Menoridade

Para se entender a posição do PSD em relação ao Orçamento, há que ter consciência de ser esse partido algo mais parecido com uma cooperativa do que com uma empresa. Obviamente, as suas palavras e actos o demonstrando todo o santo dia, Passos é apenas o boneco de um grupo que não pode, em caso algum, ficar colado com o seu consentimento ao que se passar em 2011 nas finanças portuguesas e dos portugueses. Isso levaria à impossibilidade de defesa quando a concorrência interna avançar com um candidato de peso, algo que pode acontecer assim que a janela de eleições legislativas voltar a abrir após as presidenciais. Veja-se como o fantasma do FMI é usado em registo de deboche só para a pateada, ninguém acredita que a União Europeia deixasse abrir mais um rombo com consequências sistémicas. Solução? Ficar colado sem consentimento. Daí a reunião com Cavaco, o qual também ganha se aparecer como a autoridade que acabou com o impasse e salvou Portugal.

Passos já não precisará de voltar a pedir desculpas, a culpa é do papá.

9 thoughts on “Menoridade”

  1. Não se deve acusar o Passos Coelho de ser fingido, hipócrita ou manipulador. Ele não usa da necessária e apropriada língua dupla orwelliana para nos enganar como um simples político, muito menos como um excelente político, como é o Sócrates. Ao contrário, ele vem imbuído de uma doublespeak ao ponto de que, em vez de usá-la, é usado por ela, ecoando, com a inimputabilidade mecânica de um boneco de ventríloquo, o que quer que ela lhe instile na caixa craniana. Não se estranha portanto que ele tente vender, maquiavelicamente, o liberalismo com nome de social-democracia. Não! Por outro lado, sendo personagem menor e manietada por uma mão que lhe segura o crânio e outra que lhe suporta o peso, o coitado pensa que acredita mesmo, com pia sinceridade, no que vai dizendo à patuleia. Almas caridosas, de albergue espanhol e blasfemas, podem nutrir a esperança de que um dia ele venha a tornar-se capaz de distinguir ao menos um pouquinho das várias coisas que diz mesmo sem ter responsabilidade de governar um país, mas, para tanto, sempre diremos que necessitará de umas mil reencarnações, e eu não acredito em reencarnação. Passos Coelho não tem cura.

  2. A mim, simples cidadão que desde Setembro de 1966 desconta para o Estado, parece-me óbvio que o FMI é mesmo um fantasma pois seria uma vergonha a CE aceitar essa intromissão no espaço económico da sua rede de Estados. É conversa da treta.

  3. Nem tudo é mau. A pandilha do socras promete ir embora a meio do mandato.
    Coisa que no ps, parece querer tomar ares de tradição.

  4. “ninguém acredita que a União Europeia deixasse abrir mais um rombo com consequências sistémicas.!

    percebi . não é o fmi que vai salvar a gente , é a união europeia.
    mas pronto , já é um avanço , achares que temos de ser salvos!!!!!! parece que menoridade se aplica também ao governo , não é ? uma cambada de incompetentes , o parlamento inteiro , em suma.

  5. Se houver eleições e Sócrates concorrer mais uma vez acredito que o povo o escolha novamente e até com maioria confortável, seguramente não absoluta, que os interesses beliscados foram muitos. O que não acredito, de todo, é que o povo confie o voto a estes «imberbes» e trambiqueiros, alcandorados num partido prestes a implodir.
    Para nossa desgraça, também podemos assistir ao triunfo dos velhacos e mediocres que se apropriaram de toda a comunicação social e da justiça deste país, arrastando-as na lama dos seus ignóbeis desígnios.

  6. Chamo a atenção para as seguintes declarações, ontem, na televisão:
    Nogueira Leite – «Bom… o ministro Silva Pereira não é economista, eu é que sou.»
    Já Cavaco Silva diz o mesmo. Por outro lado, parece que Teixeira dos Santos é economista.
    PP Coelho: «A partir de agora, conversas com o sr. primeiro-ministro, só com testemunhas». Quais, Pedro? Ângelo Correia? Nogueira Leite, o economista? Não será melhor uma câmara de vigilância?
    Quem é que nos livra destes imberbes?

  7. Se estou enganada, corrijam-me, mas penso que o orçamento passará na Assembleia caso o PSD se abstenha. O orçamento que desse modo será aprovado é, obviamente, o orçamento deste governo, não é o orçamento do PSD. O PSD estará apenas a deixar o governo executar as suas políticas, nada o vinculando às mesmas, apenas agindo com consciência de que, neste momento, há que afastar os especuladores.
    Assim sendo, porquê o barulho? Porquê a interrupção de negociações (segundo penso, apenas com vista a uma abstenção do PSD)?
    Será que no segundo dia das negociações, souberam que uma sondagem lhes dava mais 2 pontos que ao PS? Só pode! Houve de imediato alvoroço na capoeira e alguém disse: Vão lá buscar o Pedro a São Bento, já!

  8. Teatro Tide… é tudo a que assistimos em termos de política. Eu, já nem o Telejornal vejo… é só recados e pantomina, a preparar aquilo que há-de vir, que foi pré-definido, independentemente de quem gesticula no palco.
    A democracia também se subverte…

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