Notícias que nada significam sem o Pacheco as explicar ao povo

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Com um aumento muito acima da média europeia em termos de despesas em investigação e desenvolvimento (I&D), Portugal é dos países que mais cresceram no Ranking Europeu da Inovação.

Fonte

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62 thoughts on “Notícias que nada significam sem o Pacheco as explicar ao povo”

  1. Valupi,

    o jornalismo no seu melhor, de facto o que a senhora devia dizer com simplicidade é de que o nosso país cresceu muito em I&D, mais do que os outros por ser um anão e que mesmo assim fica mais baixinho do que os anões médios. Na Europa, visto o seu conjunto, Portugal está no pelotão dos últimos. Esta triste mania de se armarem em grandes. Serve quem e o quê? É só realidade virtual.

  2. Dizes muito bem, ovitelo. Mais valia acabarem com isto, venderem Portugal a Marrocos, em vez de andarem para aí a gastar o nosso dinheiro com cientistas e laboratórios e estudos e tecnologia e o camandro que não interessa a ninguém.

  3. assim se prova que a inovação não tem relação com a capacidade de sair da crise… prova-se o contrário do que ilustres personagens andam por aí a dizer…

  4. Ó ovitelo, a empresa onde trabalho, que é uma das que beneficiou dos apoios à inovação, quadruplicou o tamanho e triplicou o volume de exportações. Agora multiplica. Emprego e exportações, topas? E pior que ser anão de tamanho, é ser anão de espírito e visão.

    Portugal tornou-se o segundo maior exportador europeu de tecnologias de informação, com Sócrates. Ainda não chega para equilibrar a balança? Ah, então é melhor desistir e dedicarmo-nos à pesca.

  5. Manolo, a inovação, no nosso caso, não é um requisito para sair da crise, é um requisito de sobrevivência. Ó balha-me Deus…

  6. convém ir mesmo lá à fonte , convém. fiquei a saber que foi o que mais gastou , isso sim , gastou bué ; o impacto económico é que foi fraquinho , continua em 23º lugar , na cauda da europa ; e…autoavaliação e empresas que declaram….: “Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos.

    A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado – e está mesmo em terceiro lugar face os países da Europa a 27 – é no item “Inovadores”, isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência ”

    eu também sou muita boa. respondi no questionário da Cotec. e fiz uma dieta que aumentou para caramba a minha capacidade energética , lá que continue sem ganhar corridas é só um fait divers.

  7. edie,

    és um chico ou chica maravilhas, se a tua empresa for similar à tua pessoa, há na realidade excesso de produção, mas da que não convence ninguém. Devem andar a exportar para África. Quanto aos apoios esses já estão no papo, seja lá de quem for, mais que certo.

    Val,

    não te fica bem ironia rasca, o que estava em causa não era vender o país. Mas a análise do artigo que só dá relações e nunca valores e mesmo esses distorcidos. kápisxe?
    Como bem sabes há um principio geral de direito segundo o qual não se pode vender o que não nos pertence.

  8. Não, ovitelo, hoje são só más notícias para ti. Primeiro: não sabes multiplicar, segundo, é para: Finlândia,Noruega, Holanda, Dinamarca, Reino Unido, tudo países do terceiro mundo que têm a mania que são espertos…

    Portugal não é tão rasca como tu gostarias…que pena que nem tudo siga os teus padrões e imagem.Muu.

  9. Claro que na mente dos cavaquinhos, bpénes e troca-passos…isto é tudo uma aldrabice do pinóquio!

    Na mente destes escarros o processo é simplista:
    Se é boa notícia é mentira
    Se é má notícia é prova de que eles falam verdade!

  10. edie, essa informação interessa-me. seria possível divulgares a fonte? é que só tenho conhecimento de componentes de fácil realização que deixaram de ser enviados para sítios como a índia, por haver graves problemas de comunicação, e que passaram a ser produzidos em portugal. mas neste caso não se trata de I&D, mas da next best mão de obra barata. essa que dás é uma notícia maravilhosa.

