Miguel Serras Pereira, és um labrego

Miguel Serras Pereira, no dia 28 de Julho falaste comigo pela primeira vez em mais de 100 ou 200 anos. O Luis Rainha fez uma ligação a um texto meu, por isso fui conversar com ele, e só com ele, a propósito do que escreveu. Isso quer dizer que não fui lá falar contigo, nem de ti, nem de nada que te dissesse directamente respeito. Pois tal não te impediu de invadir a conversa, tinhas considerações importantes a meu respeito para divulgar:

– Que eu não dava a cara nem o nome.
– Que eu era anónimo.
– Que o meu anonimato estava ao serviço do poder, defendia o poder do momento e consistia na denúncia dos opositores desse tal poder.
– Que o meu anonimato era uma auto-destituição da cidadania e dos meus essenciais direitos de defesa.
– Que eu podia ser acusado de agir a mando, ou por encomenda, do Governo de Sócrates e não teria como me defender enquanto anónimo.
– Que, ao escrever o nome de terceiros em opiniões que sejam insultuosas, tenho o dever de escrever o meu nome.
– Que eu sou um agressor anónimo.

Tendo em conta que nunca antes havíamos trocado uma palavra, e que “Valupi” é um dos meus nomes, concluí estar perante um labrego. Um labrego, no significado que lhe dou nesta problemática das identidades no meio digital, é alguém que prefere a aparência à confiança, um palonço que dispara primeiro e nem sequer chega a perguntar depois. Alguém como tu, Miguel Serra Pereira. Mesmo assim, respondi-te – mas deixei-te a falar sozinho porque tinha bem mais o que fazer com o meu precioso tempo.

Saltemos para 4 de Agosto, repetição da situação. O Luis volta a fazer uma ligação para um texto meu e vou lá conversar com ele. Já fatal como o destino, tinhas de voltar a meter-te na conversa para continuares a dar-me raspanetes. E se da outra vez demoraste 9 horas, desta foi à volta de 90 minutos. Na primeira resposta que te dirigi, pedi-te para largares o vinho. Tu interpretaste a frase como sendo uma acusação de alcoolismo, revelando teres os mecanismos que lidam com a denotação em muito mau estado. Já para mim, a questão era outra: o vinho estava a ser desperdiçado com um labrego (já te tinha dito que és labrego?), mais valia que o largasses para não se perder. Ripostaste de forma atabalhoada e desconexa, o que me levou para um sentimento solidário: sugeri que te dedicasses também à psicologia, porque era óbvio que o consumo descomedido de ideologia andava a fazer-te mal. Seguiu-se o anúncio de me quereres ensinar boas maneiras, que me pareceu o sinal para encerrar a minha prestação no espectáculo com uma declaração inequívoca da minha falta de paciência para te aturar – espero que a tenha conseguido. Entretanto, foste elaborando uma extensa lista de crimes, a que temos de juntar as associações dementes onde se convocam informadores das pides, das gestapos e dos kgbs.

Agora, chega aqui, presta atenção e abre a pestana: o Luis Rainha, teu colega de escrita, pode fornecer-te os dados relativos ao meu percurso profissional, tal como te pode entregar os meus outros nomes para além de “Valupi”. Isto porque foi o Luis quem me convidou para o que seria o Aspirina B, por um lado, e porque nada há de secreto acerca da minha identidade civil, pelo outro. Nunca pedi a ninguém para manter sigilo a respeito deste passatempo, e desta actividade cívica, que consiste em escrever num canal privado aberto ao público – nem a opção pelo uso de pseudónimo intencionava esconder dados biográficos, antes expressar aspectos da personalidade. Mas peço-te que obtenhas do Luis Rainha o que pretendes saber para me retirares da tua lista de anónimos. Se não ficares satisfeito, escreve-me a pedir o que te falta: morada, nº do BI, nº fiscal, boletim de vacinas, matrícula do popó, etc. Por fim, peço-te que publiques o acervo que recolheres e reclames o troféu de teres apanhado um dos anónimos que estão ao serviço do Poder, do Governo, de Sócrates.

Faz isso, Miguel Serras Pereira. Sê coerente com a tua labreguice.

39 thoughts on “Miguel Serras Pereira, és um labrego”

  1. Que tristeza, Val… onde chega a suspeição!!!… o pior é que, da patetice à labreguice e à mania da perseguição, já muitas vezes na História se criaram climas de denúncia que derivaram em dramas que ainda hoje recordamos…
    Grande abraço :)

  2. Val,
    é por estas e por outras que te respeito. E só tenho pena que não haja mais Valupis a dar a cara e as ideias contra estes “camarada labregos” que fazem o mainstream do achismo persecutório nacional. Bravo.

