29 thoughts on “Ser democrata é”

  1. Mas como, de facto, estamos a fazer isso, o melhor é começar a pensar já numa alternativa aos partidos, porque chegamos a um beco sem saída. Cumpramos a dialética: tese, síntese e antítese, para seguirmos em frente. E vai ter que ser, meu caro Valupi, por mais charmosas que sejam as bandeirinhas laranja ou cor-de-rosa. «O Povo é sereno!» e «quem mais ordena», mas não à moda da outra bandeira: a vermelha já defunta.

  2. Ser democrata é desejar e merecer receber da cidade a parte necessária daquilo que anteriormente se deu à mesma cidade. E isso é muito mais que estar disposto a dar ou a receber: é o merecimento ético, é amor à vida de mãos dadas,
    é compromisso com a dimensão humana da vida humana, é paixão pela Liberdade e pela Igualdade, mas pela Verdade, pela Felicidade: é exigência ética, por isso é ser pouco permeável à desculpa fácil e esfarrapada. O democrata dá primeiro, depois o seu dever é exigir, pois se não deu primeiro, não é democrata, é um pardacento oportunista.

  3. Ser democrata (e cidadão ou cidadã) é dar a cara é assumir o que escrevemos.
    É termos opinião e assiná-la sem pseudóminos nem mariquices.
    Bem haja, José Luís Moreira dos Santos pelo excelente comentário que efectuou de cara destapada.
    No «post» “Val aka Valupi” fala de exigir e dar.
    A teoria de Val é a seguinte: «exigimos aos Partidos o que não estamos dispostos a dar à cidade».
    Mentira.
    O Partido (os partidos) exigem-nos aquilo que depois não nos retribuem enquanto cidadãos e cidadãs desta coisa (desta república).
    Podia dar muitos exemplos, centrar-me-ei em um.
    O Partido Socialista acha bem que gajos casem com gajos e que gajas casem com gajas e que as gajas sejam donas da barriga e façam desmanchos (abortos) sem o conhecimento/acordo dos maridos/companheiros/pais.
    «Na minha barriga mando eu» (elas) dizem.
    Apesar disso criaram um «democrata» cartão do cidadão: esmagador do género ou da específica identidade… Maria é cidadão (não cidadã) Ana é cidadão (não cidadã) a Sra. Dona Pátria (minha vizinha) é cidadão (não cidadã) e até a Vanessa República (se existir) terá um socrático cartão do cidadão.

  4. pois eu acho que ser democrata e defender a democracia é exigir aos partidos o que eles disseram , nas campanhas , que iriam dar à cidade. e responsabiliza-los legalmente , como na finlândia , pelos erros e má gestão da res publica. grande atrevimento querer ser governante sem ter qualificações para isso.

  5. Ser democrata é dar às razões do outro a mesma importância que se dá às nossas, coisinha que é difícil de encontrar nestas caixas de comentários.

  6. peço desculpa Blink , mas creio que a definição que dá se aproxima mais de justo. aliás , reconhecer as razões do outro como tendo a mesma importãncia que as nossas é o 1º bom passo para negociar em caso de conflito de interesses.
    e o V fala em partidos e cidadãos ( separa-os à nascença) , não em democracia como forma de estar na vida.

  7. Caro Anibal (sic)

    Eu não rio, choro.
    Choro, devido a um senhor com um nome parecido com o seu: Aníbal Cavaco Silva (um clone de A.O. Salazar) o político com mais anos no poder; primeiro-ministro + presidente da república desde o vinte cinco do quatro de mil novecentos e setenta e quatro.
    Anibal (sic) que rima com animal, com Val e com etecêtera e tal.
    Choro pela incapacidade de seres (supostamente) pensantes se sentirem confortáveis com mais cinco anos do paternalismo gasolínico oriundo do Poço de Boliqueime.

  8. Pedro Oliveira,

    Para além da assinatura de comentários na blogosfera, o que é que dás à cidade? Ou achas mesmo que dar a “assinatura” esgota o ser democrata? Os que “assinam”, isto é, os que dão nomes que supostamente são verdadeiros, são democratas e os outros não?

    Como quero ser democrata, assino já:

    Maria Joana Azeitona da Oliveira do Monte

  9. Cara Maria Joana Azeitona da Oliveira do Monte, aka, edie;

    Dou aulas.
    No sentido etimológico de dar.
    Lecciono numa Universidade de Terceira Idade (Universidade Sénior de Constância) e pode não acreditar, os alunos tratam-me por: Pedro; não me chamam edie, nem Val; simplesmente, tratam-me por Pedro, aprendem (pouco) e ensinam-me MUITO… fazem de mim uma pessoa melhor.

