisinho , tão “femininamente” cínico, com que a elegante (?) Ana Lourenço abordou toda a parte final da entrevista…! É que não foi só esta pergunta… Eu até revi a entrevista toda para não me ficar pela “impressão à flor da pele”…. !
    Não se cuidem todos aqueles que querem uma sociedade com justiça para todos e solidariedade social, não se cuidem não, e vão ver o que a Direita é capaz de fazer para ganhar as próximas eleições (sim, já as próximas) – ou então, pior, dividir tudo à sua esquerda…!
    ….Acho que é mesmo caso para dizer “ou a esquerda tem tomates para enfrentar a onda de desinformação e de “afectos” e de “corrupções por tudo o que é socialista”…. ou então o trambolhão será tão grande que passará outra década a chorar a sua sorte….

  2. Já protestei algumas vezes, junto do Provedor, Dr. Jorge Wemans, sobre o despudor melífluo com que essa senhora exibe, num serviço público de televisão de que se espera isenção, a sua oposição aos governos do PS. Ele responde sempre, amavelmente, mas sem efeitos no comportamento da pessoa.

    Poderíamos pensar: que se lixe, é na RTP3 cuja audiência é 1,6% (março 2017). Engano! Na RTP1, muito cedo, passa uma espécie de revista de imprensa em que alguém da RTP conversa com alguém ligado à comunicação social. Há algumas semanas, a senhora Fátima Araújo (apresenta-se como jornalista da RTP) começa a conversa com o Prof. Joaquim Fidalgo, mais ou menos nestes termos: “Não será obsceno o aumento, decidido pelo governo, de aumento dos salários do pessoal dos gabinetes de políticos considerando que os salários dos funcionários públicos estão congelados?”. Por acaso, nesse dia, tivemos sorte. O professor é uma pessoa honesta e lá corrigiu que se tratava de uma reposição, não de um aumento. (acrescentando, talvez para a senhora ficar contente, que a medida talvez não fosse oportuna).

  3. Sempre importante lembrar o que diariamente se ouve, vê e divulga na tv do “povo”.
    A tal que sustentamos para serviço público.
    Não só a já envelhecida rapariguinha importada da sic por suas qualidades de sonsa de voz tranquila repete os slogans da direita a que pertence e presta serviço avaliando a postura implicada.
    Já fazia o mesmo trabalho na sic donde foi repescada para engrossar o grupo.
    Sem dúvida VALUPI, invadiu e lá reside o cofinismo alastrando em todo o seu esplendor.
    Não conheço nenhum jornalista que faça um trabalho isento na tv que pagamos para propaganda partidária exclusiva da direita.
    Só se aguenta o jornalista da 1 pela manhanzinha.
    Talvez por ser correcto e usar demasiado notícia factual não sai daquele horário de audiência espremida.
    Serviço público uma ova.

  4. Eu tenho esperança na completa implosão do “jornalismo” português, dai ser preciso um bom caixão para um bom enterro. Vai ser de coffin(a) à cova.

    Sinceramente já não vejo quase nenhum dos canais televisivos portugueses, só muito esporadicamente, só vejo com mais atenção a 2, noticias maioritariamente na net e canais internacionais. Já estou na fase pos-protesto, é que protestar é manter a adesão e estes facínoras não nos podem dar como garantidos. Paradoxalmente, protestar é quase apoiar, estar no anzol. Estou totalmente Off.

  5. E Valupi que não liga puto á “guerra” entre o juiz Ivo Rosa e o procurador Casimiro !
    E o que aí vai … !

  6. No expresso de há duas semanas (penso eu): o parque escolar representa uma obra “faraónica”. Isto para reputar Sócrates como um despesista. Como um ser ébrio pela irracionalidade. Desde quando uma escola com condições, com um ambiente acolhedor e propício ao estudo e conforto, é uma obra “cara”? O parque escolar é o desenvolvimento do país.
    A linguagem que o expresso usa quando fala do Sócrates resvala no ódio e desprezo.

