23 thoughts on “Exactissimamente”

  1. maria luis albuquerque,é incompatível com a verdade.ser apanhada a mentir, ao serviço do estado,faz supor o pior!

  2. Val, o Aspirina B pode ser um repositorium de vários assuntos (de pertinentes assuntos, sujeitos, quase sempre, a uma pertinente análise da tua parte).

    Ora, se o que o Pedro Tadeu escreve hoje no DN poderia ser assinado por uma série de marmanjos, o que tu defendeste aqui há dias sobre a senhora e de que eu me lembre apenas foi defendido por ti.

    Exercitando-o, de memória: que Maria Luís Albuquerque é livre de optar por uma qualquer actividade no sector privado, ponto; e que a ex-ministra das Finanças se deve manter no bom e no quentinho da AR onde evidenciará a todo o momento aquilo que o Valupi e os Pedros Tadeus dizem dela.

    Que eu tenha visto, o, digamos, quadro do DN não comete esse erro de análise e não faz, portanto, tão exótica articulação.

  3. Eric, não tenho a pretensão de considerar que a minha opinião vale mais do que a de outra pessoa qualquer. Mas ainda não perdi na noção de qual seja a minha opinião, calhando ter uma a respeito seja do que for. Ora, este texto do Tadeu em nada choca com o meu, pelo contrário, é a sua demonstração. O que lá aparece é um elenco das mentiras da Maria Luis enquanto governante, algo não falado pelos restantes comentadores da polémica, e algo que corresponde ao ponto essencial do que escrevi.

    Vou repetir, fazendo uma síntese: não me importa o que a senhora agora faça com a sua vida, desde que respeite a lei. Importa-me é a facilidade com que pôde mentir e deturpar enquanto responsável ministerial, sem que tivesse com isso sofrido qualquer penalização e, para cúmulo, sendo por causa disso que era vista como o melhor dos candidatos a substituir Passos à frente do PSD.

  4. valupi,desculpe a deriva. “recordar é viver” numa entrevista de joão marcelino a otelo em 21 de novembro 2010, a uma pergunta sobre o governo socrates, otelo respondeu: josé socrates teve um período de alguma fulgurância,com grande capacidade de decisão na resolução de problemas do pais.mas depois deixou-se afundar, começou a resvalar para uma situação de enorme dificuldade .claro que a crise mundial do capitalismo também abalou a estrutura sócratica do governo. na pergunta se mantinha contactos com a classe politica portuguesa, respondeu: casualmente.tenho bom relacionamento com gente do ps.

  5. Sim, desse ponto de vista tu, eu e outros leitores do Aspirina B e, ontem e hoje, os Pedros Tadeus deste mundo estão de acordo. Por isso eu escrevi que assinava o teu segundo parágrafo do teu primeiro post (se bem me recordo, a ordem era esta), isoladamente, não concordando com a análise propriamente dita que estava subjacente no post porque um dependia do outro. Finito, por aqui.

    Nota, mais importante. Porque parece não ter sido mencionado, e ilustrado a água-forte por quem usar um estilete, digo-te que o que melhor descreve a personalidade de Maria Luís Albuquerque é uma passagem que a Estrela Serrano guardou no seu blogue. A fonte é um parágrafo na revista do Expresso e através dele vai-se muito para além da mentira dos Swaps, da «vida política sã» etc., pois percebe-se porque Maria Luís Albuquerque se alimentou, alimenta e alimentará entre os abutres. Deputada da res publica, como?

    […]
    «Nos depoimentos relatados ao Expresso conta-se que ela “passava informação” a Passos Coelho _ “ela passou informação decisiva sobre a real situação das contas públicas (…) havia informação sobre falta de dinheiro e falhanços nas emissões de dívida que Passos sabia primeiro que Sócrates ou Teixeira dos Santos. Sem ela, nada disto teria sido assim“, diz uma testemunha. Segundo o Expresso, “em alguns sectores do PSD” causava estranheza o comportamento de Maria Luís relativamente à passagem de informação, chegando a comentar ” Se ela faz isso com eles (PS) quem garante que não o fará connosco?”

    Maria Luís Albuquerque: um “retrato” não muito edificante
    https://vaievem.wordpress.com/2014/08/16/maria-luis-albuquerque-um-retrato-nao-muito-edificante/

  6. Perpassa por este texto uma toada utopica e cinica que aligeira o “crime” legal da ex-ministra. Genericamente a vida seria impossível se só se dissesse a verdade, como o prova ironicamente Orwell. O segredo, a omissão, a mentira nas suas diversas gradações fazem parte integrante da vida em comunidade, e, não sejamos ingenuos, a verdade é quase incompatível com a vida de um politico.
    Assim o q ha aqui a ilegalizar, a mentira ou a incompatibilidade de funçoes?

    Sim ela é feia, porca, suja e ma, mas não é esse o ponto.

  7. Eric, essa suspeita que trazes citando a Estrela Serrano não me parece comparável com os factos registados enquanto ministra. Sobre a primeira, é um registo de difamação e teorias da conspiração, o tal “conta-se” – e, mesmo que seja verdade (algo altamente provável), não compara com a responsabilidade enquanto governante. Sobre os segundos, é o Estado, o regime, a República, o Parlamento, a comunidade que estão em causa de forma já inscrita na História.

