Esther na escola

‘a estrada de auschwitz foi construída pelo ódio, mas o seu pavimento foi a indiferença’, diz esther, citando ian kershaw. tomo a liberdade de acrescentar a estupidez. porque o ódio é acima de tudo estupidez. e porque a indiferença é acima de tudo estupidez. e porque só a estupidez permite que alguém escreva um texto destes, e o publique, sem perceber que está a exemplificar exactamente aquilo que supostamente pretendia combater.

f.

 

*

O infame texto de Esther Mucznik – Hitler na escola – leva-nos para mais um daqueles momentos em que o grotesco à nossa frente nos obriga a pôr como primeira hipótese explicativa a possibilidade de a autora estar doente, ou a passar mal por efeito de trauma recente, ou sob a influência de substâncias químicas capazes de provocarem estados de consciência alterada. Mas a causa mais provável talvez seja mesmo esta que a Fernanda aponta: a estupidez.

A favor, vou citar um excerto particularmente estúpido no abjecto escrito:

O ex-chefe do Governo de Portugal que durante seis anos nos conduziu de vitória em vitória até à situação actual, que fugiu para França e das responsabilidades que nunca reconheceu, e cujo único comentário que exprimiu a propósito do Memorando – que ele próprio assinou – foi que as dívidas não são para pagar, esse homem não merece um espaço de autopromoção numa televisão que é paga com o dinheiro dos contribuintes.

Repare-se que não há neste jorro de fel uma única ideia que se aproveite. Isto é prosa de jota laranja e de taxista. Isto, deixa-me cá ver se arranjo um comparativo ainda mais insultuoso, podia muito bem ter sido assinado pelo José Manuel Fernandes ou pelo João Miguel Tavares. O que me prende em espanto a atenção, contudo, é o preciosismo de se ter ido buscar uma declaração de Sócrates a respeito das dívidas não serem para pagar – que no original reza assim: “As dívidas dos Estados são por definição eternas. As dívidas gerem-se.” Pelos vistos, Esther Mucznik, alguém que viveu em Israel e em Paris onde estudou, respectivamente, Língua e Cultura Hebraicas e Sociologia na Sorbonne, que é membro da direcção da Comunidade Israelita de Lisboa e sua vice-presidente desde 2000, que é fundadora da Associação Portuguesa de Estudos Judaicos e membro dos seus corpos dirigentes, que é redactora da Revista de Estudos Judaicos, que é coordenadora da Comissão Instaladora do Museu Judaico e membro da coordenação do Itinerário Europeu do Património Judaico, sendo ainda co-fundadora da Associação Universos, Associação para o Diálogo Inter-Religioso e do Fórum Abraâmico de Portugal, acha que as dívidas dos Estados são para pagar sob pena de esses Estados passarem por caloteiros.

Estamos perante a metáfora do Estado como família. Consiste esta operação cognitiva em estabelecer uma analogia entre o que se passa na esfera doméstica e o que se deverá passar na esfera estatal e governativa. Adentro nessa lógica, o modo como uma família gere os seus rendimentos e despesas institui-se como matriz do que deverá ser a boa prática na gestão de um Estado: se uma família gasta mais do que ganha, ficará endividada e isso é algo da sua inteira e exclusiva (ir)responsabilidade – portanto, tal-qualmente, um Estado com dívidas é algo a evitar a todo o custo caso este pretenda sair à rua com a cara destapada e não ser alvo dos olhares reprovadores da gente séria, a tal gente que aparenta não ter dívidas nem dúvidas. Esta fórmula tem a beleza da simplicidade, por isso cativa demagogos e broncos por igual. Mas é uma expressão da estupidez, por um lado, e um estratagema ideológico, por outro.

Numa curiosa coincidência temporal, a Shyznogud publicou uma ligação para a obra completa de Jean-Jacques Rousseau – À distância de um clic – onde os valentes poderão apreciar um texto escrito no ano do Terramoto de Lisboa: DISCOURS SUR L’ECONOMIE POLITIQUE. Neste artigo, Rousseau casca em Jean Bodin a propósito de se conceber o Estado como uma família. Bodin tinha recorrido a essa analogia para justificar uma soberania absoluta e indivisível para o rei, o qual figuraria como um pai cujas decisões imitariam a natural ordenação do poder numa casa de família. Rousseau contrapõe que um pai procura adquirir património para o distribuir pelos membros da sua família. Se um rei se reger por estas inclinações e paixões naturais, então não estará a respeitar o interesse público. Bem ao contrário, o rei deve é servir a “vontade geral”.

Um soberano que se dedique a respeitar o bem comum é uma entidade que está sempre em dívida para com a comunidade. Simetricamente, um Estado que emita moeda está no mesmo passo a criar dívida. Só que essa dívida – entenda-se, essa moeda – é exactamente o que vai permitir a produção de riqueza através da sua circulação pela sociedade e pelo Estado. Exactamente como acontece com uma soberania que se cumpre no serviço aos cidadãos, sendo o garante dos seus direitos e liberdades.

Dito isto, não espero que Esther Mucznik deixe de odiar Sócrates. Os mistérios não se desvendam, sofrem-se. Apenas lhe desejo que a sua estupidez não seja tão grande que passe o resto da sua vida na ignorância de algumas noções básicas de economia e de política.

46 thoughts on “Esther na escola”

  1. Cuidado com os exageros, bem como com essa tendência para apostar tudo na contra-simplificação ideológica.

    Entre outras piadas ainda maiores que não vou abordar aqui para não acontecer o mesmo que na terceira cruzada, tenho de assinalar que a colocação lado a lado de um pilha-galinhas jornalístico como o José Manuel Fernandes e um cidadão, muitas vezes enganado, sim, mas razoavelmente bem formado como o João Miguel Tavares, brada aos céus.

    De qualquer modo, vá lá, que só o facto de alguém de esquerda abordar temas destes sem ir buscar as câmaras gasosas e todas as bacoradas que as acompanham já me parece digno de encômios. A Câncio, por exemplo, espalhou-se logo ao comprido.

    Ah, se ao menos houvesse uma manivela como aquelas dos automóveis antigos em cada testa…

  2. A quem reconhecer e apreciar a qualidade intelectual, a cultura e a fina ironia no comentário televisivo, bem como a todos os que não gostam de censores a pensar por eles, aconselho vivamente estes curtos 13 minutos de vídeo, com Augusto Santos Silva, entre os (18:25) e os (31:30):
    http://www.tvi24.iol.pt/programa/4322

    Especialmente certeira a recomendação psicanalítica, para já nem falar nas aventuras de Albérico e Epaminondas.

    Igualmente deliciosas as insistências (e quase perplexidades?) do entrevistador…

  3. Os orfãos de Sócrates andem por aí…

    A questão central é a do benefício do infractor. Em vez de castigado é premiado.

    Em vez de indemnizar é indemnizado.

    É caso para dizer e a moral, pá ?

    O mínimo que se exige é a sua detenção, para explicar a história das centenas de milhões de euros em off shores. É o financiamento das PPP que os meus netos de 2 anos vão pagar até aos 70 anos. À conta disso já devem mais de 4.500 euros. É um rol infindo de infâmias.

    João Pedro

  4. gungunhahaa pelo menos lês-te o texto da F.?

    João Pedro, pelo teu comentário não terás mais de 20 anos e és jotinha

  5. João Pedro, lá vou eu tentar rodar a manivela.

    Imagino que foi buscar a sua informação sobre os milhões roubados pelo malandro do Sócrates a fontes como a que se segue. Certo?

    Governo Sócrates foi um Inferno para os portugueses, mas para a sua família o Paraíso…

    Cito:

    «O Correio da Manhã conta hoje que a família do ex-primeiro-ministro José Sócrates tem 383 milhões em offshores. Os documentos foram entregues por Mário Machado. Acrescenta o CM que a empresa criada em 2000 no paraíso fiscal de Gilbraltar movimentou autênticas fortunas. Gestores são tio, tia e primos de Sócrates. O número, astronómico, é o somatório dos movimentos bancários de uma empresa com sede em Caimão, cujos gestores são o tio, uma tia e primos do ex-primeiro-ministro José Socrates. A escritura da empresa foi feita em Gibraltar em 2000 e os documentos bancários relativos à mesma encontram-se no Departamento Central de Investigação e Acção Penal do Ministério Público. A família de José Sócrates, tem offshores há quase três décadas, segundo o que consta em documentos que estão na posse do Ministério Público há mais de um ano, mas que só agora vão começar a ser analisados pelos procuradores. Segundo o jornal, os documentos foram entregues por Mário Machado, líder da extrema-direita que está numa cadeia, ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, em Julho do ano passado. Os papéis foram então remetidos para o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, dirigido por Maria José Morgado e posteriormente reencaminhados para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que tem como directora a procuradora Cândida Almeida.
    «Segundo apurou o “Correio da Manhã”, os documentos são autênticos e mostram elevadas quantias que diversos familiares de José Sócrates transferiram para fora do País ao longo de quase três décadas. A maior parte dos documentos trata-se de extractos bancários. E há também documentos sobre a compra e venda de acções, designações de empresas sediadas nas ilhas Caimão, Man e Gibraltar, certificados de participações, operações em Bolsa, ofícios a diversas entidades e operações de valores mobiliários, refere o CM. Segundo o jornal, os documentos “são autênticos e mostram elevadas quantias que diversos familiares de José Sócrates transferiram para fora do País ao longo de quase três décadas”. Antes de prender Mário Machado, a Polícia Judiciária terá interceptado conversas telefónicas onde o líder da extrema-direita fazia referência às provas que teria contra Sócrates, o que pode explicar a sua súbita prisão, durante o Governo Sócrates, bem como a sua vingança ao divulgar uma “bomba” deste tamanho…»

    Acertei, não é verdade? Se não acertei, agradeço que me indique a sua fonte, mas procure então reflectir um pouco sobre os pormenores:

    — Os milhões são em escudos, não são em euros (sim, vi as fotocópias e qualquer um com alguma experiência da internet as pode encontrar, embora, pelos motivos que se adivinham, não estejam exibidas aos quatro ventos), e daí sem dúvida a escolha de 2001, o ano da extinção do escudo, para o famoso «extracto bancário da família de Sócrates», i.e. para permitir os impressionantes «milhões» tão tardios quanto possível — sem denominação de moeda — nos cabeçalhos do Correio da Manha e quejandos.

    — A «família de Sócrates» é o meio-irmão da mãe, e a mulher e filhos do mesmo.

    — Esse meio-irmão da mãe tem bastante dinheiro há muito tempo e foi administrador e sócio de sociedades imobiliárias que, como é próprio de sociedades imobiliárias, movimentam calmamente quantias de centenas de milhares de contos (i.e. centenas de milhões de… escudos).

    — Se a escritura da empresa que «movimentou autênticas fortunas» data de 2000, feita no «paraíso fiscal de Gilbraltar», e a família «tem offshores» há quase três décadas, das duas uma: ou ja’ estamos em 2030, ou a tal família já tem dinheiro há muito mais tempo, o que não deve admirar ninguém, uma vez que, como disse, o referido tio há muito que faz da administração e gestão de empresas imobiliárias a sua profissão.

    — Tanto quanto se sabe, nada existe de ilegal nos ditos offshores.

    — Quem denuncia a «bomba» é… Mário Machado, o famoso «líder da extrema-direita» com motivos bem claros: «fazia referência às provas que teria contra Sócrates, o que pode explicar a sua súbita prisão, durante o Governo Sócrates». Nada como o comprometimento do inimigo público número um para provar a inconstitucionalidade da prisão, independentemente, diga-se de passagem, da sua justificação ou falta dela, não é verdade…?