  7. Ana Lourenço era na SIC uma jornalista muito ativa nos tempos áureos do neoliberalismo. A situação estava-lhe a contento e ela exibia-se confiante e eufórica, militante mesmo. Foi das pessoas que mais claramente ficou estupefacta perante a mudança política que para ela era certamente impensável. Tornou-se melancólica e até deprimida. Começou a mover-se lenta e discretamente de modo a instalar-se na nova situação. Eufórica não, apenas disfarçada, o suficiente para ser contratada pela concorrência.

  8. Ola,

    O que diz a Ana Lourenço é profundamente estupido e preocupante. E põe muito bem à vista a maneira como funciona o justicialismo, que é o pior inimigo do combate eficaz à corrupção. Enquanto estivermos à procura de grandes culpados, ou alias de formidaveis redenções, continuaremos na coboiada e não iremos a lado nenhum.

    1. A corrupção em Portugal é um problema sério. No tempo do Socrates, antes dele e depois dele. E’ um problema de dimensões maiores do que as de J. Socrates (perdoem-me a heresia).

    2. No entanto, a corrupção não é mais que um problema sério e provavelmente não é o mais sério dos problemas. E com certeza que não é, nem de perto nem de longe, uma causa importante da crise de 2008 ou das suas consequências em Portugal.

    3. Não existe razão, por enquanto e que se veja, de estabelecer uma ligação entre o processo feito ao Socrates e um caso de corrupção de amplitude nacional, ou sequer revelador a este nivel (uma diferença importante com o caso do Lula no Brasil).

    4. De que as Anas Lourenços e outras alimarias percam as estribeiras e comecem a alardear sem dizer coisa com coisa, não se segue de forma alguma que J. Socrates seja culpado, ou inocente, daquilo de que o acusam.

    5. O combate à corrupção passa por duas coisas simples : dar à justiça meios para a combater ; deixar a justiça trabalhar. O primeiro ponto é merecedor de toda a nossa atenção e deve ser debatido ; quanto ao segundo, ha que desencorajar a histeria, venha ela de onde vier…

    Boas

  9. Não há dúvida da “tendência” dominante das abordagens feitas pela senhorita em questão. Mas, justiça lhe seja feita, está longe de ser caso único na tv pública. Rodrigues dos Santos e Adelino Faria não lhe ficam a dever nada.
    Mas, dito isto, mal ficaria deixar passar que outros jornalistas há que não fazem muito melhor e que não merecem idêntica critica deste blogue. Com efeito, Lourenço sempre tinha alguém à frente que só não lhe desmontou os pressupostos falsos da pergunta porque assim não entendeu. Ora, há dias, Câncio,”no exercicio das suas funções jornalisticas” , difamou Sócrates, sem contraditório, e pelo feito recebeu fortes elogios de Valupi: “grande força de carácter” – disse.

  10. Ó Viegas, deixou-me duas dúvidas, a saber:

    1. “A corrupção em Portugal é um problema sério” – diz . Ok! Seja. Mas “sério” porquê ? Porque corresponde a uma prática demonstrada? Bem, um marciano que olhe para as condenações transitadas em julgado, ficará perplexo. Diria ele que a “montanha pariu um rato”. Então estamos a falar de um sério problema de percepção ? E, assim sendo, a justiça está isenta de responsabilidades na produção desse “ambiente “?

    2. “O combate à corrupção passa por duas coisas simples : dar à justiça meios para a combater ; deixar a justiça trabalhar”. Excelente . Morgado não teria dito melhor. Mas vamos lá a ver se nos entendemos:
    – pede-me que dê mais meios à justiça para combater um problema que a própria justiça ( trânsitos em julgado ) demonstra que é residual ?!
    – quer “deixar a justiça trabalhar” . Muito bem. Mas como ? Condenando na praça pública quem não consegue condenar nos tribunais ?!

  11. 1. Portugal esta no 29° lugar no indice de percepção da Transparency (2017), o que significa que ha pior, mas também ha bastante melhor. O GRECO (Conselho da Europa) considera que é importante e urgente o pais tomar medidas. Quer comparar os danos directos e indirectos causados pela corrupção com os danos causados pela pequena delinquência suburbana ? Quer comparar os meios dedicados a uma coisa e à outra ? Portanto um problema sério.

