O Celso, esse bacano

O Celso, pá. Mais um Costa. De Massamá, topa-me a dupla ironia. Agora, de Raqqa e do Al-Andalus. Mas é mais Massamá. Apesar de tudo, cabendo tudo neste tudo, Massamá for ever. Podemos confirmar esse destino graças ao ExpressoVídeo de dois jiadistas portugueses lançado na véspera dos atentados em Paris – onde o Celso aparece com o irmão Edgar e os seus novos amigos. Malta fixe como poucos e, espera-se, cada vez menos.

Trata-se de um vídeo de propaganda do “Estado Islâmico” e nele celebra-se o que há de mais humano na natureza humana, a imaginação. O nosso Celso espalha simpatia e graça ao contar como, na sua imaginação, ele se tornou invencível. Não há soldados sírios que o assustem, por mais especiais de corrida que sejam. Ele quando os encontra rouba-lhes as armas, entre outras tropelias não descritas. Não há bombas a cair do céu que lhe tirem o brilho ao sorriso. Não há exércitos neste mundo que se atrevam a ir àquela ruela ameaçar a sua valentia sentada e perneta.

No vídeo também se vêem crianças felizes e contentes, à mistura com aquilo que talvez seja a preparação de uma chanfana de cabra. Ou seja, estamos perante um grupo de pessoas que mostra estar em paz com a sua consciência e a passar por uma fase das suas vidas onde reina o entusiasmo e uma inabalável confiança nas competências próprias.

Quanto a isso de, muito provavelmente, o nosso Celso não fazer ideia de como foi ali parar nem qual o sentido do que anda a fazer, apetece-me enviar-lhe estas palavras do filme The Shawshank Redemption. Talvez ainda cheguem a tempo.

1967 Parole Hearings Man: Ellis Boyd Redding, your files say you've served 40 years of a life sentence. Do you feel you've been rehabilitated?
Red: Rehabilitated? Well, now let me see. You know, I don't have any idea what that means.
1967 Parole Hearings Man: Well, it means that you're ready to rejoin society...
Red: I know what you think it means, sonny. To me, it's just a made up word. A politician's word, so young fellas like yourself can wear a suit and a tie, and have a job. What do you really want to know? Am I sorry for what I did?
1967 Parole Hearings Man: Well, are you?
Red: There's not a day goes by I don't feel regret. Not because I'm in here, because you think I should. I look back on the way I was then: a young, stupid kid who committed that terrible crime. I want to talk to him. I want to try to talk some sense to him, tell him the way things are. But I can't. That kid's long gone, and this old man is all that's left. I got to live with that. Rehabilitated? It's just a bullshit word. So you go on and stamp your form, sonny, and stop wasting my time. Because to tell you the truth, I don't give a shit.

5 thoughts on “O Celso, esse bacano”

  1. Já alguém contou o número de artigos ternurentos, sobre a meia dúzia de jihadistas afro-portugueses que andam a cortar cabeças na Síria, publicados pelo Expresso no último ano?

  2. É uma vergonha, sem a ajuda dos merdia o ISIS não existia. Da cada vez que esse energumeno de massamá – pelos visto é essa a principal exportação dessa terra – passa em horário nobre, há um grupo de energumenos da lourinhã que avia as malas e parte para a Siria.

  3. Primeiro o cego ordinário que desapareceu depois o Sol e o I que desaparecem.
    Acabou-se a teta toca a desarmar a barraca da propaganda.

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