    — Até aqui tudo clarinho como tinta-da-china.

    A pergunta do milhão de contos que lhe proponho é esta: como é que uma personagem como Mário Machado — que já em tempos se disse que funcionava como um agent provocateur virado pela polícia e infiltrado na extrema direita mais patética do país, para já não dizer do mundo — tem acesso a extractos bancários alheios provenientes das ilhas Cayman?

    O móbil de Machado-vítima-de-Sócrates é óbvio, mas e o móbil de quem lhe faz chegar a «documentação» depositando-a no capacho, tocando à campainha e fugindo (sim, é essa a narrativa do tal Machado)?

    A quem é que pode interessar que se continuem a atirar os pretensos milhões socráticos aos olhos dos espirrra-canivetes que julgam que a culpa da crise é dos «últimos 6 anos»?

    Não será útil reflectir um pouco, sem espumações pavlovianas que podem estragar o seu Correio da Manhã?

  6. tenho uma outra versão, além da estupidez, para o fenómeno.

    não obstante o interesse e a importância da política, há um pequeno grande pormenor que a desvirtua: os apaixonados, mais obcecados, que dela fazem o seu respirar, alimentam ódios de estimação e propagando-os – lançando-os na viralidade – exaltam a felicidade da paixão como se a paixão de um grande amor fosse feito de grandes coisas, abstractas, e não de poesia de horas e de dias e, enfim, de uma vida. a política, quando sentida como uma amante, é uma ofuscadora da verdadeira importância da vida que reside na ausência de alexitimia, essa coisa brava que possuem as pessoas(?) emocionalmente surdas.

    confusos a respeito dos seus próprios sentimentos, os alexitímicos ficam igualmente desnorteados quando as outras pessoas lhes falam dos seus sendo esta incapacidade de registo de sentimentos fortíssimo indício de défice de inteligência. chama-se empatia às raízes da solicitude que nascem da sintonia emocional e da capacidade, e habilidade, de sentir e expressar emoções. note-se que a ausência de empatia revela-se nos psicopatas, violadores, pedófilos e também nos político-maníacos (acrescento).

    e porque raramente as emoções, na sua completude, conseguem ser traduzidas por palavras e sendo a palavra o registo mais forte dos políticos e dos político-maníacos, chega a conclusão de que a chave para intuir os sentimentos dos outros, depois dos seus, está em canais não-verbais: no gesto, no tom da voz, na expressão facial, na postura, enfim, na beleza que os sentidos permitem sentir para depois, e só depois, serem regados, e eventualmente enriquecidos, a palavras.

    e vem isto a propósito deste artigo e da forma como as pessoas vivem a política e das pontes que fazem quando passam de um tema tão vasto e aliciante como a sociologia e psicologia, variantes da educação, para a verdadeira miséria humana que é injectar veneno gratuito nas cabeças que, de tão ressacadas de alegria e amestradas a raiva, conseguirem apanhar. ai que triste é viver em um mundo assim, de alexitimia, Esther!

  7. gungunhana meireles,obrigado pelos seus esclarecimentos. não tenho palavras para classificar este tipo de jornalismo,ao serviço da direita mais trauliteira e reles da europa.para esta gente vale tudo! mas o povo não é estúpido.

  8. @ jpferra:

    Sim, li o texto da F., mas pareceu-me tão preocupada em garantir que não queria prejudicar ninguém para além dos malvados nazis que, como se sabe, voltaram, durante o «Holocausto», a exterminar todo um povo em prodigiosos matadouros humanos, a ponto de hoje quase se não encontrar rasto dele, que fiquei um pouco desconfiado sobre as suas intenções reais.

  9. tou farto dessa treta, queres branquear auschwitz, birkenau, belzec, treblinka, dachau, solibor à pala do sócras, mas o pessoal não engole essa nhanha oh gugu.

  10. Ester M. é mais uma caixa de ressonância igual às outras. Faz parte da máquina de propaganda, aparecendo aqui na sua versão “cultural” e ostentando a caução social e políticamente correcta de se manifestar, logo à partida, “contra o Hitler”, procurando insidiosamente uma identificação inicial com uma postura “libertária” e “de Esquerda”. E há muito tolo que papa logo essa primeira investida. Depois de conquistada essa perspectiva “de Esquerda”, limita-se a bolçar veneno com a mesma “originalidade” matarroana de qualquer escriba de jornal de Paróquia provinciana, ex-militar em África e Catequista, ou qualquer menino-bem da linha que andou na Católica e singrou nas jotas, ou na Empresa do Papá.

    Porque, tirando o verniz, o massame é o mesmo de sempre: o Sócrates é um criminoso e nós, os puros de coração, temos de denunciá-lo e defendermo-nos dele. Nada de novo, de há três anos a esta parte.

    Com esta mestria na arte da propaganda, não duvido que a Ester, se tivesse vivido na época do Holocausto, não teria tido dificuldade nenhuma em ser uma banal colaboradora de Mestre Goebbels.

    O qual, pelo seu turno, se vivesse nos dias de hoje em Portugal, teria alguma dificuldade em destacar-se e singrar no seu “métier”, tanta a concorrência existente em Jornais, televisões mercantis e assessorias ministeriais.

    Paradoxos que não estão ao alcance de qualquer viciado em leituras de correios matinais…

  11. À falta da indiferença, que pelos vistos não a macula, sobram-lhe por sua vez carradas de ódio, que parece transpirar por todos os poros (basta olhar-lhe para a fronha) e com o qual se pavimentariam não só “a estrada”, mas muitas estradas de Auschwitz. Algumas delas desde a Patagónia, se necessário fosse, que ainda sobraria ódio até à Lua.

  12. Bom texto da f., que deve ter deixado mossa na pomposa Esther que adora exibir os inúmeros títulos que possui, arranjados na sua maioria por via de encomendas do governo israelita.

    Sempre que fala de judeus perde um bocado a tramontana e desata a confundir as coisas, aliás como é hábito de quem o faz com a falta de honestidade intelectual que gosta de protestar.

    Não sendo daqueles que pretendem apagar o “Holocausto” nunca deixei de me interrogar porque é que judeus presos agrediam outros judeus, também presos, fazendo assim que os judeus afinal não deixassem de ser iguais aos gentios, de quem se pretendem diferençar, não sei muito bem a propósito de quê!

    Os judeus gostam de se vitimizar, de ser os coitadinhos, mas bastaria uma breve passagem pel história real da Europa para verificar que o grupinho sempre se entendeu bem com el-rei dinheiro, criando desde a remota antiguidade a mais famosa e duradoura corporação que tem durado até aos dias de hoje.

    Não é impunemente que um povo (raça?) consegue grangear tantas antipatias mesmo depois de terem sido vítimas de tantas perseguições e tentativas de erradicação. Eles dizem não entender porquê, mas quem os estuda e conhece rapidamente chega a uma conclusão.

  13. Deixem o Sócrates falar!

    (Estou como o Toni, quando disse: “Deixem o Mantorras jogar”; nessa altura havia uns broncos sem talento para o futebol que iam à perna do homem, em vez de irem à bola (tanto assim que tais broncos desgraçam um joelho ao Mantorras))

  14. teofilo,tenho a certeza que não foi essa a intençao,mas pareceu-me pouco feliz neste contexto essa tirada dos judeus andarem à chapada uns com outros.uma vez fui às antas ver o porto vs roma (sou do sporting )e ao meu lado um casal de meia idade andou à chapada um com o outro por divergencia de opiniao. os judeus não são o melhor povo do mundo,mas nada justifica o que se passou. quanto a gostarem de dinheiro é verdade -não entendo porquê mas grouxo marx deu-me a resposta ao dizer: ” há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro! mas custam caro”

  15. Se a Fernanda Câncio tivesse um pouco de vergonha na bela face, abstinha-se de opinar sobre o tema Sócrates, porque a opinião dela é suspeita. Pedia a uma amiga lésbica do partido para o fazer.

    ”… só a estupidez permite que alguém escreva um texto destes,”

    Eu diria que só a paixão e a partidarite mais primária consegue ver estupidez neste artigo de Esther Mucznik! O Valupi vai mais longe e, além da “estupidez”, acha o texto “infame” – paixão de homem é mais forte, é superior, é de macho…

    Não será possível discordar pontualmente do texto da Esther Mucznik sem perder o tino, sem nos comportarmos como beatos de um partido, como hooligans?

    Eu discordo por exemplo que tenha havido em Portugal “durante décadas subalternização das disciplinas de Ciências Humanas, em nome da “eficácia” e do “sucesso” das carreiras profissionais,”

    É precisamente o contrário, sempre se deu preferência à formação de doutores da mula ruça que não sabem fazer a ponta de um corno! E a prova é que continua a não haver “eficácia” nem tão pouco “sucesso”. (nem sequer no futebol, e nisto até somos bastante bons!)

    Também discordo da retirada do cartaz. Devia-se era colocar um outro ao lado, desmascarando a pieguice habitual dos países do terceiro mundo, em que a culpa das desgraças é sempre dos outros! Quando a culpa não é dos americanos ou dos eternos judeus, é dos alemães…

    A culpa nunca é dada à falta de eficácia e de sucesso provocada por uma corrupção epidémica de que são responsáveis tanto os dirigentes da esquerda como os da direita… É preciso perceber, de uma vez para sempre, que a corrupção não é uma questão ideológica, mas sim cultural.

    Sócrates não é mais nem menos que um típico produto nacional, como nós todos. Como eu. Só que eu não estou na mesma posição, de outra forma faria o mesmo: engatava a Fernanda, sacava o meu e ia para França fazer de conta que estudo até a maré passar. Sabendo de antemão que este país é um de almas (muito) crentes e povo rude…

    Mesmo muito rude caneco! Se acreditaram na vinda do Dom Sebastião e no milagre de Fátima, porque razão não hão-de perdoar um pouco de demagogia socialista misturada de chico-espertismo e muita trafulhice?

  16. carmo rosa,socrates,não pode vir à rtp,a fernanda não tem direito a opinar porque é suspeita? e a tua opinião ,não é suspeita? um social- fascista empedernido na sua pesca ao nicho de mercado? não lhe reconhecemos autoridade moral,para fazer criticas a quem quer que seja, quando tem as mãos manchadas de sangue de pessoas, cujo crime que cometeram, foi o desejo do respeito de direitos fundamentais como a liberdade.

  17. nunocm,
    geralmente, nas referências ao “holocausto” os judeus são tidos sempre como pessoas ordeiras, ingénuas, apanhadas numa armadilha, atraiçoadas, etc., etc., etc..

    Como a realidade geralmente diverge da ficção, no caso dos judeus acontece o mesmo.

    Que o sr. Hitler, como lhe chamava o democrata Chamberlain, não gostava dos judeus é um facto, mas que os tratava diferentemente dos deficientes mentais, deficientes motores profundos, adversários políticos, assassinos, ciganos, homossexuais, sindicalistas, membros de algumas crenças religiosas e até criminosos de delito comum e prisioneiros de guerra, já não se fala tanto, nem se valoriza da mesma maneira.

    Por outro lado, querer branquear o comportamento dos ‘kapos’ nos campos de concentração – mais bem alimentados e com privilégios especiais entre os quais se encontravam vestuário, cigarros, bebida, atividades sexuais, privacidade, acomodação, tratamento disciplinar, etc. – é tarefa que facilmente se comprova, pois bastará procurar na net referências às suas tarefas/privilégios/estatuto, recebe raras ou deficientes informações nomeadamente no que respeita à sua origem.