    2. O facto de existir uma forte discrepância entre o numero de condenações e aquilo que conseguimos saber sobre a realidade das praticas é precisamente o problema e a razão pela qual se pedem mais e melhores meios. Não apenas em Portugal, alias. O meu amigo vive em que planeta ?

    3. A justiça condena, ou não, nos tribunais, a que ainda chamamos forum porque se confundiam, outrora, com a praça publica. Assim é que deve ser e assim é que se deseja que seja. O meu amigo tem outra proposta ? Como é que se passam as coisas la no seu planeta ? Instrua-nos…

    Boas

  12. ò viegas, vê lá se entendes.

    1 – corrupção é crime
    2 – os crimes devem ser investigados, apurados os criminosos e julgados
    3 – bpn é crime, ministério público e correio da manhã (aquele que tu dizes não ler, mas papagueias) abafaram a investigação, protegeram os criminosos e não julgaram ninguém. a ideia é absolver toda a gente e eventualmente indemnizar o oliveira casca.
    4 – operação marquês, não há crime ou ponta por onde se pegue, mas há um criminoso e já foi julgado sem factos apurados e conhecimento do processo.
    5 – é para esta merda que o ministério público precisa de mais meios?

  13. Dado o nivel de estupidez, duvido que o comentario acima seja do MRocha, mas ainda assim respondo :

    Os pontos 1 a 4 não têm a ver com o que digo no comentario

    Quanto ao ponto 5, a corrupção não se combate eficazmente com os meios tradicionais. E’ preciso mais, e sobretudo melhores meios. Os mais importantes nem custam tanto : mais cultura civica e uma atenção responsavel de todos ja seria muito mais do que meio caminho andado. Esta questão não é especifica a Portugal. Um pouco por toda a parte, assistimos a uma consciencialização crescente da dimensão do problema. Infelizmente, como os maus habitos podem ser confortaveis para alguns, assistimos também à instrumentalização da coisa, no sentido do justicialismo. Por isso é fundamental estar de pé atras e, quando vier ao caso, dizer a quem quer que seja, incluindo à Susana Lourenço de que fala o post, quando esta a disparatar.

    Faço uma pequena ressalva para a contemplar a possibilidade de as coisas se passarem de outra maneira noutros planetas, porque não excluo que o MRocha nos dê elementos interessantes a este respeito. Aguardemos.

    Boas

  14. 1.Ó Viegas, mas concede-me que entre a percepção e a realidade existe uma distância dificil ( para dizer o minimo ) de medir, certo ? Até porque para debaixo desse chapéu de chuva da “corrupção” se atira muita coisa que não tipifica excatamente como tal. Ou não ?
    2.Ó Viegas, mas como é que v garante isso ? Trata-se de uma questão de fé ?
    3. Tenho outra proposta para a justiça, sim: que faça o que tem a fazer no recato dos seus gabinetes e que corte as ligações directas às redacções. Acha mal, Viegas ?

  15. Quanto à referida diferença entre realidade e percepção, veja-se este artigo:

    http://expresso.sapo.pt/revista-de-imprensa/2018-05-25-Secretario-de-Estado-da-Juventude-e-Desporto-acumulou-funcoes-de-governante-com-gerencia-de-empresa-pessoal

    E deixo a pergunta : este não assunto não será uma daquelas “noticias” que ajudam a formar uma percepção sobre coisa nenhuma ? Em concreto, de que “acumulação” fala a noticia ? Nada diz ! Limita-se a constactar que não deu baixa da actividade quando foi para o governo. So what ?