  11. susana, se te referes à nossa posição na Europa, foi referido mais do que uma vez em reuniões de carácter profissional a que assisti, mas não tenho nenhuma fonte escrita.
    Quanto ao caso que me está mais próximo, a empresa é 3ª a nível mundial no seu nicho e compete com empresas muito maiores do que ela, americanos, suecos, canadianos. Mas há dezenas e dezenas de outras mais nestas circunstâncias. É um segredo bem guardado, ao que parece. Mas de vez em quando, a comunicação social tem vindo a abordar timidamente o assunto. É preciso estar atento e ler as notícias pequeninas :)

  12. edie,

    oh, it’s too bad…
    essas notícias são tão pequeninas que não se vêem? sem números fica um bocado difícil atestar da veracidade das mesmas, é pena.

  13. pois, susana, os números que aparecem na notícia deste post são todos inventados, não têm nenhuma sustentação na realidade. Quanto ao facto de não veres bem, já experimemtaste ajustar as diopterias?

  14. muito obrigada, edie, mas não encontrei ali nada que confirmasse aquilo que disseste: “Portugal tornou-se o segundo maior exportador europeu de tecnologias de informação, com Sócrates.” ajustei os óculos, até os limpei, mas nada.

    e não fiques tão feroz, não leves a mal, é que eu estive em reuniões em que se disse exactamente o contrário: que portugal era o penúltimo europeu em exportações de tecnologias de informação. ficámos em pânico, e a dar a volta ao miolo durante três meses para vermos como inverter a situação. claro que cada uma puxa a brasa da sardinha dos seus empregadores, faz parte da moral empresarial. o teu, logo, deve ser melhor que o meu, mantendo a moral tão assertiva.

    infelizmente, tenho uma prova de que o que dizes não é verdade: se fosse, o governo não se calaria com essa merda. :)

  15. e repara que acolho com gosto as notícias do aumento genérico de exportações, que já conhecia através do INE, mas é bom não embandeirar em arco atirando afirmações insustentáveis para obtenção de grande efeito.

  16. só mais uma coisa: os números na fonte do post em referência nada revelam no sentido do que afirmaste. revelam um investimento. dizem até que o retorno económico é todo um outro assunto. se te disserem que portugal gastou uma quantia maior em alimentações escolares tu não vais imediatamente inferir que oferecemos as segundas refeições escolares mais saborosas, equilibradas e com matéria prima de melhor qualidade da europa, ou vais?

  17. (já acabaste, susana?).

    Ora então, na tua opinião, o aumento das exportações tem acompanhado o do investimento em inovação e internacionalização por mera coincidência, deduzo.

    Feroz, claro. Fico sempre assim quando deparo com casos de má-fé. Mas não ligues, são coisas do meu carácter.

  18. edie, o aumento das exportações estar relacionado com o do investimento em I&D parece-me plausível, não óbvio. porém, então, não entendo porque o artigo da fonte refere explicitamente a ausência de um retorno económico evidente. concederás, sem dúvida que, seja como for, daqui até ao segundo lugar no ranking europeu é um passo gigantesco para uma eventual ilação…

    trata-se de método científico, ou rigor, se quiseres. não é porque uma senhora qualquer num blogue diz que não sei quê que tudo fica esclarecido. hás-de convir que a tua palavra terá apenas um peso relativo. e que também constróis a tua doxa sem assentares meramente no diz-que-disse.

    a informação, sim, foi inferida. referiste a tua empresa como líder e depois as reuniões onde foste informada. esta inferência, ainda assim, partia de melhores indícios que a outra. falhou? já vês.

    p.s. quando puseres links a comprovar um dado, é sempre melhor colocar apenas uns dois ou três, que fundamentem inequivocamente o que sustentas. links para páginas como a da cotec, que puseste, em que se apresenta a homepage da instituição e não o segmento relevante, são inúteis. não que os outros tenham sido de maior utilidade, como sabes – e é, aliás o que te deixa tão zangada, não a minha suposta má-fé (má-fé?! que comentário absurdo).

    p.s. 2 só para dizer que já acabei.

  19. susana,

    Cara senhora, os meus parabéns por ter revelado uma rara serenidade e acerto no trato com a sua oponente, uma evidente demonstração que não está tudo perdido.
    Contraditava alguém com uma atitude do tipo claque de arruaceiro, ganhou com xeque-mate. Li os links e estou de acordo com as conclusões que retira.