    Piores do que muitos SS, eram “kapos” bem conhecidos que sobreviveram aos fornos e acabando alguns condenados à morte pelas forças aliadas, ou por julgamentos efetuados após o fim da II Guerra Mundial.

    Os judeus, muitos deles, foram ficando na esperança de que o mal anunciado não seria tão radical, que os campos de trabalho eram isso mesmo e não destinos finais, que a selvajaria humana não chegaria a tais extremos. Enganaram-se, do mesmo modo que se enganaram os que achavam impossível a existência de campos de concentração no paraíso capitalista, dos campos de morte na rússia estalinista, da barbárie insane do império do Sol, do genocídio perpretado ainda há poucos anos no centro desta Europa dita civilizada.

    O “Holocausto” foi um crime contra a humanidade, infelizmente não foi o único, e tanto à esquerda como à direita, não faltarão incentivadores para outros.

  18. «Tou farto dessa treta, queres branquear auschwitz, birkenau, belzec, treblinka, dachau, solibor à pala do sócras, mas o pessoal não engole essa nhanha oh gugu» disse o ratolas com os bigodes todos eriçados.

    Ignatz, começa por onde quiseres, desde que os proprietários do blogue tenham a bondade e ninguém chame a guarda republicana.

    Porque me acusas tu de «branquear» essas coisas que enuncias como os patarecos da caça à bruxa enunciam palavras sem precisar o que julgam que elas querem dizer? É «milhões», é «Freeport», é «Face Oculta», é… um nunca mais acabar. E aí, se se pede mais precisão, entram em transe, atiram-se para o chão e desatam a roer a alcatifa…

    E Solibor o que e’? Alguma limonada nazi? E que entendes tu por «branquear»? Começa por aí.

    Em que é que estarei a branquear, digamos, o que os judeus andam a fazer na Palestina se te disser que é falso que estejam a exterminar literalmente os palestinianos ou a gaseá-los em massa em matadouros humanos improvisados, por iniciativa do Peres telepáticamente comunicada até ao mais humilde escalão executante, sem que ninguém se comporte como se isso estivesse a acontecer? Ou em que e’ que estarei a branquear os Aliados da 2ªGM se te disser que nem os alemães do Volga, nem os nipo-americanos deportados para os campos foram ou estiveram para ser destinados ao extermínio?

  19. teofilo,o que escrevi,não merecia uma resposta tão aprofundada, pois fiz logo uma ressalva de inicio.achei piada ao comentario de andarem à pancada entre eles (nós aqui não fazemos outra coisa com imenso gozo) e à questão do gostarem do dinheiro,que me levou a citar grouxo marx.tudo bem teofilo,continue a escrever, pois gosto de o ler.

  20. Teofilo, o génio da questão reside numa palavra que quer dizer tudo e nada ao mesmo tempo. Ou o que for preciso quando for preciso. O «Holocausto» não é nada. Ou melhor, é um chavão religioso para atingir o ecumenismo abraamico, com os cristãos encantados por terem imensas coisas de que pedir perdão e imensas indemnizações pentitenciais a cumprir, os muçulmanos por terem símbolos e bigodinhos para brincarem ao «toma lá sionista» e provarem ao mundo a sua decência básica ajudando uma boa causa, e os judeus para colonizarem a sua terrinha e aceitarem as reparações dos gentios, mesmo que não se trate de justos, essas aves raras, tão raras que até têm logo direito a casa-museu, filme de Holywood e tudo. É assim, o Santo dos Santos: levanta a cortina e até apanhas um susto.

  21. Carla Queirós disse: «… ostentando a caução social e políticamente correcta de se manifestar, logo à partida, “contra o Hitler”, procurando insidiosamente uma identificação inicial com uma postura “libertária” e “de Esquerda”.»

    Uma observação certeira, Carla Queirós, mas ainda ficaria mais completa assim: «procurando a suspensão automática do pensamento crítico de todas as posturas políticas e confissões religiosas assim que se puxa da varinha mágica». Ou uma coisa desse género.

  22. nunocm: ”carmo rosa,socrates,não pode vir à rtp,a fernanda não tem direito a opinar porque é suspeita?”

    O Sócrates, como qualquer outro cidadão, tem direito a opinião e a ir à tv quantas vezes a tv achar necessária. Só que, como se trata de tv paga pelos contribuintes, seria fantástico que todas as correntes de opinião estivessem (proporcionalmente) representadas: da extrema-esquerda à extrema-direita passando pelo Correio da Manhã. Até mesmo anti-semitas, como é o caso aqui do comentarista Teofilo M. Liberdade total.

    A Fernanda C está demasiado ligada ao Sócrates para ser imparcial, e por isso devia evitar dizer bem ou dizer mal. Uma sabática distância seria neste caso aconselhável.

    nunocm: ”e a tua opinião, não é suspeita?”

    Não, não é. Pela simples razão que nunca andei aos beijinhos (salvo seja, cruzes cruzes canhoto!) ao Sócrates, também nunca fiz parte de uma PPP, nunca andei metido em negociatas de auto-estradas ou de sucatas… Ah, e não estou inscrito em nenhum partido político nacional ou estrangeiro!

    nunocm: ”um social-fascista empedernido”

    Social-fascista!?

    Já estou a perceber, você julga que eu sou comunista! Está enganado, não sou. Até lhe digo mais, prefiro de longe o Sócrates ao Jerónimo ou ao Louçã.

    Porquê?

    Porque o Sócrates, apesar de ser um tipo a quem eu nunca compraria um carro em segunda-mão, é um político pragmático, que respeita a liberdade democrática e a alternância política. Não é um idealista, o que é uma boa coisa, porque nunca meteria o país a ferro e fogo…

  23. Meirelles,
    o “holocausto” é um nome como qualquer outro que se convencionou chamar a um conjunto de acontecimentos que foram originados pela loucura da supremacia racial aliada a um negócio da china, pois de uma cajadada matavam-se uma data de coelhos.

    Todos tiveram culpa quando não acreditaram (ou não lhes interessou acreditar, na época) no crime que se estava a cometer. Nada de estranho quando o massacre de Katyn foi perpretado e conhecido dos então aliados e nem uma palavra se fez ouvir, ou nos destemperados bombardeamentos de Dresden, Hamburgo, Nagasaki, Hiroshima, Monte Cassino, Guernica, Tóquio, e tantos outros, ou ainda nos muitos milhões assassinados a mando do camarada Estaline tão louvado pelos partidos comunistas do ocidente.

    Todos cometeram os seus crimes, mas como é habitual, o vencedor escreve a história!

    Puniram-se alguns crimes de guerra nazis, mas levaram-se outros nazis bem protegidos para casa. Alguns sabe-se bem porquê, outros nunca o saberemos. Do mesmo modo se fala muito dos campos de concentração alemães, menos dos japoneses e dos russos, mas geralmente não se fala dos campos de concentração americanos, ingleses, franceses, brasileiros, e tantos outros que se espalharam e espalham ainda por todo o mundo.

    Talvez o “holocausto”, quer pela sua proximidade, quer pelos seus ativistas seja o de maior divulgação embora não hajam números oficiais, pese a célebre máquina documental alemã, o número de vítimas também é expressivo q.b. (5/6 milhões de judeus) para manter acesa a chama da recordação.

    Querer fazer crer que o “holocausto” é uma efabulação sionista é tão grave como afirmar que foi Hitler o único responsável pela ocorrência.

  24. carmo da rosa,nunca me escondi ao longo da vida atras de um biombo, e não era agora que o ia fazer.a minha opinião não é suspeita ,mas comprometida com o projecto democratico para o pais.lutar por uma sociedade mais justa, mais fraterna e solidaria, tambem passa pelo combate aos inimigos desse projecto que desejo para os meus filhos e para todas as pessoas que saõ muitas felizmente as que perfilham os valores da democracia e da liberdade. confesso, que estou surpreendido com as suas revelaçoes . pelos vistos tenho que estar mais atento às suas intervençoes que ate agora me pareceram carregadas de odio, para com pessoas que defendem os valores de uma sociedade plural e democratica.

  25. carmo da rosa,

    o Teófilo não é anti-nada, poderá, quando muito, não gosta do sionismo pois como doutrina trata de impor a presença de uns tantos em lugares que nunca foram seus, tendo como referência uma raça e uma religião.

    É uma política de ocupação, e como tal faz-se pela força, o que é antagónico com a minha maneira de ver as relações internacionais.

    Era como se um grupo celta resolvesse aparecer aqui na barra do Douro e decidisse que Portugal passaria a chamar-se Galécia e que a partir desse dia só os que tivessem cabelo castanho e bigodes de arame davam origem a cidadãos galeganos.

    Fosca-se!

  26. Anti sionista até à medula, costumo dizer que “Hitler só matou os bons” Ainda ficaram os suficientes para em Israel ocuparem terra que não lhes pertence e matar indiscrinadamente inocentes palestinos.
    Como não gosto de meias tintas: “Puta que pariu os amiguinhos dos sionistas” – não confundir com o povo judaico onde, como em todo o lado, há de tudo.

    @carmo rosa, Tens alguma ambição na vida para além de demonstrares a tua estupidez?
    E mais não te digo porque eras capaz de te sentir gente. Aqui dá se demasiada importancai a basbaques e depois eles, gentalha, julgan se gente.

  27. Teofilo M,

    Das duas sete, ou você é mesmo um anti-semita convicto, ou então não tem consciência do que está a dizer – escolha você. Só lhe digo, por muito menos do que você aqui disse, foi o Jean-Marie Le Pen processado em França.

    Mais, se este blogue estivesse registado na Holanda, já a polícia tinha incomodado o Valupi para o obrigar a dar o seu endereço mail, e você iria passar um mau bocado.

    Pessoalmente sou contra.

    Acho que anti-semitas, racistas convictos, salafistas, fascistas, neo-nazis, adeptos da ditadura do proletariado e organizadores da Festa do Avante devem poder exprimir-se livremente, até para os regimes democráticos saberem quantos são, o que querem e como estão organizados.

    Interessante e sintomático você ter dedicado duas A4 sobre judeus, e nem sequer se ter lembrado que o seu bisavô (o meu provavelmente também) andou no século XVI a assar judeus como sardinhas nos famosos Autos de Fé. Resultado, as cabeças mais inteligentes do reino foram obrigadas a refugiar-se na Holanda, onde aprenderam rapidamente a língua e contribuíram largamente para o Gouden Eeuw (Século dourado) da Holanda. A partir dessa altura Portugal nunca mais recuperou o seu esplendor. Creio que isto pode servir como um argumento de peso para todos aqueles que acham que as culpas não são todas do Sócrates.

    Quem é amigo do PS afinal?

    Teofilo M, aqui tem as suas frases que dariam pano para mangas, mas já estou como uma sede do camandro e vou mas’é beber um caneco.

    Shalom

    inúmeros títulos que possui, arranjados na sua maioria por via de encomendas do governo israelita.

    Não sendo daqueles que pretendem apagar o “Holocausto” nunca deixei de me interrogar porque é que judeus presos agrediam outros judeus, também presos,

    Os judeus gostam de se vitimizar, de ser os coitadinhos, mas bastaria uma breve passagem pel história real da Europa para verificar que o grupinho sempre se entendeu bem com el-rei dinheiro,

    Não é impunemente que um povo (raça?) consegue grangear tantas antipatias mesmo depois de terem sido vítimas de tantas perseguições e tentativas de erradicação. Eles dizem não entender porquê, mas quem os estuda e conhece rapidamente chega a uma conclusão.

    geralmente, nas referências ao “holocausto” os judeus são tidos sempre como pessoas ordeiras, ingénuas, apanhadas numa armadilha, atraiçoadas, etc., etc., etc.. Como a realidade geralmente diverge da ficção, no caso dos judeus acontece o mesmo.