  16. MRocha

    1. Um problema classico de criminologia e uma das razões das dificuldades de debater com rigor nesta matéria, onde infelizmente o debate com rigor é particularmente necessario. No caso especifico da corrupção, a Transparency International criou ha ja uns anos, precisamente para responder à questão, o indice de percepção da corrupção que cito no meu comentario, que procura medir, da forma mais rigorosa e objectiva possivel, a percepção do fenomeno, que apesar de não ser necessariamente um reflexo da realidade, diz com certeza algo acerca desta realidade (por exemplo Portugal esta muitissimo melhor representadol no indice de percepção do trafico internacional de pinguins). Não é garantia absoluta, mas o indice da Transparency serve de referência para as principais organizações internacionais com competência na matéria : OCDE, Conselho da Europa, UE, Interpol, etc. Portanto julgo temerario defender-se que se trata de uma pura fantasia.

    2. Ver o ponto 1. Não ha garantia total. Nunca ha, nem sequer da terra rodar à volta do sol. Mas ha uma representação racional da realidade, com fortes probabilidades de corresponder aos factos. O indice da TI procura atingir este objectivo e, para a maior parte dos actores, não anda muito longe da realidade.

    3. O MRocha defende que os Tribunais deveriam deixar de julgar publicamente. Um ponto de vista. Tenho uma curiosidade, o planeta onde mora fica no sistema solar ?

    Boas

  17. isso mesmo Ricardo! infelizmente (ou não) a esquerda não está preparada para responder (e difamar) à altura !

  18. Pronto, ja começou o disparate. A percepção fabrica-se ? Presumo que é o que a TI tem feito no mundo inteiro, talvez também para ajudar a direita…

    Ja agora, que é feito das grandes declarações de principio elevando a luta contra a corrupção a prioridade no sector da justiça ? Inclusivamente nos programas do PS (programa de 2009 : “A democracia exige condições de confiança e segurança das pessoas e comunidades nos diversos níveis de actuação e responsabilidade do Estado, através de um sério esforço de prevenção e combate à acção delituosa, designadamente à criminalidade organizada e económico-financeira e à corrupção”) ? E, se bem me lembro, com o aplauso ruidoso deste blogue ? Ah, pois, e tal, olha, fomos instrumentalizados, caimos na armadilha vil armada pelos magistrados aliados ao correio da manhã, com o apoio secreto do complô maçonico-sionista. Mas de agora em diante, isto vai mudar. Alista-te !

    Vocês cansam-me de tão caricaturais…

    Boas

  19. Ó Viegas, não me diga que agora vai defender que as percepções não se fabricam ! OK. Vou sentar-me na bancada para assistir ao exercicio. Deve ser interessante.

    Quanto á “medição” das percepções: inventou-se algum kilograma padrão para o efeito e não dei por isso ? É que v fala delas como se de uma estatistica de captura de sardinha se tratasse.

    Sobre os julgamentos públicos: dado que no país que habito basta alguém ser investigado para em termos práticos ter a sua vida desfeita, a questão da privacidade do julgamento nem se chega a colocar. Ainda assim, não me custava nada que não fosse acto público, pois não vejo que os julgamentos tenham resolvido o conflito entre o direito à justiça e o direito à imagem.

  20. Se há percepção e não há denùncias de corrupção em proporção correspondente, ou quem responde aos questionários ou quem elabora esse índice de percepção da corrupção é corrupto.

  21. Escreve o senhor João Viegas:«A justiça condena, ou não, nos tribunais, a que ainda chamamos forum porque se confundiam, outrora, com a praça publica. Assim é que deve ser e assim é que se deseja que seja. »
    “Deve ser” porquê, “deseja” quem ? Não especifica. Mas mal de nós se não avançarmos no sentido de proteger a pessoa do desproporcionado peso institucional da sociedade nas situações de maior vulnerabilidade. Pessoalmente não o desejo nem vejo que tipo imperativo ético é que o possa aconselhar. Mas isso sou apenas eu.

  22. Caros,

    O proprio da criminalidade em geral (e não apenas da corrupção) é ser de dificil medição, a percepção social sendo um dos instrumentos utilizados, não o unico, mas ainda assim um mais importantes. A percepção pode ser construida, tal como o pode a recensão dos crimes punidos, ou a dos crimes denunciados, etc. Por isso mesmo a metodologia para medi-la deve ser cuidadosamente ponderada, para evitar tanto quanto possivel as distorções.

