Good food for good thought

Our tendency to see gender in everything, even numbers, is a reminder of how fundamental gender is to how we perceive the world. When people are led to believe that an object possesses one gender or another, it changes how they relate to that object. For example, Stanford researchers Clifford Nass, Youngme Moon, and Nancy Green had people interact with a computer that was programmed to have either a male-sounding or female-sounding voice. They found that when the computer had a female-sounding voice, people saw the computer as less friendly, credible and knowledgeable, as compared to the male-sounding computer. People did this openly, despite knowing perfectly well that they were making judgments about a machine and not a real person.

It’s no surprise that the first thing that most people ask new parents is whether they had a boy or a girl. When we don’t know somebody’s gender, it creates confusion in our minds—we have no framework from which to build upon. Gender helps us not only understand how to think about someone, or something, but it also helps us figure out that person or thing’s relationship to the rest of the world. Our brains can’t help but see gender everywhere we look.

What is the Sex of 17?
People think of many things, even numbers, as being either male or female

8 thoughts on “Good food for good thought”

  1. Engraçado. Ou de como não se pode pensar sem o pré-conceito.
    Não era a Simone de Beauvoir que dizia que o “o género não nasce, constroi-se?”

  2. Bom, por cá a questão é mais simples, já que está tudo definido em géneros femininos e masculinos. O que aliás me recorda uma divertida conversa com uns Checos onde expliquei isso mesmo, o conceito de “it” não existe por cá. Fartaram-se de rir quando cheguei aos exemplos: cadeira é feminino, mas banco já é masculino. Uma porta, um portão. Um blog na internet.
    Mas acho estranho, no artigo, que se veja a voz masculina como “de mais confiança”, já que a grande maioria dos GPS, só para dar um exemplo, usa a voz feminina.

  3. O género é uma variável estatística, nada mais do que isso. As pessoas têm pilas e vaginas, mas isso é só uma brincadeirinha da natureza. Ou talvez seja uma dádiva, por vezes difícil de destrinçar.

  4. loooooooooool Vega9000, está mais que visto que simpatizo com o que escreve: o tópico do GPS é hilariante! A verdade é hilariante! Não a troco por nada. :-)

  5. Vega, se virmos bem, isso coloca em causa a linearidade dos gostos sexuais do comum condutor(a): “o” GPS com voz feminina até parece que está travestido…Enfim, há gostos para tudo… Um GPS chamado Cláudia…hum.

  6. Bom o género realmente é importante e difícil de compreender por exemplo, pelos ingleses.
    Tanto assim que aqueles 2 ingleses que vieram trabalhar em Portugal e estudavam português tinham muitos problemas com o masculino e feminino.
    Um dia foram a uma festa com a colega Marta. No meio da festa a Marta escorregou caiu e ficou com o rabiosque à mostra.
    Muito atrapalhado diz um dos ingleses:
    -Acuda à Marta! Acuda à Marta!
    O outro inglês logo emendou:
    -Não é a cu da Marta, é o cu da Marta!

  7. ser no feminino, é possuir leveza na interpretação do mundo – leveza que pode ser pesada – e todo o masculino que o é possui uma pandora dentro de si. assim como há femininos apenas de género e sem pandora. será isso o ponto relevante da confiança até em vozes surdas ou, no caso em que as ouvimos, através do timbre, da sonoridade. foi por isso, por exemplo, que vi uma baleia doce e parideira naquilo que parecia ser um tubarão néscio – quis dar-lhe leveza e, desta feita, consistência.

    reduzir os géneros a pilas e a vaginas não chega: importa atribuir carácter aos sexos que, por si só, valem nada. uma cadeira é, de facto, e até pela sonoridade, diferente de um banco. os bancos possuem um cariz mais utilitário e desprovido de poesia; a cadeira não, a cadeira remete-nos, além da utilidade, para o descanso e tranquilidade.

    a questão do gps julgo estar associada à voz da mulher, à semelhança da imagem, como objecto sexual – vende mais perante um cliente masculino que, não sei mas presumo que sim, será o maior consumidor de indicadores de coordenadas terrestres. :-)

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