    Por outro lado, querer branquear o comportamento dos ‘kapos’ nos campos de concentração…

    Piores do que muitos SS, eram “kapos” bem conhecidos que sobreviveram aos fornos e acabando alguns condenados à morte pelas forças aliadas

  28. Teofilo M: «o “holocausto” é um nome como qualquer outro que se convencionou chamar a um conjunto de acontecimentos que foram originados pela loucura da supremacia racial aliada a um negócio da china, pois de uma cajadada matavam-se uma data de coelhos.»
    ______________________

    O «nome como qualquer outro» destina-se simplesmente a conferir ao «conjunto de acontecimentos» um formato e conteúdo inteiramente livres, e permitir ad aeternum o negócio, a culpabilização e a mistificação histórica através do condicionamento psicológico.

    Por isso mesmo é que se deve impedir que a amiba holocáustica deslize para fora do campo do microscópio.

    O «Holocausto» se me permite, não é simplesmente «opressão racista» ou «perseguições» ou «morreram judeus durante a guerra».

    O «Holocausto» é suposto ter sido um plano secreto alemão para exterminar toda uma raça na esperança de que os historiadores do futuro não fossem capazes de determinar o que lhe tinha acontecido (e pudessem talvez concluir que tinha sido raptada pelos marcianos?), resultando de um tal processo seis milhões de judeus assassinados que os poucos estudos demográficos até hoje realizados desmentem, e isso sem planifição nem ordens escritas a nenhum nível, nem método de extermínio estudado e seleccionado pelos proverbialmente eficientes alemães, nem orçamento ou controle burocrático para uma tal operação, deixando-a à imaginação de uma catrefa de improvisadores locais telepáticos ou alertados para a conspiração secreta do governo através de cadeias de piscadelas de olho e sussuros malandrecos a todos os níveis, que depois se saíram com engenhocas genocidas como as alegadas câmaras de vapor, electrocução, exaustão Diesel de diminuta toxicidade ou pesticida Zyklon. E, é claro, não deixando o menor vestígio da apocalíptica carnificina em nenhuma das alegadas localizações, absolutamente precisas mas supostamente inacessíveis a exames forenses conclusivos devido a terem sido constituídas brigadas de trabalho que em plena débacle, com as tropas alemãs a recuar em todas as frentes, andaram a desenterrar os milhares de toneladas de restos humanos dos campos de extermínio e a vaporizá-los pelo fogo sem deixar vestígios.

    Logo: «Holocausto» = verdade ou mentira?

    Mentira.

  29. Teofilo M: «o número (…) é expressivo q.b. (5/6 milhões de judeus)»

    Porquê «5/6» e não «8/9» ou «1/2» ou «0/1»? Em que dados concretos, estatísticos ou outros, é que se baseia?

    E de que é que estamos a falar? De judeus que morreram durante a guerra? De judeus mortos durante a guerra? De judeus mortos por um plano de extermínio racial em câmaras de gás mágicas e por outros meios historicamente sem precedentes?

    O número de seis milhões é apontado como falso por todas as indicações de que dispomos: inferência estatística a partir de amostragens conhecidas, estudos demográficos a partir dos próprios dados das organizações judaicas, e até das implicações matemáticas dos números oficiais de «sobreviventes» actualmente vivos.

    Não posso despejar aqui, em meia dúzia de linhas, toda a informação disponível, mas diga que aproximação prefere e indicar-lhe-ei as fontes correspondentes. «Toda a gente sabe» ou «Mucznik & Pimentel sabem melhor» é que não chega.

    Nas estimativas mais fidedignas — propaganda política ou para-religiosa à parte — o número provável de judeus mortos durante a guerra, de todas as causas e incluindo os combatentes regulares e irregulares, deve situar-se entre um e dois milhões, e desse número o total que morreu nos campos de concentração, de 1934 a 1945, deve andar entre os 200.000 e os 400.000.

    Ou seja, o crime de genocídio, que não é igual a um simples somatório de todos os efeitos, desejados ou não, da mais mortífera guerra da história, com o seu cortejo de violência, privação, doença e destruição, não existiu.

  30. carmo da rosa,
    poderia não responder, mas como veio implicita uma ameaça, agradecia me informasse onde é que os holandeses iriuam arranjar maneira de me incomodar e a propósito de quê?

    Agradecia que deixasse o meu bisavô em paz, pois foi homem pacífico e viveu muitas décadas depois de a inquisição ter terminado, e o desporto de assar judeus cá na terrinha nunca teve grandes adeptos, até porque autos de fé parece que só houve dois e neles não foi assado nem estropiado ninguém. Como vê, cá por cima, somos muito pacíficos nestas andanças e temos uma sinagoga desde 1938.

    Folgo saber que tem um aparelhómetro que mede inteligências, nomeadamente de mortos, pois garante que os mais inteligentes do reinop fugiram para a Holanda onde deram origem não se sabe bem a quê, por causa disso estamos agora em crise!

    Também não entendi o que é que o PS veio fazer neste reportório, mas você lá terá as suas razões.

    Quanto às frases dignas de conversa, não tenha medo homem, escreva quando quiser e como quiser, pois cá estarei para responder se souber e se a paciênbcia e a saúde não fenecerem.

    Meirelles,

    para esse peditório já não entro. Se não acredita na existência de uma perseguição aos judeus na Alemanha e em muitos outros países, nomeadamente na Polónia, o problema é seu, mas tem que arranjar factos para carrear para a discussão, pois não bastará atirar faúlhas ao ar e dizer que não são x, mas sim y os que morreram, porque morreram e onde morreram. Se dizem que há inexatidão no número maior 6 milhões expliquem p.f. onde está a exatidão do menor.

    Ah!, já agora aproveitem e digam como efetuam os cálculos.

  31. Teofilo M: ”poderia não responder, mas como veio implicita uma ameaça,”

    Ó minha Nossa Senhora, caro Teofilo, onde é que você viu uma ameaça?

    Apenas lhe disse que por muito menos o Jean-Marie Le Pen foi processado. E que SE este blogue estivesse registado na Holanda….. você passaria um mau bocado. Isto é apenas uma constatação. Aliás, não seria eu que o iria incomodar, mas as muito (para o meu gosto) politicamente correctas autoridades locais.

    Eu disse e volto a repetir que SOU CONTRA todo o tipo de censura, e expliquei a razão…

    Por favor, leia apenas o que escrevi, não interprete.

    Teofilo M: ”Agradecia que deixasse o meu bisavô em paz, pois foi homem pacífico e viveu muitas décadas depois de a inquisição ter terminado,”

    É claro que sim! Ó Santa paciência, tratava-se apenas de uma imagem, nada pessoal! Sei perfeitamente em que época é que tiveram lugar os autos-de-fé. Talvez o seu bisavô até fosse judeu, e eu, precisamente para não ferir susceptibilidades familiares até meti o meu bisavô à baila! Já não se lembra?

    Teofilo M: ”o desporto de assar judeus cá na terrinha nunca teve grandes adeptos,”

    É verdade, teve menos adeptos do que em Espanha. Mas suficiente para os judeus fugirem em massa do país, e os poucos que ficaram tiveram que mudar de religião. Sabe, assar pessoas sem as estropiar é tecnicamente bastante difícil, a não ser que tenha havido milagre! Com tanta alma crente e rude tudo é possível.

    Teofilo M: ”Como vê, cá por cima, somos muito pacíficos nestas andanças e temos uma sinagoga desde 1938.”

    Pois, mas a Sinagoga Portuguesa de Amesterdão (é assim que se chama na Holanda) data de 1670, o que vem provar a falta de pacifismo e o fervor religioso da Santa Inquisição. (E eu, que não sou judeu, nem pouco mais ou menos, também vivo cá desde 1972 por causa do famoso ‘pacifismo’ português!)

    Teofilo M: ”Folgo saber que tem um aparelhómetro que mede inteligências.”

    Como ainda não há aparelhos, mede-se os resultados e vai dar ao mesmo.

    Teofilo M: ”fugiram para a Holanda onde deram origem não se sabe bem a quê, por causa disso estamos agora em crise!”

    Toda a gente que aproveitou bem o tempo nas aulas de história sabe a importância histórica do Século de Ouro da Holanda, ou pelo menos já ouviu vagamente falar.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9culo_de_Ouro_da_Holanda

    Lá está você outra vez a interpretar em vez de ler!
    Eu não disse que a fuga dos judeus deu origem à actual crise, apenas disse que a altura coincide com a perda do esplendor de Portugal. A partir desse altura foi sempre a descer, com pequenas excepções pontuais: três taças de campeões europeus de futebol.

    Teofilo M: ”Também não entendi o que é que o PS veio fazer neste reportório, mas você lá terá as suas razões”

    Eh pá, tratava-se apenas de ligeira ironia! Estava a tentar dar-lhe (de borla!) um argumento para você usar contra os adversários do PS: a perda do esplendor de Portugal no século XVI não é culpa do Sócrates…

    Teofilo M: ”Quanto às frases dignas de conversa,”

    Vamos lá então às (suas) frases, ao mais importante.

    Teofilo M: ”inúmeros títulos que possui [Esther Mucznik], arranjados na sua maioria por via de encomendas do governo israelita.”

    Isto é que o Valupi devia ter achado infame, mas não! Pelos vistos os socialistas começam a aproximar-se perigosamente dos nacional-socialistas! Neste caso você está a duvidar da autenticidade dos títulos da senhora com base em motivos racistas: por ela ser Judia. Se fossem encomendas do governo soviético ou português esta questão nunca se poria…

    Teofilo M: ” Não sendo daqueles que pretendem apagar o “Holocausto” nunca deixei de me interrogar porque é que judeus presos agrediam outros judeus, também presos.”

    Eu também nunca percebi porque razão os agentes da PIDE, sendo portugueses, torturaram o meu avô. A mim queriam-me prender porque não era grande adepto da guerra-colonial, e todos nós éramos portugueses! Você levanta umas interrogações bastante selectivas, não acha?

    Teofilo M: ”…bastaria uma breve passagem pela história real da Europa para verificar que o grupinho [judeus] sempre se entendeu bem com el-rei dinheiro.”

    Bastaria ler algumas breves passagens da propaganda do doutor Joseph Goebbels para verificar que este argumento, apesar de idiota – toda a gente se entende bem com dinheiro – quando repetido muitas vezes….. continua a ser idiota.

    Teofilo M: ” Não é impunemente que um povo (raça?) consegue grangear tantas antipatias. (…) Eles dizem não entender porquê, (…)”

    A antipatia é baseada em três factores:

    1. no mito que o serviço de propaganda da Santa Igreja espalhou durante 2000 anos: “os judeus são responsáveis pela morte do Senhor”.

    2. no facto que tanto os russos como polacos, portugueses ou espanhóis, não suportarem a ideia de que o Cristo não seja um compatriota, mas sim um…. Judeu. Azar do camandro. Os árabes fizeram a coisa melhor: o Profeta (que Alá proteja a sua alma) na mitologia islâmica é mesmo muito árabe, com todas as taras inerentes…

    3. e, last but not least, a enorme e universal dor de cotovelo. Os judeus têm enorme sucesso em todas as actividades a que se dedicam. Se eu acreditasse em raças superiores, diria que os judeus é que são o Ubermensch, a raça superior, e não os seguidores do tio Adolfo. (é evidente que há razões históricas para este sucesso, não tem nada a ver com o ADN).