    Isto não é novo, nem especifico à corrupção.

    Em matéria de luta contra a corrupção, o indice de percepção construido pela TI impôs-se como um indicador fiavel. Não é feito à toa e não se limita a inquéritos manhosos dirigidos a taxistas. Mais uma vez é uma referência utilizada pelos principais actores de combate à corrupção, nomeadamente as organizações internacionais que mencionei acima.

    Eu ja nem digo abrir um manual de criminologia, mas pelo menos procurar informar-se, um minimo antes de proferir atoardas, não seria uma boa ideia ? E, ja agora, o programa do PS de Socrates para combater a corrupção, que citei aqui em cima, também é uma invenção do correio da manhã ?

    Boas

  23. A verdade é que a corrupção está na agenda mediática quando a esquerda é poder; a direita é virtuosa, tal como a Ana Gomes.

  24. Maria : em qualquer Estado de Direito, uma das regras fundamentais é que a justiça deve ser exercida publicamente, para que possa existir controlo pelos cidadãos. Isto até deve estar na nossa constituição. Esta inerente às garantias fundamentais do processo pelo menos desde a antiguidade. Olhe, a Maria ouviu falar num senhor chamado Kafka ? Leia os livros dele, por exemplo…

    Porquê que não comentam antes os posts sobre o sporting ? Ai pelo menos estão em terreno conhecido…

    Boas

  25. “Em matéria de luta contra a corrupção, o indice de percepção construido pela TI impôs-se como um indicador fiavel.”

    Impôs-se a quem, compadre Viegas? Mais uma cena de juiz em causa própria ?

    “Não é feito à toa e não se limita a inquéritos manhosos dirigidos a taxistas. Mais uma vez é uma referência utilizada pelos principais actores de combate à corrupção, nomeadamente as organizações internacionais que mencionei acima.”

    Não ser feito “à toa” não significa que espelhe a realidade. Qualquer caloiro de sociologia tem obrigação de saber que não faltam inquéritos em que o respondente dá a resposta que julga que o inquiridor quer ouvir. Concretizando: acha que se as pessoas fossem inquiridas sobre situações de corrupção em que tivessem estado directamente envolvidas, e não sobre as de que tivessem “ouvido falar”, as respostas seriam as mesmas ? Já leu Khaneman ? Aconselho.

  26. Daqui a um mês, mais coisa menos coisa, a direita vai tirar da agenda mediática os corruptos e substituí-los pelos incendiários.

  27. MRocha, leia a té ao fim que encontra a resposta às suas perguntas :

    O indice da TI é uma referência para as principais organizações (publicas) com competência nesta matéria. Citei a OCDE, o Conselho da Europa, a Comissão e o Parlamento da UE, a Interpol, posso acrescentar ainda a ONU, outras haveria. Em todas elas o Governo Português esta representado. Pode ver as posições que tomou, inclusivamente durante os governo do PS de Socrates, ou mais recentemente com Costa.

    Também pode investigar 2 segundos na Internet sobre a questão.

    E se quiser mesmo disparatar, como digo, ah por ai uns posts sobre o presidente do Sporting. Trata-se de um tema que deve ser-lhe bastante mais familiar.

    Boas

  28. Eis Viegas e seus argumentum ad verecundiam ! Traduzindo: se o Papa diz que Deus existe, logo, existe ! Ok, Viegas. Convenceu-me, porra !

    Sobre “disparatar” em matéria da credibilidade de estudos de opinião e, inclusive, em matérias mais sérias, como a credibilidade da prestação de testemunho em julgamento, não precisamos de ir ao sporting, homem, basta ficarmos pelos trabalhos de pesquisa de khaneman e Tedesky sobre psicologia cognitiva. Mas isso, claro, só serve para os cépticos que não se conformam com as teorias do fim da história. Não para os crentes. Para esses, quais Viegas, a verdade existe e é conhecida. Amém !