  8. Joe Strummer, Hannah Arendt distingue bem a dupla dimensão, ou tipologia, do que consideremos verdade na esfera política. Se a governação não seria viável, em qualquer democracia ou quiçá regime outro, de acordo com uma radical transparência informativa, algo com que todos concordam não precisando utilizar mais do que o senso comum, já mentir como estratégia de manipulação da “verdade” que decorre do poder instituído pelo Soberano – ou seja, o seu estatuto como “representante” dos fundamentos do regime – é algo que remete para uma prática sectária. Logo, corresponde, de alguma forma, a um análogo da guerra civil.

    A mesma lógica se vê, de forma evidente, quando governantes e parlamentares promovem e usam a judicialização da política, por exemplo.

  9. Desculpa, Valupi. Maria Luís Albuquerque é funcionária pública e um dos crimes mais graves é o de “inconfidência”, ou de “infidelidade” (antes era, …!). Se quiseres analisa em concreto a pessoa em função desta qualidade, que não é de somenos: funcionária pública + secretária de Estado/ministra das Finanças. Soma-lhe os teus predicados (de que mentiu na AR, nomeadamente). E que passa a ser funcionária pública + deputada (a ex-ministra que mentiu na AR) + assalariada-dos-abutres da Arrows. Por este ângulo, isto torna a coisa ainda mais inaceitável.

  10. Eric, insistes em falar de algo que não existe a não ser como calúnia. Por acaso foi aberto algum processo à senhora por inconfidência ou outra coisa qualquer? Se não foi, vais ser tu quem irá entregar as provas ou indícios para tal? Se não fores, de que falas, afinal?

  11. De acordo mas eu refiro-me a lógica do texto, que contrapõe duas situações com o intuito de desvalorizar uma. Até porque se trata de um continuo praticado pela mesma personagem essa diferenciação e contraposição e forçada.

  12. maria luis pode ir para onde quizer.o problema é a ética, e as suas mentiras descobertas pelo tadeu,que pelos vistos não chocam toda a gente! pela aragem estou a ver a carruagem…

  13. Val, se quiseres mete a coisa assim: funcionária pública (caluniada, difamada, injuriada, mas que nunca foi processada por ninguém do ministério das Finanças, pelo Expresso, pela Estrela Serrano e pelo Aspirina B) + deputada (a ex-ministra que mentiu na AR, palavra de Valupi e dos Pedros Tadeus) + assalariada-dos-abutres da Arrows… não muda nada do que é essencial, certo?

  14. O meu ponto, é não vale comparar como no texto referido duas situações que se encontram em planos diferentes, a fim de aligeirar a única que pode ser mudada e objecto de legislação. O problema da mentira em politica e uma questão antiga e velha que só se pode alterar com mais cultura etica e politica. Por exemplo, Passos nao pode ser impedido de ser lider do psd e não houve maior mitomano que nos governasse, e so ficou chocado quem deles esperava coisa diferente.
    O problema da acumulação de cargos públicos e privados que evidenciem flagrantes conflitos de interesses podem e devem ser alterados. Apesar da diferença a comparação feita no texto e em desfavor da única que pode ser alterada. Nada republicano.

  15. Eric e Joe Strummer, prefiro ver no texto do Tadeu não a tentativa de solução de qualquer problema, algo que tem outra sede e outros responsáveis, mas a denúncia do que é verdadeiramente uma violação da ética: não o ir trabalhar não sei para onde ainda quente como ex-ministra e querendo ficar no Parlamento, levando não sei o quê na cachimónia para dizer aos bifes, mas o usufruto de um cargo de governação com o currículo registado em funções.

    A questão é cabeluda, admite vários pontos de vista e muito berreiro emocional.

  16. Jasmim, o que vejo ali são dois políticos que emitem na mesma banda de frequência politica, a sociabilidade, a empatia e a afiliação. Uma extroversão apalhaçada, sem interioridade. E nisso, ao pé do esquentador, Marcello ainda e um menino, carago. Mais grave, uma simbolica afirmação de soberania politica da UE sobre Portugal.

  17. A CGTP não quer saber dos porcos, coitados!
    Os porcos não votam, porra!
    Não vás a Badajoz abastecer, porra!
    Ai,ai! isto está lindo!

  18. os porcos votam na direita, tal como os camionistas que abastecem na mesma pocilga. quando o gazóil estava a € 1,5/litro o cds não patrocinava manifestações e o sebastião explicava o que eram commodities, agora é uma roubalheira pegada e os porcos até morrem à fome.

  19. Que se f……am os porcos do volante que vão a Espanha abastecer, e no caminho gastam o gasoil da “poupança”. Eu acho que quem é estupido merece levar com o cacete! Fretes políticos feitos aos caciques.

  20. Hoje ficou claro que a marilú dos tóxicos antes de aceitar o convite da Arrows,
    trocou impressões com o Passos Láparo o p.ministro no exílio que, faz confe-
    rências na Oxford no mesmo palco que o Dalai Lama e, este aconselhou a acei-
    tação do “part-time”! Por isso, não há qualquer incompatibilidade tudo está
    nos conformes da amoral que os guia!!!

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