  20. susana, o teu rigor e sentido do óbvio baseiam-se fortemente na conviccção de que (desculpa, shark, vou citar-te) “o cabrão do copo até pode transbordar que vai sempre estar meio vazio”. A partir daqui não te parece óbvio que o investimento em I&D e Inovação (não são sinónimos, ao contrário do que dás a entender) promove a diferenciação e competitividade dos produtos/serviços no mercado e que isso se reflecte necessariamente nas exportações. Isto, para ti não é óbvio.

    No entanto, consideras óbvio que o patronato me fez uma lavagem ao cérebro, dado que 1) mencionei pertencer a uma empresa líder e 2) tive reuniões profissionais em que foi avançada a tal informação de liderança de Portugal nas tecnologias. (?!?!) Coisas do capitalismo selvagem…

    Portanto, o rigor que tanto advogas resume-se a isto.

    Quanto à má-fé, sei reconhecer um “it’s too bad” e um “são tão pequeninas que não se conseguem ler” como perfeitos indicadores da coisa.

    Ovitelo, arruaceiro e rasca é quem faz afirmações deste tipo. “és um chico ou chica maravilhas, se a tua empresa for similar à tua pessoa, há na realidade excesso de produção, mas da que não convence ninguém. Devem andar a exportar para África. Quanto aos apoios esses já estão no papo, seja lá de quem for, mais que certo.”.

    Parabéns, susana, estás bem acompanhada.

  21. Pois, este tipo de notícias não tem mesmo interesse nenhum. Se em meia dúzia de anos o País, apesar de tudo com um investimento moderado em I&D, tivesse recuperado de um atraso de décadas e estivesse agora no topo do ranking, isso sim. Assim não, é tudo muito lento e parece que o retorno económico não é o que muita gente estava à espera, queixam-se de que este investimento nem sequer nos livrou da crise, como se os países mais desenvolvidos cientificamente a tivessem evitado. Ora, isto só mostra que os críticos de Sócrates, e desta aposta do Governo, são ainda mais optimistas do que o próprio. Ou seja, acreditam em varinhas mágicas. Ainda bem que temos à vista a alternativa Passos/Portas. Está bem que a única aposta que lhes conhecemos é na vinda do FMI, mas isso são eles que sabem que há portugueses muito impacientes e que assim que nos apresentarem as suas magníficas ideias o tempo começa logo a contar.

  22. edie, fazes uma extrapolação extraordinária, entre várias: “o teu rigor e sentido do óbvio baseiam-se fortemente na conviccção de que (desculpa, shark, vou citar-te) “o cabrão do copo até pode transbordar que vai sempre estar meio vazio”.” de facto, entendendo a facilidade com que tiras ilações livres de indícios escassos, já começo a perceber que te passasse pela cabeça alguém deduzir que somos segundos na europa em exportações de tecnologia de informação a partir das informações que aqui deixaste.

    como sabes, foi esta a única pergunta que te fiz, a única temática que pus em causa e a única a que fiz referência como dúbia. como ela parte de uma afirmação aparentemente insustentável (aparentemente, porque a sua não comprovação não a invalida, pode apenas significar que não dispões dos meios para a justificar) e foste tu a largar tal afirmação, tornas-te agressiva e disparas em todas as direcções.

    é completamente irrelevante se eu sou pessimista ou optimista, se tenho a mesma confiança no sócrates, etc.. fiz-te uma pergunta, não conseguiste responder. tasse. se a má-fé se percebe pela alusão às letras pequeninas, devo salientar que quem começou por recorrer a essa piadinha foste tu, pelo que segundo os teus parâmetros a má-fé será tua.

    o problema é que a conversa esgotou a relevância. ficou como as da página do facebook do cavaco, esse especialista em redes sociais: perante uma pergunta (muito) concreta responde-se com autos de fé e com dados periféricos, mas a pergunta fica sempre sem resposta.

    (já acabei. mesmo.)

    ovitelo, agradeço-lhe o cumprimento, com o qual concordo bastante.

  23. (pois. tinhas que estragar tudo. o meu comento anterior tinha um acrescento que apaguei para não ser lamechas: dizia-te que volta e meia agradeço com os meus botões o teu gesto que contribuiu para eu ter entrado por aqui adentro. pronto, já que abriste as hostilidades sem pejo, aqui fica.)