  29. A diferença entre um crente fanatizado e uma pessoa com espirito critico é que este ultimo pode dar referências de outras pessoas, mais ou menos autorizadas, que vão no sentido da sua opinião. Dei varias acima, que não são negligenciaveis tendo em conta o tema (corrupção). O MRocha diz que não acredita nisso porque não, e prevalece-se exclusivamente do seu proprio espirito critico-céptico, sem se dignar sequer explicar, se ele tem razão, por que carga de agua o PS de Socrates (que ele apoia) entendeu que o combate à corrupção (que não existe) era uma prioridade para Portugal.

    Mas o fanatico sou eu…

    Boas

  30. A corrupção é um papão de quem se quer alçar ao poder sem ter um projecto ideológico concreto para levar a votos. As leis e os meios que existem chegam e sobram para punir quem comete esse crime. Nunca foi tão difícil apagar registo do que alguém faz, compra ou recebe ao longo do dia. Estou convencido que entre os mais corruptos estão os que mais falam em corrupção. Está aí o Brasil para o demonstrar

    https://www.ocafezinho.com/2018/05/21/o-submundo-das-delacoes-premiadas-por-gleisi-hoffmann/

  31. Não percebo, Lucas Galuxo,

    O Socrates cujo programa falava em combater a corrupção deve ser considerado corrupto so por causa disso ? Agora sou eu que protesto, e a presunção de inocência ? A menos que consideres que so a invoca quem é culpado ?

    Este blogue esta cada vez melhor.

    Boa continuação desta apaixonante conversa, mas sem mim, que esta na hora da oração…

    Boas

  32. Ó Viegas, mas quem foi que lhe disse a si que eu apoiei o PS de Sócrates, carago ? E que tem isso a ver com o resto, porra ? Quem lhe disse que apoio o “programa” ou a “prioridade” que v invoca ? Essa agora !

    O meu ponto desde inicio é este: os “estudos de percepção” não me convencem enquanto fundamento para o reforço dos poderes ou do esforço das magistraturas no combate à dita. E não me convencem por duas razões: a primeira, é que , numa sociedade diariamente bombardeada com alegações de “corrupção”, o mais natural é que o senso comum conclua que “onde há tanto fumo, tem de haver muito fogo” ; e a segunda, é não confiar nas reais motivações das instituições de justiça, por motivos que estão bem à vista – temos arguidos em banho maria à espera que se descubra de que crime irão ser acusados.

    Um ultimo ponto sobre o crédito que dou aos estudos de percepção: tanto não me convencem, que nunca usei como argumento a pésssima percepção que os inquéritos de opinião publicados manifestam sobre a Justiça.

    i’m done !

  33. Não devia ter olhado. MRocha : para todos os crimes o que sabemos baseia-se, em grande parte, na percepção, uma vez que é impossivel obter outros dados, mais fiaveis, sobre a realidade factual. Se um dia quiser conversar, diga qualquer coisa, se estiver apenas a fazer claque, dirija-se por favor à bancada do sporting ou à do benfica…

    Boas

  34. O senhor João Viegas deve estar a referir-se ao critério conhecido como “rossonância da verdade”, penso eu. Sugere-me o senhor a leitura de Kafka e depois vem reconhecer que nas questões da justiça a realidade factual é menos importante que a percepção do julgador – é isso, não é ? Obrigada por me recordar porque é que a cada dia que passa tenho mais medo da justiça .

  35. Neste interessante combate o João Viegas espetou um KO técnico ao Lucas Galuxo.
    São horas de vésperas, e o Viegas já nos informou que tem que recolher.
    Então o MRocha não apoiou o Sócrates! Essa é boa.
    E por onde anda o falecido membro dos Clash?

  36. Viegas, incluir o combate à corrupção num programa eleitoral, entre muitas outras medidas, não é a mesma coisa que reduzir a discussão política a esse tema, como têm feito muitos actores políticos e jornalistas em cena. É coisa de quem não tem nada a propor é ciníco. A situação no Brasil ilustra bem isso.

  37. Galuxo,

    Bebe um copo de agua, volta a ler o meu primeiro comentario (especialmente o ponto 2). Se continuares com duvidas, volta ca que eu passo-te uma receita.

