Estamos em risco de perder um comentador político

Imagino uma escola em que uma professora de meia idade entra na aula e olha para trinta bárbaros vestidos de igual, dizendo grosserias e obscenidades, entre telemóveis ainda vivos e fios dos MP3, entre roupa “de marca” comprada na feira do Relógio e cabelos em bico com gel, os rapazes a pensarem no wrestling e no skate e as raparigas vestidas para matar a pensarem nas fotos que vão colocar em trajes menores no Hi5. Que olhar pode ter a professora, já com várias aulas em cima, para uma audiência desatenta que a última coisa que quer saber é o que é uma raiz quadrada ou um soneto, numa sala húmida e pouco iluminada, perdida num subúrbio policiado?

Pacheco Pereira tem cada vez menos contacto com a realidade e, ainda por cima ou em consequência, anda deprimido. O seu estado leva-o a esta surpreendente vocação para a comédia, exibida supra. Mas também poderá ser tentativa de suscitar convite para entrar na equipa de argumentistas dos Morangos Com Açúcar.

3 thoughts on “Estamos em risco de perder um comentador político”

  1. Não anda nada deprimido.

    Aquilo é pura ficção neo-neo-realista para ver se engana alguns papalvos.

    PP convence-se que assim convence alguém a votar no PSD ( Partido Semestralmente Democrático)

  2. o que eu sei é que já ando completamente enjoado, aliás há milénios, com esses comentadores jurássicos, tudo déjà-vuíssimo

    só volto a ver tv com gente nova nesses lugares

    que cretino, com o dinheiro que tem porque não vai perder-se de amores e de salsa durante um mês para uma ilha tropical? Dá Deus dentes a quem não tem nozes vá-se lá saber porquê

  3. Ó Val, tens cá uma pachorra para esse mangas do PP. Dali já não vem nada, nunca mais. O gajo tinha a santa obsessão de esconjurar o comunismo da juventude, que nem sequer era comunismo, mas tesão para combater o PCP. Fazia-o com a volúpia de um pide intelectual, mas queimador de livros (os verdadeiros PIDEs apreendiam-nos e depois vendiam-nos, que o salariozinho era baixo). Comunismo-filão-querido que a queda do Muro lhe tirou. Um órfão da guerra fria que nem no seu partido aturam. A depressão de que agora falas é pela derrota do McCain, ou ainda não percebeste? Quanto ao Bush que PP sempre defendeu, agora até mete dó: parece um pedinte. PP também. Tenham peninha dele, que é pobrezinho. Eu não tenho nenhuma, me confesso.

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