  10. Eu também dou no sentido etimológico da palavra, embora não aulas (já as dei), e há pessoas que me chamam edie, não Pedro, nem Val.

    Serei uma democrata?

  11. Não penses no que América tem que fazer por ti , pensa no que ti podes fazer por América (J.F.K).
    Talvez para chegarmos cá, acho haver uma deturpação do conceito da democracia. Talvez chamemos democracia a um formalismo que deixamos para os políticos e os partidos. Como se não fossemos todos políticos e os partidos fossem alheos a nós.
    Que é o que é a democracia?.
    Vida participativa, participação política, diálogo, interação pública de tudos os axentes sociais. Tudo alinhado com a JUSTIZA, como cerne e alicerce de tudo. Sem justiza no hão democracia como tantas vezes se tem dito nesta farmacia da palavra.
    Indo um pouco mais lá. Distingamos emtre democracia formal e democracia da discusão cidadá.
    I.- Se entedemos a democracia como simples conceito formal: irmos votar, e que outros votem, mais outros por nós, e que o final tudo é votar, ficamos apanhados pelos deturpadores da democracia. Aqueles que vão utilizar-nos como meio para seguir eles a dominar o poder. É preciso que tudo mude para que tudo siga igual, assim faz falar o Lampedusa no Gatopardo o protagonista , um burgués rico que amte a sublevação da cidadania adoita darl-lhe os direitos formais pseudodemocráticos sabendo que o poder real segue a estar nas suas maõs. Ele seguirá a ter influéncia total na justiza e os direitos sociais-económicos vão seguer sendo da sua propiedade.
    Conheci a um autarca galego dum pequeño concelho que tinha iste conceito e era um grande “labrego” no conceito “Valupiano” do termo . O tal sujeito como tinha maioria na asambleia não gostava da discusão, nem de que falara a oposição, nem que os vecinhos puidessem opinar. Ele repetia a miudo, venha a votar, a votar. E dizia com muita clareza, nos temos os votos assim que a calar. Hoje em Espanha o partido popular esta cheinho de arguidos por corrupção. Gostam os dirigentes e os arguidos, não de fazerem arrepentimento público como vergonha perante a cidadania, não, gostam dizer que tudo è campanha feita pela policia dirigida comtra eles e que as eleições são o verdadeiro iuri, o povo cos seus votos faz justiza. Assim é como se educa a cidadania na democracia.
    E que dizer das tiranías que ganham eleições por ampla maioria. Votam mas sem discusão pública, liberdade de expresão e informacão.
    Os partidos políticos nas nossas democracias occidentais não estarão a gostar um bocadinho desta democracia?
    II. Mais lá do conceito formal, fica o conceito da democracia da discusão e da ética social.
    A democracia não é uma feira para mercar e vender direitos para o proprio benestar. E fácil confundirmos ou termos uma ética utilitarista da democracia. Há quem entemde a democracia como um feixe de direitos que estão nas leis e que servem para a utilidade de punir e minguar os direitos dos outros em quanto são perjudiciais para o meu benestar.
    A democracia verdadeira basea-se en direitos humans estejam ou não normativizados e que são fonte de direitos legais. A ética utilitarista somentes cree nos direitos legais formais. Eis a questão. É preciso educação social, individual nos direitos da colectividade. Educação e discusão pública. Na democracia não tenhem porque estar normativizados todos os direitos. Aministy International, medicos do mundo, cruz vermelha etc. Seguem principios estejam ou não estejam nas normas dos estados. Há pois um comportamento social de defenssa dos direitos de todos, uma forma de praticar as normas pelos cidadãos no conceito Kantiano do termo , ou seja convenzemento de fazer da norma um ben geral e não cumpri-la só pelo medo a que malhem em nós. E o mesmo que a doutrna cristina da moral no amor de Deus en se mesmo e não no temor de Deus e no inferno.
    Se a utilidade è a base da nossa evaluação ética, então não nos interessam os direitos e liberdades dos outros, e os outros tampouco as nossas. Assim se chega a fazer pela via da norma alguns principios éticos dos direitos humans. E se não como se explica que na França e na Espanha ( desconhezo em Portugal) haja uma norma penal que obrigue a prestar socorro a outras pessoas, quando isso devia estar como príncipio ético?.
    A democracia debe garantir, justiza , melhor vida, redistribução equitativa dos bens e servizos, liberdade, para isso mais educação, melhores meios de comunicação, menos manipulação da opinião, melhor justiza . etc.

  12. «Eu também dou no sentido etimológico da palavra, embora não aulas (já as dei), e há pessoas que me chamam edie, não Pedro, nem Val.»