    Um povo de 16 milhões de almas espalhadas pelo mundo inteiro foi o que deu a maior contribuição a bem da humanidade, com 156 Prémios Nobel. (4 campeões do mundo de xadrez!). Israel, um paíseco de 5 milhões de habitantes transformou em meio-século um pedaço de deserto num jardim e, apesar de estar cercado de inimigos que a todo o momento querem atirar os judeus ao mar, ainda arranjou tempo para conseguir 8 Prémios Nobel e uma indústria de alta tecnologia que é superior à maioria dos países europeus.

    Cá estão os resultados, como vê, não são preciso aparelhómetros para medir a inteligência.

    P.S. Apesar de tudo, o que não é pouco, custa-me a acreditar que você seja um anti-semita convicto. Creio que apenas não está muito bem consciente de aquilo que diz, ao contrário do comentador Gungunhana, que é, sem dúvida e com todo o respeito possível, um neo-nazi…

  32. Carmo da Rosa: «… ao contrário do comentador Gungunhana, que é, sem dúvida e com todo o respeito possível, um neo-nazi…»

    Carmo da Rosa, numa investigação de matérias de facto o que se é ou deixa de ser não deve interferir com a apreciação de factos e argumentos. Se, por exemplo, um neo-nazi, ou um paleo-nazi, ou outro nazi qualquer, escrever com sangue judeu da sua caneta de tinta de permanente, num A4 de pele humana herdado da «cadela de Buchenwald», que a Terra é redonda, e um anti-nazi dos mais sábios, honestos, virtuosos e impolutos, escrever numa folha de ouro, e a humanidade inteira mandar emoldurar o seu escrito num museu qualquer com a mesma veneração que os mórmons dedicam às folhas que o anjo do Senhor ofereceu ao profeta mórmon, que a Terra é cúbica, quem tem razão é o nazi, não é o anti-nazi.

    Carmo da Rosa disse:«Um povo de 16 milhões de almas espalhadas pelo mundo inteiro»

    Considere, por exemplo, os números do Jewish Statistical Bureau do Synagogue Council of America (publicados pelo World Almanac do American Jewish Committee), que indicavam em 1941, para o ano de 1939, uma população europeia de 8.939.608 judeus, e uma população mundial de 15.748.091.

    Em primeiro lugar, como é que explica que, em 1949, a mesma fonte tenha passado a mostrar, para o mesmo ano de 1939, 9.739.200 para a Europa, e 16.643.120 para o Mundo?

    Ou seja, em 1949 descobriu-se de súbito que nas contagens precedentes tinham sido esquecidos 800.000 judeus para a Europa de 1939 e 955.000 para o Mundo nesse mesmo ano. Ou isso ou mudança de critério para a definição de judeu, mas pense bem:

    Em 1941: a população para 1939 é indicada como 8.939.608.

    Em 1949: a população para 1939 é indicada como 9.739.200.

    Um aumento retroactivo de 8 % no número de judeus europeus de 1939. Porquê? Para quê?

    E para mais, as estatísticas de 1941 indicavam para 1933 o número de 9.494.363 judeus para a Europa, o que implicava a noção de que pelo menos 555.000 judeus tinham emigrado entre 1933 e 1939, antes de qualquer internamento ou «extermínio», i.e. que uma emigração em massa estava já em curso.

    Mas explique-me apenas isto: como é que uma população de mais de 26 milhões em 1949 passa para 16 milhões em 2013? Foi alguém exterminado depois da guerra? Por quem? Pelos palestinianos?

    Por favor não me responda que os censos de populações judaicas são muito difíceis de fazer e apresentam enormes variações porque o conceito de «judeu», não sendo uma classificação puramente nacional, cultural, religiosa ou étnica, é uma mistura de tudo isso, e que tentar contar com exactidão populações judaicas em países onde elas são numerosas é como tentar apanhar mercúrio, porque — como diz aquele matemático da TV — isso é antisemitismo…

  33. As minhas desculpas pelo engano: a pergunta «como é que uma população de mais de 26 milhões em 1939 passa para 16 milhões em 2013?» não faz obviamente sentido, uma vez que os números são 16 milhões em 1939 e os mesmos 16 milhões em 2013, mas como é que explica o aumento retroactivo de 8 % no número de judeus europeus de 1939?

  34. Teofilo M disse: «… tem que arranjar factos para carrear para a discussão, pois não bastará atirar faúlhas ao ar e dizer que não são x, mas sim y os que morreram, porque morreram e onde morreram. Se dizem que há inexatidão no número maior 6 milhões expliquem p.f. onde está a exatidão do menor. Ah!, já agora aproveitem e digam como efetuam os cálculos.»

    Às suas ordens, prezado Teofilo, mas insisto no que já lhe disse mais acima e vou repetir: «O número de seis milhões é apontado como falso por todas as indicações de que dispomos: inferência estatística a partir de amostragens conhecidas, estudos demográficos a partir dos próprios dados das organizações judaicas, e até das implicações matemáticas dos números oficiais de «sobreviventes» actualmente vivos. Não posso despejar aqui, em meia dúzia de linhas, toda a informação disponível, mas diga que aproximação prefere e indicar-lhe-ei as fontes correspondentes. “Toda a gente sabe” ou “Mucznik & Pimentel sabem melhor” é que não chega.»

    Em vez de precisar exactamente o que quer, limita-se a dizer que quer tudo, mas sem ter de procurar (se sabe inglês e/ou francês ainda é relativamente fácil em Portugal, embora já não o seja em França, por exemplo, a não ser recorrendo a anonimizadores etc.).

    Uma vez que se recusa, como é hábito de quem julga que sabe sem procurar saber mais e melhor, a visitar (e discutir) sítios repletos de informação, vou então tentar fazer o seu trabalho por si, fornecendo-lhe, se os administadores do blogue não se opuserem, alguns breves dados nesta mesma fiada de comentários que, aliás, vai em breve dobrar a esquina da visibilidade imediata.

    Como deve calcular, não posso fazer isso do pé para a mão, tanto mais que a tarefa de apresentar informação condensada a gente presumivelmente não destituída de inteligência, mas muito preguiçosa, é mais difícil do que a de convocar congressos à Mucznik & Cia e despejar lixo para cima das crianças das escolas e do gentio suposto selvagem ou atrasado mental.

    Estarei de volta em breve (espero). Faça bookmark e mantenha-se neste comprimento de onda:

    https://aspirinab.com/valupi/esther-na-escola/

  35. Teofilo M, uma das melhores introduções ao assunto (e a mais fácil de obter) é esta:
    Debating the Holocaust: A New Look At Both Sides

    Pode ficar com uma ideia do conteúdo pelas críticas na página da Amazon.

    O melhor estudo sobre a questão demográfica (podemos mesmo dizer: o único!) é este, e infelizmente julgo que ainda não está online: The Dissolution of Eastern European Jewry, Sanning, W. N., Costa Mesa, California, 1990.

    Um breve artigo por um demógrafo finlandês, comparando as conclusões da obra com as projecções que se podem fazer através de amostras conhecidas está aqui (em inglês, que espero que compreenda porque não tenho tempo para traduzir):

    How Many Jews Died in the German Concentration Camps?

    A principal fonte deste artigo é a Encyclopaedia Judaica. Note a pequena amostragem final baseada no entourage da Anne Frank (que penso que poderá conhecer através do famoso Diário) deportado para Auschwitz. Bem curiosa, sobretudo quando comparada com o mito das câmaras de gás da “fábrica da morte”:

    — Albert Düssel: deportado para Auschwitz, morre em Neuengamme, 1945
    — Sra. van Daan: deportada para Auschwitz, morre em Buchenwald, 1945
    — Peter van Daan: deportado para Auschwitz, morre em Mauthausen, 1945
    — Margot Frank: deportada para Auschwitz, morre em Belsen, 1945
    — Anne Frank: deportada para Auschwitz, morre em Belsen, 1945
    — Sra. Frank: deportada para Auschwitz, morre em Belsen, 1945
    — Sr. van Daan: deportado para Auschwitz, vista pela última vez em 1945
    — Sr. Frank: deportado para Auschwitz, sobrevive no hospital do campo

    Coerente com a política dos «campos de extermínio», não é? Há que exterminar — e em especial as crianças, futuras fontes de rernovação — logo levam-se para Auschwitz e daí para outros campos onde morrem de tifo nos últimos dias da guerra. Deve ser a famosa eficiência germânica em acção…

    Algumas estimativas numéricas revisionistas que podem ser novidade para si (presumo que estará, como todos nós, familiarizado 7/365 (366 nos anos bissextos) com a estimativa oficial, obrigatória por lei em muitos países desta nossa civilizada Europa — e em Israel, país precursor em matéria de leis contra a revisão do «Holocausto»:

    O estudo de Walter Sanning estima em 3.500.000 o total de judeus que se encontraram ao alcance dos alemães durante a guerra, e em 2.400.000 o número de sobreviventes no fim da guerra, nos países previamente ocupados pela Alemanha (à exclusão da URSS).

    Noutros artigos, Nordling usa inferência estatística aplicada a amostras de histórias individuais conhecidas (como no artigo acima citado) e coloca o total de vítimas judaicas dos campos de concentração alemães entre 300.000 e 600.000.

    O inglês Stephen Challen, seguindo os relatórios de Richard Korherr — que tinha o posto de «Inspector da Estatística do Reichsführer-SS» — para Himmler, indica os seguintes números para as deportações: 1.200.000 judeus falecidos para toda a Europa durante a guerra, 450.000 deles em zonas da Rússia europeia não ocupadas pelos alemães, e 750.000 na área directa ou indirectamente de responsabilidade alemã. Segundo Challen, de 2.300.000 judeus deportados, 360.000 morreram, e um total de 200.000 morreram nos campos de concentração. Considera as perdas judaicas pesadas, mas em proporção comparável às alemãs ou soviéticas não-judaicas, e não superiores a 20 % do que habitualmente se julga.

    Robert Faurisson, o mais conhecido revisionista francês, coloca tentativamente os seguintes números: na ordem do milhão de mortos o total de vítimas judaicas da guerra (ou das centenas de milhares, se não contarmos os judeus combatentes nos exércitos regulares ou irregulares aliados, especialmente na frente leste) e 200.000 a 360.000 para o total de mortos nos campos de concentração de 1934 a 1945.

    Como é possível? Para compreender e poder exercer o seu próprio julgamento, precisa de ler as obras que posso citar aqui (algumas estão acessíveis online), mas não pode obviamente esperar que as transcreva na totalidade.

    Note que confiar nos números oficiais ou semi-oficiais não o levará muito longe.

    Por exemplo, a Encyclopaedia Britannica de 1957 diz “about 2 million people, Jewish for the major part, were exterminated between 1941 and 1945” no que respeita ao campo de Mauthausen (vol. 10, p. 288), mas a edição de 1986 diz “out of the probable 355.000 inmates passing through Mauthausen and its satellites, more than 122.000 died from execution or privation”. Por outro lado, a mesma edição de 1986 atribui, com toda a aparência de conhecimento e precisão, ao pequeno campo de trânsito de Sobibor, ácerca do qual pouco ou nada sabe, et pour cause, para além de que só funcionou durante 16 meses, “250.000 killed in five gas chambers”. Nada mais, nada menos, mas assegura ainda categoricamente que “only about thirty people escaped”.