  3. Bem..parece que és o próximo!
    Não espero outra coisa que não seja um programa do Pacheco Pereira mencionando o perigoso blog Aspirina B ou então uma menção de 1ª página no jornal I, desmascarando o Valupi, tal como fizeram ao Jumento.
    Mas ao fim e ao cabo que interessa saber quem o Jumento, o Valupi, o Miguel Abrantes, o jaquim a guida ou o manel? A nós leitores, compete ler e decidir se está ou não de acordo com o que lê. Aqui o modo de estar é apenas blá,blá, blá….o que são ideias? blá, blá, blá. O que são sugestões? blá,blá, blá…
    E aproveito esta janela aberta para dizer que o actual militante protótipo do Psd é uma grande sonso filho da puta.

  4. diria eu que insultos vindos do valupi ,idiota coerentissimo com a sua idiotice , sao assim tipo elogios do mais alto nivel. es um triste parolo vendido , aflito com a falta de clientes , como diz a marinex ,e parece que tem razao.

  5. Mas o Valupi não insultou ninguém que não o merecesse. Ainda ontem estava numa esplanada e numa mesa afastada uns bons 15 ou 20 metros vi o Mário Crespo. Eu gritei bem alto na direcção oposta à do Crespo «ó porco!! ó filho da puta!!»……e ele foi o único a olhar para mim. Será que estava a atender ao chamado?

  6. ronukl,

    muito provavelmente.Mas também se pode ter dado o caso de ter realimentado a esperança, depois de todos estes anos de luta, de ter encontrado mais uma fonte de evidência de que o Sócrates é um frande porco e um grande filho da puta.

    Com tantos psicólogos no desemprego e andamos nisto…

  7. E já agora biba o Porto carago!!!!

    Piu..piu…piu…..que excelente papa-frangos que os vermelhos meteram na baliza!! Quanto custou? 8 milhões?

  8. o miguel serras pereira escreve mil vezes melhor que tu ? com uma elegãncai à que jamais terás acesso ? é a vida… vais ter de trabalhar esse sentimento , tão negativo , que é a inveja , valupi.

  9. F*da-se, a sério? Queres mesmo desenvolver este tema depois do banho que levaste nas duas caixas de comentários? O MSP pôs-te no sítio, pá.

  10. e valupi , pode ser que estejamos todos bué enganados , mas fazer homilias , como tu fazes , ao ser que está em todo o lado , deus , apesar de o deus se enganar a toda a hora… só podes ganhar com isso. não es psicologo , apesar de dares a entender que és , e usares a cena tipica dos manipuladores , como agora , de agressor transformas-te em vitima , mas lá que dá para desconfiar que és publicistário que te verias em maus lençois , em tempo de crise , sem uns valentes contractos á Figo…pagos pelos tótós , dá. porque , apesar de nunca conseguires escrever como o Miguel , tb não pareces ser assim tão parvo para defenderes o que defendes sem ganhares algum.

