Governo de zombies

António Vitorino demitiu-se do Governo de Guterres por uma alegada fuga aos impostos de que viria mais tarde a ser ilibado pelas autoridades.

Jorge Coelho demitiu-se do Governo de Guterres por causa de uma ponte que caiu e como forma de simbolizar a responsabilidade do Estado.

Correia de Campos demitiu-se do Governo de Sócrates por excesso de coragem política e de eficácia executiva na Saúde.

Manuel Pinho demitiu-se do Governo de Sócrates por causa de uma infantilidade irrelevante.

Relvas anunciou a demissão do Governo de Passos por falta de condições anímicas quando o processo da sua licenciatura estava na iminência de ser enviado para o Ministério Público e após ter mentido no Parlamento, e de se saber que andou envolvido com um espião para tráfego de informações, e de nem sequer se ter defendido da acusação de ter chantageado e ameaçado um jornal e seus jornalistas, e de ter ido parar à Justiça uma suspeita de corrupção no caso Tecnoforma onde Relvas e Passos aparecem e parecem ligados. Porém, contudo, todavia, Relvas continua em funções.

Depois de ter ido além da Troika e de ter declarado obsoleta a Constituição, este Governo assume finalmente sem perturbação de maior que alguns dos seus ministros são autênticos mortos-vivos.

4 thoughts on “Governo de zombies”

  1. Depois da vitória histórica que juntou poder político absoluto com poder económico absoluto (à escala lusa) o governo tornou-se irrelevante. Tanto faz ser PM o Passos, Portas, Cavaco ou António Borges. Até podia ser o José Castelo Branco. Já chgamos à fase da chantagem descarada. O melhor povo do mundo submete-se ou emigra.

  2. antónio vitorino não só foi ilibado, como ficou provado que tinha pago siza indevidamente.
    jorge coelho demitiu-se para que houvesse justiça, mas afinal só houve indemnizações.
    correia de campos fartou-se de aturar comunas e mandou-os foder, agora ri no camarote.
    manuel pinho encornou a bernardette soares com pirete alentejano.

    o relvas é a escarreta aglutinadora dum governo colado com cuspo, assumpto que ocupa maningue de cientóinos de há 2 anos para cá, como remover o joker da base do castelo de cartas sem ninguém dar por isso, incluíndo o próprio.

  3. Lá fora, jogam duro connosco; mas o que é que lhes (e nos) acontecerá quando já não tiverem mais armas com que nos chantagear? O mesmo que lhes aconteceu com a Argentina… Há uma única lei que a economia não pode contornar: a lei da conservação do capital real:

    «Num sistema económico, a soma das variações do capital real é igual a zero.»

    (Para perceber como isto se pode ou não aplicar, convém que se faça a devida distinção entre capital real (tangível) e as valorações subjectivas feitas pelos mercados).

  4. e diz lá meu malandro que o vitorinho e o coelho não ficaram bem melhor na vida?

    sortes grandes, com o mal dos outros.

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