    E Auschwitz-Birkenau, a famosa «fábrica da morte» eriçada de chaminés, o coração da lenda do «Holocausto» onde decorreu o grosso do «extermínio racial»?

    O que encontra aí é o absoluto pandemónio dos números, verdadeiramente emblemático de toda a aldrabice ao longo do tempo, sem que o famoso número cabalístico de 6 milhões de vítimas — que já era promovido no congresso americano antes até da libertação dos campos pelos Aliados — fosse minimamente revisto…

    Aqui fica uma pequena sucessão temporal dos números de Auschwitz, todos eles contemporâneos do total de 6 milhões, com a sua origem (lamento estar em francês, mas os números não são problema e as fontes estão indicadas aqui:

    NÚMEROS DE AUSCHWITZ

    *********
    9 millions de personnes, selon le film documentaire Nuit et Brouillard (1955), dont les conseillers historiques étaient l’historien Henri Michel et l’historienne Olga Wormser [1].

    8 millions de personnes, selon l’Office français de recherches des crimes de guerre et le Service français d’information des crimes de guerre (1945) [2].

    7 millions de personnes, selon Raphaël Feigelson (1945) [3].

    6 millions de juifs, selon Tibère Kremer, préfacier de Miklos Nyiszli (1951) [4].

    5 millions à 5,5 millions de personnes, selon Bernard Czardybon (1945 ?), selon des aveux attribués à des SS et selon le journal Le Monde (1978), qui ajoutait : “dont 90% de juifs” [5].

    4,5 millions selon Henryk Mandelbaum (1945) [6].

    4 millions de personnes, selon un document soviétique auquel le tribunal de Nuremberg a donné valeur de “preuve authentique”. Ce chiffre a été inscrit dix-neuf fois, avec un commentaire en autant de langues différentes, sur le monument d’Auschwitz-Birkenau. Il a été repris par un nombre considérable de personnes, dont l’historien polonais Franciszek Piper. Il sera déclaré faux en 1990 et remplacé, sur le monument, en 1995, par le chiffre de 1.500.000 avec l’accord du même F. Piper pour lequel ce chiffre est un maximum tandis que le chiffre minimum est de 1,1 million. Selon Miriam Novitch (1967), sur les 4 millions de morts, 2,7 millions étaient juifs. Selon le rabbin Moshe Weiss (1991), plus de 4 millions de personnes sont mortes à Auschwitz dont 3 millions de juifs [7].

    3,5 millions de personnes, selon l’avocat d’un accusé allemand au procès de Nuremberg (1946) et selon le Dictionnaire de la langue française publié par Hachette (1991). Selon Claude Lanzmann (1980), il y a eu 3,5 millions de gazés dont 95% de juifs ainsi que beaucoup d’autres morts [8].

    3 millions de personnes jusqu’au 1er décembre 1943, selon un aveu extorqué à Rudolf Hoess (1946), ex-commandant d’Auschwitz [9].

    3 millions de juifs gazés, selon David Susskind (1986) et selon Heritage, le plus important hebdomadaire juif californien (1993) [10].

    2,5 millions de personnes, selon Rudolf Vrba pour le procès Eichmann (1961) [11].

    2 millions (?) à 4 millions (?) selon l’historien Yehuda Bauer (1982) [12].

    2 millions à 3 millions de juifs tués ainsi que des milliers de non juifs, selon un aveu attribué à un responsable SS, Pery Broad [13].

    2 millions à 2,5 millions personnes tuées, selon un aveu attribué à un médecin SS, Dr Friedrich Entress (1945) [14].

    2 millions de personnes, selon l’historien Léon Poliakov (1951) ; 2 millions de juifs gazés, selon l’historien Georges Wellers (1973) et selon l’historienne Lucy Dawidowicz (1975) [15].

    1,6 million de personnes, selon l’historien Yehuda Bauer (1989), dont 1.352.980 juifs [16]. (Ce dernier chiffre est de Georges Wellers, 1983).

    1,5 million de personnes : ce chiffre, choisi par Lech Walesa, a remplacé, en 1995, sur le monument de Birkenau, celui de 4 millions qui avait été retiré en 1990 [17].

    1.471.595 personnes, dont 1.352.980 juifs, selon l’historien Georges Wellers (1983) [18].

    1,25 million de personnes environ, dont 1 million de juifs tués et plus de 250.000 non juifs morts, selon l’historien Raul Hilberg (1985) [19].

    1,1 million à 1,5 million de personnes, selon les historiens Israel Gutman, Michael Berenbaum et Franciszek Piper (1994) [20].

    1 million de personnes, selon Jean-Claude Pressac (1989) et selon le Dictionnaire des noms propres publié par Hachette (1992) [21].

    800.000 à 900.000 personnes, selon l’historien Gerald Reitlinger (1953) [22].

    775.000 à 800.000 personnes, selon Jean-Claude Pressac (1993) dont 630.000 juifs gazés [23].

    630.000 à 710.000 personnes, selon Jean-Claude Pressac (1994) dont 470.000 à 550.000 juifs gazés [24].

    A ma connaissance, cette dernière estimation (de 630.000 à 710.000 personnes) est la plus basse qu’aient jamais fournie ceux qui croient à l’extermination physique des juifs. On dit parfois qu’en 1946-1947 les autorités judiciaires polonaises ont admis le chiffre de 300.000 morts. C’est une erreur. Ces autorités ont estimé le total des morts à 300.000 personnes enregistrées à leur arrivée, mais à ce chiffre elles ont ajouté celui de trois à quatre millions de personnes non enregistrées [25].
    *********

    Note que, apesar da confissão «espontânea» do comandante do campo Rudolf Hoess, o famoso «técnico da morte» que indicou 3.000.000, muito pouca gente acredita nele. Explicação do facto: parece que era um tipo muito vaidoso que exagerava muito…

    E assim chegamos à mais recente geração de números aleatórios (sem relevância alguma para os mágicos 6 milhões que nasceram do nada), com Jean-Claude Pressac a indicar 775.000 em 1993, e depois, em 1994, 630.000, dos quais apenas 470.000 a 550.000 judeus, sem explicar razões e declarando pouco antes da sua morte que os estudos das câmaras de gás estão bons para «os caixotes de lixo da história».

    Claro que já em 1948 (Welt im Film, British newsreel, n. 137) se indicava 300.000, mas mais recentemente foi revelado que os livros mortuários (Sterbebücher) de Auschwitz mantidos durante a guerra, existiam ainda pelo menos de 27 de Agosto de 1941 a 31 de Dezembro de 1943. Uma vez que o campo foi inaugurado em 20 de Maio de 1940 e evacuado em 18 de Janeiro de 1945, esse período representa um pouco mais de metade da duração do campo sob as autoridades alemãs. O registo, trazido a público mais de 40 anos depois, graças em parte aos processos Zundel de 1985 e 1988, contem aproximadamente 69.000 nomes.

    Se isto não alimenta a sua curiosidade, considere os arquivos de Arolsen da Cruz Vermelha Intenacional, especificamente sob controle de Israel e das potências aliadas, e vedados aos revisionistas que desejam investigar os detalhes. Poderão os arquivos de uma organização como a CVI merecer confiança? Aqui está a sua versão: 66.206 (Dept. of Holocaust investigations, ref. nbr. 10824).

    Em que é que ficamos? 9.000.000 dos quais pelo menos 3.000.000 ainda não foram contabilizados? Ou apenas 66.206, se calhar porque logo por azar desapareceu metade dos livros onde só se registavam os internamentos e não se ligava nenhuma aos alegadamente gaseados logo à chegada? Ou um número entre esses dois extremos? Não será o assunto minimamente relevante para o cálculo dos 6 milhões?

    Ponha dúvidas e peça fontes se quiser, poucas de cada vez porque estou a escrever de memória — não estou a referenciar um tratado académico, como deve calcular — e não posso investir todo o meu tempo para lhe poupar trabalho. Mas posso procurá-las de novo.

    Não desligue. Se o tópico lhe interessa e não pode mesmo procurar por si próprio, cá o espero amanhã.

  36. A propósito do seu número de 16 milhões de judeus actuais, pode comparar a diferença de mais de 2,5 milhões entre a sua indicação e esta de 13,4 milhões em 2010 para melhor perceber que divergências globais de 4 ou 5 milhões nas estimativas respeitantes a tempos menos tranquilos, depois de toda a confusão resultante das classificações de judeus e gentios, das emigrações e deportações, e da própria violência inerente à mais mortífera guerra de sempre, é perfeitamente possível.

    Cito da Wikipedia: “Jewish population refers to the number of Jews in the world. Precise figures are difficult to calculate because the definition of “Who is a Jew” is a source of controversy. Worldwide, there are about 13.5 million Jews (with an enlarged Jewish population of approximately 15.2 million), or about 0.2% of the world population.”

    Antecipando a pergunta «se o verdadeiro número de “judeus em falta em 1945” se aproxima mais de 1 milhão que de 6, para onde foram os outros 5 milhões?», a resposta concisa é a seguinte: a grande discrepância que permite todas as fantasias centra-se sobre o número de judeus polacos e soviéticos que não voltaram aos seus locais de origem. Desde a partilha da Polónia entre a Alemanha e a URSS até à emigração posterior à guerra sob os auspícios da UNRRA (o organismo criado pela ONU para a relocação / emigração de deslocados e refugiados) muitos judeus emigraram para outros países sem estarem classificados especificamente como judeus.

    Costuma-se apontar como prova do «extermínio» o quase desaparecimento dos judeus da Polónia durante a guerra (curiosamente não se fazem extrapolações estatísticas a partir do número global de «sobreviventes» em vida muitas décadas depois, nem se fala muito nos números possíveis de judeus que permaneceram na URSS do pós-guerra), mas essa ausência em si não tem nada de misterioso, uma vez que a deportação dos judeus polacos que os alemães levaram a cabo foi maciça e que o retorno de populações desenraízadas às suas zonas de origem numa Europa oriental devastada, de volta a ambientes muitas vezes anti-judaicos (sobretudo na Polónia, Hungria, Alemanha e países bálticos absorvidos pela URSS, como aliás metade da Polónia anterior a 1940) no meio das deslocações provocadas pela guerra, teria sido surpreendente.

    Um exemplo do tipo de emigração «anónima», que já tinha lugar antes da guerra, é o da família da antiga secretária de estado americana Madeline Allbright que, depois de uma investigação jornalística, descobriu subitamente que os seus pais, que tinham emigrado da Checoslováquia para os Estados Unidos, eram na realidade judeus checos e que os seus avós tinham «morrido em Auschwitz». A revista Newsweek de 17 de Fevereiro de 1997 chamava a isto uma “extraordinary piece of personal news” e uma “late-in-life revelation”. Quem quiser acreditar que os pais tinham mantido o segredo até perante a própria filha, pode fazê-lo, mas o que é relevante para aqui é que obviamente a família da Sra. Allbright não estaria registada em censo nenhum como judia, nem teria contribuído para estatísticas. A mesma revista trazia editoriais por outros filhos de emigrantes a contar que também eles tinham ficado surpreendidos ao descobrir as suas origens judaicas e escrevia: “people have been having similar experiences for the last decade or so”. Quem tiver alguma familiaridade com o cálculo de probabilidades só poderá admitir que os pais de uma secretária de estado com notoriedade pública e sob o escrutínio dos media não devem constituir casos raros de ocultação da origem durante toda a vida no novo país de adopção.

