Good food for good thought

Why is there so much bullshit? Of course it is impossible to be sure
that there is relatively more of it nowadays than at other times.
There is more communication of all kinds in our time than ever before,
but the proportion that is bullshit may not have increased. Without
assuming that the incidence of bullshit is actually greater now, I
will mention a few considerations that help to account for the fact
that it is currently so great.

Bullshit is unavoidable whenever circumstances require someone to talk
without knowing what he is talking about. Thus the production of
bullshit is stimulated whenever a person’s obligations or
opportunities to speak about some topic are more excessive than his
knowledge of the facts that are relevant to that topic. This
discrepancy is common in public life, where people are frequently
impelled — whether by their own propensities or by the demands of
others — to speak extensively about matters of which they are to some
degree ignorant. Closely related instances arise from the widespread
conviction that it is the responsibility of a citizen in a democracy
to have opinions about everything, or at least everything that
pertains to the conduct of his country’s affairs. The lack of any
significant connection between a person’s opinions and his
apprehension of reality will be even more severe, needless to say, for
someone who believes it his responsibility, as a conscientious moral
agent, to evaluate events and conditions in all parts of the world.

The contemporary proliferation of bullshit also has deeper sources, in
various forms of skepticism which deny that we can have any reliable
access to an objective reality and which therefore reject the
possibility of knowing how things truly are. These “anti-realist”
doctrines undermine confidence in the value of disinterested efforts
to determine what is true and what is false, and even in the
intelligibility of the notion of objective inquiry. One response to
this loss of confidence has been a retreat from the discipline
required by dedication to the ideal of correctness to a quite
different sort of discipline, which is imposed by pursuit of an
alternative ideal of sincerity. Rather than seeking primarily to
arrive at accurate representations of a common world, the individual
turns toward trying to provide honest representations of himself.
Convinced that reality has no inherent nature, which he might hope to
identify as the truth about things, he devotes himself to being true
to his own nature. It is as though he decides that since it makes no
sense to try to be true to the facts, he must therefore try instead to
be true to himself.

But it is preposterous to imagine that we ourselves are determinate,
and hence susceptible both to correct and to incorrect descriptions,
while supposing that the ascription of determinacy to anything else
has been exposed as a mistake. As conscious beings, we exist only in
response to other things, and we cannot know ourselves at all without
knowing them. Moreover, there is nothing in theory, and certainly
nothing in experience, to support the extraordinary judgment that it
is the truth about himself that is the easiest for a person to know.
Facts about ourselves are not peculiarly solid and resistant to
skeptical dissolution. Our natures are, indeed, elusively
insubstantial — notoriously less stable and less inherent than the
natures of other things. And insofar as this is the case, sincerity
itself is bullshit.

Harry G. Frankfurt, On Bullshit, Princeton University Press, pp. 62-67

5 thoughts on “Good food for good thought”

  1. Para os portugueses avaliarem devidamente, sem mentiras nem ilusões, o que representaram para o país estes cinco anos e meio de governação de José Sócrates.
    «A década perdida de Portugal», titulava o El País no domingo, citando o Relatório da Economia Mundial do FMI, onde Portugal surge em antepenúltimo lugar entre 180 países no que respeita ao crescimento do PIB entre 2000 e 2010. Com Sócrates como primeiro-ministro, Portugal afastou-se, ano após ano, da União Europeia. E o Relatório prevê que os próximos cinco anos serão de estagnação da economia portuguesa.

    Num outro relatório, este da Transparência Internacional, com sede em Berlim, Portugal aparece em 32.º lugar no ranking da corrupção, uma classificação que o coloca como um dos piores países da Europa Ocidental.

    Dias antes, o relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras fazia cair Portugal para a 40.ª posição no que respeita à liberdade de expressão existente no país. Em 2007, Portugal encontrava-se no 8.º lugar, em 2008 baixou para 16.º, em 2009 para 30.º e, agora, para 40.º.

    Eis um retrato fiel e sucinto da degradação a que a governação de Sócrates conduziu o país. Atraso e definhamento da economia, proliferação da corrupção e do negocismo, redução da qualidade da democracia com tentativas de controlo e silenciamento da comunicação social. A que se podem juntar o descontrolo total do despesismo do Estado, o endividamento galopante do país nos mercados internacionais, um desemprego inédito e o aumento incessante de impostos a par de cortes nos salários.

