Futebol não é metáfora, é metonímia

Condeno os amarelos por palavras dirigidas aos árbitros, já conversámos sobre isso no grupo, e ficou claro que esses cartões têm de ser evitados ao máximo.

Vítor Pereira

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É das coisas mais estúpidas que se vê em campo, os protestos contra as decisões dos árbitros. Evidência de que o futebol não é uma actividade profissional, pois esses jogadores que protestam cresceram a ver que os protestos nunca produzem o efeito desejado, aumentando o risco de levarem a um cartão de imediato ou na repetição da estupidez. Ora, já muito jogador dito profissional acabou expulso, ou a não poder jogar na partida seguinte, por causa das suas infantilidades. Se os clubes supostamente profissionais fossem geridos e/ou treinados por verdadeiros profissionais, jamais esses jogadores repetiriam as irracionalidades que só causam prejuízos a quem lhes dá aquilo com que se compram os melões a troco de andaram a correr em calções aos domingos.

Parabéns, pois, ao Vítor Pereira por estar a trazer o assunto à baila e a mostrar que pretende ser um profissional do futebol.

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Já no ano passado foi assim: Jesus começa a ganhar, anda umas jornadas embalado e de repente começa com um discurso mágico onde o Benfica deixa de ser uma mera equipa de futebol e se transforma na versão pontapé na bola dos Globetrotters. Pouco depois, inexplicavelmente, o esférico deixa de entrar. E a culpa passa a ser do árbitro.

Eis o peso de um nome: a auto-crucificação.

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Se o Domingos quisesse ficar no Sporting nunca teria insultado o clube como o fez ao reagir às críticas do João Braga. Acresce que a sua presença no banco irradiava insegurança e cerebralismo. Ele não se sentia parte da equipa, era o seu capataz preocupado com a imagem que tinha ou deixaria de ter. Por isso começou a despejar a sua frustração para cima dos jogadores nas entrevistas, explicando os maus resultados por falta de empenho de alguém nunca nomeado, logo de todos.

Sá Pinto, que jamais terá boa imprensa mesmo que ganhe a Champions com uma equipa de juniores, está durante o jogo a aplaudir a mera intenção dos jogadores até quando não finalizam bem. O resultado tem sido um futebol tão mau como o pior de Domingos, mas com a fezada suficiente para ganhar. Os jogadores são os mesmos, a táctica é a mesma e a substituição de um treinador por outro a meio da época é a prova provada da fantochada em que consiste a função. A única diferença tem de ser atribuída à mística. Aquilo que, no fundo, se vai sentir e celebrar num estádio.

3 thoughts on “Futebol não é metáfora, é metonímia”

  1. E que não faltasse o velho fanatismo Sport-Benfica. O Jesus assim e assado queixa-se dos árbitros (parece que não tem razão: em Coimbra foram pelo menos 2 penalidades) quando não sei quê. Os lagartos não. Até fazem com que os árbitros não queiram apitar esse clube. Lembras-te? Foi há pouco tempo. Que falta de memória. E outras alarvices contra os ditos árbitros. Olha para todos os lados. Ainda és capaz de dizer que o apito dourado não existe, tanto é o fanatismo. Agora o Domingos já não presta quando um sócio se quis armar em treinador de bancada. Agora o Dá-lhe Pinto é que é bom motiva a rapaziada. Já uma vez quis motivar o Artur Jorge à lambada e foi também à lambada que resolveu os problemas com o Levezinho.
    Devias era dizer assim: gentalha desta não entra no meu clube. Gente que se porta mal, que não respeita os outros não entra no Sport que é um clubio de elite de gente de nível não é como esses gajos do garrafão! A propósito de garrafão.
    Agora, quanto ao futebol, é caso para dizer: Oh Valupi deixa o vinho!

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