Vinte Linhas 522

Seis pintores no Largo do Carmo

Até ao próximo dia 29 de Agosto, no Largo do Carmo, entre as 10 e as 20 horas, estão expostos trabalhos de seis pintores: Márcio Bahia, Ruslam Botiev, «Cartier», Oleh Basyuk, Rui Andrade e Oliveiros Júnior. O título genérico desta mostra é «Lisboa – outros olhos que me vêem» e tem a ver com o facto de todos os seis artistas vindos do estrangeiro residirem em Portugal.

O quadro que reproduzimos como convite à deslocação ao Largo do Carmo é de Oleh Basyuk (n.1965) que chegou da Ucrânia e vive em Lisboa desde 2000. Está fixo no Miradouro de S. Pedro de Alcântara. Marcos Bahia (n.1983) vive em Portugal desde 2007 e alguns dos seus quadros mostram a memória feliz de Portugal no Brasil – Ouro Preto e Baía, por exemplo. Ruslam Botiev (n. 1963) vive em Portugal desde 2002, está no Largo do Carmo e dá-nos uma luz mongol de cavaleiros infatigáveis, navios à procura do novo mundo e guerreiros donos de formidável energia contra os invasores da sua terra. «Cartier» é o nome artístico de Paulo Ramos (n.1977) que vem da joalharia e se afirma nos quadros de grande formato onde organiza a desordem do Mundo. Oliveiros Júnior vem de São Paulo (Brasil) e vive em Portugal desde 2008. Traz memórias de índios acossados pelo progresso que sistematicamente os empurra e faz desaparecer no horizonte da História. Rui Andrade, nascido no Brasil, é o último artista da série. Os seus quadros transportam o ritmo, a cor e a vida dos seus lugares de origem. Lá onde a alegria das mulheres baianas faz de cada encontro uma festa que salta ruidosa do limite dos quadros para as ruas da cidade.

2 thoughts on “Vinte Linhas 522”

  1. Oxalá que corra bem a exposição e os meus parabéns por estar a divulgá.la.
    É fresco o Largo, ainda por cima.
    E emblemático da nossa reabertura ao Mundo.
    Jnascimento

  2. Sr. JFK,

    Bonito quadro, esse que nos mostra. Gosto muito de pintura, de música e não só. Para já, estas duas formas de arte são veículos de evasão, para mim, naturalmente. Deixam-nos entrar e voar por ali, e fazer parte do cenário. A música essa leva-nos a sítios que só o artista pode transpôr na tela, ou o escritor na palavra, ainda assim, limitado pelas palavras. O espirito humano, mesmo o que traz missão nesta Terra, está limitado, (menos que os outros), os que penitenciam, na expressão.

    Este que nos apresenta tem a cor púrpura, aquela que todos os humanos desejariam ter na sua auréola, parece que ficam mais próximos de quem nos deu o SER.

    Cumprimentos

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