    O maior erro que se comete quando se fala nos mágicos 6 milhões é pensar que o número nasceu do estudo de dados estatísticos, quando é justamente o contrário que acontece: os cálculos é que são sistematicamente adaptados tant bien que mal ao número anterior tirado da cartola cabalística, evitando-se a todo transe a extrapolação estatística.

    Considere, por exemplo, o seguinte relatório sobre o número de «sobreviventes do Holocausto» em vida em 1997, pelo gabinete do primeiro-ministro de Israel, difundido pelo AMCHA ou “National Center for Psychosocial Support of Survivors of the Holocaust and the Second Generation”, baseado em Jerusalém (traduzido do hebreu para inglês):

    From the Israeli Prime Minister’s Office: Number of Living Holocaust Survivors

    Note as observações que se seguem ao relatório:
    ______________

    The abstract of this paper having reached Professor Faurisson in August, he adds the following comment:

    «Around 900.000 “survivors” 52 years after the end of the war. It confirms my commentary (July 8, 1997) on the estimates made by the Swiss Jew Rolf Bloch and by the Israeli MK Avraham Hirschon. (La Montagne, 8 July 1997, p.12) There were, at the war’s end, several million “survivors”. I consult the Swedish demographer, Carl O. Nordling.»

    Mr Nordling thinks this is probably the first time an estimate of the number of WW2 Jewish survivors in Europe has been made. Here is the comment in a short article Mr Nordling said was free for publication as such.

    HOW MANY HOLOCAUST SURVIVORS WERE THERE IN MAY, 1945?
    By Carl O. Nordling

    According to an AMCHA office report dated 13 August, 1997, there were in this year about 900,000 “Holocaust survivors” — within an uncertainty range of 7 per cent plus or minus. A “Holocaust survivor” is defined as a *Jew* (person born of a Jewish mother?) who lived in a country under National Socialist (“Nazi”) regime (such as Germany from February, 1933), or in a district that was under Nazi occupation (such as some parts of the Soviet Union, 1941 to 1944), or in a country under regime of Nazi collaborators (such as Finland, 1941 to 1944), and who did not die before May, 1945.

    […]

    The real number of (born) Jews who survived living under National Socialist regime may therefore be even higher than 3.6 million.

    My concise summary is anyway: There were probably a little more than three million “Holocaust survivors” in May, 1945.
    ______________

    Now, IF those Israeli statistics are based on serious research (which we do not really know) and IF Mr Nordling’s conclusions are correct (demographers will tell), what are we facing? A project of extermination without a plan, without a decision, without a budget, and which leaves three to four million people surviving the attempt?

    What words could we use to just stick to the facts and not embark in wild speculations and political agendas?
    ______________

    E precedentes anteriores à guerra para o uso do cabalístico número 6 como representante habitual dos judeus em perigo, para já nem falar nos 6 dias da criação bíblica, na estrela de 6 pontas e nos 6 campos «de extermínio», conhecem-se alguns? Considere os seguintes, a título de exemplo:

    The SpartanBurg Herald, 2 de Abril de 1919: 6 milhões de judeus a morrer de fome

    The American Hebrew, 31 de Outubro de 1919: A crucifixão de 6 milhões de judeus

    New York Times, 20 de Julho de 1921: Ameaça de extermínio de 6 milhões de judeus

    New York Times, 9 de Janeiro de 1938: 6 milhões de vítimas judias perseguidas

    Considere igualmente as referências ao número de 6 milhões em plena Segunda Guerra Mundial, muito antes dos Julgamentos de Nuremberga, em datas anteriores à libertação dos campos de concentração ou captura de algum dos seus responsáveis ou de algum alto funcionário alemão, como estas:

    Reader’s Digest (Fevereiro de 1943): imagem da menção aos 03:03.

    Hearings Before the Commitee on Foreign Affairs House of Representatives (Março de 1945): a partir dos 02:45, imagem da menção aos 04:35.

    Veja os vídeos completos (e se possível as séries a que pertencem) para melhor informação sobre o background dos autores das referências.

    Palpite, adivinhação ou agenda? Deixo à sua apreciação e volto mais tarde.

  37. O comentário anterior era dirigido a Carmo da Rosa.

    E este também o é, a propósito desta sua afirmação: «… comentador Gungunhana, que é, sem dúvida e com todo o respeito possível, um neo-nazi…».

    Pode justificar a afirmação? Por outra palavras: o que é para si um «neo-nazi»? Ou simplesmente, partindo do princípio que o neo- não apresenta mistérios, o que é para si um «nazi»? Não me importo de satisfazer a sua curiosidade, mas preciso de saber que sentido atribui à palavra.

  38. Gungunhana Meirelles: ”Carmo da Rosa, numa investigação de matérias de facto o que se é ou deixa de ser não deve interferir com a apreciação de factos e argumentos.”

    Absolutamente de acordo.

    E adorei a sua imagem tão poética: “…escrever com sangue judeu da sua caneta de tinta de permanente, num A4 de pele humana herdado da «cadela de Buchenwald», que a Terra é redonda,….”

    É ridículo não ouvir Wagner por ele ser anti-semita, ou deixar de ler Céline pelo mesmo motivo. Ou também não ler Camilo José Cela por ter sido franquista durante a guerra-civil de Espanha, ou Saramago por ter sido Estalinista até ao fim da vida.
    Assim como nem tudo o que os comunistas dizem é à priori asneira (apesar de se repetirem muito!), nem tudo o que Salazar fez estava mal…

    Mas a sua longa, meticulosa e fastidiosa contabilidade dos mortos com o simples propósito de banalizar o holocausto e denegrir os judeus, não deixa muitas hipóteses às minhas suspeitas! O anti-semitismo é latente. Agora, se você é nacional-socialista, ou católico à antiga, ou salafista, tanto se me dá como se me deu, é tudo igual ao litro, vai tudo dar ao mesmo: ódio ao judeu….

    Qual é o sentido de encher cinco A4 com números, citações e links para chegar à conclusão que afinal os meus 16 milhões estão muito próximos da realidade! Trata-se de 0,2 (diz você) da população mundial, mas, como eu disse no meu último comentário dirigido a Teofilo M., com uma notável e enorme contribuição a bem da humanidade. Não me venha agora dizer que os prémios Nobel também fazem parte da conspiração judaica! Será que este facto também alimenta a sua dor de cotovelo?

    O número de 6 milhões de judeus mortos é consensual em todo o mundo civilizado. É claro que para Ahmadinejad, Hamas, Hezbollah e um número restrito de negacionistas ocidentais é tudo mentira, trata-se de uma fabricação! Neste caso temos que fazer um apelo à nossa tolerância: todos os povos têm direito a uma pequena percentagem de idiotas.

    Vejo um paralelo com o tipo de raciocínio do Thierry Meissan, o tal que enriqueceu com um livro onde afirmava que no dia 9 de Setembro de 2001 os judeus não foram trabalhar porque sabiam de antemão que a Mossad ia atacar as Torres Gémeas.!!!

    Lembre-se que está tudo bem documentado. Note que em Amesterdão sabia-se precisamente quantos judeus viviam em cada andar, em cada casa. A precisão nórdica/protestante não serve apenas para fabricar carros ou computadores! Note que até a empresa que ganhou a encomenda de fornos para os crematórios de Auschwitz-Birkenau é conhecida: Topf & Söhne. No início do século vinte já era um dos maiores construtores de instalações para fábricas de cerveja, mas a partir de 1914 especializou-se em instalações de incineração para cidades. Não há dúvida, eram os melhores no ramo…

    Mas diga-me lá uma coisa, mudaria o rumo da história se em vez de 6 milhões tivessem sido ‘só’ 5,7 milhões?

    ” o que é para si um «neo-nazi»? Não me importo de satisfazer a sua curiosidade, mas preciso de saber que sentido atribui à palavra.”

    A palavra nazi é uma abreviatura e ao mesmo tempo um diminutivo inicialmente carinhoso, mas em todo o caso muito alemão (profi = professionell; schumi = Michael Schumacher; schweini = Bastian Schweinsteiger) para designar os membros do partido de Adolf Hitler: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei.

    Como vê há aqui uma grande parte de socialismo nesta história. Mas deixemos para outra vez esta parte chata e comprometedora para os socialistas. O que interessa agora é apenas dizer que a sua opinião sobre a contabilidade dos mortos e as suas alusões ao holocausto são decalcadas das teorias conspiratórias que os sucessores ideológicos do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei actualmente vulgarizam.

    E, como é do conhecimento geral, o partido de Hitler nada mais fez do que transformar em ‘ciência’ o já existente e bastante espalhado ódio ao judeu, com a eficácia e gründlichkeit que lhes é tão peculiar, para justificar o endlösung. Precisamente o que fazem actualmente os seguidores de Alá e a esquerda ocidental, mas com menos ciência e mais ideologia.

  39. Carmo da Rosa (em negrito): E adorei a sua imagem tão poética: “…escrever com sangue judeu da sua caneta de tinta permanente, num A4 de pele humana herdado da «cadela de Buchenwald», que a Terra é redonda…”

    Para melhor captar toda a poesia convém saber que a referida «Cadela de Buchenwald» foi acusada e condenada pelo fabrico de abat-jours em pele de prisioneiros (que mandava matar e esfolar sempre que via tatuagens que lhe agradavam); «seduziu» depois os seus guardas militares (explicação oficial para o facto de ter dado à luz um filho de pai incógnito concebido no isolamento do cativeiro, sem intervenção conhecida do espírito santo); foi indultada e libertada pelo governador da zona de ocupação americana, general Lucius Clay, que admitiu em surdina mediática que a pele humana afinal era pele de cabra; foi a seguir novamente julgada e encarcerada por um tribunal alemão, depois de numerosos protestos desnazificantes e perante a impossibilidade de se dar publicamente o dito por não dito; e terminou a sua vida, depois de uma última carta ao filho, enforcando-se na prisão.

    Se quiser mais poemas, em directo das actas do Tribunal Militar de Nuremberga, pode entreter-se a procurá-los (de preferência com os olhos abertos) aqui:

    http://www.cwporter.com/partone.htm
    http://www.cwporter.com/parttwo.htm
    http://www.cwporter.com/partthre.htm
    http://www.cwporter.com/partfour.htm

    Mas a sua longa, meticulosa e fastidiosa contabilidade dos mortos com o simples propósito de banalizar o holocausto e denegrir os judeus, não deixa muitas hipóteses às minhas suspeitas! O anti-semitismo é latente.

    O simples facto de contabilidades meticulosas lhe causarem fastio não implica que não devam ser feitas em benefício de outros que as pediram [Teofilo M: «tem que arranjar factos para carrear para a discussão, pois não bastará atirar faúlhas ao ar e dizer que não são x, mas sim y os que morreram, porque morreram e onde morreram»].

    Quanto ao processo de intenções que me dirige, não se justifica. Em primeiro lugar, porque se realmente leu alguma coisa deve ter percebido que não se trata de «banalizar» o mítico libelo de sangue contra os alemães e o mundo em geral a que se dá o nome de «Holocausto» (extermínio planeado + câmaras de gás homicidas + aproxte. 6 milhões) na medida em que não se está a «banalizar» alguma coisa quando se desmente a sua existência.

    Por outro lado, o culto do «Holocausto» como religião para consumo global, derradeiro rebento do velho tronco abraâmico, com o seu cortejo de falsidades históricas, os seus templos, a sua casta (neste caso: nação) sacerdotal, os seus santos, mártires e demónios, as suas colectas, penitências e castigos, as suas procissões de crentes e execuções de herejes, e sobretudo o seu Santo dos Santos cuja cortina jamais deve ser levantada, é um fenómeno extremamente interessante.