  24. (sou mesmo desastrado. esse meu gesto em causa vai ser sempre uma vaidade minha, por mérito teu.
    e agora vamos parar um nadinha que as pessoas já devem estar fartas de nos ver aqui de lenço na mão para amparar alguma lágrima furtiva e assim…)

  25. Tu, ó simpático do símbolo marado que eu não sei como reproduzir, noutros tempos não foste um outro caracter? A sério, és quem eu julgo? É que se és eu ando mesmo feito barata tonta e despejo-te já em cima um abraço de barbatanas wide open!

  26. sou sim!, eu agora ando de functor que é para ver se desencravo aqui umas coisas, nunca percebi porque é que não é só imaginar e já está mas deve ser porque Saturno que é o tempo ficava ofendido com a sua irrelevância – ciúmes é o que é, bem dizia Socrates que não se deviam contar essas fraquezas dos deuses à juventude, e dou por mim a contar isto. Vá lá que tenho a ajuda da nossa senhora da pombinha, vai assim de pequenino que é para ser grande.

    estou a ouvir meu coração vagabundo do Caetano in situ mais ou menos, na terra do pau em brasa

    pois e a Susana teve um menino pelo que percebi entretanto, ela sabe que eu sorri algures

    venha lá essa barbatanada mas olha que não te admires de, de repente, teres um golfinho aos pinchos por aí. Vá lá que não tarda, zumba. Aqui levanto às 6h porque o pequeno-almoço é tão bom que tenho a língua a cantar logo cedinho sem respeito nenhum pela pituitária que continua esfalfada com isto tudo, mas pronto.

  27. junto a minha admiração ao do Ovitelo. o k.o. que o rigor , e educado , da Susana deu ao diz que disse e quem conta um conto acrescenta um ponto , foi mesmo muito interessante,

  28. oh diabos agora é que eu fui cheirar onde calhei no post e na discussão. Ainda nem li o post, sou mesmo diletante. Bem, amanhã leio tudo com o bacon&papaia a saírem-me num fuminho pelas orelhas, antes dum mergulho, realmente há que fazer a digestão.

    Grunf, só trabalhos pela frente!

  29. ui, não! Votos de saúde e felicidades neste 2011 do Coelho para tod@s que andam aqui são os meus votos que isso de discutir portugal não tenho pachorra. Acontece que agora nem sei se hei-de acreditar nas notícias portanto que se lixe, pró caralho. Acontece que assunto que não levei a pesquisa ao término sobre o Sebastião fez-me descobrir um país que anda a mentir a si próprio há quase 5 séculos? Razões de estado? Estado de razões? O povo sempre manteve a história no entanto, mas mesmo assim.

    Vou voltar ao meu voto de silêncio, e tratar de outras coisas, há muito que vos tinha dito que esse seria um dia o meu fito.

  30. ф,

    dizes bem, pró caralho acaba por ser uma saída bastante saudável. Obrigada pela tua sabedoria e também pelos votos – ano do Coelho? É o meu ano!

    Boa sorte no teu fito.

  31. Um país a mentir a si próprio desde que virou as costas à crença na capacidade de fazer acontecer coisas como os Descobrimentos e assim, isso sim….

  32. eheh… e esta da teresa,shark?
    Mas em compensação, (quase) todos os meses de Maio são boas colheitas, e por esse facto, sempre compensas a martelada de 65… (fui ver os dados do teu BI e lá estava: dois dias e dois anos de diferença, ah touro!)

  33. Dois dias de diferença? Humm… Dado nunca te ter visto a fazer graças com o teu dia de anos, e uma das hipóteses prestar-se-ia a isso, acho que consigo saber a data do teu aniversário, edie… :)) E, assim sendo, sou exactamente 3 dias e 3 meses mais velha que tu….

    Tubarão, tu sabes que gosto de ti, não sabes? (isto é para ver se lhe passo a mão pelo pêlo…)

  34. olha, agora temos matemática, queres ver? Portanto, deixa cá ver: queres tu dizer que se eu tivesse nascido a 13 de Maio na Cova da Iria, iria omitir coisa tão séria ou, pelo contrário, fazer gracinhas?

    (estou a fazer tempo, para ver se o tubarão chega lá, diz que é bicho inteligente)

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