Estás quase lá, Rui

Para além disso, Rio adicionou também questões como o sistema judicial que “funciona tão mal” ou as “perseguições” feitas pela comunicação social e, por último: “Quando tantas notícias surgem que sociedades secretas ou semi-secretas têm uma influência dominante na nomeação de pessoas convenhamos que não tem a ver com a democracia.”

Fonte

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Encontrar alguém na direita, mas também na esquerda santa e pura e verdadeira, que denuncie os assassinatos de carácter e difamações sistemáticas feitos pela comunicação social é experiência mais improvável do que encontrar trabalho depois dos 50 anos não tendo habilitações. Rui Rio está de parabéns, assim, pela simples e superficial menção ao fenómeno. Contudo, ele utilizou o plural, falou em “perseguições”. Tendo em conta que apenas um português, que nem sequer vive em Portugal neste momento, é perseguido pela comunicação social ano após ano, mês após mês, semana após semana e dia após dia, a pluralidade referida tem de remeter para a multiplicidade dos órgãos de comunicação que se envolvem nessa perseguição.

Rio está quase lá. Qualquer dia até dá nomes aos bois e tudo.

5 thoughts on “Estás quase lá, Rui”

  1. Rio deve estar a referir-se às críticas de que ele e um sócio foram alvo por causa das torres do Aleixo. Com as perseguições a outros pode ele bem, até dá uma mãozinha se for caso disso. Por exemplo, na perseguição à Maçonaria. Repare-se que se queixa das campanhas da comunicação social e, logo de seguida, alinha nas acusações sobre o tremendo poder oculto da Maçonaria com base em “notícias que surgem”. E toda a conversa ranhosa dele sobre o fim iminente da democracia em Portugal é a condizer.

  2. O silencio cobarde, no mínimo, dos pretensos defensores da republica e da ética republicana, face à perseguição feita pelo diário de maior tiragem, o Correio da Manhã, ao ex-PM José Sócrates, revela bem o estado comatoso da democracia de Abril. Uma vez que os nossos magistrados tudo farão para nâo punir os difamadores, invocando para tudo a liberdade de imprensa, como em casos anteriores (Sócrates perdeu sempre), continuaremos a assistir todos passivamente ao linchamento, já não do político, mas do cidadão Sócrates a quem foi, efectivamente, cassado o direito ao bom nome.
    Perdi todo o respeito pelos “grandes”políticos deste país que se dizem democratas. Um qualquer jornalista, a soldo dos patrões, pode reduzir a zero um cidadão, que nada lhe acontece se a ordem assassina vier dos donos.
    E os democratas acomodam-se a isto!

  3. Mario,estou de acordo consigo.É chamada politica dos covardes.Têm mêdo dos jornais,mesmo não tendo ambiçoes politicas. Nem o Salazar foi tratado desta forma,mas nós compreendemos, é a insegurança dos governantes, que os leva a querer Socrates morto e bem morto.

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