    És edie.
    És uma democrata.
    Também dou, dessas coisas (não aulas) infelizmente, cada vez menos, à medida que a idade avança e a barriga e a carequice aumentam…

  13. a democracia representativa começou por ser uma coisa , aquela que o churchill falava , e o Reis reclama , mas acabou por ser outra. tipo como aconteceu com a literatura : a gente vai ao hiper ( não à livraria ) e ficamos à rasca para escolher um livro , qualquer gato pingado escreve um livro e é publicitado como se de um cervantes se tratasse. tanto lixo. e pronto , perante tal massificação , eu vou para casa e releio , sei lá , o Aquilino? que me alembra a minha terra.

  14. reis,

    qunnado te leio, tenho sempre um conflito entre o conteúdo – e que belo conteúdo, este – e a forma. É que ficosempre enternecida com os “axentes”, “ºarachegaromos cá” ou “mais lá”, à “JUSTIZA”.

    Posto isto, tenho a dizer que tocaste nos pontos todos que havia a tocar quanto à nossa (co)responsabilidade num sistema democrata.
    Há tempos, li que os EUA são o país com maior número de associações de cidadãos relativamente à população total, em todo o mundo. Cada cidadão americano pertence, em média, a 4 associações civis. A sociedade civil vive e actua para lá das eleições…e a América continua a ser uma bela lição de democracia.

  15. Lendo-vos , pois também acho que Justiça , nesta treta de partidocracia em que se transformou a democracia representativa , é fundamental. e lá na américa , parece que PGRs e não só , chefes de policia também ( também? , corrijam-me , que isto é cultura cinematográfica ) são eleitos pelo povo e não nomeados pelos políticos. e li por aí gozos sobre o sec. xxi ser o sec. da Justiça. riem mal.

  16. já sabia que me conhecias… neste último minuto lembrei-me de Chateaubriand : a Justiça vai ser necessária , é , depois vai-se tornar numa privilegiada e por último vai abusar. é o ciclo infernal das instituições humanas : a utilidade , o privilégio , é depois , o abuso.
    o tipo era sábio. diz-me lá por que nunca podemos ficar na Virtude ? para avançar?

  17. Exmo. Sr. Pedro Oliveira, só venho aqui à Pharmácia participar da discussão, elevada, sobre o ser democrata porque se referiu ao Sr. Silva. Devo-lhe dizer que fiquei piurso ao ouvir a dita personagem carcarejar as inanidades do costume no final do conselho de estado. Mas peço-lhe desculpa por este meu desabafo, esperando que ele fique só entre nós, o sr. Silva é como a gonorreia (vulgo esquentamento) de antigamente, só mostra que copulámos com a pessoa errada e temos o que merecemos por participação ou omissão. Pedindo-lhe novamente desculpa por algum excesso de linguagem vou para a caminha, onde deveria estar tendo em conta a minha avançada idade. Se a D. Rosa vê semelhantes palavras esconde-me a placa e amanhã passo o dia a Maizema.

  18. Não sei, propaganda. Parece que estamos condenados a não poder avançar apoiados na Virtude (ter o poder de fazer o mal, e não fazer), se não tivermos o seu contrário.

  19. ser democrata é…

    não fazer raciocínios falaciosos tentando desculpar o PS através da relativização

    (daqui a uns anos bastará – infelizmente!!!! – substituir PS por PDS, num futuro comentário a um futuro post de um blogue seguidista chamado Aspirina C ou mesmo D)

  20. cara edie, tens de compreender, faço o que podo co idioma. Quando escrevo um texto curto ainda trato de que seja o mais porutuguês posivel, embora quando a coisa e longa sae mais o galego. tenho que pensar para esprimer o que quero dizer.
    diversidade,
    abraço

  21. pois , o Dionisio , deus dos prazeres , disse bem : é que a moi nunca me passaria pela cabeça assumir uma responsabilidade sem ter a certeza de a cumprir bem. no mínino , 80% bem…os partidos assumem essa responsabilidade , sem serem obrigados , ninguém lhes aponta uma pistola , nem lhes calha na rifa : querem-na. é um privilégio sem qualquer responsabilização : abuso.
    e V , agora venho cá com curiosidade redobrada para ver que piruetas dás para desculpabilizar o querido lider. alguma coisa hei-de aprender.

  22. A um democrata, corre-lhe a Democracia nas veias, o resto são escolhas em função desse prazer. Não se molestem, pratiquem!
    Quanto à cara destapada, é jeito meu, é um fato que gosto de vestir 365 dias por ano, mesmo durante o carnaval. Nem sempre me assenta bem, mas eu não sou de modas!

  23. reis,

    por favor, escreve galego (mesmo nos textos curtos), qualquer português que se preze o entende…e enternece-se. E se eu não entender alguma coisa, pergunto. Tu não nos lês em português? Ora essa…

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