Good food for good thought

L’ombre historique du communisme pèse encore sur la gauche, et comment! Le fait que le socialisme au pouvoir ait pris une forme communiste, c’est-à-dire une succession de régimes tyranniques, misérables et criminels, reste dans toutes les mémoires. Surtout en Europe, où ce passé terrifiant ressurgit régulièrement au fur et à mesure que nous découvrons de nouveaux documents accablants sur cette époque, les agissements criminels des nomenklaturas, les mea culpa contraints des plus grands intellectuels.

En même temps, l’effondrement brutal et grotesque du communisme a signifié l’écroulement de quelques-uns des grands mythes de la gauche tout entière. L’idée qu’elle allait changer le monde par la “révolution“, que celle-ci fût violente, comme le voulaient les bolcheviques, ou graduelle, comme l’entendaient les sociaux-démocrates, a fait long feu.

Qui veut encore la révolution aujourd’hui, et pour mettre en place quel régime? Quant aux grands discours sur “la lutte des classes“, ou même “la haine de classe“, nous savons bien qu’ils mènent à la guerre civile et au despotisme.

La notion de “progrès” et de “progressisme“, qui veut que la gauche défende un futur meilleur, aille dans le sens de l’histoire et de la libération de l’homme, vacille aujourd’hui après les révélations des livres noirs du communisme comme suite aux effets désastreux de nos industries et du progrès technique sur l’écologie de notre planète.

De même, l’incapacité intrinsèque de la planification socialiste à développer une économie prospère et éviter la paupérisation générale, son dirigisme rétif à tout esprit d’initiative ont ruiné les rêves d’une économie tout étatique et redistributrice, et montré les avantages du libre-échange et du marché, en dépit de ses crises et de sa brutalité.

Malgré cela, il reste encore des “intellectuels de gauche” pour justifier l’époque socialiste et l’étatisme forcené. Des hommes de gauche ou de l’ultra-gauche qui persistent à diaboliser le marché et se définissent comme “anticapitalistes” ou “antiaméricanistes“, montrent des sympathies dangereuses envers des régimes dictatoriaux comme le Cuba de Fidel Castro ou le Venezuela d’Hugo Chavez, font preuve d’une négligence coupable envers l’islamisme ou le terrorisme, qu’ils “comprennent” ou “excusent“.

Raffaele Simone : “Pourquoi l’Europe s’enracine à droite”

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Sugestão da nossa amiga Penélope, selecção minha.

10 thoughts on “Good food for good thought”

  1. Bom artigo, agradeço à Penélope. Não concordo com uma parte das ideias (há uma conspiração do grande capital com os media para nos infantilizar? A sério? Adoro conspirações. E essa da China e Índia dominarem o mundo tem muito que se lhe diga, também.), mas o diagnóstico da esquerda é certeiro e implacável, embora não me pareça que se aplique ao PS de Sócrates, por exemplo, que se tem mostrado bastante mais pragmático que alguma esquerda caduca (Alegre e seguidores) gostaria, e sobretudo esvazia completamente o espaço moderado do PSD, como se tem visto. Mas guardo uma palavra que resume bem algumas bandeiras dessa esquerda: condescendência. O que leva à questão de quem é que realmente deseja infantilizar quem.

  2. Portanto, é a incompetência da esquerda, (de certa esquerda, Vega, claro) que dá espaço à incompetência da direita. De acordo. O raio de (certa) esquerda tem-se revelado tão conservadora e caquética, que não sei como ainda conserva o nome.

  3. Mística, edie. Che Guevara®, combate anti-fascista™, Maio de 68™ e outros conceitos que hoje em dia pertencem ao domínio do sagrado, estando acima da discussão e sobretudo, da avaliação. E enquanto se dedicam à idolatria, fechados nas suas capelas onde a luz só entra através de vitrais, o resto do mundo avança, sem tempo nem paciência para disparates.
    Enfim, certa esquerda precisa urgentemente de mudar de geração.

  4. Precisa. Só espero que haja outros para além dos jovens papagueantes do PC e do BE, que esses teriam de ser pais ou avós, para podermos ver qualquer coisa…

  5. Acho que veremos, edie, mas não sem antes esta geração delapidar o que resta da herança da esquerda a perseguir moinhos de vento. Quando acabar, estará completamente desacreditada, o que abre as portas a todo o tipo de abusos da direita oportunista. Nós temos sorte por ter Sócrates, mas basta ver a escolha que temos nas presidenciais para perceber o que está em causa. Entre o pulha e o gágá, acho que desta vez fico em casa.

    by the way, obrigado :)

  6. Não deposites grandes expectativas nessa opção tidesca, Edie. Já tentei em vários plebiscitos e as nódoas nunca saem, apenas se renovam…

  7. precisamente, shark, esta é a solução de quem não deposita expectativas. Não estou habituada a isso e não me vejo bem no papel, mas…em que nódoa devo então apostar?

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