Já aconteceu, mas nunca aconteceu

O nosso amigo Acácio Lima escreveu-me para informar de que o PS já apresentou um candidato a primeiro-ministro que não era secretário-geral: Almeida Santos, em 1985. Essa situação, porém, em nada se compara com a proposta de Seguro, dado que Almeida Santos foi uma escolha de Mário Soares, o secretário-geral ao tempo, e assumia por inteiro o seu legado político e governativo. Soares, por sua vez, afastava-se das eleições legislativas para se dedicar à sua candidatura presidencial em 1986.

O que Seguro acaba de propor, para além de diluir a responsabilidade do partido num plebiscito, poderia levar à coexistência de um secretário-geral opositor do candidato a primeiro-ministro do seu próprio partido. Como se actualmente houvesse carência de absurdo e caos ali para os lados do Rato.

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