  11. Faz tempo, achava ter que falar dos anônimos, dos que tanto se está a falar e sempre como argumento comtra o Valupi. Não compreendo muito bem esa teima irem comtra o mensajeiro do que não gostam pelo que di. Aquí so é a palavra, eu leio o texto , gosto ou não gosto, mas não é tão importante saber que é anònimo o Valupi.
    Para min todos os comentadores são anònimos e tampouco conhezo os periodistas que escrebem nos jornais de Portugal, mas gosto de alguns, fico com aqueles que me deixam algo nos miolos, leio e apanho as minhas conclusões. Eu não conhezo a Edie e gosto dos seus comentarios e mais ainda dos videos que ela deixa no blog, nem conhezo a Manuel Pacheo e gosto das suas hestorias, e mais outros, nem conhezo o Pacheco Pereira do que tanto se fala e que para mim podia chamarse MIky mouse. Embora de tudos fazemos na nosa testa uma image coa que dialogamos, mas estamos no mundo das ideias exprimidas en palavras escritas. E dizemos para nós iste é um ranhoso, interessante, bom, gosto, que belo….tem razão e tantas coisas mais.
    Levo ja algum tempo lendo o Valupi, e não quisser saber quem é, nem que faz na sua vida. Só sei que escreve muito bem, além da forma faz tudo combinado co fundo e co seu argumentario. Concordarasse ou não, o blog permete o diálogo, e permete não volateres a conectar-te. O único que apanhares por cá, se és um ranhoso com mal feitizo e uma “larga o vinho”. Eu so vejo tolerancia, razonamento, ideias, e uma boa escrita.
    Além disso o anônimo tem uma coia muito positiva, nem está condicionado ele nem o su leitor. Se eu soupera que o Valupi é um personajem público em Portugal ja o seu caixão de comentarios estaria condicionado pelas deudas que ese homem tem de pagar na sua vida pública, não teria a mesa liberdade, falaira o homem e mai-lo o personajem.
    Dende que abri a janela da política em Portugal, da que pouco sei, chamou a minha atenção a pressão continua, como único argumento político, sob o engnheiro Socrates. Eu conheci dende o principio Sócrates como um suspeito permanente. Tratava de aprender português com o pobre do Sócrates tratando de demostrar a Edithe Sousa , numa entrevista da inquisição , ainda faltando-lhe o respeito , na RTP, que ele fizera as suas cadeiras de forma lícita, assim seguiu a sua mãe, a sua namorada, o freeport, a face oculta coisas que eu recorde. Ainda não vi uma condena ou demostração. Podesse governar um pais tendo o jefe do ejecutivo a suspeito tudo o dia?.
    Nos comentarios do anônimo Valupi só li apelos o estado de direito, numca vi uma defessa do PM sem mais, li um home zangado comtra aqueles que fazem da suspeita uma arma política, sem mais, ter sempre a estercar que o cheiro algo fará.
    Valupi tem tudo o direito do mundo em defender e ainda ser amigo de Sôcrates,se assim for, mas eu numca olhei uma defessa por que sim como se for um “tifossi”,ou um hooligan.
    Remato a dizer animo companheiro quem sejas, ainda sendo anônimo tens uma reputação que não gosta os que não gostam da palavra e sim da pulhice, de estercar e estrumar as searas da blogosfera.

  12. reis amigo,

    dizes tudo…sobre o absurdo no portugal aspírinico (não sabia que visto de fora era assim tão patente).

    A parte mais estúpida é que os ranhosos pensem que têm a exclusividade do direito ao anonimato…

    Abraço

    P.S. Foste corajoso, espero que não venham agora dizer que Sócrates tem assessores na Galiza a quem paga para virem comentar no aspirina :)

  13. Pelos vistos anda uma parte (pequena espero) da bologoesfera portuguesa às voltas com a questão dos anónimos. São burros, uns idiotas. O blogue é criado para lá escrever o que bem entende o seu ou seus autores . Até pode nem ter possibilidade de comentários. É uma escolha. Assina-se com o nome que se entende. E escreve-se sobre o que se quer. Inclusive política e defendem-se as ideias que se quer. Que eu saiba concordar ou defender as ideias do governo é tão possível como o seu contrário. E não é ilegal fazê-lo, nem está na clandestinidade quem o faz.
    Podemos não gostar de certas ideias. Temos bom remédio: NÃO VAMOS AO DITO BLOGUE. Somos livres de ler ou não, os bloggers são livres de escrever o que quiserem, até podem decidir deixar de escrever.

    A menos que o vosso problema seja quererem determinar quem escreve e o quê? Será isso? Se for isso jamais se adaptarão a esta coisa chamada blogoesfera e terão muita acidez de estômago. Tomem umas rennies.

  14. é claro que há diferença entre anónimo e não anónimo.
    por exemplo, se o Valupi ou Pacheco Pereira, me chamassem a mim, Chessplayer (José João Grade), Labrego, em vez de Grande-Mestre de Xadrez, eu sei onde encontrar o Pacheco, onde ele almoça e aí dava-lhe com uma garrafa na cornadura.

    Ao Valupi tinha de
    “escreve-me a pedir o que te falta: morada, nº do BI, nº fiscal, boletim de vacinas, matrícula do popó, etc.”

  15. mas não achas que o José João não lhe chamaria labrego?, que não e o mesmo dì-lo a pessoa física que o alcume da rede, ou que só está chamando labrego a o opinador do que diz nesse momento, que não se está a julgar a vida privada ?.

    Edie: obrigado, não tenho interesses nisse campo, so estou a olhar e opino e grazas a poder partilhar convosco. Só digo que olhando os dirigentes doutros paises que há pelo mundo, olhando para a política portuguesa acho que muitos portugueses não são cientes do PM que têm, posso estar errado mas dende o longe assim se vê.

  16. “… não ganhas todos os jogos de xadrez?”
    todos, não.
    este está empatado por xeque perpétuo.