    E justamente uma das razões desse interesse, já que a única coisa que lhe interessa a si é poder distinguir algum móbil especial da minha parte e a simples adesão à verdade lhe parece um fenómeno incompreensível, é que podemos estar, depois de milénios de judaismo e seus prolongamentos cristão e islâmico, perante a primeira religião global susceptível de ser estrangulada no berço pela razão humana. A ver vamos. Pode ser que desta vez, graças à revolução da comunicação global electrónica, os Celsos, os Porfírios e os Lucianos triunfem, mas isso daria toda uma nova discussão em torno de notáveis personalidades como esta:

    ROBERT FAURISSON
    UM HOMEM
    O PROBLEMA DAS CÂMARAS DE GÁS

    Mais toneladas de informação por exemplo aqui:
    CODOH

    Quanto à acusação de «anti-semitismo latente» não sei em que baseia os seus poderes de previsão do futuro, mas permito-me duvidar deles, até porque alguns dos meus melhores amigos são palestinianos. Anti-judaísmo, ao mesmo título que anti-cristinianismo ou anti-islamismo — tudo a ver com a razão crítica, a verdade e a história, e nada com o anti-semitismo pseudo-racial e pouco científico do séc. XIX — é que já seria outra questão, e nada latente por sinal.

    O número de 6 milhões de judeus mortos é consensual em todo o mundo civilizado.

    Óbvio disparate, conforme amplamente demonstrado pela leis «anti-negacionistas».

    Qual é a «verdade consensual» que precisa de censura para sobreviver? Aliás, o que costuma precisar de censura para sobreviver é a mentira, não é a verdade, consensual ou não. O caixote do lixo da história está cheio de deuses e dogmas consensuais que deixaram de o ser e de que ninguém se lembra sequer.

    Essas leis anti-negacionistas existem em numerosas legislações nacionais inspiradas pela «Lei da Proibição» nº187-1986 de Israel. Hoje em dia, a obediência à exigência de censura universal por parte de Israel, seu precursor e incansável defensor na ONU e fora dela, estendeu-se a muitos países ocidentais e a União Europeia tem tentado impô-la sob várias formas.

    Mas diga-me lá uma coisa, mudaria o rumo da história se em vez de 6 milhões tivessem sido ‘só’ 5,7 milhões?

    Se acha que não, e tanto lhe faz como fez, devo dizer que a sua indiferença para com o destino de 300.000 judeus me choca bastante. Mas note que não escrevi «5,7 milhões». Convém ler outra vez.

    Vá lá mais algumas ocorrências, anteriores à guerra, dos 6 milhões tirados da cartola cabalística de onde saíu o 666 bíblico e mais meia-dúzia deles…
    Montes de 6 milhões

    E, como é do conhecimento geral, o partido de Hitler nada mais fez do que transformar em ‘ciência’ o já existente e bastante espalhado ódio ao judeu, com a eficácia e gründlichkeit que lhes é tão peculiar, para justificar o endlösung.

    A palavra »Endlösung« não foi inventada com um sentido oculto e sinistro pelos alemães. Pelo contrário, queria dizer apenas «solução final» (da questão judaica) e era a expressão consagrada, e usada tanto por judeus como por não-judeus, desde o séc. XIX, para designar a emigração das minorias judaicas.

    Por exemplo, em 1897, nas Teses da Associação Nacional de Judeus de Colónia: «A experiência mostrou que a emancipação cívica não conseguiu atingir o objectivo de assegurar um futuro social e cultural ao povo judeu. A solução final da questão judaica reside portanto no estabelecimento do estado judeu».

    Ou na carta de 1899 de Theodor Herzl, o fundador do Sionismo, ao Czar russo, transcrita nos seus Diários Completos (vol. 3): «Completei esta diligência na minha carta ao Czar: “Senhoria: É à graça de sua Alteza Real o Grão-Duque de Baden que consentiu em patrocinar a minha humilde solicitação de audiência com Vossa Majestade Imperial que devo a minha autorização de submeter o plano Sionista para a solução final da questão judaica”».

    O mesmo na História do Sionismo de Nahum Sokolow, em 1919: «O progresso da civilização moderna acaba por ser visto como uma espécie de Messias moderno para a solução final do problema judaico».

    Mais algumas «soluções finais»:
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    É com este mesmo sentido que a «solução final» (»Endlösung« com maiúscula simplesmente porque é essa a regra para os substantivos em alemão) figura nos documentos alemães, incluindo os relativos à conferência de Wannsee, convocada numa fase da guerra em que as considerações de ordem económica e a falta de mão de obra se tornavam prementes, para organizar a Operação Reinhardt (o nome, com «t», provém do apelido do secretário de estado das finanças Fritz Reinhardt e não do primeiro nome de Reinhard Heydrich) que consistiu na deportação de judeus através de campos de trânsito, incluindo a confiscação dos seus bens (note no entanto que, por exemplo, a deportação de judeus de França quase não atingiu os de origem francesa relativamente aos judeus estrangeiros emigrados para França antes da ocupação), rumo aos campos de trabalho e guetos industriais do leste, como o complexo de Maly Trostinets na Bielorússia.

    O plano de deportação para Madagáscar, depois de uma conclusão vitoriosa da guerra e da imposição de um estado judaico nessa ilha à França, foi discutido até essa data, mas a partir daí foi abandonado por razões de ordem prática, e não para dar lugar a um plano tresloucado que só prejudicaria o esforço de guerra. A ideia de que, numa altura em que as vias férreas sobrelotados e debaixo de ataque eram mais do que nunca necessárias para a logística militar e civil, os eficientes alemães se divertiam a encher comboios com judeus de todos os pontos da Europa para os ir executar em massa, por meios surrealisticamente impraticáveis — com o mesmo gás usado nos campos e em muitos outros locais para desinfectar roupas e instalações, combater o tifo e preservar a vida — a muitas centenas ou milhares de quilómetros dos seus locais de residência, em vez de proceder ao seu assassinato in loco, pelo método tradicional, eficaz e barato que as fossas de Katyn tão bem documentam por parte dos «profissionais» do NKVD , só pode suscitar a incredulidade.

    Se alguma afirmação ou dúvida minha o intriga em particular, não hesite em me pedir fontes ou motivos de justificação, e se conhece alguma prova do «Holocausto» que lhe inspire confiança, não hesite igualmente em me apontar essa preciosa informação de que me interessaria muito tomar conhecimento.

  40. [Aproveito este comentário para corrigir o deslize «herejes»: é «hereges» como é evidente]

    Duas achegas às minhas indicações:

    1) «O melhor estudo sobre a questão demográfica (podemos mesmo dizer: o único!) é este, e infelizmente julgo que ainda não está online: The Dissolution of Eastern European Jewry, Sanning, W. N., Costa Mesa, California, 1990.»

    O livro, até hoje praticamente único, sobre esta temática perigosa que não dá prémios e não faz avançar carreiras nem estados de saúde, está muito bem comentado por leitores na página da Amazon:
    http://www.amazon.com/Dissolution-Eastern-European-Jewry/dp/0939484110/

    Como disse mais acima e repito aqui, o estudo demográfico de Sanning estima em 3.500.000 o número total de judeus que se encontraram ao alcance dos alemães durante a guerra, e em 2.400.000 o número de sobreviventes no seu término nos países previamente ocupados pela Alemanha (à exclusão da URSS). Onde é que o número 1.100.000 para o total máximo admissível de gente judia em falta devido a todas as causas deixa os 5,7 milhões de exterminados que Carmo da Rosa se mostra disposto a substituir aos 6 milhões, sem prejuízo do arredondamento cabalístico para que as profecias se cumpram? Resposta a este número assim que possível, s.f.f.

    2) Sugeri este vídeo de uma entrevista recente:

    ROBERT FAURISSON

    … mas reparo agora que não se trata de uma versão completa. A entrevista integral pode ser encontrada aqui (scroll down porque está em três vídeos sucessivos):

    ROBERT FAURISSON (integral)

    Mais algumas entrevistas (em francês) que podem suscitar o seu interesse, especialmente a de 1980 em que o entrevistador segue à letra o método de avaliação da realidade que me recomenda. Observe também a diferença dos metódos impostos pelo «consenso que sabe» nos finais das entrevistas de 1980 e de 2008. Porque será?

    — Faurisson interviewé par Ivan Levaï (1980):
    http://archive.org/details/RobertFaurissonEntrevueParIvanLevaSurEurope11980

    — Faurisson sur Radio-renaissance (1989):
    http://archive.org/details/1989RobertFaurissonSurRadioRenaissance1Sur3
    http://archive.org/details/1989RobertFaurissonSurRadioRenaissance2Sur3
    http://archive.org/details/1989RobertFaurissonSurRadioRenaissance3Sur3

    — Faurisson sur Radio Courtoisie (9 Abril 2008):
    http://www.dailymotion.com/video/x5635f_robert-faurisson-radio-courtoise-9_news#.UVsbvTeReuk
    http://www.dailymotion.com/video/x563hl_robert-faurisson-radio-courtoise-9_news#.UVsbyTeReuk

  41. “Não me importo de satisfazer a sua curiosidade, mas preciso de saber que sentido atribui à palavra.”

    A enorme extensão dos seus textos continua a não satisfazer a minha curiosidade. A quantidade não é uma garantia de clareza e a floresta de citações e links só estorvam e fazem perder de vista o essencial. Eu sei que isto é um hábito bem português, mas tenha piedade de mim, já vivo há 40 anos em terras de frases curtas e dizer urgente…

    Além disso, muito sinceramente, não estou muito interessado nas suas explicações, na sua contabilidade dos mortos e nos relatórios e nomes que cita – eu também tenho acesso a informação, não vivo no centro da Amazónia.

    Você poderia ter resumido o seu texto às quatro linhas que vêm a seguir, onde aqui, finalmente, é bastante claro:

    não se trata de «banalizar» (…) o nome de «Holocausto» (extermínio planeado + câmaras de gás homicidas + aproxte. 6 milhões) na medida em que não se está a «banalizar» alguma coisa quando se desmente a sua existência.

    Precisamente. Está tudo dito: você desmente a existência da Shoa (para não dizer holocausto, e você gastar outra vez duas A4 a explicar a origem da palavra!).

    Que interesse há em conhecermos até a marca dos fornos, que segundo os seus relatórios serviram apenas para fazer pão, se para si Auswichtz e Treblinka não passam de Campos de Inserção Laboral? Neste âmbito foi uma pena você não se ter lembrado de apoiar as suas teses com o texto que ainda hoje se pode ler à entrada dos campos de concentração: ARBEIT MACHT FREI.

    Para terminar, estou apenas interessado na sua mo – ti – va – ção, e creio que até já lhe dei uma pista:

    Trata-se de dor de cotovelo em relação às proezas científicas dos judeus? é uma questão religiosa? Ou teológica? Ou, por último, você joga benzinho xadrez e não consegue suportar a ideia dos judeus terem conseguido 4 campeões do mundo – tudo é possível, tudo é humano…

  42. A enorme extensão dos seus textos continua a não satisfazer a minha curiosidade.

    Há quem peça mais dados, há quem peça menos dados. Não se pode ser preso por ter cão e preso por não ter. Mas, okay, vamos a isso.

    Para terminar, estou apenas interessado na sua mo – ti – va – ção,

    “The facts ma’m, just the facts”
    (Sgt. Friday na série de TV Dragnet)

    e creio que até já lhe dei uma pista:

    Obrigado.

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