    Boas

  38. Viegas, pronto, estamos de acordo, a gritaria do combate à corrupção é um tema de agitadores, Garoupas, Morais e que tais, que outra consequênica não tem do que transferir soberania do voto popular para detentores de funções judiciais e mediáticas, mitigar a democracia como lhe chama Dilma Roussef.

  39. Se a Ana Lourenço diz que houve bancarrota em 2011 é porque houve mesmo,, porque ela sabe muitas coisas e às vezes até se vê a sabedoria a escorregar pelas veias do pescoço o que faz com que tenha os olhos cada vez mais cansados. Coitadita que trabalha tanto para gáudio do chefe que vê nela um produto da sua organização pessoal, metódica, porque sem método não acontecem prodígeos assim.

  40. “Pronto, já começou o disparate. A percepção fabrica-se?” (Broas 13.05)

    “A percepção pode ser construida” (Broas 14.42)

    Capaz de esganiçar em 97-noventa e sete-97 minutinhos um disparate e o seu contrário, ou seja, um pretenso antidisparate igualzinho ao alegado disparate que desprezou hora e meia antes, haverá quem acredite que o Broas analfa e presunçoso é sério candidato à medalha de ouro olímpica em Cambalhota Quântica com o Rabo de Fora. Haverá também quem, em registo mais terra a terra, diga que o Broas presunçoso fala, fala, fala, mas não diz nada. O rigor científico, porém, permite apenas uma conclusão: o Broas pretensioso fala, fala, fala, mas só diz merda.

    Grudado às caixas de comentários do Aspirina, o objectivo primeiro do Broas não é a atenção que alguns homens e mulheres de boa vontade que frequentam o estaminé têm a santa paciência de lhe dispensar, ainda que isso não lhe desagrade. Graças aos dois neurónios funcionais que lhe restam, o Broas percebeu há bués que o Aspirina e suas caixinhas, persistente e generosamente mijando fora do penico, são sofregamente monitorizados pelas máfias infiltradas no sistema que esganiçadamente defende. Por isso aqui faz profissões de fé constantes no dito sistema, lambendo incansavelmente o cu aos corruptos enquistados e aos cobardolas corporativos seus corolários, que, pacificamente acomodados, fazem vista grossa às tropelias.

    Perdendo mais tempo no Aspirina do que a formalizar recursos, contestações ou alegações que os clientes lhe pagam para redigir, o Broas merdoso, ciente da fraca qualidade e eficácia do material que lhe sai da mona e da pena, tem por mais bem empregue o tempo que aqui gasta, acreditando que ganha assim a caridadezinha agradecida dos fiscais atrás do arbusto, sob a forma de uns deferimentozinhos e sentençazinhas favoráveis que de outro modo lhe escapariam. Pelo sim pelo não, além da fidelidade canina na infalibilidade do sistema, o Broas também gosta de choramingar, ainda mais caninamente, um velho e relho mantra, comum a enquistados e a acomodados: “São necessários mais meios. Nós somos os melhores da galáxia, se a porra do sistema funciona mal, a culpa é da falta dos ditos.”

    Constantemente papagueando de cima da burra que o bendito sistema apenas pretende combater a corrupção, o Broas finge não entender que um sistema corrupto não pode, por definição, combater porra de corrupção nenhuma.

    Caros companheiros e companheiras de piquenique, se há modalidade olímpica para que o Broas está verdadeiramente vocacionado, é esta: Fellatio a Magistrados às Três Tabelas, também conhecida nos meios desportivos pela castiça designação que reproduz o mantra pessoal do Broas: Quer-Que-Engula-Ou-Que-Deite-Fora?

  41. O cofinismo, como estilo ou corrente mediática(?!) é hoje o que melhor caracteriza a comunicação social em Portugal. Com dono e falida. E ainda há bem pior que a pivot em causa. Como a Clara Ferreira Alves. Sabe tudo, conhece tudo, é amiga de toda a gente e perdoem-me a expressão, só diz merda. É que não intervala.

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