5 thoughts on “Ford: mestre dos mestres”

  1. É pena que essa visão do cinema esteja com a corda na garganta. No fundo e muito telegráficamente, podemos pensar a coisa segundo duas escolas de montagem: plano sequência longo (Bazin) ou montagem dialética, tendencialmente rápida e à soviética (Einsenstein).
    A montagem feita à moda da MTV é hoje, em Hollywood, o paradigma dominante, pelo que já não temos tempo de apreciar a relação dos personagens com o espaço, etc, etc, etc. Os nossos (os das massas, no ocidente) modelos de percepção estão já também, e infelizmente, gravemente condicionados e habituados, pelo que tudo o que sai deste paradigma é rotulado com alguma frequência como sendo “secante”, lento”, e por aí adiante.

    O Spielberg, apesar de ter sido o tipo que inventou o blockbuster, é um tipo pelo qual tenho um certo respeito. Quando filmou A lista de Schindler, arquivou também milhares de horas de vídeo de judeus sobreviventes. E enfim, é um tipo que quando faz espectáculo, até se nota que o faz com um certo fascínio.

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