    Percebe-se, por tudo isto, que Sócrates não queria enfrentar as consequências próximas da sua desastrada e irresponsável governação. Que tente, uma vez mais, vitimizar-se e atirar as culpas para cima de outros. Que prefira, com frio calculismo político, a ruptura a qualquer negociação ou entendimento mínimo que o obriguem a manter-se em funções. Sem mais expedientes. E a arcar com as consequências.

  2. Alguém comenta qualquer coisa séria neste blogue? Que fedor a cobardia abjecta e peçonhenta que por aqui passa. Então onde está o pensamento lambe-botas do dia? Sinto saudade da vossa assombrosa gelatinosa coerência inventiva.

    Ministério Público de Aveiro diz no despacho de acusação do processo Face Oculta que Armando Vara e Lopes Barreira aceitaram ajudar o sucateiro a ser favorecido na Refer a troco de 25 mil euros e de donativos para o PS. Acusação descreve pormenorizadamente a forma como o ex-ministro Mário Lino, a pedido de Vara e de Lopes Barreira, pressionou Ana Paula Vitorino, ex-secretária de Estado dos Transportes, de forma a que a Refer contratasse as empresas de Godinho. Lino chegou mesmo a falar duas vezes com Luís Pardal, presidente da Refer.
    É uma das novidades do despacho final do processo Face Oculta. O Ministério Público (MP) de Aveiro diz que Manuel Godinho solicitou a Armando Vara e a Lopes Barreira que exercessem a sua influência junto de membros do Governo para que o grupo O2 voltasse a ser contratado pela Refer, prometendo «dar-lhes dinheiro e contrapartidas não patrimoniais, bem como donativos para o PS», afirma o procurador Carlos Filipe Ferreira.

    A promessa de financiamento partidário para o PS foi feita por Manuel Godinho, segundo o MP, em 2006 e em 2009 – ano que ocorreram as eleições legislativas que conduziram ao segundo Governo de José Sócrates.

    No despacho de acusação não fica esclarecido se o financiamento partidário chegou a ocorrer. Ao contrário do dinheiro pago por Godinho a Vara e a Lopes Barreira, já que o MP entende ter provas de que o ex-vice-presidente do BCP e o empresário receberam, cada um, 25 mil euros em dinheiro vivo no dia 20 de Junho de 2009 em Ovar, na casa de Godinho.

    Mário Lino, ministro das Obras Públicas entre 2005 e 2009, e Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes no mesmo período, foram os titulares de cargos governativos que foram alvo da influência de Vara e de Lopes Barreira.

    Com uma grande diferença, segundo o MP de Aveiro: Lino aceitou exercer em 2006 e em 2009 as pressões solicitadas por Lopes Barreira e por Vara, enquanto que Vitorino recusou prontamente.

    Em Fevereiro de 2006, diz o procurador Carlos Ferreira, Godinho começou a ter os primeiros problemas com a Refer. No Entroncamento, técnicos da Refer constaram que a O2 estava a sobrefacturar resíduos ferrosos, provocando à gestora da rede ferroviária nacional um prejuízo superior a 10 mil euros. O contrato com a empresa de Godinho acabou por ser rescindido na sequência dessas irregularidades.

    Imediatamente, Manuel Godinho pediu ajuda a Armando Vara e Lopes Barreira e estes falaram com Mário Lino.

    Lino apanhado, mas não acusado

    O ministro das Obras Públicas, segundo o MP, aceitou a solicitação do então administrador da Caixa Geral de Depósitos e do fundador da Consulgal para falar com Ana Paula Vitorino – que tinha a tutela da Refer.

    Lino, segundo o despacho de acusação, perguntou a Vitorino o que se passava no Entroncamento, «expressando-lhe que Vara e Lopes Barreiras, indivíduos que qualificou como muito importantes no PS, se achavam muito preocupados com o comportamento inflexível do presidente do Conselho de Administração da Refer, Luís Pardal, para com a O2», lê-se no despacho de acusação.

    Mas Mário Lino, tal como o SOL já tinha noticiado em Março, foi mais longe. «Como forma de reforçar a sua argumentação e persuadir Ana Paula Vitorino a aceitar as suas pretensões, Mário Lino referiu-se à O2 como uma empresa amiga do PS e que Vitorino, como membro do Secretariado Nacional (SN) daquele partido, não podia deixar de levar esse facto em consideração», escreve o procurador Carlos Ferreira.