  17. E como é que um Grande-Mestre de Xadrez se deixa apanhar num xeque perpétuo? Seja como for, congratulo-me com o empate.

  18. Chessplayer, esse é o que jogo por aqui com as palavras, romântico inveterado. E venha lá essa jogatana. Se for preciso, levo eu o tabuleiro.

  19. talvez eu esteja em vantagem, não preciso do tabuleiro para as jogatanas. fui técnico de xadrez na ACAPO de 76 a 96. eles (os invisuais) não precisam do tabuleiro. isso acho que entendes.

  20. “Mas não sei como os invisuais jogam xadrez.”
    Val, tás a brincar?
    pensam com nós e executam os lances como nós (com as mãos).

    espantoso e fabuloso foi para mim ver um da Dinamarca,
    cego, surdo e mudo (chega de deficiências), particpante na 9th Olimpiada de Xadrez para deficientes visuais, Ca’n Picafort (Maiorca), 1992.
    espantoso e fabuloso como ela lhe transmitia as informações e de igual modo ele a questinava, por exemplo: o tempo de jogo decorrido, quantas jogatanas já executadas, a origem do adversário, etc, etc.

    tudo feito com um sorriso, ele jovem e ela bonita, bonita mesmo.

    serão eles (os cegos) filhos de um deus menor?

  21. Estou a perguntar como ignorante. Disseste que não precisam de tabuleiro, daí o pedido para contares como o fazem. Agora dizes que executam os lances com as mãos, pelo que te peço paciência e me expliques, com mais detalhes, como é que os invisuais aprendem e jogam xadrez. Usam ou não usam um tabuleiro?

    Lembro-me, na adolescência, de jogar xadrez sem tabuleiro, apenas mentalmente. Eu apenas o conseguia fazer por poucas jogadas, mas o meu companheiro de jogatana, jogador de competição, conseguia fazer jogos completos.

    Quanto a esse deficiente cego, surdo e mudo, como é que comunicava?

  22. já deves ter percebido que percebi, que sou melhor xadrezista que tu, Val.
    quando falaste no Evans gambit, trocaste-me as voltas, estou a dialogar, pensei eu, com gente do meu tempo, dum clube que havia em Alvalade próximo da Av. de Roma.
    o xadrez é um jogo mental, o tabuleiro serve para os mirones seguirem aquilo que mente está a engendrar.
    naturalmente que na fase inicial da aprendizagem é fundamental, tem de ser, que seja num tabuleiro.
    naturalmente que um não invisual joga uma partida sem tabuleiro, só por passatempo.
    com a idade que tenho, faço-o com os meus alunos (1º e 2º ciclo) e por vezes para não perder, tenho de lhes enfiar um “barreto” >>> agente dá-lhes uma peça a comer e eles caiem na armadilha e o prof. salva a honra do convento.

    “Quanto a esse deficiente cego, surdo e mudo, como é que comunicava?”
    é uma boa pergunta. era visivel que por apalpões, caricias, beliscões, aquilo só visto, tivesse eu um pequena % da tua arte de bem escrever e agente não saia daqui…

    Val.
    tenho de ficar por aqui.
    estou no Sul, no campo, bem pertinho da Praia da Marinha uma das 100 (cem) mais bonitas do planeta.
    vou para a cidade do Cristo-Rei e só volte (se voltar) em meados de Setembro.

    por fim,
    declaração de interesses: quando o “i” anunciar quem é o Valupi, isto acabou-se.

  23. para mim não. que estupidez. quando o i ou o y anunciar quem é o valuoi , a mim não me vai arrepiar a espinha. a não ser que seja sócio ou colaborador de uma empresa qualquer com contratos governamentais ( que nojo , repensarei , a política ).´de resto , aparte as cenas do money , haverá alguém que queira saber quem é ? eu não. é-me indiferente que seja o meu vizinho do 5 esquerdo , ou o do 1º. há-de ser um qualquer , como todos nós. como todos nós , mesmo. qiue se fosse especial , já todos sabiamos quem era.
    dá ideia que tem vergonha da sua identidade. pena.
    aliás , eu não sei quem são a maior parte dos blogers que leio , apesar de lá escarrapacharem com os nomes. mas há sempre alguém que sabe quem é e me dá pistas para ler , enquadrado no lugar certo , o que escreve. aqui não há isso.

  24. Eu seie kem é o balupie. é uma gaja loira je num pensa e de bez em kaundo, kuando lha pintaoe as unhases dus péses, resolbe escrabere as suas dubidas ezistenssiaieses.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.