    Ana Paula Vitorino não só é membro do SN, orgão executivo máximo do PS, como é uma das três pessoas responsáveis pelas contas nacionais do partido.

    Mas a então secretária de Estado dos Transportes «repudiou, de pronto, qualquer abordagem sobre o assunto», assegura o MP. Logo, o assunto morreu ali.

    Carril Dourado

    Em Novembro de 2006 a administração da Refer, liderada por Luís Pardal, decidiu mesmo excluir o grupo de Manuel Godinho da lista de fornecedores qualificados pela gestora ferroviária nacional

    E em 2008 processou judicialmente a O2 por ter furtado travessas de madeira da linha do Tua – no que ficou conhecido como o processo Carril Dourado .

    O Tribunal de Macedo de Cavaleiros deu razão à Refer e condenou a O2 em Dezembro de 2008 a pagar uma indemnização de 105 mil euros pelo material retirado sem a autorização da empresa pública.

    Manuel Godinho, segundo o MP de Aveiro, voltou à carga e no início de 2009 solicitou novamente a Armando Vara e a Lopes Barreira que intercedessem junto do Governo para que Luís Pardal, que tinha um forte apoio de Ana Paula Vitorino, fosse exonerado da administração da Refer. O sucateiro de Ovar foi ainda mais longe e solicitou que Vara e Barreira utilizassem a sua influência para Vitorino ser igualmente afasta do Ministério das Obras Públicas.

    Godinho voltou a prometer-lhes 25 mil euros a cada um e a «entrega de donativos ao PS», lê-se no despacho de acusação.

    Lino fala com Pardal

    Vara, que na altura já era vice-presidente do BCP, e o fundador da Consulgal voltaram a falar com Mário Lino para convencer o ministro a tomar as decisões desejadas por Godinho. Lopes Barreira, por seu lado, decidiu falar também com Vitorino.

    Desta vez, o ministro das Obras Públicas decidiu ele próprio, na sequência das solicitações de Vara e de Barreira, falar com Luís Pardal e saltar por cima de Ana Paula Vitorino. Lino deu conta ao presidente da Refer que lhe tinham dito que a gestora da rede ferroviária nacional estava a prejudicar a empresa de Godinho e «instou-o a modificar o comportamento da Refer para com a O2» e a «procurar a resolução do contencioso que as opunha», diz o procurador Carlos Ferreira.

    Nada aconteceu. Em Junho, contudo, a Relação do Porto dá razão à O2 e anula o pagamento de indemnização decidido pelo Tribunal de Macedo Cavaleiros.

    Godinho vê aí nova oportunidade e insiste com Armando Vara e com Lopes Barreira para falarem uma terceira vez com Mário Lino.

    O banqueiro e o consultor informaram Lino de que a O2 continuava a ser prejudicada pela Refer. O ministro das Obras Públicas, na sequência dessa insistência, fala pela segunda vez com Ana Paula Vitorino e também com Luís Pardal. E convence este último a ter uma reunião com Godinho.

    O presidente da Refer aceitou a ordem de Lino e recebeu Godinho. Mas o conflito manteve-se, visto que a gestora ferroviária recorreu da decisão da Relação do Porto para o Supremo Tribunal de Justiça – tribunal superior que veio a dar razão à Refer no sentido de ser indemnizada em mais de 100 mil euros por parte da O2.

    Por todos os factos relacionados com a Refer, os relacionados com Vara e Lopes Barreira juntamente com outros referentes a funcionários daquela empresa pública, Manuel Godinho foi acusado de oito crimes de corrupção activa para acto ilícito, quatro de tráfico de influência e dois de furto qualificado, oito de burla qualificada, quatro de falsificação de notação técnica e três de perturbação de arrematações.

    Armando Vara e Lopes Barreira, por seu lado, foram acusados, cada um, de dois crimes de tráfico de influência.

    Mário Lino acabou por não ser acusado pelo facto de o MP ter entendido que os indícios não eram suficientes para acusá-lo de tráfico de influência.

  3. A Sinceridade não se identifica com a Verdade.

    Podemos ser absolutamente sinceros e estar infinitamente longe da Verdade.

    Isto aplica-se à ‘auto-sinceridade’ (…pois desconhecidos mundos nos habitam) e à sinceridade opinativa acerca do outro-realidade à nossa volta.

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